EDUCAÇÃO DE SURDOS – DIREITOS, DESAFIOS E POSSIBILIDADES
- Concepção da Surdez: O Modelo Clínico-terapêutico
- Concepção da Surdez: O Modelo Socioantropológico
A história da educação de surdos é a história da luta de uma minoria linguística pelos direitos humanos universais, legal e legitimamente decretados, mas arbitrariamente desconsiderados. Portanto, aqui defendemos a percepção da surdez pautada no modelo socioantropológico, pois acreditamos que o caminho para o sucesso no ensino de surdos passa por essa percepção (ALMEIDA, 2000; MOURA, 2015).
BILINGUISMO: O DIREITO A DIFERENÇA
- LIBRAS como L1
- Língua Portuguesa para surdos como L2
Realizamos a oficina de formação, com o objetivo de dotar os professores de LP de ferramentas para uso pedagógico do WhatsApp na educação de surdos. Propor uma oficina de formação que visa dar aos professores de língua portuguesa ferramentas para trabalhar com o Whatsapp na educação de surdos."
O FENÔMENO WHATSAPP: O APLICATIVO
Esses dispositivos, entre outras coisas, permitem a comunicação direta por meio do uso de aplicativos de mensagens que desempenham a função principal de aproximar as pessoas, independentemente de onde elas estejam. Ao longo da última década, em que se tornou cada vez mais presente na vida das pessoas, a aplicação sofreu (e continua a sofrer) atualizações com o objetivo de otimizar as suas comunicações através de trocas de mensagens instantâneas. Gesueli (2015, p. 174) confirma essa ideia: “O sentido da escrita está em ter consciência do porquê e para o que se escreve, vinculado ao trabalho envolvido nas ações com e sobre a linguagem: o sujeito diz para transmitir algo a alguém através de certas estratégias de fala.”
Também podem ser utilizados como momentos de lazer e entretenimento, compartilhando e assistindo vídeos; e também como momentos de aprendizagem, ou solicitando ajuda de contatos para resolução de atividades e esclarecimento de dúvidas sobre a execução de procedimentos, como uma receita culinária, por exemplo.
O WHATSAPP NA FORMAÇÃO DOCENTE
Encontramos nas falas de ambos os autores a concordância da ideia de que a mudança de paradigma na educação obriga todos os atores envolvidos a reconsiderar o seu papel, pois sinalizam a construção do conhecimento de forma horizontal, e que o desafio das escolas contemporâneas é digitalizar dispositivos (já utilizados pelos alunos fora da escola) no ambiente escolar, para poder explorar os recursos disponíveis na web para promover uma aprendizagem contextualizada, através da formação de sujeitos que adotem uma atitude ativamente responsiva às exigências impostas pelos estados escolares. exige a sociedade da informação. Apoiamos Oliveira (2017) porque entendemos que é urgente a necessidade de atualização dos currículos de graduação, e que as instituições de ensino superior também devem tomar medidas para construir parcerias com secretarias de educação para ajudar a atualizar o conhecimento dos professores que fazem parte das redes educacionais, por meio de pesquisas e informação, promovendo seminários, cursos, oficinas, fóruns, debates, enfim, participando ativamente na formação continuada desses profissionais já na área, para que possam responder às demandas que a atividade educativa exige atualmente, e assim a escola pode auxiliar na formação de sujeitos multiculturais, críticos, reflexivos, que possam utilizar os meios tecnológicos disponíveis na cibercultura para ampliar oportunidades de aprendizagem úteis à vida em sociedade. Universidades e secretarias de educação – municipais e estaduais – oferecem cursos de capacitação para capacitar profissionais da educação para a utilização desses recursos, com o objetivo de integrar a escola à cibercultura, a exemplo dos cursos de certificação oferecidos pelo Ministério da Educação no Estado. da Bahia, que acontecem em ambiente virtual e cujo tema é voltado para NTICS, para que os professores possam desenvolver suas habilidades no uso de ferramentas tecnológicas contemporâneas, e também desenvolver métodos de ensino que incluam o uso de tais ferramentas, alcançando assim uma pedagogia diferenciada promovido.
Isso significa, em última análise, uma mudança no paradigma pedagógico que começa na formação inicial de professores, para que tenha consequências para a educação básica e se estende à educação superior (pós-graduação, extensão, formação e aperfeiçoamento), que deve adotar a mesma visão, para que possa incluem profissionais que já atuam como educadores.
WHATSAPP: SOCIOINTERACIONISMO E ENSINO DE LP PARA SURDOS
As respostas do gráfico 4 mostram que 100% dos participantes fizeram uma ligação direta entre a educação de surdos e o uso da língua de sinais. No que diz respeito ao ensino de LP para surdos, o roteiro de P1 e P2 é construído a partir de uma perspectiva multiliteratura, pois explora material visual para a construção de significados, o que confirma Gesueli (2015), que defende o uso de imagens em uma central surda Educação. Você acha que esta oficina atingiu o objetivo de capacitar os professores para usar o WhatsApp na educação de surdos?
Você acha que esta oficina problematizou a formação de professores quanto ao uso das novas tecnologias de informação e comunicação para a educação de surdos?
O CONTEXTO DA PESQUISA
- A Escola
- Os participantes
A aproximação com os professores começou antes mesmo da oficina, onde visitamos a escola para avaliar a possibilidade de aplicação da pesquisa por meio de entrevistas informais. Como nem todos os participantes da pesquisa colaboraram em todas as etapas da produção dos dados, a análise consistirá nos dados obtidos nas diversas etapas da oficina, porém sem corresponder à população total estudada. Assim, teremos uma amostra populacional constituída arbitrariamente, na qual do total de participantes – 10 (dez) – não teremos dados de todos eles para realizar análises em todas as categorias elencadas, visto que sua adesão às atividades proposto no workshop foi parcial.
Como tivemos um total de 10 (dez) participantes – incluindo o intérprete – temos, portanto, as identificações P1 a P10. Porém, pelo motivo explicado anteriormente, nem todos aparecerão em todas as análises.
OS INSTRUMENTOS
Trata-se de um nível”, assim observamos durante a oficina com o objetivo de descrever as atividades realizadas na escola durante a oficina, a fim de compreender “processos, conexões entre [os sujeitos da pesquisa] e suas situações ou circunstâncias, (.. ) padrões desenvolvidos, bem como os contextos sociais e culturais em que as experiências humanas ocorrem. O roteiro de atividades10 foi uma atividade adaptada livremente baseada no modelo de sequência didática de Dolz e Schneuwly (2004), que propõe um conjunto de atividades organizadas em torno de um gênero textual que visa:. ajudar o aluno a dominar melhor o gênero textual e assim capacitá-lo a escrever ou falar de forma mais adequada em determinada situação de comunicação. O gênero escolhido foi o pós-gênero digital, que é um gênero surgido das mídias digitais, muito utilizado no WhatsApp, composto por linguagens verbais, não-verbais e mistas, formando uma multimodalidade multisemiótica que oferece "a possibilidade de rever alguns conceitos de tradição quanto à textualidade” (MARCHUSCHI, 2008, p. 200).
Portanto, o gênero é adequado a um contexto situacional específico para o ensino de LP na perspectiva dos multiletramentos.
PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS
Os dados coletados neste encontro foram anotados no diário de atividades de pesquisa do pós-graduando. Após retomar brevemente o encontro anterior, continuamos com a orientação de duplas para a elaboração dos roteiros das atividades. Animados e munidos de notebooks com acesso à Internet, os participantes iniciaram o diálogo e a elaboração dos planos de atividades.
A reunião contou com a presença de 8 (oito) participantes e terminou após a implementação das atividades propostas, estando prevista uma nova reunião para troca de roteiros de atividades elaborados.
PROCEDIMENTOS PARA ANÁLISE DE DADOS
As respostas do Quadro 3 mostram que a oficina de formação contribuiu para a reflexão sobre a inclusão escolar e a educação de surdos de forma positiva, o que evidencia que o assunto necessita de debate e revela que os profissionais estão abertos e sensíveis à questão da inclusão na escola. A leitura do gráfico 8 revela que 50% dos entrevistados avaliam positivamente o seminário como um momento importante na sua formação para atuar na educação de surdos. Favoreceu também a implementação de práticas pedagógicas que incluam a utilização de recursos tecnológicos contemporâneos na educação dos surdos, para contribuir na sua formação como sujeitos sociais.
Antes deste workshop, você já havia planejado ou considerado uma atividade que incluísse o uso de novas tecnologias de informação e comunicação para o ensino de surdos.
SOBRE O QUESTIONÁRIO
- Categoria: Planejamento
- Categoria: Inclusão
- Categoria: NTIC’s
- Categoria: Ensino de Língua Portuguesa
As NTICS são artefactos culturais contemporâneos, pelo que a falta de planeamento de atividades que incluam a sua utilização na educação de surdos aponta para outra exclusão: a digital, que poderia ser utilizada para promover a escola e consequentemente a inclusão social. Concordamos com o autor ao defender um planejamento que inclua o uso do NTICS na educação de surdos, pois é rotulado como dupla exclusão e vai contra o fluxo de cursos iniciado pelo NTICS e pelo movimento multicultural. Dessa forma, esta pesquisa contribui com uma inovação ousada para o debate sobre a educação de surdos e o uso do NTICS - especificamente no aplicativo WhatsApp - para ensinar português, mostrando que é possível implementar uma prática pedagógica superior por meio da atualização do conhecimento pedagógico, com formação continuada, com o objetivo de promover a sua instrumentalização para atuar diante das demandas do movimento multicultural e da revolução iniciada pela era da informação.
O Gráfico 6 mostra que 100% dos entrevistados aprovaram a oficina de formação como uma intervenção eficaz na problematização da formação docente em relação ao uso das NTIC na educação de surdos, demonstrando o alto nível de contribuição deste estudo para a atualização do conhecimento que vem à tona. transformações em curso na sociedade da informação.
SOBRE A OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE
- Categoria: Planejamento
- Categoria: Inclusão
- Categoria: NTIC’s
- Categoria: Ensino de Língua Portuguesa para surdos
Portanto, a simples alegação de despreparo representa uma admissão de que a escola está em situação irregular. Isso indica evidências de que há um problema de transposição didática, conforme discutido por Kleiman e Sepúlveda (2014). Os participantes mantêm uma relação mais próxima com o intérprete, para que os alunos surdos aprendam a LP, e procuram incluir elementos visuais no desenvolvimento de suas atividades.
Observamos, no entanto, que a maioria dos participantes não adapta suas atividades para incluir a aprendizagem de LP para surdos, indicando a presença.
SOBRE AS ENTREVISTAS INFORMAIS
- Categoria: Planejamento
- Categoria: Inclusão
- Categoria: NTIC’s
- Categoria: Ensino de Língua Portuguesa
P9 Acho que não adianta juntar os alunos surdos com os outros, eles não têm condições de aprender nada que a gente explica. Agora colocam alunos surdos nas aulas e não sabemos o que fazer com eles. A pesquisa de Lobato et al (2017) também mostra que os alunos surdos utilizam o aplicativo para se comunicar com pessoas surdas e ouvintes, o que oferece uma oportunidade de pesquisa em contexto educacional.
Na outra escola procuro desenvolver algumas atividades que aprendi com os alunos, mas é muito difícil conseguir a participação deles.
SOBRE OS ROTEIROS DE ATIVIDADES
- Categoria: Planejamento
- Categoria: Inclusão
- Categoria: NTIC’s
- Categoria: Ensino de LP para surdos
Utilizando a mesma escala da questão 4 (quatro), qual a probabilidade de você planejar novamente, individual ou coletivamente, atividades de aprendizagem envolvendo o uso do WhatsApp, ou qualquer outra nova tecnologia de informação e comunicação, na educação de surdos? O protocolo Caae intitulado “Whatsapp como ferramenta de ensino de português escrito para alunos surdos.”, de responsabilidade de GILMARA BORGES SANTANA, é um projeto de pesquisa autofinanciado que tem como objetivo investigar a viabilidade do uso do Whatsapp como ferramenta de apoio ao ensino. do português escrito para alunos surdos. Para tanto, 12 professores do Instituto Municipal de Educação Aziz Maron (IMEAM) de Itabuna/BA serão convidados a participar da pesquisa por meio de uma oficina para trabalhar o Whatsapp na educação de surdos seguindo uma metodologia de pesquisa-ação.
Em reunião realizada no dia 14 de novembro de 2018, o Comitê de Ética em Pesquisa da UESC avaliou as respostas ao parecer pendente número 2959824 do projeto “Whatsapp como ferramenta de ensino de português escrito para alunos surdos.”, de autoria do CAAE de GILMARA BORGES SANTANA e considerado, que todos os aspectos relevantes foram respondidos.