Esta monografia tem como objetivo estudar a ineficácia da lei de execução penal, a violação dos princípios constitucionais, destacando a consequência dessa ineficácia no processo de ressocialização. O objetivo desta monografia é a ineficácia da lei de execução penal, a violação dos princípios constitucionais e as consequências dessa ineficácia no processo de ressocialização.
BREVE HISTÓRICO DA PENA
- Vingança Privada
- Vingança Divina
- Vingança Pública
- Período Humanitário
Em outras palavras, qualquer pessoa que acreditasse estar ofendendo outra pessoa poderia considerar a “retribuição” como o meio apropriado e permissível desta fase do direito penal. Esta forma de aplicação do antigo direito penal pretendia garantir a integridade e autoridade dos príncipes e governantes.
CONCEITO
A pessoa condenada a cumprir pena privativa de liberdade em regime semiaberto poderá ser submetida ao exame de que trata este artigo. Privação de liberdade, em regime semiaberto ou aberto, salvo se houver necessidade de transferência para regime fechado. Regime fechado para execução da pena em instituição de segurança máxima ou média. Privação de liberdade, em regime semiaberto ou aberto, salvo se for necessária a transferência para regime fechado.. regime semiaberto para execução da pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar.
A Colônia Agrícola, Industrial ou Similar destina-se ao cumprimento da pena em regime semiaberto. O princípio da Humanização da Sentença apresenta-se como forma de evitar retrocessos na aplicação do sentido. O condenado que cumpre pena em regime fechado ou semiaberto pode compensar parte do tempo que passou cumprindo pena com trabalho.
CARACTERISTICAS DA PENA
CLASSIFICAÇÃO
A pena de prisão simples deverá ser cumprida, sem rigor de sofrimento, em instituição especial ou secção especial de estabelecimento prisional comum, em regime semiaberto ou aberto. Ressalte-se que a multa pode ser aplicada em conjunto com a prescrição ou com a pena privativa de liberdade.
FINALIDADE
- Teoria Absoluta ou Retributiva da Pena
- Teoria Relativa ou Preventiva da Pena
- Teoria Unificadora da Pena (Mista)
Segundo alguns estudiosos, a teoria da punição relativa ou preventiva é dividida em teoria da prevenção geral e teoria da prevenção especial. Na Teoria da Prevenção Geral, a punição passa a ser intimidação, para que o agressor não volte a cometer crimes.
DOS REGIMES PRISIONAIS
- Regime Fechado
- Regime Semi-aberto
- Regime Aberto
- Regime Especial
- Regime Disciplinar Diferenciado
Vale ressaltar que o preso em Regime Fechado pode progredir no regime, o que pode acontecer respeitando os requisitos objetivos e subjetivos. No regime semiaberto o preso não precisa ficar em ambiente de segurança máxima, deve ficar isolado da sociedade, mas não apresenta o mesmo risco que o preso no regime fechado. Portanto, nota-se que o local de cumprimento da pena no regime semiaberto é menos rigoroso, o que condiz com a pena aplicada.
Da mesma forma que é dada ao preso em regime fechado a oportunidade de progredir no regime, o preso em regime semiaberto também tem esse direito, o que lhe dará a progressão para o regime aberto.
Princípio da Dignidade da Pessoa Humana
O princípio a ser abordado é um dos pilares do direito global, presente no ordenamento jurídico nacional e protegido em nossa Constituição. O Princípio da Dignidade Humana protege numerosos direitos inerentes às condições mínimas de dignidade humana. Restringir a liberdade dos cidadãos encarcerados não afeta os direitos inerentes a todos os seres humanos, sendo necessário respeitá-los.
5º afirma que “é garantido o respeito à integridade física e moral dos presos”; E a secção seguinte afirma que “aos reclusos serão asseguradas condições que lhes permitam permanecer com os seus filhos durante o período de amamentação”.
Princípio da Humanização da Pena
Parece que a norma está presente, porém no cenário atual do sistema prisional, são inúmeras as situações que configuram uma verdadeira violação da dignidade humana. A presença deste princípio na Constituição exclui qualquer possibilidade de aplicação da pena no seu caráter permanente e degradante, pensando assim princípios globais que respeitem a visão degradante da aplicação da pena. A respeito do referido Princípio, MESQUITA JUNIOR35 diz: De acordo com o princípio da humanização da pena, a execução penal deve estar de acordo com os parâmetros contemporâneos de humanidade, reconhecidos internacionalmente, preservando a dignidade humana do condenado.
Portanto, procuramos afastar o caráter cruel do castigo, eliminando os castigos corporais e humilhantes, refletindo assim os princípios do Princípio da Dignidade Humana agora refletidos.
Princípio da Individualização da Pena
Princípio da Igualdade
O princípio visa a igualdade de tratamento na aplicação da lei, impossibilitando ao juiz a diferenciação entre os condenados. Tal igualdade é apenas uma ilusão, pois no atual cenário de estrutura insegura das prisões, as peculiaridades que deveriam ser respeitadas em cada gênero tornam-se impossíveis e inexequíveis, gerando discriminação no tratamento.
Princípio da Legalidade
No entanto, dada a realidade do sistema prisional, verifica-se que a prestação de tais direitos é deficiente e por vezes a sua prestação é inexistente. Conforme mencionado acima, nota-se que a saúde também é um problema nos estabelecimentos correcionais, a única diferença é que as pessoas que não estão encarceradas têm outras alternativas na hora de procurar tratamento, e o condenado está sujeito às encontradas na instituição onde está localizado. coletados. Portanto, não há vantagens no sistema progressivo, onde os regimes semiaberto e aberto possuem características específicas para cada regime.
Verifica-se que dos 548 reclusos do sexo masculino, 185 são reclusos a cumprir pena, e da população feminina há um total de 128, dos quais 64 são reclusos a cumprir pena. Há falta de respeito pela dignidade dos reclusos, que não a perderam com a prisão, e continuam sujeitos à protecção dos direitos associados a cada pessoa. Em relação a todos os princípios básicos contidos em nossa Constituição, no que diz respeito à execução penal, há um desrespeito a praticamente todos os princípios nela contidos, onde o preso é lançado em condições degradantes e subumanas, violando assim inúmeros direitos e garantias constitucionais inerente. para qualquer pessoa.
Princípio da Proibição de Tortura
VIOLAÇÃO DE DIREITOS DOS DETENTOS
- Assistência Material
- Assistência à Saúde
- Assistência Jurídica
- Assistência Educacional
- Assistência Social
- Assistência Religiosa
- Direito ao Trabalho
Sabe-se que a assistência aos condenados é uma obrigação do Estado, que, através do seu poder sancionador, limita e por vezes restringe o direito à liberdade dos condenados. Acredita-se que o respeito ao exercício da religião tenha forte influência na ressocialização do preso. É evidente que o trabalho do preso vai muito além do benefício, mas torna-se um passivo para os presos que cumprem pena em regime fechado ou semiaberto.
Vale ressaltar que o trabalho para presos em regime provisório não é obrigatório e só pode ser concedido internamente.
Superlotação
Existem inúmeras instalações correcionais que estão constantemente superlotadas e têm menos capacidade do que os prisioneiros que detêm. A superlotação de presos apresenta-se como “gatilho” para a explosão de problemas nas instituições penais. A discrepância nos números é visível; a lotação prevista, tanto para homens como para mulheres, corresponde a um total de 198 reclusos, e de acordo com os dados acima apresentados parece que o estabelecimento prisional tem 676 reclusos, ou seja, 478 mais do que o suportável.
Os presidiários, homens e mulheres que cumprem pena, são divididos em regimes fechado e semiaberto e segundo a LPP devem estar em instituições penais distintas, dependendo das características de cada regime.
Precária Infra-estrutura
Crianças de dois anos começaram a andar e pessoas inocentes não entendem o local onde lhes são aplicados os castigos, brincam no meio de um ambiente “bárbaro” e sua segurança está em risco e rebelde a cada momento. pode acontecer. Para muitas crianças, o único lugar onde podem estar é a prisão, onde ambos os pais estão na prisão e o resto da família é ignorado. A partir de agora, de acordo com o exposto, percebe-se a infraestrutura insegura do Presídio Regional de Itajaí, que com espaço insuficiente tem para atender os 676 presos que abriga.
A superlotação e a infraestrutura precária se combinam para criar o caos e os problemas que existem hoje no presídio de Itajaí.
Em colaboração com o pessoal penitenciário, há necessidade de profissionais específicos como médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, professores, advogados e funcionários que lidem com questões administrativas nas instituições. No entanto, com poucas instituições com pessoal completo, a segurança dos próprios funcionários prisionais e da sociedade fica comprometida pela incapacidade do Estado em satisfazer as necessidades das prisões. É relevante ressaltar que entre os 34 agentes penitenciários estão o gestor penitenciário, o chefe da segurança e o gestor que cuida das questões relacionadas à distribuição de alimentos, produtos essenciais à limpeza e higiene dos presos, entre outras atividades relacionadas ao manutenção dos presídios, atividades essenciais do presídio.
No mês de Novembro deste ano, todos os presos do Estado que estão cansados de
DA REINCIDÊNCIA E A ILUSÃO DE RECUPERAR
- O Retorno a Criminalidade
Vale ressaltar que 01 dos funcionários empregados trabalha em conjunto com outro funcionário penitenciário em questões relacionadas à assistência judiciária aos presos. Nota-se que o próprio Estado tem uma parte significativa da culpa quando se trata de reincidência criminal. Em linha com a realidade, parece que as instituições penais oferecem aos presos mais oportunidades de entrar no mundo do crime do que oportunidades de recuperação.
Dos presos detidos no presídio de Itajaí, constatou-se que a segunda parte entre a prática da mesma conduta, antes considerada repreensível, principalmente nos crimes de drogas e roubo, porém, grande parte reincide em crime mais grave , por exemplo, o primeiro incidente foi roubo e o segundo é roubo.
DO PRECONCEITO
- Da Família e da Sociedade
- O DESCASO DO ESTADO
- Desrespeito a Constituição
- Da não Prestação dos Direitos
Às vezes é difícil para a família aceitar que alguém tão próximo possa ter cometido tal barbárie, mas se os próprios familiares não conseguem dar ao condenado a oportunidade de provar que ele ressuscitou tão pouco, as pessoas próximas podem dar uma oportunidade. Só pensam assim pessoas que não conhecem a realidade do sistema prisional, pessoas que desconhecem as informações que são transmitidas diariamente. O único interesse demonstrado é construir mais instituições, para que possam abrigar mais presos, e o problema só será resolvido momentaneamente, pois sem a aplicação efetiva da Lei não há necessidade de se falar em ressocialização, nem em solução para as demandas da execução.. Criminosos.
É preciso falar não só da ineficácia das execuções penais, mas também da ineficácia da própria Constituição, que não deve ser vista apenas como uma carta de recomendações, com princípios utópicos.
INEFICÁCIA DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL
1. A execução penal tem por finalidade cumprir o disposto na sentença ou decisão penal e criar condições para a integração social harmoniosa do condenado e do internado. As péssimas condições do sistema prisional, o descaso do Estado e a inércia da sociedade só contribuem para o fracasso do sistema e para a rebelião dos presos, que, ao conquistarem a liberdade, não se sentirão incluídos em nenhum ambiente, e serão marginalizados. respeitar qualquer contrato social, e provavelmente prejudicaria mais uma vez o bem comum, ou seja, a paz social. Portanto, as péssimas condições do sistema prisional, o descaso do Estado e a inércia da sociedade só contribuem para o fracasso do sistema e para a rebelião dos presos, que não se sentiram incluídos em nenhum ambiente ao conquistarem sua liberdade e foram marginalizados . alguns não respeitam o contrato social e são susceptíveis de perturbar o bem comum, isto é, a paz social.
O objetivo desta monografia foi a ineficácia do direito penal-executivo, a violação dos princípios constitucionais e as consequências dessa ineficácia no processo de ressocialização.