Estado da arte da produção acadêmica entre 2011 e 2021 em português como língua de acolhimento: foco nas políticas linguísticas. O objetivo desta pesquisa é realizar um estudo mais recente sobre a pesquisa brasileira no campo do português como língua materna. Aprender o português como língua de acolhimento: a interação e inclusão social dos imigrantes/refugiados através de meios digitais”, porque na altura era a nossa forma de trabalhar com os refugiados.
Trabalhamos como professores de português como língua de acolhimento por videoconferência com três estudantes adultos refugiados venezuelanos, duas mulheres e um homem. Dessa forma, conseguimos chegar ao título desta pesquisa: “O Estado da Arte da Produção Acadêmica sobre o Português como Língua de Acolhimento”.
Breve histórico sobre as migrações
Editada no Brasil, a Lei nº 9.474, de 22 de julho de 1997, que definiu mecanismos para a implementação do Estatuto do Refugiado de 1951 e instituiu o CONARE (Comitê Nacional do Refugiado). No caso de pessoa que tenha mais de uma nacionalidade, a expressão "do país de que é nacional" refere-se a cada um dos países de que é nacional. -fundado temor não se vale da proteção de um dos países de que é cidadão, não se considera privado da proteção do país de que é cidadão (ACNUR, 1951, p. 02).
O Estatuto do Refugiado foi elaborado entre 1948 e 1951, no qual também foi adotado o Protocolo de 1967, que complementou a Convenção de 1951. abrigo e mais generoso.
Políticas migratórias
Com o objetivo de esclarecer os direitos e deveres dos refugiados e requerentes de asilo no país, o ACNUR publicou o livro “Direitos e Deveres dos requerentes de asilo e refugiados no Brasil” (BRASIL, 2018), no qual destaca as organizações da sociedade civil que atuam como parceiros para atender estrangeiros em busca de refúgio no Brasil, a saber: listas do Alto Comissariado Associação Antônio Vieira - ASAV, Cáritas Arquidiocesana de Manaus - CAM, Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro - CARJ, Cáritas Arquidiocesana de São Paulo - CASP , Centro de Direitos Humanos de Guarulhos - CDDH e Instituto de Migração e Direitos Humanos - IMDH (ACNUR, 2016). Segundo dados divulgados pelo CONARE (Comissão Nacional para Refugiados) na 7ª edição do relatório "Refugiados em Números", o Brasil recebeu pedidos de reconhecimento da condição de refugiado. Na tabela 3 abaixo, temos o número de pedidos de reconhecimento da condição de refugiado em 2021.
O Gráfico 1 mostra o número de pedidos de reconhecimento da condição de refugiado em 2021, agrupados por país de origem. Em 2021, os pedidos de refúgio no país apresentaram variação positiva de 1.887%, em relação a 2011, quando o país recebeu 1.465 pedidos de reconhecimento da condição de refugiado.
Políticas Linguísticas
Lopez e Diniz (2016) discutem algumas linhas de atuação importantes para o acolhimento de refugiados no âmbito acadêmico, iniciativas realizadas por Instituições de Ensino Superior (IES) de diferentes regiões do Brasil. Em seguida, listaremos as ações do PLAc mencionadas no artigo de Lopez e Diniz (2016): essas ações são políticas, que estão em processo de expansão no país e em consolidação com a perspectiva transdisciplinar que se denominou de Português como Língua Nativa ( Plac). Para os autores, entre as instituições de ensino superior que têm se destacado na oferta de cursos de PLAc está a Universidade de Brasília (UnB) desde 2013 com o curso Núcleo de Ensino e Pesquisa em Português para Estrangeiros (NEPPE) em colaboração com o Migration. e o Instituto dos Direitos Humanos (IMDH).
A UFMG, por outro lado, mantém desde 1998 um processo relativamente simples de acesso a refugiados políticos em cursos de bacharelado. Segundo Lopez e Diniz (2016), o desenvolvimento da especialidade PLAc, que também faz parte do Português Língua Estrangeira (PLE), deve ocupar um lugar privilegiado.
Políticas linguísticas nacionais
No Brasil, a política governamental para refugiados é entendida como uma extensão dos direitos humanos básicos consagrados na Constituição Federal de 1988. Para refugiados adultos e no caso de política pública de idiomas para refugiados, o certificado de proficiência em língua portuguesa para estrangeiros (CELPE - O Bras)15 foi criado pela Portaria nº 1.787 de 26 de dezembro de 1994. O curso foi resultado de uma iniciativa do Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), em colaboração com o Instituto de Migração e Direitos Humanos (IMDH) e a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (SEJUS-DF).
Em 13 de dezembro de 2018, o Distrito Federal publicou o Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal (CDCA/DF, 2018)21. Ressaltamos que no Brasil, embora as políticas públicas linguísticas para refugiados não contem com um programa educacional voltado especificamente para refugiados adultos, muitas medidas de acolhimento são implementadas pelo Estado e outras por atores não governamentais.
Conceito de Português como Língua de Acolhimento (PLAc)
10 Tese Português como língua visitante: um estudo com imigrantes e pessoas em situação de refúgio no Brasil. 19 Objetivos da Dissertação e Materiais para o Ensino de Português como Língua de Acolhimento: Um Estudo de Caso. 21 Bolsa de Dissertação para Elaboração de Cursos de Português como Língua de Acolhimento para Imigrantes Deslocados Forçados no Brasil.
42 Tese A prática de ensino do português como língua de acolhimento no contexto de uma escola informal: pedagogia intercultural. 45 Dissertação Ensino de Português para Surdos/Alunos Surdos: . sobre a possibilidade de utilizar o português como língua de acolhimento'. ENSINO DE PORTUGUÊS PARA ALUNOS SURDOS: SOBRE A POSSIBILIDADE DO PORTUGUÊS COMO LÍNGUA DE ACOLHIMENTO.
Considerações sobre a formação de professores no contexto do ensino do português como língua de acolhimento. Português como língua de acolhimento: um estudo com imigrantes e refugiados no Brasil. O ensino de português como língua de acolhimento (PLAC) na linha do tempo dos estudos de português como língua estrangeira (PLE) no Brasil.
Implementando Políticas Públicas para Refugiados: Ensino de Português como Língua de Acolhida no Distrito Federal.
Análise sobre a quantidade de publicações sobre PLAc por ano
Análise sobre as Instituições de ensino superior
Análise sobre principais programas de pós na área do PLAc
Nesta seção, discutimos os principais programas de pós-graduação desenvolvidos na área de PLAc nas IES brasileiras. A partir do levantamento dos principais programas de pós-graduação com pesquisa em PLAc, elaboramos o quadro 5 acima. Como a LA é a área de estudo que trata das questões do uso da linguagem nas interações sociais e considera alternativas que possam melhorar a qualidade da interação entre as pessoas, esperava-se uma maior quantidade de pesquisas nessa área.
Análise sobre os orientadores com mais de uma pesquisa
Abaixo do autor, título, data de publicação, programa e Universidade, haverá um link com a palavra "Detalhes", conforme Figura 3. Ao clicar no link com a palavra "Detalhes", será aberta uma página da Plataforma Sucupira . com todos os dados do trabalho selecionado, o contexto e abaixo virá a Banca Examinadora, com os nomes dos participantes, conforme figura 4 (na página seguinte). Os orientadores que se destacaram por mais de uma orientação na área de PLAc foram: a professora Rosane de Sá Amado (USP), que orientou três teses e duas dissertações.
Em seguida, a professora Lúcia Maria de Assunção Barbosa (UnB), que orientou quatro dissertações e uma tese. Foi também a professora que mais participou como membro efetivo de bancas de defesa (duas defesas de dissertação na UniB em 2017 e duas defesas de dissertação, na UFSCar e UFPR, em 2019). Esses dados mostram seu protagonismo em relação à produção acadêmica na área de PLAc no Brasil.
Em seguida, o professor Leandro Rodrigues Alves Diniz (UFMG), que orientou uma tese e três teses. No que diz respeito à participação em bancas de defesa de dissertações e teses, destacam-se os mesmos docentes juntamente com o Professor Dr. Rosane de Sá Amado, da Universidade de São Paulo (USP). Assim como o professor João Fábio Sanches Silva (UEMS), que orientou três teses, e o professor Bruno Rêgo Deusdará Rodrigues (UERJ), que orientou duas teses.
A professora Regina Helena Pires de Brito (USP) orientou uma tese e uma tese, assim como o professor Jerônimo Coura Sobrinho (CEFET/MG), que orientou duas teses, e também a professora Ana Adelina Lopo Ramos (UNB), que orientou duas teses orientadas No gráfico 6, na próxima página, podemos ver a participação dos conselheiros com mais de uma pesquisa.
Análise sobre as palavras-chave
As 95 palavras-chave com apenas uma ocorrência não foram retratadas na nuvem de palavras acima, são elas: boas-vindas, atos de boas-vindas, afetividade, mobile learning, aquisição-aprendizagem, aquisição de segunda língua, autoetnografia, CELPE-Bras, choque cultural, construção de sentido , construção identitária, acordo de formatura, filhos imigrantes, ocupação e não reconhecimento, des(re)territorialização, dialetos crioulos, educação primária, educação de grupos minoritários, educação de jovens e adultos, educação escolar nativa, educação intercultural, emoções, ensino, ensino de línguas para fins acadêmicos, ensino fundamental, epistemologias do sul, ensino fundamental, escrita espontânea, alunos bolivianos, estudos lusófonos, estratégias cognitivas de processamento de texto, etnografia da linguagem, Exame Nacional do Ensino Médio (Brasil), experiência no Brasil e no exterior, formação, globalização, haitianos - Curitiba-PR, falante de espanhol, identidade do aprendiz de língua inglesa, identidade imaginada, Figura 5 - Nuvem de palavras-chave, elaborada a partir das palavras-chave dos trabalhos analisados. As palavras-chave mencionadas com apenas uma ocorrência indicam a importância de consolidar os índices de estudos na área de PLAc em termos de palavras-chave que descrevam e delimitem as pesquisas. Em geral, as palavras-chave foram bastante diversificadas e fragmentadas devido à sua vinculação institucional a diferentes programas de pós-graduação.
Levantamento dos resumos das publicações
O PROFESSOR DE PORTUGUÊS COMO LÍNGUA: ENTRE O ATIVISMO E A RESOLUÇÃO. https://periodicos2.uesb.br/index.php/folio/article/view/6680. Significados, concepções e práticas de ensino-aprendizagem do português como língua de acolhimento no Brasil: uma conversa sensível com Rosane Amado. Língua portuguesa como língua de acolhimento de um grupo de haitianos em Nova Andradina - MS.
Proficiência na língua de acolhimento na sala de aula de português: a escrita como meio de inclusão. O Curso de Língua Portuguesa de Recepção (PLAc) denominado Módulo de Recepção, oferecido pelo Núcleo de Ensino e Pesquisa em Língua Portuguesa para. Busca investigar a prática de ensino-aprendizagem de português como língua de acolhimento (PLAC) nas interações por meio do aplicativo WhatsApp como recurso pedagógico.
Lendo e produzindo textos com migrantes venezuelanos em situação de refugiado, alunos de português brasileiro como língua de acolhimento.