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PERSPECTIVA DOS DIREITOS HUMANOS

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Academic year: 2023

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No segundo capítulo, o epicentro da crise financeira, ou seja, a economia dos EUA, será abordado através de uma análise aprofundada das causas e dos motivos que levaram este país a ser resgatado por bilionários de Wall Street. É claro que por detrás de todo este ethos está também um longo e avançado processo de industrialização cultural, de desaparecimento da sociedade civil, ditado por uma lógica de mercado que impõe o pressuposto de uma racionalidade abstracta desta, em tese capaz de antecipar a busca de soluções para as crises do sistema capitalista.

O ESTADO MODERNO CAPITALISTA

Assim, o Estado moderno é a forma e a vestimenta do capital é ainda mais precisamente o que nos interessa, o interior, é o interior do Estado Capitalista. Após essa constatação, nota-se que a ruptura total entre o Estado Moderno e a sociedade civil, entretanto, ocorreu a partir de novembro de 1989 (dias após a queda do Muro de Berlim, ocorrida quando a agenda, dos Estados Unidos da América, da as medidas que resultaram de uma reunião que se convencionou chamar de Consenso de Washington, medidas baseadas nas ideias do economista John Williamson, do International Institute for Economics (IIE), em Washington, que se traduziram na elaboração de uma série de medidas (disciplina fiscal).

O SURGIMENTO DO CAPITALISMO INDUSTRIAL

Além desse fato, o exército de trabalhadores excedentes (desempregados) garantia aos trabalhadores baixos salários e longas jornadas de trabalho (HOBSBAWN, 2011, p. 54). A primeira crise global do tipo moderno ocorreu em 1857, a partir dos Estados Unidos, no que viria a ser o primeiro colapso bancário em Nova York (HOBSBAWN, 2011, p. 81).

A MORAL UTILITARISTA

Pontos de contato entre a ética e a economia

O pai da economia moderna, Adam Smith, foi professor de filosofia moral na Universidade de Glasgow, localizada na Escócia. A origem “engenharia” da economia leva em conta questões simples de aparato, de logística, quando Sen (2008, p. 20) então relembra o primeiro trabalho que, desde os tempos de Aristóteles, já demonstrava uma indicação de origem.

O pensamento utilitarista

O critério de "otimalidade de Pareto" ou "eficiência econômica" será discutido neste ponto, com referência a Vilfredo Pareto, o economista italiano que primeiro articulou esta posição em seu livro Manual de Economia Política, em 1906. A maximização dos interesses por toda uma comunidade acabaria por levar à otimalidade de Pareto, e a tentativa de se desviar desse critério ameaçaria o alcance da eficiência econômica, ou seja, a própria otimalidade de Pareto (SEN, 1999, p. 68).

O ESTOPIM DA CRISE FINANCEIRA MUNDIAL

Se considerarmos o fluxo de pagamentos dos Estados Unidos para a China a juros de 1%, os Estados Unidos transferem para a China apenas 15 bilhões de dólares por ano. No entanto, os Estados Unidos têm um alto nível de vulnerabilidade comparável à riqueza que possui.

TEORIA CRÍTICA DA MODERNIDADE DA ESCOLA DE

Marx e o advento da teoria crítica da

Já se percebe que a Teoria Crítica, desde o início, tem como referência o marxismo e seu método - o modelo de "crítica da economia política" (este é exatamente o subtítulo da maior obra de Marx, O Capital). No entanto, os "Frankfurtianos", como por vezes são chamados, não pretendem ser comentadores ou intérpretes do pensamento de Marx, sua proposta caracteriza-se mais no sentido de buscar no marxismo inspiração para uma análise da sociedade contemporânea, além de desenvolver a conceito de teoria crítica e crítica da ideologia numa perspectiva filosófica e sociológica. Uma característica marcante da Teoria Crítica é sua perpétua renovação, sua perpétua capacidade de analisar o momento histórico atual.

Repetir como verdade o que Marx ou qualquer outro teórico crítico do passado afirmava é cair no dogmatismo que a Teoria Crítica procura evitar a todo custo.

A Escola de Frankfurt

É por esta razão que a urgência de estudar uma teoria crítica da modernidade tem sido apontada. Todo processo dialógico é lento, por isso, para criticar o capitalismo, é preciso entender seu funcionamento. Nesta sociedade, os indivíduos devem obter serviços no mercado para que se tornem cada vez melhores como mercadorias.

A introdução de hipotecas subprime com diversas facilidades para as classes desfavorecidas de tomadores americanos foi o esforço vislumbrado pelos Estados Unidos para pôr fim ao processo de agravamento da recessão em que se encontrava a economia americana neste início de século.

A VERDADEIRA FUNÇÃO DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS NA ECONOMIA

Os problemas imobiliários apareceram primeiro nos mercados subprime, mas logo se espalharam para outras áreas também. Com os preços das casas em queda, a chegada da crise no setor mais rico do mercado imobiliário era apenas uma questão de tempo. A regulação estatal, ou seja, a intervenção estatal no poder econômico, muito contribui para refrear os apetites vorazes dos bancos, o que não deveria trazer alívio aos jurisdicionados, pois a atuação do sistema financeiro individual e coletivo deve ser pautada pelos estritos limites da ética, que logicamente necessitaria da intervenção deste ou daquele outro ator social para conter possíveis ações baseadas em interesses puramente secundários das instituições financeiras.

Isso está relacionado com a primeira função essencial, porque se o banco tiver uma má classificação de crédito, se apostar de forma irresponsável ou se investir muito dinheiro em negócios arriscados que terminam em fracasso, não poderá cumprir sua promessa de pagar . dinheiro dos investidores.

AS CAUSAS DO COLAPSO DO SISTEMA FINANCEIRO NORTE-

Securitização

Trata-se, portanto, de uma forma criada pelas instituições financeiras para sempre lucrar, tendo em vista que os riscos da operação são integralmente transferidos para terceiros, além de transformar os empréstimos subprime securitizados em produtos com classificação AAA pelas agências de classificação de risco. A intenção era criar produtos hipotecários subprime de alto risco com classificação AAA que pudessem atrair a atenção e, consequentemente, o investimento dos fundos de pensão, que buscavam lugares seguros para aplicar o dinheiro que os trabalhadores haviam reservado para a aposentadoria (STIGLITZ, 2010, p. 41 ). A securitização visa, portanto, a socialização dos riscos; nesses casos, os bancos sabiam que os riscos eram muito altos, e mesmo assim entraram no ramo dos chamados derivativos tóxicos com o claro propósito de lucrar às custas dos prejuízos alheios (STIGLITZ, 2010, p. 135).

A intenção era transformar as hipotecas subprime de alto risco em produtos com classificação AAA que pudessem atrair a atenção e, assim, o investimento de fundos de pensão em busca de lugares seguros para investir o dinheiro que os trabalhadores haviam separado para a aposentadoria.

A questão das hipotecas subprime

Daí a necessidade de uma intensa atividade reflexiva sobre a viabilidade de um sistema alternativo ao do capital. A crise financeira mundial de 2008 contribuiu para um despertar com vistas à construção de uma nova reflexão. É por isso que, no processo de construção de uma situação pós-social pautada na ética como matriz rizomática do princípio básico da dignidade humana, não há espaço para a legitimação das desigualdades sociais.

Atentado contra a vida de um indivíduo ou contra uma comunidade significa matar o senso de justiça como elemento que caracteriza o princípio da dignidade humana. A ética da alteridade e da responsabilidade é a base da justiça, pois, ao contrário do que se pensa, ela não deve esperar que o direito de alguém seja violado, mas deve ser sempre preventiva. O mesmo autor também complementa (2010, p. 47) no sentido de que “(..) é na perspetiva paradigmática do pluralismo jurídico de tipo participativo comunitário e assente num diálogo intercultural que se estabelecem os marcos de uma nova concepção do ser humano direitos".

Deste ponto de vista, a construção de uma consciência crítica libertadora é pensada como parte da formação e crescimento do princípio fundamental da dignidade humana. Portanto, ao adotar esses elementos fundamentais do princípio da dignidade humana, os direitos humanos adquirirão o potencial libertador de que a humanidade necessita para viver harmoniosamente em uma relação diatópica entre as pessoas, sem medo de crises e, principalmente, da resolução gradual dos grandes antagonismos da humanidade.

Os responsáveis pela crise econômica americana

Os principais aspectos da crise econômica norte-americana

Racionalidade e loucura andariam de mãos dadas quando se trata de uma definição ontológica do ser humano moderno, esse ser, o Homo Economicus. Sabe-se que a humanidade vive um período de avassaladora objetificação do sujeito, de uma moral utilitária. No geral, esta versão é apresentada como parte de uma mudança mais ampla em direção a um novo paradigma holístico, espiritual e pós-materialista.

Ora, a reconstrução da sociedade, concebida como "casa comum", a partir do indivíduo-sujeito e da sua relação com os outros indivíduos-sujeitos, pressupõe a integração do respeito pelas diferenças com a criação de uma consciência universalista dos direitos humanos fundamentais. Como os estados totalitários, o sistema capitalista produziu uma ideologia capitalista unidimensional e se identificou com ela por meio de uma. No contexto do multiculturalismo, o conceito de “oportunidades iguais” revela-se realmente insuficiente, pois as oportunidades podem ser uma via para um grupo social e outra para outras formas de coletividade.

O sistema capitalista e o tratamento de choque imposto pelos Estados

O (RE)NASCIMENTO DO SUJEITO APÓS O DESVANECIMENTO DA DAS

SLAVOJ ŽIŽEK E A PERSPECTIVA REVISIONISTA DO

Esse real é impossível no sentido de ser o impossível da ordem social existente, ou seja, seu antagonismo constitutivo - o que, porém, de forma alguma significa que não se possa lidar diretamente com esse real/impossível e transformá-lo radicalmente em ato . louco", o que muda as coordenadas. A explicação é a seguinte: além do fato de o mercado não ter condições de resolver os problemas discutidos na seção anterior, Žižek (2011, p. 82) propõe quatro contradições da sociedade contemporânea capitalismo global, sua abordagem indica a necessidade de revisitar e revisar as ideias comunistas para que os erros do passado possam ser evitados e adaptados aos novos tempos.

Conscientes de que as probabilidades nos empurram para o desastre, esses atores estão preparados para agir contra elas.

O MOVIMENTO OCCUPY WALL STREET

É claro que essa transição para uma nova sociedade significa a transformação das sociedades atuais, que, em nossa linguagem cotidiana, chamamos de crise da cidade, crise da democracia, crise da justiça, crise da escola ou da família. O referido autor não imaginava que um movimento de proporções globais como o Occupy Wall Street explodiria tão rapidamente. O pensamento produtivista, trazido do Ocidente, levou o mundo a uma crise da qual devemos escapar por meio de uma ruptura radical com a fuga para o front.

Quando você se comporta assim, perde um dos componentes essenciais: a capacidade de se indignar e o compromisso que é consequência dessa capacidade.

OS DIREITOS HUMANOS SOB A PERSPECTIVA DA ÉTICA DA ALTERIDADE

A ética como matriz rizomática do princípio fontal da dignidade da pessoa

  • Corporeidade
  • Vida
  • Alteridade
  • Justiça
  • Consciência crítica libertadora
  • Liberdade
  • Igualdade

Este autor ainda aponta que a construção de uma ética, nos moldes que ele vislumbrou, ou seja, fenomenologicamente falando, não poderia deixar de passar pela análise do sistema cognitivo e afetivo-avaliativo do cérebro humano. Krohling, ainda referindo-se a esse princípio rizomático, alude à importância da educação e da cultura como focos radiantes de uma ética ecológica. O paradigma da modernidade, com sua ideologia hegemônica baseada em uma irracionalidade que se anuvia, minou as chances de uma construção cultural voltada para a alteridade.

A igualdade como elemento constitutivo do princípio fundamental da dignidade da pessoa humana traduz a ideia de capacidades iguais. Uma cultura de igualitarismo não só é possível, mas Kliksberg cita o exemplo dos países noruegueses, onde o universo do Real ultrapassa as propostas formais de construção de uma cultura de igualdade. Ética: A Matriz Rizomática do Princípio Fundamental da Dignidade Humana e dos Princípios dos Direitos Humanos Fundamentais, 2011.

Referências

Documentos relacionados

Em outras palavras, como a Dignidade da Pessoa Humana é o princípio reitor e unificador da Constituição Federal e, no caso específico, tratando-se da