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National Geographic – isso serve, em primeiro lugar, para fazer turismo

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Academic year: 2023

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As publicações da revista National Geographic são conhecidas mundialmente pela qualidade de suas imagens e fotografias que se relacionam com as diferentes paisagens do mundo. Apresentamos um resumo da história da Revista National Geographic bem como uma análise de suas características através de pesquisa em seção específica de números desta revista. Destacamos o pitoresco e o exotismo presentes em seus relatos, bem como preferimos descrever apenas os fatos em suas páginas, evitando qualquer abordagem crítica/questionadora.

As publicações da revista National Geographic são mundialmente conhecidas pela qualidade de suas imagens e fotografias relacionadas a diversas paisagens do mundo. Apresentamos um resumo da história da Revista National Geographic, bem como uma análise de suas características, por meio de pesquisas em uma determinada ênfase de edições desta revista. Uma análise da Revista National Geographic foi elaborada observando o fato de que a National Geographic tem clara preferência em suas páginas por temas relacionados à natureza e ao meio ambiente, bem como a busca por agradar o mercado consumidor.

É nesta perspectiva que a revista National Geographic espera ser enquadrada, e é isso que discutiremos neste breve trabalho. A geografia crítica deve fornecer as bases para que a sociedade tome consciência da sua importância como fator cada vez mais ativo na transformação do espaço, e também fornecer os subsídios necessários para que tenha a oportunidade de analisar tais transformações. A partir de agora, propomos uma nova abordagem ao conteúdo geográfico na revista National Geographic.

Por fim, as considerações finais revelam impressões sobre esta conhecida revista, bem como algumas observações que são consideradas relevantes para a revista, como a falta de uma análise crítica dos espaços que são enfocados.

GEOGRAFIA E TURISMO: UMA BREVE DISCUSSÃO

A construção de espaços turísticos como processo dialético e concreto inclui uma função essencial, que é a produção de bens, serviços e ideias, estruturada de acordo com o momento histórico atual, caracterizado pelo ambiente técnico-científico-informacional. Como participante desse ambiente, o turismo passa a se organizar segundo redes que emergem como uma nova arquitetura de conexões, portadoras de relações de produção avançadas, que são dimensões da organização geográfica das sociedades e determinantes dos “lugares do mundo”. Desde então, o turismo teve o poder de valorizar o espaço através da criação de atrativos.

O que se observa com isso é a utilização cada vez maior dos recursos naturais, tendo em vista que estes são mais direcionados, como relevo, hidrografia e clima, por exemplo. A valorização e/ou recriação da diferença é o prisma através do qual os recursos naturais e as diversidades humanas são considerados bens turísticos, porque factores como o relevo, a vegetação, o clima, etc. a possibilidade efetiva de objetos e ações nos espaços turísticos proporcionarem o encontro com o outro, com o diferente, ou seja, permitirem aos turistas “estender-se ao mundo” que vivenciam nas áreas receptoras e vivenciá-lo com/em todos sentidos.

O facto de o turismo estar frequentemente inserido noutras sociedades consideradas estranhas leva a uma série de observações importantes. E é aqui que a geografia se torna mais necessária no estudo do turismo, vendo-o como um fenómeno espacial e permeável à análise crítica. Em ambos os casos, a análise do turismo através da geografia deve transcender a ideia de que, como diz Bourdieu (2003), a percepção é produzida socialmente para tomar o mundo como ele é sem contestação, em favor da essência social das percepções humanas do mundo. isso inclui uma atividade que é muito mais complexa do que uma observação.

A contestação da realidade pré-determinada nos projetos turísticos através da percepção e das experiências transformadas em atitudes por parte de alguns grupos sociais, levou à redescoberta de singularidades espaciais através de novos estilos de turismo, mais personalizados e diferenciados. Portanto, esta contestação permite uma análise segura das características destas sociedades e destes espaços, ao avaliar a procura e a oferta turística, o planeamento turístico nas suas dimensões política, ideológica e económica, os impactos do turismo na comunidade e no ambiente, entre outros estudos. , sem se deixar corromper pelo imperativo mercadológico que orienta a atuação dos seus principais agentes.

NATIONAL GEOGRAPHIC: UM DIAGNÓSTICO CRÍTICO

Para os membros da National Geographic Society, naquela época, a ciência tinha o poder de resolver os problemas sociais e económicos da sociedade. Foi então que nasceu a Revista National Geographic, que seria uma importante ferramenta na difusão desta ciência, influenciando a visão de mundo de milhões de pessoas. Em 1890, a National Geographic Society financiou a sua primeira expedição, que levou aventureiros ao Monte St.

O principal objetivo de todas essas mudanças foi transformar a revista, até então bastante cara, em um recurso para toda a National Geographic Society. Todas essas mudanças resultaram num tremendo aumento nas vendas da revista e no número de membros da National Geographic Society. Em 1926, a National Geographic Society tinha mais de um milhão de membros e os seus especialistas já não eram cientistas, mas exploradores.

Com o advento da Segunda Guerra Mundial, a National Geographic colocou-se ao serviço dos EUA e abriu um extenso arquivo fotográfico para as forças armadas. A revista National Geographic começou a aparecer em outros idiomas, com edição em japonês em 1995. Segundo informações disponíveis no site da revista, a National Geographic Society continua sendo uma das maiores produtoras de mapas da atualidade para o mundo, cujos atlas estão sempre entre as mais respeitadas do mundo pela inegável competência de seus profissionais.

A revista National Geographic surge quase ao mesmo tempo que a geografia quer afirmar-se como ciência. O nome National Geographic surge antes mesmo de o termo geografia começar a ser usado para descrever esta ciência. Com esta frase de um de seus fundadores, nasceram a National Geographic Society e mais tarde a National Geographic Magazine.

Ao longo de sua história, como já vimos, a National Geographic passou por mudanças em sua linha editorial e estilo de reportagem. No início de sua história, a National Geographic enfrentou esse desafio, pois nasceu como uma revista que continha apenas artigos científicos acadêmicos, incompreensíveis para um público não especializado. Com isso pudemos observar outra singularidade da National Geographic: alguns temas aparecem regularmente na revista, temas que podem ser considerados para melhorar as vendas da revista, que reaparecem com abordagens aparentemente diferentes.

Não devemos esquecer que a National Geographic Magazine é uma revista americana em suas origens e apesar de ser publicada em diversos países da Europa, Ásia, América Latina, inclusive no Brasil, as reportagens não são feitas nesses países. A National Geographic também usa um tom trágico em muitos de seus artigos para captar a atenção de seus leitores. As únicas ocasiões em que a National Geographic se comporta de forma mais crítica é quando os seus artigos se referem a ela.

Através desses trechos podemos perceber o caráter descritivo e também a forma didática como os assuntos são tratados: “conhecer” os quatro cantos do mundo, ou como na proposta original da National Geographic Society, mostrar “o mundo e tudo o que há nele".

Figura 5: Montagem com as capas de 2009.
Figura 5: Montagem com as capas de 2009.

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Figura 5: Montagem com as capas de 2009.

Referências

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