É uma divisão internacional do trabalho que se sanciona: cabe aos nativos das colônias plantar, extrair riquezas, do solo ou subsolo; a Metrópole, composta de excelentes pessoas, deve aproveitar o material recebido e ampliá-lo como bem entender. Mudaram as culturas primitivas, às vezes até as distorceram, impondo práticas inadequadas ao meio ambiente, sem falar na verdadeira desordem mental, causada pela luta contra crenças antigas, às vezes perdidas, sem que lhes fossem impostas. novo, ou sutil ou estranho, confundido com dogmas, medos, preconceitos, num processo de desorganização cultural que já foi objeto de muito estudo por parte dos antropólogos. A liberdade observada no mundo estrelado, descrita pelos astrônomos, teve que ser transposta para o plano social.
Torna-se assim o instrumento do imperialismo, neste período que vai das grandes viagens - de 1492, por exemplo, com a descoberta do Novo Mundo - à Revolução Francesa. Enquanto o mundo antigo era o domínio da grande propriedade territorial, que fundava a nobreza com todo o seu quadro de valores, o mercantilismo impunha outros grupos sociais, muitas vezes enriquecendo-se à custa da antiga nobreza. A simples lembrança de que o colonialismo foi aceito - que cresceu neste mesmo período - é suficiente para denunciar o quanto o liberalismo é mais uma ideia do que uma realidade.
A época das explorações mais intensas é a segunda metade do século: depois, entre 1900 e 1911, é a vez do conhecimento da zona polar, na qual se destacam os nórdicos. No entanto, quem é atraído para este estudo é atraído por certas características em que a história colonial é rica, em que certas personalidades se destacam. Além disso, a perspectiva é unilateral, pois enfatiza o conquistador e esquece o conquistado - os nativos, as tribos que são subjugadas, deformadas e às vezes destruídas.
DOMINAÇÃO DISSIMULADA
34; o que caracterizava o antigo capitalismo, no qual reinava a livre concorrência, era a exportação de mercadorias. Esta é a razão da origem do conceito de "economia colonial" como uma economia que não tem seu próprio centro de crescimento não tem autonomia.
NOVA FASE DO CAPITALISMO
Já foi lembrado que o capitalismo comercial dominou até o final do século XVIII, a partir do qual teve início o capitalismo industrial. 34; as transformações do final do século XIX e início do século XX: o capitalismo de grupos", que explica: "é difícil precisar a partir de que momento o capitalismo baseado em empresas, sujeito à lei do mercado, deu lugar a um capitalismo de grupos, que lutam para dominar o mercado. O capitalismo de grupo ou capitalismo molecular é profundamente diferente do capitalismo atômico, mas um gradualmente se livrou do outro."
34; o termo não é clássico, mas pensamos que a expressão capitalismo atômico é usada para definir o sistema no início do século (7). XIX, é preciso adquirir a expressão capitalismo molecular para a ordem das coisas que se estabeleceu no final do mesmo século. O impulso no final do século XIX e a crise de 1900-03: os cartéis se tornam uma das bases da vida econômica.
34; o período de ênfase nas conquistas coloniais foi excepcional entre os anos de 1860 e 1880 e muito intenso nos últimos vinte anos do século XIX. Vimos anteriormente que o capitalismo pré-monopolista, o capitalismo dominado pela livre concorrência, atingiu o limite de seu desenvolvimento entre 1860 e 1880; agora podemos ver que foi depois desse período que o poderoso impulso das conquistas coloniais começou, que a luta pela divisão territorial do mundo tornou-se infinitamente feroz. Portanto, não há dúvida de que a passagem do capitalismo para sua fase de monopólios, para o capitalismo financeiro, está ligada à intensificação da luta pela divisão do mundo.
34; o que caracteriza essencialmente o capitalismo atual é o domínio dos monopólios constituídos pelos empresários mais poderosos." 34; o imperialismo é o capitalismo que atingiu um estágio de desenvolvimento onde o domínio dos monopólios e do capital financeiro; onde a exportação de capital ; onde começou a divisão do mundo entre trustes internacionais, e onde terminou a divisão de todo o território do globo entre os maiores países capitalistas" (11). Apesar de todas as diferenças de foco e instrumentos interpretativos, as análises de Marchal e de Lenine coincidem em como o capitalismo se hipertrofia, com a tendência à concentração e aos monopólios que se observa no período indicado.
A análise marxista de Rosa Luxemburgo faz referência ainda mais contundente a essa relação entre os centros do capitalismo avançado e os centros pré-capitalistas, saqueados pelos primeiros. Isso leva ao enfraquecimento das grandes potências, que se esgotam na luta, ao mesmo tempo que torna mais tensas as relações entre a Metrópole e as colônias.
IDEOLOGIA DO COLONIALISMO
A escola clássica continuaria, com modificações importantes, como visto em Stuart Mill: se ele pode ser visto como a melhor expressão da teoria. A Inglaterra apresenta assim uma política liberal mais duradoura, na qual se distingue de todas as outras nações. É o que se verifica, por exemplo, com a proibição do trabalho escravo, primeiro nas metrópoles, depois nas colônias.
Outra forma de obstrução trabalhista são as guildas de ofícios: suprimidas na França, são também suprimidas por todos os Estados, depois de constitucionalizadas. Não faltaram: desde o início do século XIX, o socialismo, em todas as suas nuances, aparece, como ação ou como pensamento; A par do socialismo - das utopias delirantes ao comunismo organizado - há que assinalar o nacionalismo económico, o proteccionismo, as várias formas de intervenção e o anarquismo. Todos os preconceitos - determinismo geográfico ou racial - aparecem no autor, representativos do pensamento convencional.
É justamente em figuras populares como Leroy-Beaulieu que se pensa o liberalismo: os princípios filosóficos da escola não conflitam com a prática, que se justifica, pois é fruto dos mesmos princípios. 34; em outubro, ocorreu-me ler, por diversão, o Ensaio sobre a população de Malthus, e preparando-me, por uma longa e constante observação dos hábitos de animais e plantas, para apreciar a luta pela existência que ocorre em todas as partes, ocorreu-me que nessas circunstâncias as variações favoráveis tenderiam a ser preservadas e as desfavoráveis a serem destruídas. Aqui podemos facilmente conectar a conceituação e as tentativas de periodizar todo o processo social, na busca do universal no tempo e no espaço, no espaço e no tempo, com o gosto pelo significado geral, pelo determinismo, pela sequência obrigatória, pelo processo do evolução que estava sendo anunciada.
O esquema, um modelo intelectual, foi feito sem partir da própria realidade, mas do conhecimento adquirido, que deveria incluir toda a realidade: uma vez feito o modelo, a realidade deveria se conformar a ele; se ele não se comportasse, pior para ela. Segundo Scheler, o positivismo seria o estado de espírito típico da burguesia européia do século XIX e se explicaria por uma falta de universalidade no espírito europeu: o positivismo de Comte e Spencer. A ideologia dominante não se faz expressamente, com consciência do que se pretende, com um fim específico.
É por isso que já se falou em "providencialismo europeu do século XIX", só que agora gradativamente corrigido. Essa atitude é o que leva ao racismo pelo qual os europeus lutam ao longo do século XIX e além. Foi uma fase na história do pensamento, perfeitamente explicável pelas condições em que surgiu.
Procuramos colocar o problema, sem cuidado avaliativo, mas apenas alcançar seu significado, esclarecendo um aspecto significativo para o assunto que buscamos estudar.
PERSPECTIVA FINAL
Baseia-se em algumas das premissas dos expoentes da teoria clássica que o evolucionismo desenvolve, que supera quase todos os autores: de forma crua, a luta pela vida é reconhecida como um princípio de seleção. A universalidade, ali pretendida e parcialmente alcançada, é o que se busca no mundo de hoje, seja em relação a todos os povos, na teoria ou na prática. O que se quis assinalar, na última parte da comunicação - que é um tanto sentenciosa, pela memória de elementos tão fortes - é que o sistema oitocentista está ultrapassado, como modo de vida e sobretudo como espírito. .
A quem interessa esse colonialismo como hoje ou o seu contrário - o chamado de·. Parece-me que o significado de "dominância encoberta" está adequadamente explícito no estudo. É verdade que toda importação de ideias não é digna de condenação, mas muitas vezes acontece o que foi escrito: “um processo de importação, de mimetismo, que é a condenação de todo impulso nacional genuíno, espontâneo.
Basta recordar o quadro intelectual do mundo americano no início do século XIX, com toda a população ainda analfabeta. E o que tem sido feito em prol da cultura na África, na África, no Pacífico e nas ilhas indianas? Antes de tudo, gostaríamos de destacar que as observações que seguem são contribuições um tanto acessórias, ou divergências naturais, que em nada afetam o altíssimo nível de comunicação.
Quanto à posterior justificativa da periodização proposta, com maior exame do caso francês, não se mostrou necessária, uma vez que o objetivo da comunicação é reproduzir o tema em suas linhas gerais. Explicar o assunto no próprio título é fazer um título longo, como as obras clássicas dos séculos XVI ou XVII, aquelas que até dispensam a leitura do estudo, pois o título já diz do que se trata. É claro que o influxo de metais preciosos para a Europa foi um dos fatores que fortaleceram a economia no período do mercantilismo: o ouro e a prata levados pelos espanhóis impulsionaram a economia da Europa na segunda metade do século XVI perturbando a chamada "revolução dos preços", fenômeno que foi entendido quando foi constatado, por Jean Bodin, em suas famosas Répon.ses aux paradoxes de M.
Esse afluxo, assim como o ocorrido no século XVIII com o ouro mineiro, deve ser considerado apenas em conjunto com outros fatores, sem a ênfase que Sombart dá a uma passagem particular de sua obra. Em segundo lugar, discordo de alguns dos conceitos, pois considero o uso do termo "colonialismo" inadequado para períodos da história anteriores ao final do século XIX. A divisão do trabalho no industrialismo é coisa conhecida e reconhecida, ao passo que se constatou que com o predomínio dos europeus no mundo, sancionou-se a divisão internacional do trabalho, como podemos ler na pág.
O texto é claro, como se percebe mesmo em leitura rápida, e não permite confusão com a divisão do trabalho na industrialização.