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O caso de Cesare Battisti

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Academic year: 2023

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O Estatuto do Estrangeiro afirma em seu artigo 83 que não pode haver extradição sem que o Supremo decida sobre sua legalidade e origem, e o próprio Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal confirma o primeiro sentido em seu artigo 207. Neste capítulo, a instituição da extradição será detalhadamente detalhada através de seus dispositivos normativos, que são a Constituição da República, o Estatuto do Estrangeiro e o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.

O PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES

  • O princípio da Separação dos Poderes e os antecedentes
  • A evolução da teoria da separação de funções e o sistema
  • A positivação da teoria da separação dos poderes
  • Funções típicas e atípicas dos Poderes Legislativo,

A adequação da autoridade constitui a organização social dentro e fora do Estado de acordo com novas medidas, portanto. Segundo Cícero, a liberdade das pessoas e a estabilidade do Estado dependem de uma forma equilibrada e moderada de Estado28.

COMPETÊNCIAS ORIGINÁRIAS

Previsão constitucional da competência originária do Executivo e

Este sistema tem o Rei ou Presidente da República como Chefe de Estado e o Primeiro Ministro como Chefe de Governo. Estado, conforme determina o artigo 76.º da Constituição da República, que estabelece que: “O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, coadjuvado pelos Ministros de Estado” e pelos artigos 21.º e 84.º da referida lei, que também incluir esses poderes em sua redação..44. Observa-se que o artigo trata das funções da União a serem desempenhadas pelo Presidente da República, como Chefe de Estado.

Alexandre de Moraes confirma as ideias acima de que “na estrutura do poder executivo existem duas funções primárias diferentes, a saber, a função de chefe de estado e a função de chefe de governo”. a lei é executada pelo presidente da república. Tal como o chefe de Estado, o presidente nas suas relações internacionais (art. 84, VII e VIII, XIX) e também encarna a unidade interna do Estado. Como chefe de governo, a função presidencial corresponde à representação interna na gestão dos assuntos internos, tanto os de natureza política (participação no processo legislativo) como os de natureza distintamente administrativa (artigo 84.º, I, II, III, IV , V, VI, IX a XXVII).

Assim, o Chefe do Governo exercerá a liderança da política nacional, orientando as decisões gerais e dirigindo a máquina administrativa. Assim, como já foi dito, pode-se concluir que o Presidente da República reúne na sua pessoa duas funções muito importantes, a de chefe de governo e a de chefe de Estado, cujas atribuições são definidas pela Constituição do República em um indivíduo. básico.49.

Atos vinculados e discricionários: o cabimento do controle

Portanto, o Poder Judiciário, quando chamado, não só pode, como também tem o dever de exercer o controle judicial dos atos administrativos tanto do Poder Executivo quanto do Poder Legislativo. Esse controle não é muito bem considerado pelo Poder Executivo, mas não há problema, pois o uso dessa prerrogativa pelo Poder Judiciário advém do princípio constitucional previsto no artigo 5º, inciso XXXV da Constituição da República, do Inaplicabilidade da jurisdição tutelar. Isso significa que o Poder Judiciário não pode deixar de agir quando necessário sob pena de violar o referido princípio constitucional.

Portanto, fica estabelecido que existe um controle legítimo por parte do poder judiciário do governo sobre as ações do poder executivo do governo. Dado que existe uma doutrina que afirma que o mérito administrativo seria uma espécie de isenção da revisão judicial, sabe-se que ele é característico das ações discricionárias. Sabe-se que os atos administrativos em sua totalidade contêm maior ou menor grau de vinculação.

Porém, mesmo os atos discricionários, que têm maior liberdade de execução, estão sujeitos a leis que regem a sua execução. Quanto maior for a sua ligação, menor será o ato discricionário.” Portanto, pode-se concluir que determinar o grau de livre julgamento ou a vinculação dos atos administrativos é uma tarefa muito complexa 54.

Competência Constitucional do Poder Judiciário

Para melhor compreender o tema apresentado nesta monografia, é fundamental analisar a competência constitucional do poder judiciário e sua participação nas ações políticas. Contudo, o Judiciário não pode interferir nesta avaliação e não pode exercer controle judicial sobre o mérito administrativo. Não cabe ao Judiciário analisar as decisões administrativas quanto ao seu mérito, examinando as ações e procedimentos governamentais apenas no âmbito da legalidade.

Não surpreende, portanto, que a fiscalização jurisdicional dos atos administrativos, ainda que realizada em nome de algum poder discricionário, se estenda necessária e insuperavelmente à investigação dos motivos, da finalidade e da causa do ato. Pode-se dizer que os adeptos da corrente favorável à revisão judicial têm crescido no meio jurídico brasileiro. Além disso, o município não justificou a sua decisão, o que dificultou a análise da imparcialidade do ato cometido e impossibilitou a revisão judicial.

O ato administrativo de transferência ou demissão de funcionário público deve ser feito por escrito e os motivos são rejeitados, permitindo a revisão judicial. Há uma tendência do direito brasileiro de ampliar o controle judicial sobre as ações administrativas, o que reduz cada vez mais a margem de discricionariedade.

EXTRADIÇÃO NO ESTADO BRASILEIRO

A relação entre extradição, asilo e Refúgio no Brasil

Possui previsão constitucional e é considerado um dos princípios que regem o Estado nas suas relações internacionais. 4. O inciso X da Constituição da República afirma que: “A República Federativa do Brasil rege-se pelos seguintes princípios nas relações internacionais: [..] Por outro lado, o asilo não tem lugar explícito na Constituição da República. República, por ser considerado um ato declaratório, cuja disposição consta da lei nº. 9.474/97, conhecido como Estatuto do Refugiado.

Antônio Carlos Cura de Oliveira, afirma que “o interessado no procedimento administrativo deverá comprovar a violação grave e generalizada dos direitos humanos no país de origem ou a existência de fundado temor de perseguição79” é considerado ato de maior grau de vinculação e, consequentemente, de controle judicial. O asilo é uma instituição convencional de natureza universal, aplicada de forma apolítica, destinada a proteger pessoas com fundados receios de perseguição. 79 OLIVEIRA, Antônio Carlos Cura de, O caso Cesare Battisti e a possibilidade de controle judicial sobre a concessão do asilo, Elaborado 06.

Enquanto a deportação se baseia no interesse de preservar a segurança e a ordem pública e social do Estado que envia, a deportação se baseia na entrada irregular no país de um estrangeiro que tenha entrado no território nacional sem a necessária autorização. Entrada irregular em território nacional; circulação por municípios para os quais o estrangeiro não tem permissão de deslocamento, o que acontece com os residentes de municípios fronteiriços e que podem viajar para determinados brasileiros sem visto.

A previsão normativa da extradição: A Constituição da

A instituição da extradição possui diversas fontes normativas no direito interno brasileiro, com a Constituição da República, no art. A concessão da extradição é tratada constitucionalmente no Brasil, cabendo ao Supremo Tribunal Federal o “processamento inicial e avaliação da extradição solicitada por país estrangeiro”, conforme art. O artigo 75 da referida lei determina os fundamentos jurídicos da instituição da extradição, que serão explicados no próximo ponto.

II - calcular o tempo de prisão imposto no Brasil em razão de extradição; Este Estatuto contém todos os regulamentos, fundamentos e requisitos do instituto da extradição e o Brasil aceita esta lei quando se trata de conceder o referido instituto. O regimento interno do Supremo Tribunal Federal também trata da matéria no Título VIII, Processos oriundos de Estados estrangeiros, Capítulo I, Extradição, uma vez que este órgão, conforme mencionado anteriormente, é o detentor da jurisdição originária para processar e avaliar a extradição.

A regulamentação dispõe no artigo 207 que: “Não será concedida a extradição sem prévia decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a legalidade e origem do pedido, dependendo da legislação vigente”92, comprovando como o papel do Poder Judiciário é essencial. . Este regulamento descreve especificamente o procedimento de extradição nacional, todo o cenário a ser seguido pelo Supremo Tribunal Federal.

O processo de extradição no Direito brasileiro

Nesse sentido, o artigo 76 do Estatuto dos Estrangeiros afirma expressamente que a extradição poderá ser concedida quando o governo requerente a basear em tratado ou quando prometer reciprocidade ao Brasil; Assim, na falta de contrato, a extradição só pode ser concedida nas condições estabelecidas em lei, se houver promessa de reciprocidade, exigência legal da qual nem o executivo nem o judiciário podem prescindir97. A base da reciprocidade está presente, pois, se o Estado desejar, a extradição poderá ser permitida com base no referido artigo 76 da Lei de Estrangeiros, e o ato será regido pela legislação interna do Estado98. No Brasil, não há possibilidade de ação ex officio, sem qualquer requerimento ou solicitação de autoridade estrangeira do extraditado.

A segunda fase da extradição consiste na revisão judicial do ato de extradição, que garante ao extraditado que seus direitos serão respeitados e aplicados na forma prevista em lei. A decisão do Supremo Tribunal Federal, por meio do plenário (artigo 83 da Lei nº 6.815, de 19 de agosto de 1980, o chamado Estatuto do Estrangeiro com as alterações introduzidas pela Lei nº 6.964, de 9 de dezembro de 1981), sobre a legalidade e origem do pedido, não se limitou, como observa Mirtô Fraga, a “considerar a extradição legal ou ilegal, válida ou infundada; sua decisão será tomada em termos definitivos, deferindo ou indeferindo o pedido.” Portanto, com base nas ideias dos autores acima, pode-se concluir que a decisão sobre a concessão ou recusa da extradição será tomada na fase judicial, devendo cada etapa do processo de extradição ser analisada detalhadamente para não comprometer os direitos do pessoa extraditada contra a opressão103.

E acrescenta a respeito do artigo 87 do Estatuto do Estrangeiro: “Decorrido o prazo, sem que o extraditado seja afastado, será libertado, sem prejuízo da possibilidade de enfrentar processo de deportação, se o motivo da extradição o recomendar. "105. Depois de tomadas todas as medidas pertinentes previstas no Estatuto dos Estrangeiros e no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, o procedimento de extradição está concluído.

O caso de Cesare Battisti e os precedentes do Supremo

108 OLIVEIRA, Antônio Carlos Cura de, O caso Cesare Battisti e a possibilidade de controle judicial sobre a concessão de asilo, Elaborado em 06. O ativista italiano Cesare Battisti será transferido para Brasília- http://g1.globo.com/Noticias / Rio/0,MUL ACTIVISTA+ITALIAN+CESARE+BATTI STI+SERA+TRANSFERRED+TO+BRASILIA.html disponível em 1 nov. 111 OLIVEIRA, Antônio Carlos Cura de, O caso Cesare Battisti e a possibilidade de controle judicial sobre a concessão de asilo, Elaborado em 06.

114 OLIVEIRA, Antônio Carlos Cura de, O caso Cesare Battisti e a possibilidade de controle judicial sobre a concessão de refúgio, elaborado em 06. A trajetória de Cesare Battisti - Disponível em http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica / conteudo.phtml?tl=1&id=847269&tit=See-the-route-of-Cesare-Battisti, acessado em 1º de novembro. A jornada de Cesare Battisti - Disponível em http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=847269&.

G1 News - O ativista italiano Cesare Battisti será transferido para Brasília - http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,MUL ACTIVISTA+ITALIANO+C ESARE+BATTISTI+SERA+TRANSFERIDO+PARA+BRASILIA.html disponível em 1º de novembro, OLIVEIRA, Antônio Carlos Cura de, O caso Cesare Battisti e a possibilidade de controle judicial sobre a concessão de refúgio, elaborado.

Referências

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