Professora da Faculdade de Educação da UFRGS, integra o Programa de Pós-Graduação em Educação e é Tutora e Professora de Educação da Residência Integrada Multiprofissional em Saúde Mental Coletiva. Graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria, especialista em educação em saúde mental coletiva e residência multiprofissional integrada em atenção à saúde mental coletiva na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
INCLUSÃO ESCOLAR
Trata-se de testar os egos que voam alto e foram enganados para deter o poder, quando é preciso tirar essas roupas frágeis e falsas e se entregar ao terreno móvel do que ainda não é, do que não é mais. , do que virá, ou seja, das mudanças que agem sobre o sujeito, mas principalmente sobre nós. Os relatos aqui contidos são como portas que se abrem para divisões muitas vezes invisíveis de práticas indivisas, experiências não relatadas, discursos não escritos.
DESENHANDO UM MAPA: A INVENÇÃO DE
POSSÍVEIS” NO ESPAÇO ESCOLAR
O conceito de distinção proposto por Maturana e Varela (2005) fornece elementos para pensar os processos de construção de uma realidade compartilhada, envolvendo consensos sobre visões de escola, ensino, aprendizagem, aluno, inclusão. Assim, não há possibilidade deste autor construir uma tese explicativa que não leve em conta a dimensão subjetiva.
Entendo que a produção de um processo descritivo de um aluno deve sustentar um espaço criativo para pensar e propor. Psicanálise, psicopedagogia e educação especial: diálogos sobre o papel constitutivo da escola e da educação de alunos com transtornos globais do desenvolvimento.
EDUCAÇÃO ESPECIAL: O DIAGNÓSTICO COMO ESCUDO E LISTA
Ou seja, a definição de uma doença ou condição patológica envolve um pensamento e um procedimento causal. A partir desse estado, em que um é todos e ninguém, a singularidade é subordinada à repetição do idêntico.
POR OUTRAS INTENSIDADES DIAGNÓSTICAS
DEVIR-MUNDOS E DEFICIÊNCIAS
As formas de escrita institucionalizadas excluem quem tem uma linguagem, quem pensa o que diz e quem não se conforma com os modos de trabalho coletivos e sociáveis que nos são impostos. Nenhum de nós seria capaz de definir de antemão do que se trata o idiodiagnóstico, talvez um grupo de idiotas, sim, em grupo, pudesse produzir conceitos, conversas, leituras e escritos sobre esse tema.
ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
O CASO LAURA
- Imaginando Laura
- A interdisciplina como eixo condutor de um trabalho
- Laura, o que queres?
- A caminhada de laura no AEE
Viver com os outros é o que constitui e tece a teia e o tecido de um sujeito de forma estrutural. É neste ponto que se pode responder à possibilidade de construir um trabalho através da interdisciplinaridade. Na interação com os educadores, expressou seus desejos e preferências, inaugurou uma posição mais ativa na relação com os outros, pois até então era levado de um lugar para outro, alimentado, trocado.
Do ponto de vista consultivo, Débora fala em “efeito bumerangue”, ou seja, afirma que “o que a gente subsidia.
INCLUSÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA E TGD NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: (D-ESCRE)VENDO
No esforço de encontrar uma nova forma de articular e dinamizar o conhecimento dos professores a distância sobre os seus alunos com deficiência e/ou TGD, tendo em vista o seu desenvolvimento integral, apresenta-se uma construção cartográfica de cada aluno. Para implementá-la, o professor deve investir na formação de cidadãos capazes de uma articulação ético-política entre os três registros ecológicos, o meio ambiente, as relações sociais e a subjetividade humana, que, analisados em relação ao aluno com deficiência, nos mostram que o a interseção entre esses registros pode tornar isso possível. 130 Capítulo 5 INCLUIR ALUNOS COM DEFICIÊNCIA E TGD NA EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA 131 Este é um processo pedagógico que está tentando romper.
O conceito de sujeito explicitado por Morin (1995) pressupõe autonomia/dependência em relação ao meio e a si mesmo.
ESCRITAS-LINGUAGENS-TECNOLOGIAS
PERSPECTIVAS INCLUSIVAS NA EXPERIÊNCIA DE PROFESSORES E DE ESTUDANTES
Em nosso trabalho, nos concentramos em buscar compreender as práticas de escrita de professores e alunos na escola. A reflexão sobre os processos cognitivos considera no segundo momento as formas de exercício da autoria na escola, onde faremos uma seleção de algumas. Interessa-nos compreender como se dão os processos de aprendizagem de professores e alunos ao se depararem com as tecnologias digitais na escola.
Neste trabalho, procuramos relacionar a discussão sobre tecnologias aos processos cognitivos vivenciados por professores e alunos na escola.
AUTISMO: UMA PERSPECTIVA AUTOPOIÉTICA DE INCLUSÃO
Aqui utilizamos o conceito de objeto técnico de Simondon (1980), que nos mostra a importância da tecnologia como devir do homem e dela não pode ser separada. Nesse sentido, poderíamos aprofundar um pouco mais essa relação, que é ao mesmo tempo epistêmica e ontológica, levando em conta, por exemplo, o conceito de objeto técnico de Gilbert Simondon (1980). Para este grande estudioso da tecnologia, outro significado deve ser guardado para o objeto técnico porque:.
O mais importante de tudo para o conceito de cognição complexa e origem cibernética que utilizamos é a possibilidade de auto-experimentação desses sujeitos apoiada por uma facilidade técnica.
EXPERIÊNCIA ESTÉTICA PARA UMA
APRENDIZAGEM INVENTIVA: NOTAS SOBRE A ACESSIBILIDADE DE PESSOAS CEGAS
182 Capítulo 8 EXPERIÊNCIAS ESTÉTICAS PARA APRENDIZAGEM DE INVENTÁRIO 183 O que te move quando vais a uma exposição ou a um museu. 186 Capítulo 8 EXPERIÊNCIA ESTÉTICA PARA APRENDIZAGEM INVENTIVA 187 e é por isso que falamos de arte quando nós-. Podemos dizer que a experiência estética é uma experiência de ruptura, no sentido de que nos desloca e nos obriga a pensar.
A primeira coisa que aprendemos é que não existe cego ou.
SOBRE A SAÚDE MENTAL COLETIVA: O QUE NOS ENSINAM AS CRIANÇAS
Convidados a abrir a parte deste livro centrada na temática da Saúde Mental Coletiva na sua articulação com os processos de aprendizagem, fazemos-no de dentro para fora. Liderar uma Residência Integrada Multiprofissional em Saúde Mental Coletiva para pisar na terra de uma aldeia indígena. As narrativas que seguem testemunham esse efeito de alteridade – produção de saúde – vivido à margem de uma experiência em saúde mental coletiva iniciada fora de si.
17 Cenário de prática da Residência Integrada em Saúde Mental Coletiva da UFRGS, o setor de educação inclusiva, vinculado à secretaria municipal de educação do município de Novo Hamburgo/RS, trabalha com as diversas possibilidades de criação de inclusão educacional e social das crianças matriculadas nos respectivos escolas do município.
A cena é o recorte de um acompanhamento realizado ao longo de dez meses, junto à Educação Inclusiva, com um
Colocamos os tapetes na mesa de salto e sentamos lá para iniciar o grupo. A partir daí, nossas conversas continuaram a vivenciar os diferentes cantos da sala que David nos apresentou. Nas primeiras vezes em que tentamos sugerir combinações ou uma produção escrita (na tentativa de nos aproximarmos de uma produção mais "escolar"), Jota ficou bastante desorganizado, não conteve as palavras e partiu para a ação.
Depois de explicar como chegar à farmácia, pede-nos para dizermos as letras dos nossos nomes para que ele as escreva no verso desta mesma folha.
A cena se passa em uma tarde de contação de histórias na Casa dos Cata-Ventos 20 e tem como protagonista
Algumas semanas se passaram assim, até que depois de uma conversa com uma educadora mudamos o horário de atendimento para o horário da tarde. Neste dia, como em tantos outros, Fernando demorou-se a apanhar várias bolas de uma das árvores do pátio. Nós dois saímos naquela tarde diferentes: ele, contador de histórias, plantador de sementes; Eu, testemunha e ouvinte de uma história diferente, diferente daquela que procurávamos nos livros infantis.
Trago à cena uma fábula cotidiana dos Guarani Mbyá em uma unidade básica de saúde de uma tékoa Guarani.21 Fluxo intenso no posto, cachorro, gato, galinha.
No posto de saúde da aldeia. Uma mãe está no consultório do médico enquanto seu bebê de não mais que
214 Capítulo 9 SOBRE SAÚDE MENTAL COLETIVA 215 todo mundo podia jogar e então tinha jogo mesmo. A Saúde Mental Coletiva ou Educação em Saúde Mental deve ser aquela que oportuniza a exploração do conhecimento que produz a existência. Residência integrada multiprofissional em saúde mental coletiva: pós-graduação na área profissional da saúde realizada em serviço, sob orientação docente-assistencial.
Departamento de Saúde Coletiva, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas; Central de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, julho de 2012.
PEDAGOGAS COMPONDO A EQUIPE DE SAÚDE MENTAL E PRODUZINDO O ACOMPANHAMENTO
Diferentemente da maioria dos espaços substitutivos de saúde, na Residência e Saúde Mental Coletiva – EducaSaúde/UFRGS, a Pedagogia constitui, com outros sete núcleos, um campo multidisciplinar que se produz em ação nos campos de forma interdisciplinar. A seguir, são apresentadas cenas/indicações desse movimento de ações, pensamentos e oportunidades de aprendizado do TA. 22 Dispositivos do pensamento foucaultiano, que funcionam como diferentes fios que se cruzam, enredam, compõem texturas móveis.
A Oficina Fora da Casinha tem instruções de socialização e tem uma função pedagógica, pois entendemos que este local tem uma função social que advém da vivência da urbanidade.
Acompanhamento Terapêutico: É compor trajetos, é fazer-se em processo, é um curso d’água, são
Encontros que percorrem recantos de uma cidade e abrem espaços para que esses viventes se façam conhecer no exterior.
Pedagogas a caminho estão, sempre incomple- tas como quem de repente desfaz-se, aprende, compartilha
No ônibus, as correntes da cidade: passar na roleta, evitar o aluno e sua mochila cheia de palavras, farejar toda a gente, ouvir o farfalhar de tantas vozes, o barulho alto de parafusos soltos, ela se lançar no incerto, ao fado, ao acontecimento, às encenações, ao [impossível], ao inimaginável, aquela que, no ato, realiza, desenha, se permite ser diferente. Ela, seu corpo vagando pela cidade, evoca um novo direito de se conectar: sentir as estrelas, gostar das coisas do chão. Esta tem como uma de suas ações a sugestão de uma rede de serviços substitutivos a um hospital psiquiátrico, o que suscita outras visões sobre a "loucura".
A ideia de TA também tem norteado nossa prática neste campo, com indícios de grande poder.
José apresenta o desejo de não morar mais no manicômio. Não foi difícil conseguirmos estabelecer
230 Capítulo 10 CONVIDADOS EDUCATIVOS QUE REUNEM A EQUIPE DE SAÚDE MENTAL E PRODUZEM ORIENTAÇÕES TERAPÊUTICAS 231 Uma semana depois ele tira do mesmo armário e me entrega. 27 Município gaúcho às margens da Lagoa dos Patos, referência em política de saúde mental no estado. Revelamos nos “atos de saúde” um acompanhamento que busca na experiência, abertura ao imensurável, incalculável, extremamente novo.
Um passeio Schizo pela companhia terapêutica de especializações em política de amizade: Rio de Janeiro: Niterói, 2006.
OFICINANDO COM JOVENS EM AMBIENTE DE SAÚDE MENTAL: A ATENÇÃO COMO PROCESSO
O cuidado na escolha técnica: os jogos no ambiente sensível do CAPSi
Este estudo apresenta uma discussão sobre crescimento e diversificação na indústria de jogos, com ênfase em jogos casuais. O white paper começa estabelecendo uma estrutura para entender que os jogos casuais são diferentes do que a maioria da imprensa considera 'a indústria de jogos'” (IGDA, 2008, p.7). Interação: os jogos têm a capacidade de construir um diálogo real no encontro com o jogador, por meio de processos de tomada de decisão, ou seja, por meio da ação do jogador, os jogos dão feedback sobre a ação.
Ações como exploração, pensamento lateral, reconsideração de objetivos: os jogos podem encorajar os jogadores a explorar todas as suas opções de ação durante o movimento; favorecem o pensamento rápido, mas não de forma linear, o que Gee define como “pensamento lateral” (GEE, 2009, p. 173).
Experiência de jovens nas oficinas de jogos digitais
É interessante notar que os processos de atenção ocorrem para adaptar um rizoma, ou seja, a atenção não possui uma sistematização linear, pode ser acionada, interrompida, iniciada ou retomada em qualquer ponto de um processo (DELEEUZE e GUATARRI, 1996). pág. 17). Quando JC chegou na sala, ele imediatamente foi pegar uma cadeira e se sentar em frente a um dos computadores. É um processo que está ligado a outros processos cognitivos, como a percepção, a memória e o pensamento.
UV atualmente liga carros, mostra o que quer jogar, às vezes senta ao lado de um colega e observa suas ações.