Líder fundador do Grupo de Pesquisa e Extensão em Ensino de Ciências e Formação de Professores – GEPEEC – UFCAT/CNPq. É um convite a quem está aberto a outras escutas, outras sensações e outras leituras do ensino das ciências naturais para além do que já ouvimos, lemos e sentimos.
EDUCAÇÃO INCLUSIVA, SAÚDE E DIVERSIDADE
92 EDUCAÇÃO CIENTÍFICA E ESCOLHA DE CARREIRA EM C&T: O QUE DIZEM JOVENS NEGROS SOBRE O PAPEL DE SUA ESCOLA. 212 EDUCAÇÃO EM SAÚDE DE MENORES: análise de uma proposta experimental frente à epidemia de HIV e AIDS.
IDENTIDADE DE GÊNERO
376 A CARAVANA DA DIVERSIDADE: o posicionamento dos estudantes de Ciências Biológicas em relação ao discurso da diversidade no território amazônico.
APRESENTAÇÃO
No capítulo 9, Vinícius Colussi Bastos discute o tema Educação em pequenos problemas de saúde: análise de uma proposta de experimentação frente à epidemia de HIV e AIDS. Nesse sentido, procuramos compreender o processo de formação de um futuro professor de Biologia com deficiência visual e auditiva.
A UTILIZAÇÃO DA CAMINHADA ECOLÓGICA PARA PROMOÇÃO DE DISCUSSÕES SOBRE A
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Diante disso, vale destacar a caminhada ecológica como uma abordagem voltada para o conhecimento da educação ambiental. A realização de uma sequência tendo como metodologia a caminhada ecológica possibilita a educação ambiental como parte da formação cidadã na escola.
AVANÇOS E LIMITES DAS AÇÕES EDUCATIVAS AMBIENTAIS DESENVOLVIDAS NA ESCOLA
NO ASSENTAMENTO SANTO ANTÔNIO, ITAQUIRAÍ - MS
Claudia Larissa Olmedo dos Santos - Bacharel em Educação do Campo (especialização em Ciências Naturais) pela Faculdade Indígena Intercultural (FAIND) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Professora de uma escola rural da rede pública de ensino de Mato Grosso do Sul.
CONCEPÇÕES DE FORMANDOS EM QUÍMICA SOBRE A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES
Ainda nesse contexto, um documento muito importante é o Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étno-Raciais e para o Ensino da História e Cultura Africana e Afro-brasileira (BRASIL, 2009). O objetivo deste trabalho, portanto, é analisar as concepções dos futuros professores de química do ICENP/UFU sobre a educação para as relações étnico-raciais e o que é definido pela lei 10.639/03. Quando afirmaram que era importante tratar do ensino das relações étnico-raciais e da História da África e da cultura afro-brasileira ambas no campo das disciplinas.
Da análise, podemos concluir que os graduandos de química, sujeitos deste trabalho, entendem que trabalhar com o tema previsto na educação sobre relações étnico-raciais e na lei 10.639/03 não é uma tarefa insignificante. . O processo de formação inicial é de suma importância para a efetivação da competência profissional para o desenvolvimento de práticas de educação das relações étnico-raciais (SANTOS e MEIRA, . 2019). Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Etno-Raciais e para o Ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Africana.
Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Africana. A educação das relações étnico-raciais na formação de professores de química: sobre a lei no ensino superior. Os desafios de educar as relações étnico-raciais e formar professores para a educação infantil.
EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E ESCOLHA DA CARREIRA EM C&T
Neste trabalho, para interpretar esse conjunto de processos formativos e norteadores da escolha da carreira, optamos por tomar como referência o projeto de vida. Assim, com base nos fatores apresentados nas referências, cabe agora identificar o lugar que o ensino de ciências ocupa, tendo em conta a tríade identidades, projeto de vida e escolha profissional. Nesse sentido, ao atentarmos para o ensino de ciências, nos perguntamos se o ensino de ciências, na escola, trata do projeto de vida dos jovens e, em relação à escolha da carreira universitária dos egressos, qual o lugar ocupa nesta decisão.
A partir da análise dos dados e do ponto de vista dos participantes, foram identificadas unidades de significado relacionadas à escolha profissional. As intervenções realizadas pela pesquisadora buscaram evidenciar os significados compartilhados pelo grupo sobre as principais influências na escolha da carreira. Por meio da análise das transcrições, foram identificados trechos das falas dos participantes que tiveram significado na relação entre o papel do ensino de ciências e a escolha profissional.
E dessas dimensões foram identificados quatro fatores relacionados à escolha profissional: aptidão, professor, disciplina escolar e família. Percebe-se, assim, que é difícil estabelecer uma correlação direta entre o papel do ensino de ciências na escolha da carreira. A educação em ciências como disciplina escolar afeta as escolhas profissionais dos alunos em um nível superior, na medida em que intervém na visão dos jovens sobre o conteúdo, o professor, a aprendizagem e a qualidade da educação recebida. .
MULHERES NEGRAS NAS CIÊNCIAS
Relacionar o ensino de ciências e biologia aos processos de reeducação das relações étnico-raciais abre possibilidades para ampliar as diretrizes normativas da legislação educacional pertinente. Educar para as relações étnico-raciais é criar um novo olhar sobre as relações que historicamente se estabelecem entre brancos e negros, fruto de um racismo estrutural enraizado em nossa sociedade, em nossas escolas. Assim, todas as áreas do conhecimento podem produzir esses novos olhares e contribuir para a efetivação dessas relações étnico-raciais positivas.
Essa problemática coloca problemas em nosso campo de construção de propostas didáticas que dialogem com o próprio conteúdo da disciplina, visando integrar o trabalho com as relações étnico-raciais (FERNANDES, 2018, p.3). A educação das relações étnico-raciais é a construção de diferentes modos pedagógicos de agir e pensar em que os futuros professores se sintam acolhidos e valorizados em sua identidade étnico-racial. Inserido nesse contexto está o processo de formação de professores de biologia dispostos a falar e realizar atividades para a reeducação das relações étnico-raciais (idem).
A reeducação das relações étnico-raciais é dever e obrigação de todos, principalmente das pessoas que de alguma forma são privilegiadas pelas relações históricas de violência que permitem a fala enquanto silenciam outras. Ao contrário, deve-se atentar aqui para o processo de (re)educação das relações étnico-raciais. É fundamental que mais ações que sugiram uma educação para as relações étnico-raciais ocorram nos espaços universitários, mas também em outras modalidades de ensino.
CODOCÊNCIA, SINAIS-TERMO E ENSINO DE CIÊNCIAS PARA UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EFETIVA E CONCEITUAL
Você pode pensar que o problema se deve ao uso da língua de sinais brasileira - escalas. As línguas de sinais não são uma mistura de pantomima e gesticulação que não podem expressar conceitos abstratos. Termo criado para denotar conceitos da Língua Brasileira de Sinais em palavras simples, compostos, símbolos ou fórmulas utilizadas em áreas especializadas de conhecimento e especialização.
Termo adaptado do português para representar conceitos por meio de palavras simples, compostos, símbolos ou fórmulas, utilizados em áreas especializadas do conhecimento da Língua Brasileira de Sinais. Portanto, o TILSP na área de educação deve ter conhecimento não só de signos, mas também de termos para poder realizar seu trabalho. O nosso trabalho envolveu a colaboração de Intérpretes e Intérpretes de Língua Gestual/Português (TILSPs) de diversas áreas, incluindo ciências.
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DE ALGUNS RESULTADOS Por meio da criação da disciplina Intérprete e Codocência, o primeiro autor elaborou sua tese, intitulada: Formação inicial de professores de química na perspectiva da atuação profissional como intérpretes e intérpretes de língua de sinais - um estudo sobre co -ensino (PHILIPSEN, 2018). O fato é que, ao ampliarmos a distribuição de sinais de termos já consolidados pela comunidade surda e torná-los acessíveis, isso tende a favorecer uma educação surda efetiva e conceitual abrangente e facilitar o processo de ensino-aprendizagem. Futuro Professor Intérprete e Intérprete de Língua de Sinais – TILSP, formado na área de Ciências Naturais.
EFEITOS DA PRÁTICA DO GOALBALL NA MOBILIZAÇÃO DA APRENDIZAGEM DE
PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL NAS AULAS DE FÍSICA
A observação de algumas aulas de física na escola, onde foram incluídos alunos com deficiência visual - sujeitos da pesquisa - revelou um ensino com caráter ditado e informativo, separado de situações que pudessem dar sentido, desejo e prazer na aprendizagem. Desta forma, apresentamos o Goalball como uma possibilidade de criar uma linguagem acessível no ensino de física para alunos com deficiência visual. Nesse contexto, o Goalball representa uma oportunidade de concretizar o ensino de física com sentido e significado para alunos com deficiência visual.
Participaram da investigação dois alunos com deficiência visual de uma escola pública de Aracaju. Alunos com deficiência visual foram convidados a enviar áudios por meio de um aplicativo de mensagens instantâneas. No bloco temático, "Relação com o Saber-Física", pretendemos encontrar, em relação aos alunos com deficiência visual nas aulas de Física, evidências do processo de mobilização de sua aprendizagem sobre os fenômenos e conceitos da mecânica.
A seguir apresentamos uma análise do encontro 2, onde através da prática do Goalball na escola, os alunos com deficiência visual discutiram os conceitos de trajetória, repouso, movimento e referência. Apresentamos uma síntese de alguns efeitos da prática de Golboll no processo de mobilização da aprendizagem de alunos com deficiência visual sobre fenômenos físicos e conceitos de mecânica, a partir de uma experiência escolar. Os efeitos da prática do gol de bola no processo de mobilização da aprendizagem de alguns fenômenos e conceitos físicos da mecânica para alunos com deficiência visual nas aulas de física.
TECENDO IDEAS, CONHECIMENTOS E PRÁTICAS SOBRE PROCESSOS DE PRODUÇÃO
DE SAÚDE INDÍGENA
Segundo Luciano (2006), a percepção da qualidade da saúde para os povos indígenas está relacionada à concepção de uma vida em harmonia com a natureza, portanto o território é algo sagrado e necessário para eles. E esse caráter político deve estar presente nas abordagens que envolvem a produção da saúde e da doença no contexto da Terra Indígena de Dourados. Um dos espaços responsáveis pela abordagem crítica do mecanismo de produção de saúde e doença é a escola.
Para Luciano (2006), a percepção da qualidade da saúde para os povos indígenas está relacionada à concepção de viver em harmonia. Segundo Luciano (2006), a percepção da qualidade da saúde para os povos indígenas está relacionada à ideia de viver em harmonia com a natureza, portanto o território é algo sagrado e indispensável para eles. A percepção da qualidade de saúde dos indígenas deve estar ligada ao conceito de viver em harmonia com a natureza, pois para eles o território é algo sagrado e indispensável e “maligno”. doença) em decorrência da quebra da harmonia (LUCIANO, 2006).
Para melhor analisar o processo de produção de saúde e doença, construímos 4 categorias de análise e as chamamos de 4 harmônicos básicos. O significado atribuído a cada harmonia básica remete à compreensão cosmológica dos Guarani e Kaiowá sobre os fatores responsáveis pelo processo de produção da saúde e da doença. O significado atribuído a cada harmonia básica remete ao entendimento cosmológico dos Guarani e Kaiowá responsáveis pelo processo de produção da saúde: harmonia entre o indivíduo e a natureza; harmonia do indivíduo com as práticas culturais; Harmonia com a comunidade e parentes.