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PDF LINGUAGEM EM DIÁLOGO COM A SOCIEDADE - Posling-UFF

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Academic year: 2023

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Programa de Pós-Graduação em Letras Instituto de Letras - Universidade Federal Fluminense (UFF) Rua Prof. Anualmente, os alunos do Programa de Pós-Graduação em Letras, em cooperação com os alunos do Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários, promovem o SAPPIL/UFF (Seminário Estudantil dos Programas de Pós-Graduação do Instituto de Letras da Universidade Federal Fluminense). Por meio do SAPPIL, estabelece-se um rico diálogo entre os dois programas de pós-graduação do Instituto de Humanidades da UFF e toda a comunidade acadêmica.

Durante a décima edição, realizada entre os dias 2 e 5 de setembro de 2019, o X SAPPIL/UFF mais uma vez deu visibilidade aos trabalhos realizados nas diferentes linhas de pesquisa dos dois programas de pós-graduação. Esta parte, composta por 30 capítulos, é resultado de reflexões decorrentes de trabalhos liderados por professores da Linha 3 do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem. O primeiro bloco temático é dedicado às áreas de Historiografia da Linguística e História das Ideias Linguísticas, com textos que problematizam as ciências linguísticas, a partir de uma análise do processo histórico.

O Programa de Pós-Graduação em Letras da UFF possui duas disciplinas relacionadas a esse campo de atuação. O volume apresenta os resultados parciais de pesquisas de mestrado e doutorado ainda em andamento ou recentemente concluídas, e oferece ao leitor um panorama dos trabalhos realizados na linha 3 (“História, Política e Contato Linguístico”) do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem é desenvolvido.

HISTORIOGRAFIA DA LINGUÍSTICA E HISTÓRIA DAS IDEIAS LINGUÍSTICAS

Da mesma forma, todas as gramáticas citadas foram adaptadas à nomenclatura gramatical brasileira – doravante NGB – além de todas serem assinadas com nomes muito valiosos na filologia e na gramática da língua portuguesa. Pretende-se aqui, entre outras coisas, destacar a importância dos gramáticos da chamada Geração NGB para a pesquisa e o ensino da língua portuguesa e constatar que pode haver ganhos no atual ensino da gramática portuguesa com a atualização da NGB . Contudo, isso nunca garantiu a uniformidade na difusão do conhecimento, e o ensino da língua portuguesa teve diferentes formas de ser apresentado.

3 Estudante, neste contexto, refere-se a qualquer pessoa que tenha interesse em estudar a língua portuguesa e não necessariamente esteja matriculada em escola regular. Portanto, acredita-se também que será possível ajudar a comunidade académica a compreender as raízes da língua portuguesa e as mudanças que nela ocorreram. Diante dessa realidade, hoje se impõe a ideia de que existem variantes brasileiras do português com diferenças significativas da língua portuguesa.

O discurso é o objeto que nos permite observar a relação entre ideologia e linguagem, um lugar onde podemos analisar os efeitos do jogo da linguagem na história e os seus efeitos na linguagem. Vemos, então, que a aprendizagem da língua se deu por meio da repetição, da memorização, de perguntas, de desafios e da escrita. Além de professor titular do Colégio Pedro II, foi um filólogo, dialetólogo, gramático e lexicógrafo brasileiro de grande importância para o estudo da língua portuguesa.

No capítulo “Desenvolvimento do estudo”, Nascentes dá as primeiras orientações para o ensino da língua materna no ensino secundário. O autor orienta o professor de língua vernácula que garante o ensino da língua e a mensuração de sua aprendizagem. Nascentes valoriza as aulas de leitura e aponta duas grandes contribuições do ensino de línguas baseado em texto.

102 A obra de Nascentes destaca-se pelo seu caráter metalinguístico, não só em relação às digressões sobre língua e gramática, mas também com os métodos a serem utilizados no ensino do vernáculo. Gramaticalizando o Português Brasileiro: o tratamento da variedade brasileira do Português na Grammatica Portugueza (Curso Avançado) de João Ribeiro. A aprendizagem de outras línguas também foi possível, como foi o caso da aprendizagem do francês, a partir do 4.º ano.

Ao prever que os conectores são uma expressão de significado, Ducrot (1987) mostra o que observamos no uso da linguagem. Assim, inclui também o movimento de ideias, por volta da segunda metade do século XIX, dos estudos da língua portuguesa no Brasil, que fez com que as ideias linguísticas se organizassem de uma forma dita específica dentro desse movimento. Sobre a gramática portuguesa de Houaiss: Azeredo diz que sua gramática foi escrita do ponto de vista de um professor de português, um instrutor de futuros professores de português que precisam ser apresentados ao que ele chama de versão escrita padrão do português usada no Brasil.

Dessa forma, fica evidente um caráter normativo no conceito de gramática descritiva, uma vez que um dos usos da linguagem é escolhido como descritivo em detrimento de outros.

Figura 1 – Currículo de humanidades latinas e autores utilizados nos colégios  jesuíticos
Figura 1 – Currículo de humanidades latinas e autores utilizados nos colégios jesuíticos

POLÍTICA LINGUÍSTICA E GLOTOPOLÍTICA

Apoiados na abordagem em que defendem que “a glotopolítica não é um alinhamento de práticas linguísticas ou de práticas sociais com um ideal de linguagem abstrato. A expressão 'língua hospedeira', tal como 'criada' em Portugal através do projeto PORTUGAL ACOLHE7, sugere uma noção de língua materna (LM) e língua segunda (L2) diferenciadas, uma vez que o uso da língua pelos adultos está ligado a um conhecimento de o assunto. faire, a novas tarefas linguístico-comunicativas a serem realizadas na língua alvo, que no nosso caso seria o português. O ensino de línguas no contexto do país de acolhimento é um direito consagrado na Carta Social Europeia de 19968, que defende “promover e facilitar o ensino da língua nacional do país de acolhimento ou, se houver mais do que uma, de uma delas, para trabalhadores migrantes e membros das suas famílias”, pois este é um direito reconhecido.

Esta pesquisa discutiu os “problemas linguísticos” dos países em desenvolvimento – título de uma das primeiras publicações5 nesta área – e as intervenções governamentais para modernizar uma língua ou estabelecê-la como língua nacional. Gramáticas e dicionários contribuem para isso, pois fornecem “codificações autorizadas da 'linguagem' que são mantidas ali como uma coisa tangível, em vez de uma abstração (como realmente é)” (ibid., p. 63). Existem grupos humanos que se comunicam normalmente sem precisar de uma variedade padrão e que não adotam uma concepção de linguagem semelhante à encontrada no que Milroy (2011) chama de “culturas linguísticas padrão”.

Hamel (1993), Cameron (1995) e Milroy (2011) abordam a linguagem como uma prática social e desafiam alguns pressupostos básicos da linguística estrutural, como a separação entre as dimensões interna (estrutural) e externa (sociocultural) da linguagem e a proximidade oposição entre descrição e prescrição, já que o estudo científico de um fenômeno como a linguagem afeta, em última análise, o próprio fenômeno. 2 Existem diversas tentativas de definir a comunidade linguística, todas partindo de uma língua para definir um grupo. Saussure trabalhou com a separação entre linguagem e fala (langue/. parole) e optou por priorizar os estudos da linguagem.

Para a Sociolinguística, “não se pode separar uma língua de uma comunidade de falantes3” (MENDES, 2018, p. 132), sendo necessário considerar o fator social em todas as análises. 182 No Brasil, encontramos poucos estudos sobre o pluricentrismo da língua alemã, com destaque para o artigo Paradeiser também são tomates. Segundo Kloss (1967), uma língua pluricêntrica é assim chamada quando existem duas ou mais variedades da mesma língua.

Ao ensinar alemão como língua estrangeira, uma visão pluricêntrica da língua (e da cultura) surgiu em 1990 com a publicação ABCD-Thesen zur Rolle der Landeskunde im Deutschunterricht2 (ABCD-THESEN). A visão pluricêntrica da língua alemã significa que as especificidades linguísticas [variantes] dos centros da língua alemã não são consideradas como desvios de uma língua alemã padrão, mas sim como formas padrão equivalentes da língua (AMMON et al., 2018, p. .XLI, tradução nossa). cursos nas três universidades com o objetivo de observar uma perspectiva pluricêntrica da língua alemã.

As variedades nacionais de uma língua pluricêntrica normalmente possuem status assimétrico (AMMON, 1989; CLYNE concordam que a variedade nacional da Alemanha é dominante em relação às demais. Nesta análise preliminar é possível perceber que o conceito pluricêntrico da língua alemã é ainda muito rudimentar, estando presente principalmente nas disciplinas de literatura.

Figura 2 – Diagrama glotopolítico de análise: cidadania linguística
Figura 2 – Diagrama glotopolítico de análise: cidadania linguística

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Figura 1 – Currículo de humanidades latinas e autores utilizados nos colégios  jesuíticos
Figura 2 – Diagrama glotopolítico de análise: cidadania linguística

Referências

Documentos relacionados

Este artigo relata um projeto realizado com a sexta série do ensino fundamental (atual sétimo ano), na Escola de Aplicação da Faculdade de Educação