Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. PVNC Pré-Vestibular para Negros e Carenciados UERJ Universidade do Estado do Rio de Janeiro EPV Estudando para Vencer.
O RACISMO NO BRASIL E A ORGANIZAÇÃO DE UMA EDUCAÇÃO
O Racismo no Brasil
Caio Prado Júnior e Sergio Buarque de Holanda apresentam alguns pontos de análise da percepção da sociedade brasileira sobre a população negra no Brasil no século XX. Neste caso, devemos considerar alguns aspectos como fatores sociais, políticos, econômicos e jurídicos ao discutir a dinâmica racial da população parda-preta no Brasil.
Por uma Educação Antirracista
À luz de outras iniciativas que vêm sendo desenvolvidas, como plano de ação, para promover a educação básica da população negra no Brasil, temos o Movimento Negro Unificado, como um dos principais atores, uma vez que direcionou esforços para a criação de uma base de construção através da educação para promover a igualdade racial no Brasil. Ao longo do século XXI, o debate sobre a educação antirracista ganha maiores dimensões, principalmente devido à promulgação da lei 10.639-03, que trata da inclusão da história e dos conteúdos culturais afro-brasileiros e africanos nos currículos educacionais no Brasil.
Breve histórico sobre os Pré-vestibulares sociais no Rio de Janeiro . 42
Aproximando-nos da ideia de um vestibular popular para a população negra, parda e pobre, precisamos analisar como essas iniciativas se consolidam na região metropolitana do Rio de Janeiro. O PVNC foi criado na Baixada Fluminense, localizada na região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro, em 1992. Através do processo histórico da educação formalizada no Brasil, temos uma relação entre a favela, a escola e a educação, que é apresentada através vários paradoxos na cidade do Rio de Janeiro.
Alguns órgãos como a Fecomércio-RJ descreverão a prática educativa no Estado do Rio de Janeiro nesse sentido, como podemos ver a seguir. Neste caso, o nível de escolaridade do Município do Rio de Janeiro é superior ao das demais áreas analisadas. Dessa forma, consolida-se uma das maiores agências de promoção de empregos do estado do Rio de Janeiro.
Do Químico Bruno Matassoli que é ex-aluno do diretor do projeto em uma escola particular da cidade do Rio de Janeiro.
O Evento Crias- A Penha na Universidade
O pré-vestibular, além de viabilizar aulas enquanto prepara os alunos para o vestibular, também tem como ideia principal o combate ao racismo estrutural que estrutura as relações sociais no Brasil. Em 2019, duas atividades de fundamental importância para o combate às práticas racistas foram o “Crias- A Penha na Universidade” e o Ato/Cavalgada pelos Direitos Humanos e pela Paz na Penha30, com o objetivo principal de levar a reflexão aos estudantes e à sociedade à luz das opções de defesa existentes em relação às práticas racistas e à violência policial a que as populações que vivem em comunidades locais estão expostas diariamente no seu quotidiano31. Criamos o evento “Crias: Penha na universidade” com o objetivo principal de ouvir a experiência de nossos ex-alunos e convidados para confirmar a possibilidade e a necessidade de pessoas pobres, negras e faveladas ocuparem a universidade pública. Abaixo segue fotografia veiculada na rede social do curso no dia do evento - Crias a Penha na Universidade - a fotografia foi tirada dentro de uma das salas de aula do curso.
O evento contou com mobilização da comunidade para organização do espaço, coffee break, estruturas de apresentação, espaço dedicado para oficinas, divulgação, execução e planejamento. O evento também trouxe outras oportunidades de reflexão sobre a cultura negra na comunidade da Vila Cruzeiro, comparação com universidades e diálogo com a identidade do negro, das favelas e da população periférica através de teatro e oficinas comunitárias, discussão sobre o encarceramento em massa no Brasil, no caso de Rafael Braga e encerrou a conversa: favelas, racismo e universidades. Essa discussão conduzida pelos palestrantes da foto foi sobre “favelas, racismo e universidade”, na qual eles tiveram que apresentar suas experiências como estudantes de graduação e analisar o racismo presente nas universidades brasileiras através de suas experiências quando eram estudantes de graduação em universidades públicas no Brasil, a cidade do Rio de Janeiro.
A organização do curso em função desses problemas e das demandas constantes da comunidade da Vila Cruzeiro, fez das comunidades das Penhas um ato/procedimento de proteção aos direitos humanos, ação que foi tratada no primeiro capítulo, porém nos leva a analisar. a importância do projeto ir além dos muros da sala de aula, representando todas as comunidades que foram devastadas pela violência policial no Rio de Janeiro e no Brasil.
Breve resumo sobre os resultados do EPV no biênio 2019 e 2020
O curso atua na defesa dos direitos humanos da comunidade da Vila Cruzeiro e de todo o bairro da Penha, tendo como tema principal a defesa de seu povo contra as atrocidades cometidas pelo Estado e seu braço armado, a Polícia Militar, durante suas operações policiais, que abalaram as estruturas econômicas, sociais, escolares, creches, transportes, coleta de lixo, entre outras consequências, que as operações policiais prejudicam as comunidades onde estão diretamente envolvidas nessas ações. O professor Marcelo Martins, um dos fundadores do projeto e atualmente gestor pedagógico e administrativo do curso, teve esse sonho em 2016, um sonho que a cada ano se torna realidade e ganha mais força para continuar, com mais alunos aprovados e em novos conhecimentos sala, contém uma frase nas redes sociais que todos que atuam no curso como voluntários, professores, coordenadores e diretoria compartilham, na qual ele diz aos seus alunos: “Ser professor não me tornou milionário, mas me tornou ajudá-lo a realizar seus sonhos”. A pandemia da Covid-19 trouxe diversas consequências sociais, educacionais, alimentares e econômicas negativas para os jovens que se preparavam e ainda se preparam para o vestibular.
A ideia principal deste capítulo é compreender como essas influências prejudicaram a formação desses estudantes e a importância do EPV na forma de preparação para o vestibular.
A pandemia e as primeiras transformações no EPV
É aqui que as milhares de complexidades que abordamos nos Capítulos 1 e 2 em relação à educação e às relações étnico-raciais ao longo da pandemia, especialmente em 2020, emergem de forma significativa e muito mais próxima. Ao longo do processo discutido acima, o distanciamento social relacionado às medidas sanitárias adotadas pela Prefeitura trouxe a modalidade de ensino online para a vida dos estudantes da cidade do Rio de Janeiro e do Brasil. As entrevistas concedidas por Marcelo representam a voz daqueles que ficam esquecidos nesse processo de preparação para o vestibular, o que aponta para uma das discussões que são realizadas ao longo da obra, o que leva nosso pensamento à ideia de quais grupos os conseguiu ter a preparação necessária para o exame. realização de vestibulares em 2020.
Com base nesta análise discutida acima, trabalharemos as duas entrevistas concedidas por Marcelo ao longo de 2021, que apresentam dois contextos distintos quanto ao tipo de organização comunitária diante da Covid-19 e aos desafios educacionais e sociais que estavam latentes. expostos no processo pandêmico no Brasil e principalmente no Rio de Janeiro. A preocupação relatada no relatório não aparece apenas na configuração educacional dos jovens, mas permeia outras camadas sociais que adentram o contexto das comunidades de favela da cidade do Rio de Janeiro, como exposto anteriormente ao longo do trabalho. Ao longo de 2021, à medida que a vacinação avançava em todo o Brasil e principalmente na cidade do Rio de Janeiro, o discurso foi alterado por alguns especialistas em saúde, trazendo à tona o contexto das salas de aula em formato híbrido, distante e presencial, o que configurou uma nova realidade. momento do processo ensino-ensino no Brasil.
Ao longo da entrevista, Marcelo retrata como se deu a dinâmica das aulas online utilizando o sistema EAD em 2020 e como funciona esse sistema.
Uma breve análise sobre o olhar dos alunos perante as dificuldades
Porque segundo Marcelo Martins, as aulas online foram um fracasso no ano passado por diversos motivos, como a falta de acesso à internet para os alunos, casas pequenas com muitos moradores e falta de um ambiente tranquilo para estudar. As questões 3 e 4 são sobre ensino remoto, sendo que a questão 3 reflete o seguinte contexto: Você conseguiu fazer aulas online. Na quinta questão discutimos os temas das aulas online e como esse processo foi ou não dinâmico para os alunos do EPV.
A questão 7 é um termômetro de como os jovens, interligados no mundo digital, preferem unanimemente as aulas presenciais ao formato online. Em ambos os formatos, os 25 alunos relataram preferir aulas presenciais, demonstrando que mesmo com o contato diário com o mundo virtual, a dinâmica de aprendizagem, segundo os alunos, ainda está diretamente relacionada ao modelo tradicional de sala de aula. A maioria dos estudantes que responderam ao questionário relataram que prestarão vestibular da Uerj, com 18 participações. O Enem, maior vestibular do Brasil, aparece logo em seguida com 17 valores entre as informações fornecidas pelos alunos e o campo ‘outros’ que configura os vestibulares da PUC, o 41CEDERJ42, entre outros, aparece ao final com 7 valores.
As aulas são super dinâmicas e integradas para a prova ministrada, tudo é feito com muita dedicação e carinho tanto dos professores quanto dos coordenadores do projeto, gosto da forma didática de elaborar as aulas e estou muito satisfeito com o apoio e acolhimento para todos. Estou muito grato à equipe por tudo.”
Uma análise sobre o olhar dos docentes perante as dificuldades durante o
Os últimos dois anos foram de grandes mudanças em minha vida, e essas mudanças têm relação direta com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde pude vivenciar as sensações de ser estudante de graduação em geografia, especialista em gestão de educação processos na Universidade do Rio de Janeiro. da Supervisão Escolar e do Conselho Escolar e atualmente está concluindo o mestrado em Educação, Comunicação e Cultura na mesma grande universidade. Durante a trajetória do EPV e da escrita desta obra, Marcelo foi homenageado por diversas organizações do Rio de Janeiro e do Rio de Janeiro. Mencionaremos duas importantes premiações, uma da Câmara dos Deputados do Estado (ALERJ) com a homenagem aos educadores e aos direitos humanos e outra da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, com a Medalha Pedro Ernesto. A Vila Cruzeiro estava comemorando e essa festa era só para eles. Dois ônibus chegaram à sala com todo o entusiasmo e agitação que precisavam naquele espaço que é de todo cidadão carioca.
Pré-vestibular na Penha ajuda jovens a ingressar nas universidades - Voz das Comunidades..https://www.vozdascomunidades.com.br/. A Fecomércio RJ, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro, é parte integrante do sistema. IBGE.Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.Disponível em:https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/17270-pnad-.
MUNANGA, Entrevista Kabengele para a Fundação Perseu Abramo, 2010., disponível em https://fpabramo.org.br our-racism-e-um-crime-perfect-entrevista-com-kabengele-munanga/.