Esta tese apresenta os resultados da pesquisa sobre o processo de construção da avaliação da aprendizagem de crianças de 4 a 16 meses de um Centro de Educação Infantil da Rede Pública de Ensino do Município de Itajaí e suas relações na aprendizagem infantil, e analisa a importância da atuação do professor da Educação Infantil nesse processo. A pesquisa é relevante pela contribuição que trará aos profissionais da educação infantil no que diz respeito à avaliação da aprendizagem, ainda pouco estudada.
Concepção de criança
Concepção de aprendizagem
O ritmo de desenvolvimento varia de criança para criança, portanto as características aqui apresentadas devem ser consideradas apenas como parâmetros de acompanhamento de crianças pequenas. O processo de desenvolvimento envolve a participação ativa do indivíduo em seu crescimento e aprendizagem.
A abordagem Reggio Emília
Para Edwards, Gandini e Forman (1999), a proposição central de Reggio consiste no desenvolvimento das “cem línguas da criança”, incentivando o desenvolvimento intelectual das crianças através de um foco sistemático na representação simbólica. Ao contrário de muitas propostas de Educação Infantil que conhecemos, as crianças das escolas de Reggio são as protagonistas dos projetos.
A abordagem do currículo High/Scope
Concepção de avaliação
Portanto, se a concepção for de que a aprendizagem depende do desenvolvimento biológico, teremos uma avaliação afirmativa. Portanto, avaliação formativa é aquela que regula, melhora e reforça a aprendizagem e, portanto, acompanha todo o processo educativo, afirma Maia (2007).
Contexto da pesquisa
Participantes
A professora que participou desta pesquisa é formada em pedagogia com habilitação em educação infantil e anos iniciais e possui especialização em educação infantil e orientação escolar. A professora, diretora, agentes e pais participantes desta pesquisa leram e assinaram o termo de consentimento (Anexo A) fornecido pela pesquisadora.
Descrição dos procedimentos de coleta
Exploração
Na dimensão Domínio do Espaço e dos Objetos observei a atitude das crianças quando exploravam o espaço da sala e do terraço, suas brincadeiras e preferências, seu desempenho motor quando manipulavam objetos e se moviam. Ainda neste período exploratório, foi possível realizar algumas análises documentais com acesso aos cadernos de planejamento e registro da professora e do agente vespertino (Anexos C e D).
Interação
Na dimensão Manifestação de Emoções e Sentimentos observei as expressões das crianças nas mais diversas situações, suas reações, desejos, significados ao interagir com outras crianças, professores e sujeitos. Com esses cadernos compreendemos melhor a atuação do professor e entendemos o papel do agente, e estabelecemos uma relação entre as ações planejadas e implementadas.
Intervenção
Durante os três meses no Centro de Educação Infantil, foi mantido contato direto com a professora e equipe de sala de aula, abrindo um espaço cuidadoso e ético para discutir temas relevantes para a pesquisa a qualquer momento que eu achasse oportuno falar. Sugestões para organização do espaço: dimensões que orientam o professor para melhor organizar a sala de aula. O desenvolvimento da pesquisa-ação exige do pesquisador a construção do conhecimento, fruto da interação estabelecida com observações e reflexões com os sujeitos envolvidos, com o referencial teórico aprofundado e a relação estabelecida com as crianças, o espaço, o planejamento, as interações e a interpretação dos processos avaliativos.
Aprendizagem infantil: análise do grupo de crianças pesquisado e da concepção existente de criança, bem como das ações que lhes são propostas no ambiente escolar e sua aprendizagem. Espaços na educação infantil: análise dos espaços disponibilizados às crianças na escola e como são utilizados por adultos e crianças no processo educativo. Planejamento: análise do processo de planejamento do professor pesquisado, bem como discussão sobre a importância de um planejamento flexível que atenda efetivamente às especificidades das crianças, em relação ao seu potencial.
Relações humanas: análise de como as relações se estabelecem em sala de aula e sua influência na aprendizagem e no desenvolvimento das crianças. O registro avaliativo: análise do processo avaliativo utilizado pela professora em termos dos instrumentos utilizados para registrar as ações das crianças.
Da aprendizagem das crianças
Observe várias outras crianças e o que está acontecendo na sala; sorri quando falam com ele; ainda não segura objetos, pega e solta. Ana Sorri muito, se expressa com o olhar (expressivo), fica na manta do bebê ou no colchão no chão, não senta, chora um pouco. Ele se sente confortado pelo bebê, sorri para todos, faz barulho, sorri e arregala os olhos quando outra criança se aproxima ou acaricia, já começou a rolar e levantar a cabeça quando está deitado de bruços; apenas peito; pouca interação com o brinquedo, coloca na boca e depois solta.
Ele chora quando vê outras crianças comendo porque ele também quer comer; ele para de chorar quando lhe oferecemos um brinquedo ou conversamos com ele; brinca com móveis sentado em um cobertor de bebê. Os conteúdos identificados foram: contato físico, linguagem, autonomia, exploração do espaço, conhecimento do corpo e identidade. Para tornar essas atividades verdadeiramente empoderadoras, pode-se considerar a necessidade de reorganização do tempo e do espaço pedagógico.
Neste tempo e espaço (a escola) é delegado ao professor o papel de promover conscientemente a aprendizagem através de interações, não se limitando às experiências cotidianas como as vividas na família, mas proporcionando acesso ao conhecimento formal e informal adquirido através da exploração, da brincadeira e do exercício físico. contato. Portanto, é necessária uma avaliação constante do espaço educativo por parte do professor que acompanha diariamente a criança neste ambiente.
Dos espaços na Educação Infantil
Com a ajuda das anotações conversei com a professora sobre o espaço como aspecto e juntos planejamos novos ambientes para as crianças. Para o nosso encontro levei as fotos da sala vazia tiradas pela professora (que ela me enviou) e as fotos da sala com as crianças em ação que tirei para que pudéssemos ter uma boa discussão sobre esse tema. O professor, como organizador do espaço em que as crianças ficarão, permitirá que elas se movimentem com calma e independência.
Nesse sentido, o adulto passa a ser o organizador, para poder circular entre as crianças e a rotina estará centrada nas relações que se estabelecem entre adultos e crianças e entre elas. O professor é a pessoa mais qualificada para realizar tal ação, pois ao acompanhar as crianças no dia a dia ele coleta dados suficientes para propor ambientes que promovam a aprendizagem. A professora mostrou-se entusiasmada com as novas ideias e sugeriu alguns passos para que o projeto da horta pudesse acontecer e todas as crianças e adultos da escola tivessem a oportunidade de usufruir deste novo e atrativo espaço de aprendizagem.
Quando perguntei à professora sobre esta situação, salientei que todos os adultos têm a responsabilidade de cuidar de todas as crianças da escola e que as crianças aprenderão gradualmente a usar a horta e a respeitar os espaços da creche se puderem usufruir dela. facilmente. autonomia. Uma tarde estive lá, dei-lhe algumas sugestões e deixei-a criar um cantinho mais confortável para as crianças explorarem.
Do planejamento
Ela me contou com entusiasmo sobre as reações das crianças a esse novo espaço da sala e sugeri algumas ações para explorá-lo. Os dados mostram que é fundamental compreender a importância de uma supervisão próxima e sistemática, observando e registando as ações das crianças nos diferentes espaços da escola e registando a forma como as utilizam, para que o professor possa planear ações futuras que possam ir ao encontro das expectativas e necessidades. . e promover uma aprendizagem significativa. Como mostra a pesquisa analisada por Strenzel (2001), um maior conhecimento das crianças e das especificidades da faixa etária por parte dos professores pode contribuir para o trabalho pedagógico desenvolvido.
Falta ligação entre as ações planejadas pelos professores e as ações sugeridas de acordo com os interesses das crianças. Ela enche alguns balões e os entrega às crianças, sacudindo cada balão para animar o momento em que dá sinais de perder o interesse das crianças a qualquer momento. Com a análise da rotina apresentada, pode-se levar em conta que o planejamento na Educação Infantil não é organizado com base nas necessidades físicas, emocionais e cognitivas das crianças.
O monitoramento das ações das crianças é aqui necessário e exigirá que o professor reconheça as reações das crianças para compreender seus esforços, limites e potencialidades, a fim de planejar uma ação pedagógica coerente. Porém, houve uma diferença significativa, pois a professora conseguiu planejar atividades de interesse das crianças para cada momento da rotina.
Das relações humanas
Este exemplo ilustra bem a necessidade e o desejo que as crianças têm de se aproximarem e se tocarem. Porém, às vezes é isso que acontece nas Escolas de Educação Infantil e por não compreenderem a importância desse acolhimento, os professores negam o direito que as crianças deveriam aprender, também na escola, a lidar com seus sentimentos. Não foram observados dias barulhentos quando as crianças estavam animadas e envolvidas em jogos.
É fundamental que o professor compreenda a importância das questões emocionais para o desenvolvimento das crianças, pois um dos objetivos da Educação Infantil é que as crianças se desenvolvam emocionalmente, bem como cognitivamente e fisicamente. A professora senta ao lado de um grupo de crianças e começa a brincar com os bichinhos de pelúcia, as crianças ficam olhando e não participam da brincadeira. A professora incentiva as crianças a acariciarem os bichinhos de pelúcia, mas poucos se interessam, mas alguns a imitam.
Depois de serem banhadas e alimentadas, as crianças são colocadas em cadeiras de bebê e embaladas rapidamente. Diante desse registro, é importante refletir sobre como as crianças se desenvolvem sem o contato físico e o carinho necessários à construção de suas vidas.
Do registro avaliativo
No final do segundo trimestre, esperei ansiosamente pela avaliação das crianças pela professora. Durante essa conversa, as crianças andavam pela sala sem se comunicarem muito. Ainda não vivi dias barulhentos em que as crianças estivessem entusiasmadas e envolvidas em jogos; o silêncio só é interrompido pelo choro das crianças.
Esta tarde notei que o agente estava mais próximo das crianças no horário em que as crianças queriam dormir. Todas as crianças (cinco) sentam na cadeirinha e são embaladas pela professora, logo todas adormecem. Os agentes trocam informações sobre as coisas “mais importantes” que aconteceram com as crianças naquele período.
As crianças giram pela sala e não oferecem nada enquanto esperam a sua vez de tomar banho. No dia anterior combinei com a professora (hoje) que conversaríamos sobre o espaço da sala e juntos planejaríamos novos ambientes para as crianças. Uma caixa de papelão para as crianças brincarem (esta caixa está na sala e não está em uso).
Professor: “Para que possamos colocar uma trava na cerca para que as crianças possam abrir e fechar quando quiserem”.