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ADOÇÃO

Definição do termo Adoção

Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado: Em Busca da Constituição Federal da Criança e do Adolescente. - 3ª ed. Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado: Em Busca da Constituição Federal da Criança e do Adolescente / Guilherme de Souza Nucci.

Natureza Jurídica e princípios Constitucionais da adoção

Evolução histórica da adoção

E vale a pena enfatizar isso, para que o antigo propósito religioso da adoção possa ser visto com mais clareza do que, mesmo na Bíblia, ali. 12.010, e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, que confere direitos aos adotados e deveres aos adotados, e regulamenta os requisitos a serem observados na realização da adoção no Brasil.

Requisitos atuais para adoção no Brasil

No caso de adoção conjunta, os adotantes deverão ser casados ​​ou comprovar que vivem em união estável, bem como a existência de estabilidade. E, finalmente, após uma extensa análise dos elementos mencionados acima, e se todos os requisitos forem atendidos e for comprovado que o potencial adotado pode proporcionar ao futuro adotado segurança, moradia, educação, saúde, bem como todos os outros direitos apropriados, será concedida a autorização necessária e serão inscritos nos cadastros distritais ou extra-regionais, estaduais e nacionais18 e receberão um número cronológico que será respeitado para a convocação para a adoção desejada.

Conceito jurídico de família

20 famílias, e nesse sentido o anúncio de uma união duradoura entre casais do mesmo sexo é aceito com tranquilidade pelos juízes, sem afetar a análise ou a qualificação futura dos interessados ​​na adoção, desde que atendam aos demais requisitos exigidos no processo. . Portanto, nota-se que o princípio da dignidade da pessoa humana deve ser sempre respeitado, bem como o do amor e do melhor interesse da criança, a fim de analisar se os adotados conseguirão conferir dignidade à pessoa adotada. . vida, ser É irrelevante se o casal a adotar é do mesmo sexo ou de origem heteroafetiva. 21 pautada em vínculos afetivos, como os que existem entre casais e principalmente os que existem entre adotados e adotados.

Embora muitos estudiosos continuem a limitar a definição de família à família nuclear tradicional que respeita os laços de parentesco, esta visão muitas vezes acaba por ser malsucedida, mesmo no direito, porque atualmente não são apenas considerados os laços de parentesco, mas principalmente os emocionais. laços em um determinado ambiente familiar. Portanto, elemento central de grande importância para a família, além dos laços afetivos, a animosidade para manter esse status social da família é um elemento extremamente necessário que deve ser levado em consideração principalmente nos casos em que não há vínculo de parentesco. , mas existe ódio e carinho, e desta forma deve ser vista como uma família na sociedade.

Evolução histórica da família e seus alicerces

23 educação cultural e profissional, bem como o contacto com todos os equipamentos necessários ao bom desenvolvimento social da criança. Como destaca Fernando Pinheiro Souza, são inconsistentes os argumentos usados ​​por muitos de que a adoção por casais do mesmo sexo pode interferir na sexualidade da criança ou adolescente adotado no futuro. Dessa forma, o §2º do artigo 42 do Estatuto da Criança e do Adolescente, com a redação determinada pela Lei nº.

E mesmo quando se trata dos requisitos necessários para a adoção, isso não está previsto em nenhum momento no Estatuto da Criança e do Adolescente. Ao combinar o Estatuto da Criança e do Adolescente (LGL\1990\37) e o Código Civil (LGL), é possível a adoção por uma única pessoa maior de 18 anos, sem qualquer restrição quanto à sua orientação sexual.

O pluralismo familiar: familia Homoparental

DA HOMOAFETIVIDADE

Relações homoafetivas: uma análise histórica

Breves considerações histórico-religiosas acerca da homoafetividade. 31

E a prática da sodomia, prática que se refere às relações sexuais realizadas por meios anais, passou a ser fortemente rejeitada e proibida, de modo que quem a praticasse pudesse ser condenado à morte na fogueira47. Desde então, os costumes do Brasil têm sido em grande parte regidos pelo cristianismo, o que criou uma história de condenação e resistência às práticas homossexuais baseadas no pensamento católico, criando uma extensa história de resistência às relações homossexuais que continua até hoje. os casais são discriminados por serem considerados pecadores e desrespeitosos às leis divinas, pensamento que pode ser considerado o ímpeto para muitas práticas violentas contra aqueles que se identificam como homossexuais. No Brasil existem vários conflitos e polêmicas envolvendo a questão da adoção por casais do mesmo sexo, muitos são contra a implementação desta forma de adoção, argumentando que o adolescente adotado prejudica a criança para prejudicá-la no futuro.

Conforme mencionado nos capítulos anteriores, a adoção por casais do mesmo sexo no Brasil é um tema de grande debate, cercado de diversas polêmicas. Se for demonstrada a total falta de influência da orientação sexual dos pais, tanto pais adotivos quanto biológicos, na formação adequada da criança ou adolescente, grande parte do conflito sobre esse assunto seria superado, permitindo que fosse criada maior possibilidade de adoção por casais ou famílias de origens diferentes. daqueles baseados exclusivamente no patriarcado.

Da possibilidade de realização de adoção por pares homoafetivos no

35 É, portanto, obviamente possível adotar crianças ou jovens provenientes de casais do mesmo sexo, desde que os adotantes preencham os demais requisitos necessários à adoção. O princípio da dignidade humana e a adoção de homossexuais em uniões homoafetivas ou de solteiros sob o paradigma do direito civil constitucional. No caso de proibição ou aceitação expressa em lei em relação à adoção de casais do mesmo sexo no ordenamento jurídico nacional, no Projeto de Lei nº Juventude de 2010), que proíbe a possibilidade de adoção de crianças e adolescentes de casais constituídos por duas pessoas de o mesmo sexo.

E desta forma, podemos observar a utilização, como mencionado anteriormente, de argumentos baseados no preconceito, na incompreensão do que é diferente e muitas vezes na intolerância, para impossibilitar uma possível adoção por um casal do mesmo sexo. Na perspectiva moderna, não há mais espaço para conceber argumentos que impeçam a adoção de crianças e adolescentes por casais do mesmo sexo.

Princípio do melhor interesse da criança e do adolescente

43, pelos tribunais, órgãos administrativos ou legislativos, terá em conta sobretudo o abono de família. Ressalte-se que o Judiciário não se baseará apenas na situação financeira dos pais adotivos para considerá-los capazes de satisfazer os melhores interesses da criança e do adolescente, mas considerará aqueles que melhor puderem oferecer desenvolvimento físico, psicológico e social como apropriado. No que se refere à Lei da Criança e do Adolescente, esse princípio pode ser verificado em seu artigo 1º, de forma subjetiva, pois garante a proteção integral da criança e do adolescente.

Muitos juízes hoje, quando confrontados com pedidos de adoção entre pessoas do mesmo sexo, baseiam-se no princípio do interesse superior da criança e do jovem para impor uma sentença justa e precisa. Atualmente, segundo o Cadastro Nacional de Adoção (CNA)73, existem 4.946 crianças disponíveis para adoção no Brasil, sendo um total de 522 disponíveis no estado do Paraná, e diante dessa realidade, fica claro que isso deve ser avaliado como um prioridade no processo de adoção, o maior benefício da criança e do adolescente que será adotado, e o número atual de crianças no Brasil à espera de um lar, e a orientação sexual dos adotantes deve ser colocada em segundo plano e deixar de ser considerada como um obstáculo legal à adoção.

Princípio da afetividade

Desta forma, o homem passou a ser o centro do direito, tendo em conta não só o objetivo, mas também o subjetivo de cada indivíduo, tendo em conta o interesse da família, independentemente da sua origem, e o sentimento que era utilizado em cada indivíduo. Portanto, diversas instituições que não consideravam o afeto passaram a considerá-lo decisivo em diversas situações, como na dissolução do casamento, na defesa da dignidade humana para todos, mas também nas relações socioafetivas e principalmente na adoção. Goste ou não, goste ou não, essas famílias existem, e não incluí-las nas famílias constitucionalizadas seria continuar repetindo as injustiças históricas de exclusão e desapropriação de cidadania. Para atender ao novo perfil da família contemporânea, o direito da família incluiu princípios fundamentais como o princípio do pluralismo das formas familiares, o princípio da igualdade e do respeito pelas diferenças, o princípio da autonomia e menor intervenção estatal, o princípio da afetividade, o princípio da solidariedade, o princípio da paternidade responsável, o princípio do superior interesse da criança, etc., todos com um importante valor axiológico.

Com base nisso, percebe-se que quando se trata de adoção de crianças e adolescentes por casais do mesmo sexo, para que a adoção seja realizada com sucesso, deve-se utilizar a análise do caso concreto, juntamente com o princípio do maior interesse para a criança e o adolescente, o amor presente no vínculo estabelecido entre o adotante e o adotado, para possibilitar a constituição de uma família baseada em vínculos afetivos, levando em consideração os sentimentos do adotado para com os adotantes . Grande importância. 49 o melhor para a criança em adoção, pois os laços de amor existentes entre as partes envolvidas em um processo de adoção são tão importantes quanto a capacidade de garantir o bom desenvolvimento da criança ou adolescente.

A adoção por casais homoafetivos e suas implicações psicossociais aos

52 Diante disso, percebe-se a total inconsistência dos preconceitos expressos contra casais do mesmo sexo que pretendem adotar, e que grande parte dos juristas já se opinou sobre a irrelevância da orientação sexual dos adotantes, e é deve ser utilizado como parâmetro, para atender aos pedidos de adoção por casais do mesmo sexo, o carinho que existe entre as partes, as oportunidades que os adotantes têm para dar um bom desenvolvimento ao adotado, em todos os aspectos minimamente necessários, e principalmente para analisar se a pessoa adotada tem a oportunidade de integrar uma família que, independentemente da sua origem, pode lhe dar o carinho, a relevância e a dedicação que sonha uma criança ou adolescente à espera de adoção. Considerando o propósito deste trabalho de estudar os elementos essenciais da adoção no Brasil, bem como a viabilidade jurídica e social da adoção por casais do mesmo sexo, e por fim a apresentação de estudos atuais que buscam comprovar a irrelevância da orientação sexual de adotantes para o bom desenvolvimento dos adotados, possibilitando ao leitor uma maior compreensão do assunto, para transformar a visão atual, muitas vezes pré-julgada, em uma compreensão da atual necessidade social de aceitação da nova forma de adoção e formação moderna conhecida ao longo do apresentado trabalhar. Conforme analisado neste estudo, atualmente no Brasil não há obstáculo legal à implementação da adoção por casais do mesmo sexo, e qualquer decisão que rejeite esse tipo de adoção pode ser considerada inconstitucional, sob o argumento de que é impróprio para adoção de pessoas. com orientação homoafetiva.

Conforme indicado pela pesquisa, a formação familiar não prejudica o bom desenvolvimento de crianças e adolescentes, portanto, mesmo que a criança ou adolescente a ser adotado faça parte de uma família homoparental, se estes tiverem contato afetivo com os adotantes, também como todos os cuidados necessários para manter a dignidade, eles poderão se desenvolver normalmente. E, por fim, vale ressaltar que a autorização legal expressa para adoção por casais do mesmo sexo no Brasil encerraria grande parte do debate existente sobre o tema, de modo a permitir um maior número de adoções no Brasil, e principalmente ajudaria o país. pode-se dizer que o maior obstáculo para a implementação da adoção por casais do mesmo sexo é a visão social preconceituosa em relação à formação familiar homoparental, que deve ser algo que deve ser superado socialmente, por meio de políticas públicas que estimulem a aceitação dos diferentes tipos de família existentes. principalmente família homoparental, bem como esclarecimentos sobre o tema, e por fim traz legislação que contempla expressamente a possibilidade de adoção por casais do mesmo sexo no Brasil, com base no princípio do melhor interesse da criança e do adolescente, nos direitos humanos, bem como bem como a lei da igualdade.

Referências

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