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PDF O Espírito Da Liturgia

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Academic year: 2023

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É o primeiro texto (1918)1, entre os produzidos pelos criadores do recém-fundado Movimento Litúrgico (ML/1909), que transmite a redescoberta da liturgia como coração da vida da Igreja. O Vaticano II será o culminar deste processo ao reconhecer o lugar central da liturgia na vida da Igreja.

Lampejos de renovação e origens do Movimento Litúrgico

Dom Guéranger: liturgia para reformar a vida monástica

11 O primeiro estudo de Guéranger foi publicado em 1830 sob o título “Considerações sobre a liturgia católica” no Mémorial catholique Lamennais. (cf. NEUNHEUSER, A Liturgia, p.19). Nas Instituições litúrgicas (1840) ele se torna mais duro e polêmico em comparação com seu primeiro escrito de 1830 (Considerações..).

De Solesmes a Beuron: novas fundações inspiradas em Guéranger

Pio X: sinais incipientes de renovação

20 contemporâneos.23 Sua oposição a todas as formas de galicanismo é o resultado de uma postura defensiva em favor do cristianismo romano contra os ideais progressistas dos estados modernos.24 Além disso, ele parece ter confundido a liturgia romana com suas formas medievais e as do Missal de Pio V. O Papado de Pio X .estava, pelo que sabemos, colhendo frutos cujas árvores já haviam sido plantadas, especialmente nos mosteiros.

O alvorecer do Movimento Litúrgico

Primeiros passos: de 1909 até a Primeira Guerra Mundial (1914)

O canto gregoriano recebeu forte apoio e foi incentivada alguma participação dos fiéis nos Santos Mistérios, bem como na oração pública da Igreja (1903); Com um decreto resolveu o uso da comunhão regular e diária (1905), questão que sempre foi levantada com maior otimismo desde o século XIX. As relações entre liturgia e espiritualidade dependem das concepções de culto da Igreja e das atividades espirituais dos membros da mesma Igreja.

Expansão do Movimento: do pós-guerra às vésperas do Concílio

  • Os primórdios do Movimento Litúrgico no Brasil
  • O ideais do Movimento Litúrgico assumidos pelo magistério

No caso do Brasil, o movimento litúrgico aderiu à Ação Católica, maior expressão do movimento leigo moderno. A partir de Pio XII, a questão da participação ativa, juntamente com Dom Beauduin, que incentivou o movimento litúrgico em 1909 (Congresso de Malines), tornou-se o principal objeto da pastoral litúrgica.

A centralidade da liturgia para a vida da Igreja

O espírito do Concílio Vaticano II

102 Zizola faz uma interessante crônica de como surgiu a ideia de João XXIII de um novo concílio em A Utopia do Papa João, p. 290-301. O punctum saliens deste Concílio não é uma discussão de um ou outro artigo do ensinamento fundamental da Igreja.

Cipriano Vagaggini: na antessala do Concílio Vaticano II

Por fim, Vagaggini participou do concílio como perito na comissão preparatória da liturgia.120 "Dom Vagaggini foi chamado à comissão preparatória do concílio e contribuiu para a preparação da parte inicial do documento que tratava do 'segredo' . liturgia e sua relação com a vida da Igreja"121. Estamos diante de uma enorme “floresta” chamada “O Sentido Teológico da Liturgia” e não nos cabe visitar todos os recantos escondidos da teologia vaginal no âmbito desta pesquisa. Até recentemente, o tema dos sacramentos estava completamente isolado do tema da liturgia nas faculdades teológicas."5 Limitava-se ao estudo das rubricas.

3 “O termo ‘liturgia’, derivado do grego clássico leiurgía, designava originalmente o trabalho realizado por um indivíduo ou família em favor da comunidade (érgon = trabalho; leiton, adjetivo. derivado de laós = gente). Embora a água não flua se não houver uma fonte de onde corra, a vida cristã só pode existir nascendo da sua fonte, que é a liturgia. 26. Optamos por seguir o caminho da definição rigorosa da liturgia, oferecida por Vagaggini em “Sentido teológico da liturgia”27 conscientes de que esta obra se situa.

O conceito de liturgia em Vagaggini

O método vagagginiano para definir liturgia

Vagaggini entende que uma definição técnica e rigorosa da liturgia – mais do que o plano prático, sem negá-lo, antes a partir dele – é de extrema importância para um trabalho sistemático. Em primeiro lugar, a procura de uma definição técnica rigorosa do objecto de uma ciência não é apenas uma questão de terminologia ou de precisão pedante, mas é o problema da determinação precisa, entre todas as suas propriedades necessárias, daquilo que, no objecto desta ciência, é a raiz e a razão última de ser de todas as outras. 37 Muitas das definições de liturgia, porque não seguem quaisquer regras essenciais para chegar a uma definição real, "são, na melhor das hipóteses, descrições mais ou menos felizes, mas não definições estritas, porque não se preocupam em distinguir entre as notas enfatizadas, aquilo que é a raiz de todos os outros e, conseqüentemente, elimina aqueles que são apenas secundários e derivados.” (Ibid., p.46).

Vagaggini exemplifica: “o conceito de liturgia simplesmente como ‘exercício do sacerdócio de Jesus Cristo’ não pode ser tomado como uma definição estrita porque, entre outras coisas, determina a liturgia por uma nota que não é primária, mas derivada” (Ibid. ). 52 Qualquer busca conceitual requer, segundo Vagaggini, a base de início e a razão de ser um empreendimento científico, três momentos ou etapas estratégicas. Isto ocorre porque a definição técnica de um objeto deve ser coextensiva com o próprio objeto [...].”40 Esta premissa é essencial no trabalho de definição.

Os sinais sensíveis e eficazes da santificação e do culto da Igreja

  • A liturgia como complexo de sinais sensíveis
  • A liturgia como complexo de sinais eficazes
  • A liturgia é a santificação e o culto da Igreja

Com Vagaggini esclareceremos o que significam “sinais sensíveis e eficazes” em relação à “santificação e culto” da Igreja. 83 Decidimos não entrar no conteúdo da questão da eficácia, porque é muito complicado e desnecessário para a nossa pesquisa (ver VAGAGGINI, Significado teológico da liturgia. p. 120ss). O que Taborda afirma sobre o sacramento da Eucaristia, afirmamos ao nível da liturgia como o sacramento de Cristo.

Alexandrinos (Serapião e São Marcos); e dos Romanos, o cânone, as novas orações, lidas em conjunto (II, III, IV e para diversas circunstâncias) e uma da Igreja Congolesa. O conceito vaggiano de liturgia ajudou-nos a aproximar-nos do valor teológico da liturgia, considerando-a como continuação da história da salvação. Sobre o Novo Saltério da Carta Romana (hoje Liturgia das Horas) e a reavaliação da Liturgia Dominical.

Os temas mais importantes: (a) “Teologia da liturgia como audiência integral do Corpo Místico, Cabeça e membros, e presença privilegiada na liturgia da mediação de Cristo Cabeça; (b) A espiritualidade da liturgia, a dimensão interna do culto da Igreja; c) Equilíbrio entre piedade subjetiva e objetiva, evitando tanto a “não liturgia” como a “subestimação” do culto. 1971 – Horarum Liturgia – Decreto da SCCD, pelo qual é publicada e declarada típica a edição latina do livro da Liturgia das Horas.

As anáforas em sua macroestrutura

As anáforas de dinâmica anamnética

  • A anáfora da “Tradição Apostólica”
    • Secção anamnético-celebrativa
    • Secção epiclética

15 <4>Ele, quando se entregou ao sofrimento voluntário para destruir [o poder da] morte e quebrar as amarras do diabo, para pisar o inferno e iluminar os justos. 25 <5> Por isso celebramos a comemoração da sua morte e ressurreição, [nós] te oferecemos o pão e o cálice. Agradeço-lhe por nos tornar dignos de estar diante de você e servi-lo. lt;6> E pedimos-lhe que envie o seu Espírito Santo sobre a oferta da santa Igreja. lt;7> [para que], reunindo-o em um [corpo], você dê a todos os que participam dos santos [mistérios], para serem cheios do Espírito Santo. confirmando a fé da verdade, 35 <9>para que te louvemos e glorifiquemos. por meio do teu servo Jesus Cristo, por quem sejam a glória e a honra. para você] Pai, e para o Filho com o Espírito Santo) em sua santa Igreja. A ausência26 de Sanctus <2> não prejudica a ligação que o tema sugere entre os elementos reunidos (prefácio + pós-sanctus <1+3>).

A ligação entre estes dois primeiros elementos <1+3> pode ser reconhecida na unidade literária em 1.11-18. A brevidade da parte epiléptica na “tradição apostólica” explica-se pelo facto objectivo de não aparecer numa oração intercessória <8>, o que não diminui29 o poder vital da oração. O primeiro pedido (epiclese para transformação dos oblatos <6>) encontra sua contrapartida natural e significativa no segundo pedido, na epiclese para transformação dos comunicantes <7>.

As anáforas de dinâmica epiclética

  • A Oração Eucarística II
    • Secção anamnético-celebrativa
    • Secção epiclética

Isto é evidente na redação destes dois pedidos, que se sucedem sem interrupção, sendo o segundo decorrente do primeiro. 35 <6> Portanto, celebrando a memória da sua morte e ressurreição, oferecemos-te, Senhor, o pão da vida e o cálice da salvação e damos graças por nos teres achado dignos. 82 com os bem-aventurados apóstolos e todos os santos que sempre estiveram à sua disposição, para que possamos te louvar e glorificar.

Deus é santo por causa de Sua milagrosa obra de redenção que Cristo realizou, “portanto, juntamente com os anjos”. A Oração Eucarística II introduz a seção epilética, solicitando a transformação dos oblatos <4>, utilizando fonte textual semelhante à do prefácio. 35 “À questão de saber se a Oração Eucarística II pode ser elogiada como a anáfora da Tradição Apostólica revivida, respondemos apelando ao conceito de estrutura.

As doxologias finais à luz da lex orandi

Ao Pai, por Cristo, no Espírito

As doxologias na liturgia dependem das do Novo Testamento e estas, por sua vez, têm laços estreitos com as doxologias do Antigo Testamento e mais tarde com a tradição judaica.”41. O testemunho do Novo Testamento contém uma série de doxologias dirigidas exclusivamente ao Pai42; três dirigidas por Cristo ao Pai43; quatro são certamente dirigidas apenas a Cristo44; um dirigido a Deus e a Cristo (Ap 7:10) e outro ao Pai na Igreja em Cristo (Ef 3:21).

Doxologias finais nas anáforas de dinâmica anamnética

  • Constituições Apostólicas
  • Anáfora alexandrina de São Basílio
  • Anáfora de São João Crisóstomo
  • Anáfora VI da Igreja ambrosiana

Esses dois elementos estão sintaticamente ligados pela conjunção final “de modo que” (primeira linha da doxologia), que indica uma relação de subordinação ao texto anterior. Quanto a nós, que aqui vivemos como peregrinos, 50 preserva-nos na tua fé e conduz-nos ao teu reino. As intercessões, nesta oração de riqueza estrutural, são compostas por seis pedidos (pela Igreja universal; pela Igreja hierárquica; pela Igreja no mundo; pelos sacrificadores; pela Igreja triunfante e sofredora; e pelos presentes).

A última mediação, que tem por objeto os “peregrinos de baixo”, clímax da tensão escatológica da anáfora, faz com que a oração conduza à doxologia. Se fosse colocada uma vírgula em vez do ponto final [..] teria sido obtida uma vírgula, teria sido alcançada uma melhor articulação estrutural entre intercessões e doxologia, precisamente segundo o modelo das anáforas orientais.”56 O orador fica. com a impressão de que a oração acabou antes de realmente terminar. “Na comunhão de Cristo nosso Senhor”, tal como está, soa como um fim prematuro.

Doxologias finais nas anáforas de dinâmica epiclética

  • Anáfora dos apóstolos Addai e Mari
  • Anáfora de Serapião
  • Anáfora de São Marcos
  • Cânon romano
  • Novas orações romanas (III, IV, e para diversas circunstâncias)
  • Oração eucarística da Igreja congolesa

A forma como é proferida na doxologia epiclética é para crédito da oração, evitando uma cesura textual e usando a frase conjuntiva “por meio de”. Através de quem, ó Senhor, você cria, santifica, vivifica, abençoa e sempre nos dá todas essas coisas boas. Contudo, se a compararmos com as doxologias de outras anáforas, notamos que ela tem a grave falha de fragmentar, precisamente no seu auge, o movimento do discurso orante com uma proposição sintática autônoma. cânon encontramos explicação suficiente para aceitar a presença do texto que chamamos de “postila”, por causa da história; contudo, mesmo deixando de lado a parte “Por que”, a doxologia final perde um pouco do seu poder.67.

Em nosso Missal (brasileiro) traduzimos “Por ele, com ele e nele” como “Por Cristo, com Cristo”. É interessante notar que a Oração Eucarística V, tipicamente brasileira, tem o problema de adotar a mesma tradução do final doxologia nas Orações do Cânon Romano II72 e em diversas circunstâncias têm a vantagem de serem livres de acessórios excessivos ("através dos quais..."), inspirados no Cânon Romano, mas não conseguem produzir um texto que seja coerente com o anafórico todo.

Recolhendo a “lex orandi”

Orar, acreditar e agir (liturgia – fé – ética / lex orandi – lex credendi – lex agendi) estão interligados. três.”91. Voltamo-nos para a história da liturgia desde o movimento pré-conciliar denominado Movimento Litúrgico (ML) até chegarmos a Cipriano Vagaggini e ao seu tratado “Sentido Teológico da Liturgia”, escrito sob a influência da teologia escolástica então prevalecente e procurando superá-lo no diálogo com ele. Não satisfeitos, quisemos demonstrar que a concepção teológica da liturgia pode ser procurada e encontrada através da mistagogia (iniciação no mistério da fé).

Esta definição tem como cerne o termo “sinal”, que é sinônimo de “mistério” e de “sacramento”, como costuma ser visto na patrística e na própria liturgia.4 Tudo isso chegou ao Concílio e foi por ele expresso com um vista a aumentar e a reformar a liturgia, felizmente não só no seu exterior. 1947 – Congresso Litúrgico de Lyon (primeiro a reunir liturgistas do ML em França e Alemanha) 1947 – Mediator Dei (Pio XII) “..embora não responda a todas as aspirações do movimento litúrgico, (..) reside o seu mérito em ter foi o primeiro documento papal que reconheceu oficialmente os valores deste movimento em sua catolicidade” (NEUHEUSER, A liturgia. p.32). 1955 – Reforma da liturgia da Semana Santa/Publicação do novo rito da Semana Santa (Pio XII).

Referências

Documentos relacionados

Como já anotado por Luckesi (1994), a dimensão afetiva e o espírito de coletividade são condições fundamentais para a participação, para a formação do espírito