OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA: DO FATO GERADOR À EXTINÇÃO DO
Espécies de impostos
Com efeito, para José Eduardo Soares de Melo25, o imposto sinaliza:. modalidade de tributo cujo elemento fundamental é ato, negócio ou situação jurídica amparada em substrato econômico, pertinente a pessoa física, sem qualquer participação direta e imediata do Poder Público”.14. Dito isto, os impostos são divididos em quatro grupos, de acordo com o Código Tributário Nacional.
Fato gerador e lançamento dos impostos
Em regra, o facto gerador da obrigação tributária principal é definido na lei ordinária publicada pela entidade fiscal competente. Diferentemente do evento gerador da obrigação principal, o evento gerador da obrigação complementar pode ser determinado pela legislação em sentido amplo e não apenas pela lei, conforme inteligência do artigo 96 do Código Tributário Nacional.
Extinção do crédito tributário
Inicialmente, é importante ressaltar que a perda dos direitos do fisco pode acarretar duas consequências lógicas: a perda do crédito tributário ou a perda do direito de efetuar a autuação. Com base na sua doutrina, é possível identificar diversas regras para o declínio da legislação do Fisco. Constituem critérios positivos para a composição das regras prescricionais do Direito Tributário: i) a ocorrência ou não de crédito constituído pelo contribuinte sem pré-pagamento; (ii) se ocorrerá ou não a criação de crédito em decorrência do lançamento; (iii) se os casos de suspensão de responsabilidade ocorrem ou não antes do término do prazo de pagamento do crédito tributário; (iv) a ocorrência ou não das hipóteses de retomada da prescrição (despacho do tribunal que ordena a citação, protesto judicial, ato judicial que causa a inadimplência do devedor, ou reconhecimento de dívidas pelo devedor).” 47.
Limitação do direito do IRS de criar crédito com o contribuinte e suspender a responsabilidade do contribuinte e suspender a responsabilidade. O que significa que sua ocorrência resulta na perda direta do crédito tributário e não na perda do direito de ação judicial. Segundo Eurico Marcos Diniz de Santi, essas regras são: "(i) regra geral de limitação dos direitos do contribuinte; (ii) regra que rege a limitação do direito do contribuinte de recusar o reembolso; e (iii) a regra de limitação dos direitos do contribuinte direito com rescisão da decisão”.57.
A partir da extinção do crédito tributário, contam-se cinco anos para a formação do fato jurídico que extingue a regra geral de prescrição dos direitos do contribuinte. Difere da ideia de prescrição do direito do contribuinte, uma vez que este último extingue o direito de processar judicialmente esse débito.
PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA EM MATÉRIA TRIBUTÁRIA
REGRAS E ESPÉCIES DE DECADÊNCIA DO DIREITO DO FISCO
- Decadência do direito de lançar sem pagamento antecipado
- Decadência do direito de lançar sem pagamento antecipado e com notificação
- Decadência do direito de lançar com pagamento antecipado
- Decadência do direito de lançar com pagamento antecipado, ilícito e
- Decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento
- Decadência do direito de crédito do Fisco
Essas regras receberam a seguinte identificação:. i) decidir sobre a caducidade do direito de lançamento sem pré-aviso, (ii) decidir sobre a caducidade do direito de lançar sem pré-aviso e com pré-aviso, (iii) decidir sobre a caducidade do direito de lançar com pré-aviso, (iv) norma sobre caducidade do direito de liquidação com pagamento antecipado, ilegal e notificação, (v) disposição sobre a caducidade do direito de liquidação mediante cancelamento da liquidação anterior e (vi) disposição sobre a caducidade do direito à restituição do imposto.” 31. O direito da Fazenda de compensar a dedução fiscal caduca após 5 (cinco) anos, contados a partir: I - do primeiro dia do exercício social seguinte àquele em que a liquidação poderia ter sido feita; (..)”32. Se as autoridades fiscais não efetuarem a avaliação no quinto ano do exercício financeiro após a ocorrência do facto gerador, o seu direito de o fazer caducará.
O direito da Fazenda de constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, a contar do: Parágrafo único. Ou seja: o direito à execução da liquidação caduca se a Administração Fiscal não a executar no prazo de cinco anos a contar da data da notificação ao contribuinte da medida preparatória necessária à liquidação. Contudo, é importante ressaltar que há estudiosos que defendem a aplicação da regra geral de caducidade do direito de concessão de acesso sem pré-pagamento nestes casos.
O direito da Fazenda de constituir a restituição do imposto caduca após 5 (cinco) anos, contados a partir de: II - a partir da data em que se tornar definitiva a decisão que anulou, por vícios formais, a autuação anteriormente feita."37. Por fim, importa referir que as cinco normas anteriores centravam-se na erradicação do direito de abandono.
REGRAS DE DECADÊNCIA DO DIREITO DO CONTRIBUINTE
Neste caso, o contribuinte perde o direito de reclamar administrativamente a dívida tributária se não a exercer no prazo de cinco anos a contar da data da reforma, anulação, revogação ou extinção da decisão que determinou o pagamento, o que apenas lhe permite o recurso judicial. rota atrasada. , se não for prescrito. É fundamental ressaltar que essa reversão deverá ocorrer no prazo determinado pela regra geral de caducidade dos direitos do contribuinte, para que a segunda norma entre em vigor. Caso contrário, o prazo de prescrição já teria entrado em vigor ao abrigo das disposições da regra geral contra o decurso do prazo.
Vale destacar também que a interrupção do prazo prescricional nada mais é do que o reinício da contagem de novo prazo prescricional. Quando surge a hipótese legal de interrupção do prazo de prescrição, o prazo que já estava em andamento é descartado e inicia-se novo prazo do zero, a contar do novo prazo inicial estabelecido. Existe apenas uma regra de interrupção, só possível quando cessa o direito da Agência Tributária e coincide com a quinta regra, que trata da perda do direito de efetuar uma liquidação caso a liquidação anterior seja cancelada por defeito de forma.
Na verdade, com a decisão final que anula a autuação anterior por deficiência formal, recomeça-se a contagem do prazo de prescrição, conforme previsto no artigo 173, II, do Código Tributário Nacional.41. Assim, a Administração Fiscal terá mais cinco anos, contados a partir da data em que transitou em julgado a decisão de anulação com fundamento em vício formal, para proceder a nova autuação.
REGRAS E ESPÉCIES DE PRESCRIÇÃO
- Regras de Prescrição do Direito do Fisco
- Prescrição do direito do Fisco com constituição do crédito pelo
- Prescrição do direito do Fisco com constituição do crédito pelo contribuinte e com
- Prescrição do direito do Fisco com lançamento
- Prescrição do direito do Fisco com lançamento e com suspensão da
- Reinício do prazo de prescrição do direito do Fisco
- Prescrição do direito de crédito do Fisco
- Regras de Prescrição do Direito do Contribuinte
- Regra geral da prescrição do direito do contribuinte
- Prescrição do direito do contribuinte com denegação da
- Prescrição do direito do contribuinte com desfazimento da
Neste contexto, aplicam-se as regras que regem a prescrição do direito fiscal, que definem, em termos temporais, o prazo adequado para o exercício do direito de ação de um crédito executório. Nessa linha de raciocínio, as normas que regem o preceito da legislação tributária determinam que a Fazenda Pública proponha a suposta ação executiva no prazo que a lei julgar razoável. Para este caso, o código também estabeleceu regras especiais de prescrição, sendo a prescrição um direito do contribuinte.
Entendem que a limitação do direito da Autoridade Tributária pode levar a duas consequências lógicas: pode levar à extinção do crédito tributário ou pode levar à extinção do direito de ação da Fazenda Pública.46. Ao combinar estes quatro critérios, é possível identificar e distinguir as seis regras prescricionais do Direito Tributário, atualmente em vigor. Que foi classificado por Eurico Marcos Diniz de Santi como:. i) regra de limitação dos direitos do fisco com a criação de crédito pelo contribuinte; (ii) regra de limitação do direito do fisco com constituição do crédito pelo contribuinte e com suspensão da exigibilidade; (iii) norma que rege a limitação do direito de avaliação da Autoridade Tributária; (iv) norma que rege a limitação do direito de avaliação e suspensão da exigibilidade da Autoridade Tributária; (v) previsão de reinício da prescrição para a legislação tributária; e (vi) a norma que rege a limitação do direito ao crédito do Fisco.”52.
Esta limitação provoca a extinção do direito do contribuinte de demandar judicialmente uma determinada dívida que lhe é devida pelo Fisco. Caso contrário, a limitação do direito do contribuinte consiste na perda da legitimidade do contribuinte para repetir judicialmente a sua dívida. Da combinação destes dois critérios objetivos emergem três regras que regem a prescrição do direito do contribuinte.
Obviamente, a anulação da condenação deve ser realizada antes de expirar a regra geral sobre a limitação dos direitos do contribuinte, caso contrário o direito de processar já estaria prescrito de qualquer maneira.
RESPONSABILIDADE DO AGENTE PÚBLICO
CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES PÚBLICOS
Dirigentes federais, estaduais e municipais, ministros e secretários de estado, senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores. Os servidores públicos são, portanto, pessoas que prestam serviços públicos, os mais diversos, em virtude de vínculo empregatício e mediante remuneração paga pelo erário.62. Já os militares, assim como os servidores públicos, mantêm uma ligação com o Estado de natureza estatutária, ou seja, que decorre da lei.
Mas o exército tem um regime especial, com regras próprias, que não comunica com os funcionários públicos, exceto a responsabilidade civil, que é a mesma para ambos. São indivíduos a quem é atribuída a tarefa de realizar uma determinada tarefa, obra ou serviço público e realizá-la em seu próprio nome, por sua conta e risco, mas sob o controle constante do Estado. Esta categoria inclui concessionários e licenciadores de serviços públicos, leiloeiros, intérpretes e outras pessoas autorizadas pelo poder público a praticar determinada ação.
RESPONSABILIDADE DO AGENTE PÚBLICO PELA PERDA DO CRÉDITO
- Responsabilidade como ilícito civil
- Responsabilidade como ilícito administrativo
- Responsabilidade como ato de improbidade administrativa
A terceira forma é como ato administrativo impróprio, regulamentado pela lei nº. 8.429, de 2 de junho de 1992. Essa modalidade só poderá ser aplicada separadamente se não estiverem previstas sanções administrativas para as ações insidiosas de agentes públicos na esfera da administração e se a regra definida no artigo 10 da Lei nº. A Lei 8.429/92, Lei de Desigualdade Administrativa, foi considerada inconstitucional. Embora o foco principal da Lei de Irregularidade Administrativa, a Lei n. 8.429, de 2 de junho de 1992, é o combate à corrupção e ao enriquecimento ilegal de agentes públicos ou de terceiros em razão do serviço público; Esta lei também proíbe formas ineficientes e prejudiciais de administração de assuntos públicos.
A lei especifica três tipos diferentes de atos de impossibilidade administrativa, cada um com espécies diferentes. Os atos de improbidade administrativa que causem prejuízo ao erário estão previstos no artigo 10 da Lei de Improbidade Administrativa. Neste artigo, o legislador preocupou-se com a qualificação dos atos de improbabilidade dos agentes públicos que levam à redução de verbas públicas.
De acordo com esta seção, o agente público que “agir com negligência na arrecadação de tributos ou receitas” cometerá ato administrativo irregular. Desconsiderando por um momento o fato de que existem diferentes significados quanto à aplicabilidade desta norma, e reconhecendo que a negligência de um agente público na arrecadação de tributos, que gera dano ao erário, acarreta ato administrativo inapropriado; O resultado será que além das sanções civis e administrativas aplicáveis ao abrigo dos títulos anteriores, também serão aplicáveis as sanções reguladas pela Lei das Desigualdades Administrativas. O artigo 37, §4º, da Constituição Federal determina que atos de improbidade administrativa resultarão em: (I) suspensão de direitos políticos, (II) perda de cargo público, (III) falta de bens e (IV) indenização no erário , na forma e escala previstas em lei.
Desta forma, as principais sanções impostas e reguladas pela lei da improbidade administrativa não podem ser outras que estas.