Este material, intitulado “Monitoramento e Caracterização Ambiental”, foi elaborado com o objetivo principal de servir como guia de estudos para a disciplina de Monitoramento Ambiental do curso de Engenharia Ambiental da UAB-UFSCar. A perspectiva para o material foi a elaboração de um guia de estudo simplificado, mas com características abrangentes, incluindo conceitos de instrumentação, técnicas analíticas, amostragem, descrições necessárias, etc., para um monitoramento adequado dos diversos recursos. Na Unidade 1 pretende-se abordar as características gerais da monitorização, visando um conhecimento alargado das características que são importantes na escolha do local e do respetivo método de amostragem.
Nesta unidade é apresentada a introdução à disciplina, ou seja, as principais bases legais, os objetivos de monitorização em geral, a conceptualização do tema, as características ambientais e a qualidade analítica necessária. A Unidade 2 tem como objetivo mostrar as principais características de interesse para o monitoramento do ambiente aquático (águas superficiais), os tipos de monitoramento existentes e o índice de qualidade da água. A Unidade 4 trata dos principais conceitos de poluentes na atmosfera e formas de monitorizar (recolher e identificar) essas partículas e gases/vapores poluentes.
A unidade 5, para completar o material impresso, foca em outros tipos de poluição que podem ser monitorados (ruído, vibração e radiação). Espera-se que o material agregue maior conhecimento e interesse ao Monitoramento Ambiental e seus instrumentos.
Introdução ao monitoramento ambiental
Ato nº. Portaria 6.938, de 31 de agosto de 1981 – Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus objetivos e mecanismos para sua formulação e aplicação, e dá outras providências. A monitorização deve envolver um processo de aprofundamento do conhecimento do ambiente a avaliar, dos parâmetros a medir e também do ambiente e dos seus habitantes (fauna e flora envolventes). Parâmetro biológico: característica associada ao componente biológico do ambiente, incluindo cobertura vegetal, densidade e distribuição, parâmetros indicadores de qualidade da água como coliformes, população microbiana nos solos, como fungos e bactérias.
Parâmetro Químico: Uma propriedade relacionada a um componente químico do meio ambiente, incluindo parâmetros de qualidade da água, como sólidos dissolvidos e poluentes, propriedades do solo, como nutrientes e poluentes, e parâmetros de qualidade do ar, como ozônio, hidrocarbonetos, partículas ou monóxido de carbono. Essas unidades hídricas (como as unidades florestais) ocupam determinados volumes em um determinado momento (ARTIOLA, PEPPER & BRUSSEAU, 2004). Além disso, todas as unidades de água estão localizadas dentro de limites fixos definidos por intersecções com outros componentes ambientais.
Uma parte crítica do monitoramento ambiental é o tipo de equipamento analítico utilizado para analisar as amostras. O profissional técnico responsável pela amostragem deverá se preocupar em realizar coletas perfeitamente representativas do ambiente a ser monitorado, refletindo a situação ambiental no momento da amostragem.
Monitoramento do meio aquático
Os processos de evaporação, solidificação através da formação de gelo, condensação e precipitação controlam a distribuição da água entre esses três estados do meio ambiente. A qualidade química da água é determinada pela quantidade e variedade de substâncias químicas orgânicas e inorgânicas nela presentes. Por outro lado, mudanças nos estados físicos da água tendem a afetar os ciclos naturais da água em todas as escalas (BRAGA et al., 2005).
Apoio técnico nos casos de implementação de planos específicos, bem como dos seus relatórios, para cobrança pelo uso da água e/ou para estudo do enquadramento dos corpos hídricos; Essa distinção é desnecessária, pois retirar um pequeno volume de água de um lago ou rio, por exemplo, para amostragem não perturba ou perturba esses ambientes. As medições de pH da água requerem o uso de um eletrodo de vidro acoplado a um eletrodo de referência.
Estes parâmetros discutidos são medidos rotineiramente na maioria dos corpos d'água e servem como um indicador da qualidade da água. Mudanças temporais e espaciais podem ocorrer em decorrência do fluxo de água dentro dos riachos, por isso a definição do tempo e local de medição é importante (ARTIOLA, PEPPER & BRUSSEAU, 2004).
Monitoramento do meio solo e das águas subterrâneas
Prezado Leitor, Esta unidade tratará de aspectos relacionados ao monitoramento da qualidade do solo e das águas subterrâneas. A Resolução Conama 396/2008 definiu seis classes para classificação das águas subterrâneas no território nacional de acordo com os principais usos, conforme mostra a Tabela 3.1. Assim, sempre haverá uma fonte de poluição das águas subterrâneas com liberação gradual, mas constante, do produto poluente (CETESB, 2004).
No estado de São Paulo, seguindo a tendência de outros países, a Cetesb passou a adotar valores-guia para a qualidade do solo e das águas subterrâneas a partir de 2001. O valor de referência de qualidade indica o limite de qualidade para solos considerados limpos4 ou de qualidade natural das águas subterrâneas. Fonte: elaborado pelo autor com base no Relatório de Qualidade das Águas Subterrâneas do Estado de São Paulo (CETESB, 2010).
5 Os valores de referência de qualidade das águas subterrâneas foram estabelecidos em 2007, com base na série de dados obtidos pela Rede de Monitoramento da Qualidade das Águas Subterrâneas do Estado de São Paulo, no período de 1994 a 2006. Os valores foram publicados na Revista Águas Subterrâneas. Relatório de Qualidade de cada um dos sistemas aquíferos do estado. Esses valores devem ser considerados como valores de referência para orientar ações de prevenção e controle da poluição das águas subterrâneas no estado de São Paulo (CETESB, 2010).
Para as águas subterrâneas do estado de São Paulo foram utilizados apenas os valores de intervenção, que indicam as concentrações máximas de determinadas substâncias acima das quais existe um risco potencial à saúde humana em um cenário genérico. Esta resolução publicou uma lista de valores orientadores para a proteção da qualidade do solo e das águas subterrâneas, para efeitos de gestão de áreas poluídas no território nacional. A rede de monitoramento da qualidade das águas subterrâneas operada pela Cetesb é composta por poços utilizados pelas concessionárias ou secretarias municipais responsáveis pelo abastecimento público de água.
Com base na revisão das cargas poluidoras e no mapeamento da vulnerabilidade natural, são determinadas áreas críticas onde devem ser implementadas medidas para prevenir e controlar a poluição das águas subterrâneas. A Cetesb, em colaboração com outras autoridades, publicou um mapeamento de sensibilidade ao risco de poluição das águas subterrâneas para identificar as áreas mais vulneráveis e as atividades com maior potencial de poluição no país. É importante ressaltar que o processo de monitoramento é realizado até que o valor alvo de remediação seja atingido, que se baseia nos principais valores de qualidade do solo e das águas subterrâneas.
Um poço a montante está localizado a montante da fonte de contaminação em relação ao fluxo preferencial de água subterrânea. Portanto, é importante que o monitoramento seja realizado corretamente, pois constatou-se que os locais para coleta de amostras de solo, bem como para perfuração de poços para monitoramento de águas subterrâneas, devem ser projetados de forma a interceptar o fluxo de poluição . A monitorização permitirá uma avaliação qualitativa e quantitativa realista da extensão da poluição e, assim, fornecerá dados para a tomada de decisões sobre a gestão da qualidade do solo e das águas subterrâneas.
Relatório sobre o estabelecimento de valores indicativos para solo e águas subterrâneas no estado de São Paulo.