O primeiro bloco, intitulado Historiografia da Lingüística, Gramática e História das Ideias Linguísticas, contém oito capítulos voltados aos estudos da linguagem, descritos e analisados em relação ao processo histórico, à história da gramática e à história das ideias linguísticas. Os textos seguintes discutem os temas das ideias linguísticas, da gramática e da meta-historiografia.
HISTORIOGRAFIA DA LINGUÍSTICA, GRAMATICOGRAFIA E HISTÓRIA
DOS SÉCULOS XIX E XX
Em relação aos tipos de assunto, privilegiam-se os aspectos sintáticos; o artigo indefinido e os tipos de artigos (simples, compostos ou compostos) não são mencionados. A adoção de critérios sintáticos também é privilegiada na definição do sujeito, que pode ou não ser lexicalizado para o gramático.
PORTUGUÊS NO SÉCULO XIX
Freire da Silva define gramática como “o estudo dos fatos e das leis da língua” (FREIRE DA SILVA, 1906, p. 27). Sotero e Freire da Silva chamam esse complemento de “sujeito múltiplo”, palavra que será o objeto direto quando a.
E OUTRAS MATERIALIDADES
Orlandi (2000) enfatiza que os gramáticos do século XIX foram importantes na formulação do conhecimento metalinguístico com a constituição da língua nacional do Brasil. Nunes (2010) destaca duas obras importantes desse período: Nôvo Dicionário Brasileiro Melhoramentos Ilustrado, de Adalberto Prado e Silva (1962), e Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de H.
GRAMÁTICA À LUZ DA HISTORIOGRAFIA LINGUÍSTICA
Pontos de Ancoragem
Aqui classificamos a Schola Aquitanica como texto/documento, André de Gouveia e Élie Vinet como autores e usuários do texto b) Contínuos: dizem respeito a redes, instituições, escolas, círculos e sociedades.
Linhas de Evolução
Conteúdos/Formatos/Estratégias
Os conceitos são derivados da gramática latina de Despautério, conceitos didáticos (Ex: Alphabetarios, Aulani, Novani). b2) Técnicas e estilos de descrição:. Após a análise e descrição das informações encontradas no plano de estudos da escola Guiena, relacionadas a outros textos e ao aparato terminológico desenvolvido no capítulo anterior, foi possível descrever a forma como se desenvolveu o ensino da língua latina na escola, para entender. Encontramos na Schola Aquitanica uma série de obras de autores clássicos, listadas na tabela 1, e uma única gramática latina, a gramática de Despautério, que foi amplamente utilizada nas escolas francesas até o século XVIII.
Ainda olhando para a Tabela 1, embora possamos perceber que todos os materiais utilizados aumentaram o conhecimento dos alunos, também podemos verificar a importante influência que a gramática de Despautério desenvolveu nas aulas. O Colégio Guiena praticava as habilidades de lectio, disputatio e repetições, com base no modus parisiensis, seguindo o padrão das escolas trilíngues, nas quais o ensino era baseado nas línguas hebraica, grega e latina, mas a Schola Aquitanica indicava apenas o ensino de línguas Latim e grego no ensino médio. Este regulamento continha características próximas da Schola Aquitanica, com as suas normas organizativas, materiais pedagógicos e conteúdos recomendados para o ensino, comprovando a provável aplicação dos Commentarii Grammatici na escola de Coimbra, até ao ano da publicação da Gramática Latina de Manuel Álvares.
Ensino de gramática de latim, grego e hebraico no Colégio das Artes de Coimbra na época de Anchieta.
PERSPECTIVA TEXTUAL
Ao mesmo tempo, havia a obrigação de comentar os poemas de Homero – a Ilíada e a Odisséia –, que na cultura da época haviam sido elevados a um nível de valor muito superior ao das simples obras literárias. Com Dionísio (cerca de 170 – 90 a.C.), o primeiro pilar, surge o que pode ser considerado a primeira descrição ampla e sistemática de uma língua publicada no mundo ocidental: o grego ático, ou grego ático. Estruturalmente, a obra de Donato está mais próxima do que hoje se entende como gramática tradicional do que a obra que a precedeu.
Na de Donato, as partes da gramática, além da estrutura predominantemente atualizada, passam a ter seções mais numerosas e mais claras, e em determinados momentos há até diálogos simulados com um potencial leitor (cf. Segundo Colombato (op. cit., p. . Portanto, não cabe limitar este termo ao conceito que é o discurso encontrado nas gramáticas modernas, sempre e apenas ligado às regras de uso da linguagem.
O discurso escrito é, portanto, num certo sentido, parte integrante de uma discussão ideológica em grande escala: responde a algo, refuta-o, confirma-o, antecipa possíveis reações e objeções, procura apoio, etc.
DA RATIO STUDIORUM (1599)
No que diz respeito à hermenêutica, vemos o diálogo entre a Ratio Studiorum e o modus parisiensis e o método aristotélico de pergunta e resposta. A Ratio Studiorum foi o documento elaborado pela Companhia de Jesus com o objetivo de unificar a dinâmica educativa dos colégios jesuítas em todo o mundo. É possível notar que as propostas da Ratio Studiorum foram postas em prática nesta escola, pois os alunos, além da divisão do currículo (Letras ou Humanidades e Teologia), faziam apresentações, como as que faziam para o eclesiástico administrador, em 1578, como menciona Serafim Leite (1938).
Serafim Leite (1938, p. 458) apresenta um relatório mostrando que as normas da Ratio Studiorum já estavam postas em prática. A Ratio Studiorum pretendia unificar o ensino em todas as escolas da Companhia de Jesus. Mas mesmo diante de tantos problemas, as escolas conseguiram funcionar, levando à população os preceitos contidos na Ratio Studiorum.
Aulas de gramática na Ratio Studiorum (1599) à luz da historiografia linguística. Mestrado em Estudos de Linguagens) Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2020.
MADRE IGREJA (1540): UM ESTUDO DA GRAMATICOGRAFIA DA LÍNGUA
Política Linguística e Glotopolítica
POLÍTICA LINGUÍSTICA E GLOTOPOLÍTICA
Porém, na implementação do ensino chinês nessas instituições e escolas, ainda enfrentamos muitas dificuldades na adaptação das práticas pedagógicas ao contexto brasileiro. A falta de pesquisas científicas no ensino de chinês no Brasil também é um grande desafio. Por fim, consideraremos a importância da cooperação entre Brasil e China na formação conjunta de professores chineses no Brasil.
Para inserir a educação chinesa no sistema educacional brasileiro, precisamos conhecer a política brasileira em relação ao ensino de línguas estrangeiras. Nos anos letivos de 2017 e 2018, a autora trabalhou no Colégio Intercultural Brasil-China como professora de chinês enviada pelo Instituto Confúcio. No caso do Colégio Intercultural Brasil-China, a maioria dos professores chineses da escola tem formação no ensino de chinês para falantes de outras línguas, e outros têm formação na língua inglesa.
A falta de conhecimento sobre o Brasil dificulta muito a adaptação da educação chinesa às necessidades dos estudantes brasileiros.
AS DINÂMICAS MIGRATÓRIAS
A sua criação foi motivada pela constatação de que a diversidade linguística é essencial para a construção da identidade de uma comunidade, mas também é extremamente importante para o património imaterial da humanidade. De acordo com esses fatores, a vitalidade de uma língua pode ser classificada em seis níveis: (5) Segura, (4) Precária, (3) Em Perigo, (2) Criticamente Em Perigo, (1) Moribunda e (0) Morta. Os pesquisadores Rodrigue Landry, Kenneth Deveau e Réal Allard, em seu texto Vitalité ethnolinguistique et construction identitaire: le cas de l'identité bilingue5 (2006), apresentam outra metodologia para análise de questões que envolvem vitalidade.
As outras duas experiências, empoderamento e conscientização, estão ligadas à vitalidade etnolinguística, pois dependem de uma determinada experiência de socialização. Questionando os parâmetros propostos pela UNESCO, Carli (2007) destaca a importância deste ponto de transmissão ao considerá-lo um ponto primordial não só para a vitalidade, mas também para a revitalização de uma língua “moribunda”. Embora Carli (2007) se concentre apenas na transmissão intergeracional, um dos temas apresentados pela UNESCO, observamos os seguintes acréscimos, importantes para os estudos de vitalidade: a relação política, econômica e cultural que a sociedade tem no que diz respeito à linguagem em contato e como essas dinâmicas pode afetar a vitalidade de uma língua.
Les concepts de « vitalité linguistique » tels que « langues minoritaires », « langues moins utilisées » et « langues majoritaires ».
ENSINO DE LÍNGUA MATERNA
Além disso, pretendemos produzir uma análise crítica da disciplina de Língua Portuguesa dentro de uma sala de aula. O papel do livro didático no ensino de idiomas desses alunos; (VIII) Considerações sobre a complexidade e a estética da linguagem. A Carta da Língua Francesa de 1977, também chamada de Lei 101, atua sobre esse status da língua francesa, definindo-a como oficial na província de Quebec.
Os criadores da Carta da Língua Francesa sabiam que estas intervenções não produziriam efeitos imediatos no uso do francês em Quebec. Antes de analisar a Carta da Língua Francesa, precisamos definir o conceito de planejamento linguístico que queremos introduzir neste artigo. A proteção da língua francesa foi traduzida ao longo dos anos com a criação de vários órgãos de gestão linguística no Canadá.
A necessidade de uma Carta da Língua Francesa cresceu ao longo da década de 1970. Foi então necessária a criação de uma política nacional em defesa da comunidade quebequense e da língua francesa (DUMAS, 1999; ROCHER, 2002; MARTEL; PAQUET, 2010 apud DA SILVA, 2018) para ao menos expressar a garantia de sua identidade em sua língua nativa . A estrutura da Lei 101 é dividida em duas partes principais: o status da língua francesa para (e na) sociedade quebequense e a qualidade e o progresso da língua francesa (DA SILVA, 2018).
PERIFERIA: CAMINHOS DEMOCRATIZANTES DO ENSINO BILÍNGUE EM ESCOLAS
PÚBLICAS NO RIO DE JANEIRO
Dito isso, Souza (2019, p. 95) relata que na política educacional do LEC em Niterói houve uma decisão sobre qual comunidade não era ouvida, o que configura esse modelo autoritário de liderança. Por outro lado, o ensino de forma mais complexa e com carga horária aumentada foi recomendado para o projeto aqui proposto pelas três escolas municipais. Modelo que em contextos sociais monolíngues utiliza a língua hegemônica e insere algumas horas de ensino em/em outro idioma, semanalmente.
É essencial quebrar a alienação de que a aprendizagem da língua francesa envolve apenas escolas privadas, ricas e brancas; portanto, modelos educativos descentralizados e mais democráticos também são incentivados no domínio da aprendizagem de línguas. Então, se considerarmos que a representação a respeito da aprendizagem da língua francesa no Brasil ainda é extremamente dividida, no sentido de que a aprendizagem do francês ficaria reservada apenas ao setor da sociedade elencado acima: os brancos, os ricos e os estudantes privados. escolas; O trabalho de democratização, que também seria feito através da aprendizagem de línguas, não pode ser adiado. Por fim, considerando que a aprendizagem de línguas, em geral, ainda distante dos pobres suburbanos, integra um capital cultural limitado a uma fração social urbana, branca e rica, cujas possibilidades de aplicação se reproduzem com alguma regularidade, a necessidade permanece.
Desafios (tensões) e superações na implementação do projeto político-linguístico de ensino de francês para crianças da cidade de Niterói.