O presente trabalho tem como objetivo analisar a implementação da guarda compartilhada, diante dos casos de divórcio com alto grau de contenção, observando se essa conduta é moldada no melhor interesse do menor. Assim, este estudo visa entender, primeiramente, qual é o melhor interesse do menor e, tendo isso em vista, como este pode ser adaptado diante de uma ação de divórcio, em que as partes possuem tal conflito, a fim de não para fornecer sua tarefa como uma base pacífica para o desenvolvimento da infância. O termo guarda significa vigilância e cuidado, por isso o poder familiar busca garantir a criação e proteção do menor por meio da tutela.
No entanto, a guarda é uma relação fática que, na prática, acaba tendo muito mais importância do que a mera hipótese do melhor interesse do menor.
A Guarda Unilateral
A autoridade parental é uma atribuição do poder familiar e um dos aspectos mais importantes dos efeitos do divórcio de um casal, pois decide questões para as pessoas mais vulneráveis emocionalmente na relação, pois não possuem um julgamento totalmente desenvolvido”. Portanto, entende-se que há muito mais envolvido do que simplesmente escolher a residência do bebê. Tanto o juiz quanto os próprios pais devem atentar para as necessidades do menor na busca da melhor forma para que ele se desenvolva em harmonia.
Posto isto, importa elucidar as várias opções de guarda, para que desta forma se obtenha um parecer branco sobre o que dizem os melhores interesses do menor, de forma a procurar eficazmente a disposição mais benéfica para ele. Entre as aplicações mais comuns estão: quando um dos genitores manifesta falta de interesse em compartilhar a guarda, ou por verificar zelo e cuidado com o filho, por abuso de poder, maus-tratos e abandono, bem como por motivos de incapacidade atual. , como é o caso do pai dependente químico. Portanto, a guarda unilateral é uma exceção no Brasil, devido à perspectiva da lei brasileira de que há um grande benefício para o filho quando ele pode viver livremente e estar sujeito a ambos os ascendentes da mesma forma, tornando a guarda compartilhada a regra.
Guarda Compartilhada
O que esta modalidade pretende alcançar é o bem-estar do lactente, pois não faz muito tempo que a criança vivenciou o trauma de romper o vínculo conjugal dos pais, mas também não deveria ter que enfrentar a distância pessoal com um deles. Por isso, a intenção da guarda compartilhada é que o menor ainda veja os dois atuando em uníssono e se sinta acolhido com a presença dos dois em sua vida. A guarda compartilhada traz uma nova perspectiva para a vida dos filhos de pais separados: a separação é da família conjugal e não da família parental, ou seja, os filhos não precisam se separar dos pais quando o casal se separa, o que significa que ambos os pais continuarão a participar de sua rotina e vida diária”.
A forma como se dará a guarda é gratuita, podendo dividir-se o tempo após a fixação de residência exclusiva e, o que em nada diminui o poder de deliberação do outro progenitor, ou a fixação de duas residências, com divisão idêntico ao tempo de convivência. 1.584, § 2º do Código Civil, dispõe que quando não houver acordo entre a mãe e o pai quanto à guarda do filho, que determine que ambos os genitores podem exercer o poder familiar, será aplicada a guarda compartilhada, a menos que um dos genitores declare que o magistrado que não deseja a guarda do menor. Dessa forma, conclui a ideia de que a guarda compartilhada é sempre o modelo mais benéfico para atender ao melhor interesse do menor, o que não se aplica apenas nos casos excepcionais mencionados, como quando um dos genitores indica que não quer custódia.
Ou seja, torna irrelevante o fato de os genitores estarem em litígio, pois é o único fator capaz de afastar a guarda compartilhada quando um dos genitores se encontra impossibilitado de exercer o poder familiar, uma vez que a regra da ideia de que é o melhor para o filho. em um ambiente afetivo em contato com ambos os pais. No entanto, é importante questionar o que realmente significa o melhor interesse da criança e, mais ainda, em que ambiente ela está inserida apenas com o objetivo de mantê-la sob o poder de ambos os genitores.
PRINCÍPIOS DO DIREITO DA FAMÍLIA
- Da dignidade da pessoa humana
- O Princípio da Afetividade – e sua aplicação diante em casos de extrema litigiosidade
- Princípio da proteção integral
- Melhor interesse do menor
Muitos dos princípios do direito de família são entendidos como gerais, enquanto outros são extremamente relevantes, como os princípios constitucionais que garantem a igualdade e a dignidade da pessoa humana. Dessa forma, é importante analisar os princípios da dignidade da pessoa humana, o princípio da afetividade, o princípio da proteção integral e a importância da criança e do adolescente. Não há, portanto, nenhum ramo do direito privado em que intervém ou intervenha mais a dignidade da pessoa humana do que o direito de família.
A especial condição humana para o desenvolvimento pessoal desses novos sujeitos jurídicos, ou seja, titulares de direitos e, portanto, merecedores de uma vida digna, está consagrada no estatuto da criança e do jovem (lei n como um dos critérios hermenêuticos que devem ser tido em conta na aplicação/interpretação das regras estabelecidas para a emancipação subjetiva da criança, do jovem e do jovem. que a relação afetiva da criança com os pais deve ser respeitada, mas não só.
Mas, da mesma forma, é dever da família, do Estado e da sociedade como um todo garantir seus direitos que constam do artigo 4º do Estatuto da Criança e do Este princípio é a soma e junção de todos os outros, nos casos em que se trate de menores. É esse princípio que encontramos na Constituição Federal, em seu artigo 227, caput, quando diz que é dever de todos, da família, do Estado e da sociedade assegurar com a máxima prioridade os direitos da criança.
Tal proteção também está presente no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n.º de diminuir os possíveis abalos psicológicos da criança em formação.
O LUTO E A PSIQUE DA CRIANÇA
Portanto, cada caso individual deve ser muito bem analisado e observado pelo juiz, para que haja a certeza de que foi a decisão mais benéfica antes de tudo para a criança envolvida, cumprindo assim o disposto no art. O saudável envolvimento entre pais e filhos após o divórcio dependerá, portanto, apenas de os pais separarem o casamento da paternidade para também buscar o melhor interesse de seus filhos. Deve-se dizer que essa maturidade é quase inatingível quando duas pessoas com egos feridos e sentimentos feridos são colocados lado a lado, por isso é extremamente importante que o juiz dê especial atenção à posição do menor e aos conflitos existentes entre os pais. . quando uma decisão deve ser tomada sobre a autoridade parental.
O primeiro olhar deve estar sempre voltado para a criança, pois cada um reage à sua maneira quando se depara com a dissolução do vínculo mais importante e próximo que possuem, sua segurança em seu peito afetivo. Só de olhar de forma crítica e atenta para o comportamento das crianças, muitas vezes é possível saber qual será a melhor decisão para que elas se sintam devidamente acolhidas. Refira-se que na maioria das vezes, mais do que nunca, o menor necessita não só da idealização de uma convivência igualitária com os pais, mas também de maior estabilidade e rotina, para não sentir tanto os efeitos do desequilíbrio entre os pais dele. .
Quanto a esse limite, ele criará segurança ao longo do tempo, de forma que a rotina ao final proteja a criança de frustrações e instabilidades durante sua formação emocional. O segundo fator que o magistrado deve analisar com atenção são os conflitos entre o ex-casal, que passam a ser decisivos para o andamento da criança após o luto da separação. Assim, quando um ex-casal se envolve em muitos processos judiciais após o episódio do divórcio, é de extrema importância que o judiciário olhe não apenas para o direito de ambos os pais viverem igualmente com a criança, mas apenas para o melhor interesse de ambos. menores, que precisam de harmonia e equilíbrio para superar a própria dor.
Assim, quando o judiciário brasileiro entende a preferência automática pela guarda conjunta dos genitores, não demonstra diretamente atenção ao princípio constitucional do interesse do menor, mas sim uma negligência em não respeitar as necessidades do bebê. Assim, as autoridades judiciárias, em vez de reduzir as influências sobre a sua vida, estão simplesmente a colocá-lo na cova dos leões, sob o pretexto de perseguir o melhor interesse do menor de viver com ambos os progenitores. O maior interesse do menor não pode ser regra tão exaustiva quanto a exposta pelo atual Código Civil.
O interesse é da criança, o específico, pessoal, e não de todas as crianças como uma espécie de resumo. A doutrina costuma defender a importância da autoridade compartilhada em termos de sua eficácia no combate à alienação parental. A regra do melhor interesse da criança deveria ser simplesmente um olhar atento às necessidades do momento, o zelo pelo desenvolvimento de uma criança em processo de luto.
Pais em conflito constante, pouco cooperativos, sem diálogo, descontentes, trabalhando lado a lado e sabotando uns aos outros contaminam o tipo de educação que oferecem aos filhos e, nesses casos, a guarda compartilhada pode ser muito prejudicial para os filhos. Não obstante, este trabalho defende uma mudança de perspectiva da jurisprudência brasileira, que hoje utiliza a guarda compartilhada como solução para todos os problemas familiares e parentais após o processo de divórcio. Porém, a jurisprudência fecha os olhos para o tangível e concreto, pois em muitos casos a escolha da guarda compartilhada não facilitará o processo do menor, pelo contrário, o colocará diretamente na zona de guerra.
Isto porque o superior interesse do menor diz respeito à individualidade de cada criança e à situação em que se encontra. Disponível em: < https://www.conjur.com.br/2018-dez-23/processo-familiar-guarda-alternada-ou-guarda-compartilhada-duas-residencias> Acesso: 13 de novembro de 2021.