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Planejamento e Gestão de Recursos Energéticos

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Academic year: 2023

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Os princípios básicos de conversão de energia e seus rendimentos, além das unidades de energia mais importantes. As fontes de energia não renováveis ​​incluem gás natural, petróleo, energia nuclear e carvão mineral. Discute o panorama da oferta e do consumo de energia no mundo, o balanço energético nacional, com sua composição por fontes.

Também são apresentadas a oferta e a demanda de energia no Brasil; consumo de energia por setor de atividade; recursos e reservas energéticas no Brasil; a matriz energética nacional; e uma história do setor elétrico brasileiro, proporcionando um retrato do consumo e do desenvolvimento. Também são discutidos os programas Selo Procel e Selo Conpet, cuja principal contribuição é a economia de energia por meio da identificação e recompensa de dispositivos e equipamentos que consomem menos energia. Um aspecto importante do planejamento energético é a “Gestão Energética Municipal” (Unidade 8), onde será discutido o modelo introduzido pela Eletrobrás, que visa implementar unidades municipais de gestão energética, subsidiando as autoridades locais com ações estratégicas, de gestão, de planejamento, técnicas e de marketing. Atividades. para a conservação e utilização racional de energia no âmbito das atividades municipais.

Na última unidade (unidade 9), destacam-se “Impactos ambientais e medidas para um futuro sustentável”, que descreve os impactos e suas consequências no ambiente, destacando o impacto ambiental da obtenção de energia a partir de determinadas fontes.

Tabela 1 .1  Consumo de energia por estágio de desenvolvimento humano .  .  .  .  .
Tabela 1 .1 Consumo de energia por estágio de desenvolvimento humano . . . . .

Energia nas atividades humanas

Desde então, percebemos que o homem sempre participou da descoberta de novas formas de energia que utilizou em suas atividades. Em suma, o conhecimento e o controlo das diferentes formas de energia estão e sempre estarão na atividade humana quotidiana, impulsionando o desenvolvimento das sociedades e procurando sempre formas de tornar a atividade humana mais fácil e rápida. Compreender a origem das necessidades energéticas desde tarefas simples como caminhar até outras mais ativas como correr; ou mesmo não energético.

Para calcular o consumo energético do homem em suas atividades, a Tabela 1.1 apresenta as necessidades energéticas humanas de acordo com o grau de esforço e o tipo de atividade realizada pelo homem. A Figura 1.1 apresenta um gráfico com o gasto energético diário por atividade, classificado por estágio de desenvolvimento humano. Este consumo de energia apresenta uma progressão gradual, como pode ser observado na Figura 1.1 e nos dados da Tabela 1.1.

O homem tecnológico está atualmente a causar preocupações sobre o consumo de energia à medida que as fontes de energia se tornam escassas.

Figura 1.1 Estágio de desenvolvimento e consumo de energia por atividade.
Figura 1.1 Estágio de desenvolvimento e consumo de energia por atividade.

Conceitos de energia

Essas interações geram direta ou indiretamente a maior parte das formas de energia (PEREIRA et al., 2005). Em geral, o uso de energia requer transformações ou conversão de uma forma de energia em outra (PEREIRA et al., 2005). A maior parte das fontes primárias de energia não são consumidas diretamente, mas são convertidas em outra forma de energia (PEREIRA et al., 2005).

Assim, o Primeiro Princípio não fornece uma distinção qualitativa entre calor e trabalho, ou entre outras formas de energia (PEREIRA et al., 2005). Desta forma, a quantidade total de energia em um sistema isolado permanece sempre constante, de acordo com o Primeiro Princípio, porém, a quantidade de energia disponível pode diminuir (PEREIRA et al., 2005). A eficiência de um processo de conversão de energia será sempre menor ou, no máximo, igual a 1.

A quantidade de energia necessária para aumentar a temperatura de uma libra (unidade de massa inglesa) de água em um grau Fahrenheit (1 ºF) à pressão atmosférica normal.

Figura 2.1 Exemplo de cadeia energética para o carvão mineral.
Figura 2.1 Exemplo de cadeia energética para o carvão mineral.

A Figura 3.11 ilustra esse movimento de massa de ar (CENTRO DE REFERÊNCIA EM ENERGIA SOLAR E EÓLICA SÉRGIO DE SALVO BRITO, 2012b). Disponível em: . CENTRO DE PESQUISA DE ENERGIA ELÉTRICA (CEPEL); CENTRO DE REFERÊNCIA EM ENERGIA SOLAR E EÓLICA SÉRGIO DE SALVO BRITO (CRESESB); GRUPO DE TRABALHO DE ENERGIA SOLAR (GTES).

Figura 3.1 Participação das fontes primárias na geração de eletricidade (secundária).
Figura 3.1 Participação das fontes primárias na geração de eletricidade (secundária).

Consumo de Energia e Desenvolvimento

O consumo de energia é um dos principais indicadores do desenvolvimento económico e do nível de qualidade de vida de qualquer sociedade. A relação entre o PIB (Produto Interno Bruto) do país e o consumo de energia é utilizada como indicador deste desenvolvimento. Deve-se notar que os tipos dominantes de energia consumidos no mundo no período de 1970 a 2007 foram não renováveis, como o petróleo.

Percebe-se que o consumo de energia está relacionado ao estágio de desenvolvimento alcançado por um país. No mundo, uma das questões mais importantes para garantir o desenvolvimento das nações é a sua capacidade de gerar e consumir energia. Na figura 4.4 fica evidente que em 2007 a oferta energética utilizou fontes não renováveis, como petróleo, gás natural, carvão mineral e nuclear, na ordem de 87,3%.

Fornecimento: quantidade de energia que é disponibilizada para conversão e/ou para consumo final. A oferta e a demanda de energia são caracterizadas pela capacidade de geração (oferta) e pela capacidade instalada que consome energia (demanda). Portanto, é importante monitorar continuamente os resultados dos fluxos de energia (produção e consumo final), que são publicados anualmente pelo Ministério de Minas e Energia e empresas coligadas.

O consumo de energia no país é identificado por setor de atividade econômica, e a Empresa de Pesquisa Energética (2010) determina, com o objetivo de padronizar os dados, os setores apresentados na Tabela 4.1. As Tabelas 4.5 a 4.11 apresentam o consumo de energia nos últimos 10 anos (2000 a 2009) por setor econômico definido no balanço energético nacional (EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA, 2010). O consumo do setor representa a quantidade de energia consumida no país, em função do estágio de desenvolvimento da sociedade.

O gráfico da Figura 4.10 resume o perfil da participação dos setores de atividade no cálculo do consumo global de energia na última década. Informações atualizadas sobre a capacidade de geração de energia do Brasil: AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA.

Figura 4.1 Gráfico da evolução do PIB e consumo de energia de 2003 a 2007.
Figura 4.1 Gráfico da evolução do PIB e consumo de energia de 2003 a 2007.

Política energética brasileira

Por fim, cabe destacar que dentre as autoridades vinculadas ao MME estão: a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) (MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA, 2012). Como forma de orientar a política energética nacional, o MME publica os Planos Energéticos Nacionais (EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA, 2012) de acordo com as diretrizes do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Foram criados o programa termelétrico (Programa Prioritário para termelétricas), a implantação do Mercado Atacadista de Energia (MAE) e a Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel (VIANA, 2004).

Ainda nesse período, foi desenvolvido e implementado o plano de desverticalização e privatização de algumas concessionárias de energia elétrica (PASCHOALINO; LOUREIRO, 2007). Tais modelos foram reforçados e utilizados pelo Sistema Nacional de Transmissão de Energia Elétrica (SINTREL), criado em 1994 sob a coordenação da Eletrobras, para viabilizar as primeiras operações comerciais entre agentes produtores e consumidores com valor agregado à atividade de transporte de energia. (PASCHOALINO; LOUREIRO, 2007). A “indústria energética” utiliza um meio físico (a rede) para entregar o produto (energia elétrica) ao consumidor final.

Ainda segundo Pires (2000), na comercialização de energia elétrica existe a possibilidade de escolha do fornecimento de energia. A regulamentação sobre métodos de cobrança, com base na Resolução 456 da Agência Nacional de Energia Elétrica (AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA, 2000). Em algumas modalidades tarifárias, a demanda e o consumo de energia elétrica neste momento têm preços mais elevados.

A fatura de energia elétrica destes consumidores é composta pela soma das parcelas relativas ao consumo, ao consumo e à superação. A Tabela 5.5 apresenta algumas diretrizes para as principais fontes de energia não renováveis ​​utilizadas no país. Diversos materiais sobre os setores de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica: AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ENERGÉTICA (ANEEL).

Institui a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, regulamenta o regime de concessões dos serviços públicos de energia elétrica e dá outras providências. Previsão da demanda de eletricidade no Brasil com base nas redes neurais de Elman.

Figura 5.1 Estrutura organizacional do MME.
Figura 5.1 Estrutura organizacional do MME.

Programas de Conservação e Eficiência Energética

No Brasil, as medidas governamentais que exploram aspectos de eficiência energética e conservação de energia serão comentadas a seguir. O Programa Nacional de Economia de Energia Elétrica – Procel foi criado em dezembro de 1985, num esforço conjunto entre o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Desenvolve ações de apoio aos agentes envolvidos na gestão de edifícios públicos, apoio à normalização, implementação de infraestruturas e apoio às concessionárias de eletricidade em projetos de eficiência energética.

As ações prioritárias são voltadas aos sistemas de propulsão, que respondem por cerca de 50% do consumo de energia elétrica da classe industrial. Em parceria com o Inmetro, dentro do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), foi criado o selo Procel de economia de energia, cabendo à Eletrobrás/Procel a realização de ações para determinação das taxas de consumo de energia elétrica em relação ao PBE e à Lei 10.295. de 17 de outubro de 2001 (BRASIL, 2001), bem como o desenvolvimento de normas técnicas para testes de eficiência energética. Essa lei previa que o Poder Executivo estabeleceria níveis máximos ou mínimos de eficiência energética para máquinas e equipamentos consumidores de energia comercializados no país.

Por meio desse mesmo decreto, foi criado o Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de Eficiência Energética (CGIEE), com a função de desenvolver regras específicas para cada tipo de dispositivo e máquina consumidora de energia. O Selo Procel de Economia de Energia ou Selo Procel foi instituído por meio de um produto desenvolvido e concedido pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, coordenado pelo MME e executado pela Eletrobrás (PROCEL, 2011). No processo de conquista do selo Procel, a Eletrobrás mantém parceria com o Inmetro, cujo principal produto é a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), e a Eletrobrás também é parceira do Inmetro no desenvolvimento do PBE (ELETROBRAS, 2012).

Segundo o Procel (2012), em 2011, por meio do Procel, a Eletrobrás contribuiu para uma economia de energia de 6,696 bilhões de kWh, graças à implementação de medidas de eficiência energética. O objetivo do programa é estimular a racionalização do consumo de energia através da utilização de produtos mais eficientes. Além da classificação do produto quanto à eficiência energética, o rótulo PBE também contém outras informações como marca e modelo, valor do consumo de energia (eletricidade ou gás) ou rendimento energético (em %) e algumas especificações técnicas (CONPET, 2012a ).

A premissa do PIR é incluir no processo de planeamento os custos de protecção ambiental e os riscos para a saúde relacionados com a produção e utilização de energia. Este cenário pressupõe a manutenção da evolução actual na utilização de energia e a penetração de novos equipamentos. Assim, o potencial da eficiência energética técnica é definido como a melhoria na eficiência do uso final da energia que poderia ocorrer se as tecnologias eficientes disponíveis atingissem 100% de saturação do mercado durante a vida útil das tecnologias.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (2005), o termo “Demand Side Management” (GLD) é utilizado para se referir a programas que visam reduzir a demanda de energia por meio de medidas sob demanda sem comprometer o uso final.

Figura 6.1 Exemplo de uma etiqueta representativa da eficiência energética de um re- re-frigerador.
Figura 6.1 Exemplo de uma etiqueta representativa da eficiência energética de um re- re-frigerador.

Gestão municipal de energia

Impactos ambientais do uso da energia

Imagem

Figura 3.1 Participação das fontes primárias na geração de eletricidade (secundária).
Figura 3.12 Comportamento do vento na superfície terrestre.
Figura 3.16 Vista interior da Nacele com seus componentes internos.
Figura 3.18 Coletor solar plano em esquema de circulação forçada . Fonte: adaptada de Santos (2010).
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Referências

Documentos relacionados

Conforme o Balanço Energético Nacional BRASIL, 2015, as fontes primárias englobam os produtos energéticos providos pela natureza na sua forma direta, como petróleo, gás natural, carvão