A própria ideia de fazer uma história me assusta.” Mais do que esta referência, a frase de abertura é também o ponto inicial de um programa, uma linha de trabalho que tornará a escrita uma área maleável sem se preocupar com isso. Nunca me deram material verbal para falar sobre nós – por isso fico confuso e falo sobre o que sei há tantos anos.”
VELUDO, HISTÓRIA DE UM LADR Ã O
ATLAS DO CORPO E DA IMAGINAÇ Ã O
LETRA E MÚSICA
ESTE SAMBA NO ESCURO
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PODER»
Da história dos relógios e calendários à vida dos almanaques percorre-se um longo caminho na nossa cronologia colectiva, sobretudo se relacionarmos o almanaque com a imagem que dele temos hoje, que está intimamente ligada à difusão da imprensa e das revistas e, portanto, facilmente colocado no século XIX. A este tipo de informação acrescentam-se outros dados consoante a linha editorial e o público-alvo, onde os almanaques se transformam em verdadeiros volumes de curiosidades, contos relacionados com a ciência ou as humanidades, listas de efemérides, gravuras, histórias, receitas e passatempos.
BORDA D’ÁGUA, 85 ANOS
Já não são tantos como antigamente e pode ser mais fácil comprar Borda d'Água num quiosque do que encontrar um vendedor dependendo da zona onde vive, mas continuam a andar pelas ruas usando o mesmo roupas. dedicação como sempre. No Chiado, que hoje está mais cheio de lojas e franquias caras do que quando se vendiam impressos nas esquinas, os leilões proporcionam uma memória que não é nostálgica, porque não forçam um passado que já existiu, mas antes garantem que há coisas que a imparável cronologia da história não fica para trás e talvez por isso o almanaque com o senhor da meteorologia na capa ainda seja procurado pela sua utilidade, tanto por curiosos como por quem quer uma espécie de recordação daquele que aprecia tempo.
OUTROS ALMANAQUES
Informações sobre colheita, semeadura, poda ou época de colheita também podem ser encontradas na internet, embora não sejam os temas mais pesquisados. É, portanto, difícil esperar uma explicação para a durabilidade das edições do almanaque, mesmo sabendo da dificuldade de acesso da população à Internet, da resistência de muitas pessoas ao recurso constante à sabedoria proveniente do ecrã, e de uma certa dissonância isso nos faz comprar a edição anual, mesmo que não a revisemos novamente depois de janeiro.
Cem anos de Platero e Eu
O livro de
Juan Ramón Jiménez que
José Saramago amava
Miguel de Cervantes
Deixei a família cuidando da vida deles e vou ver se é verdade, Com seus olhos que a terra vai comer, Com meus olhos que a terra ainda não comeu, E espero chegar lá cavalgando nisso burro, Se ele não puder vir, vamos os dois a pé, Qual é o nome do seu burro, Burro não se chama assim, eles chamam, Então como você chama seu burro, Platero, E eles estão indo uma viagem, Platero e você, Você sabe o que deve dizer, onde está Orce, Não senhor, não sei, Parece que há um longo caminho além de Granada, Ah, então você ainda tem um longo caminho a percorrer, e agora adeus, senhores portugueses, a minha viagem é muito mais longa e vou de burro. Você provavelmente não verá a Europa novamente quando chegar lá. Se não vejo é porque nunca existiu. Roque Lozano tem toda a razão quando diz que a existência das coisas exige duas condições: que o homem as veja e que o homem as nomeie. José Anaiço quis perguntar se o burro tinha nome, se o nome dele era Platero, por exemplo, mas as últimas palavras do Roque Lozano, que se repetem sempre, vim visitar a Europa, silenciou-o, de repente A memória trouxe uma memória para cima. Ele procurou na memória e murmurou: Conheço esse homem, estou feliz que tenha chegado na hora certa. Seria absolutamente ofensivo se fosse necessário um burro para reconhecer as pessoas.
O ponto alto será um congresso em novembro, mas antes a obra será
O POLO PORTUGUÊS
Cartaz do “O Território”
O TERRITÓRIO
Esta gente tinha um tipo de coragem, talvez o maior dom do homem; a coragem dos que
A proximidade das filmagens do filme de Oliveira permitiu a Branco dividir-se entre as duas produções. O ator Jeff Rey Kime lembra que foi convencido pelo charme de Ruiz (e por uma boa garrafa de vinho) a participar de um projeto que o chileno chamou de “filme canibal para o ringue americano”.
O ESTADO DAS COISAS
Joe, O Estado das Coisas
O guião seria escrito todos os dias e o ponto de partida seria uma rodagem fictícia de um filme de género em Portugal. The State of Things segue as vicissitudes das filmagens do remake de The Most Dangerous Man Alive, de Allan Dwann.
MISTÉRIOS DA SERRA DE SINTRA
John Ford
Jost chamou esse filme de In Corman's Territory e retratou Ruiz como um cineasta underground subversivo e, ao mesmo tempo, uma vítima do "sistema". Por sua vez, Carey recusa-se a relacionar o que aconteceu durante as filmagens de Ruiz, dizendo que foi apenas uma coincidência, com o tema do filme que está mais relacionado com a experiência de Wenders em Hammett.
O TERRITÓRIO DO ESTADO DAS COISAS
A vida sem histórias não vale a pena viver.»
Robert, O Estado das Coisas
E aí chegamos à grande polêmica: Wenders roubou o filme de Ruiz (da mesma forma que Coppola fez com ele em Hammett). O Estado das Coisas é um ótimo filme de Wenders, mas nunca teria existido sem O Território, obra subestimada de Ruiz.
O que hoje nos é original – foi isso que mudou muito – o que nos surpreende hoje é muito diferente do que nos surpreendeu há dez anos. Eduardo Filipe e Ju Godinho já nessa altura colecionavam originais, movidos por esta paixão que começou há vinte anos com um encontro mais íntimo com os discos.
É a surpresa, a originalidade
A verdade é que ao longo dos últimos dez anos, colecionadores visitaram diversos países, contactaram ilustradores, editores e instituições, que naturalmente se interessaram pelo modelo de competição em 2003 e publicaram-no, criando um efeito exponencial que continua até hoje. Se pesquisarmos um pouco na Internet, poderemos ter uma ideia do que significa esta globalização da comunicação, que nos aproxima tanto.
Sobretudo depois de sermos tão bombardeados com imagens, de
Embora ainda não exista tradição de livros ilustrados em Portugal e, por isso, se dê menos visibilidade aos ilustradores, a verdade é que alguns já tinham trabalho, ou começaram a fazê-lo.
Quando começou, em 2003, no Barreiro, nasceu de um vício que os seus curadores já alimentavam e que consideram incurável: «É surpresa, originalidade. No Barreiro, quando criaram a I Bienal, ainda estavam a construir o auditório Augusto Cabrita, que foi inaugurado com a Ilustrarte.
A Ilustrarte ajudou-me tanto! Comecei a aparecer
Esta é uma das razões pelas quais o número de participantes tem aumentado cada vez mais. Entre o número crescente de participantes, há inevitavelmente muitos que persistem e outros que desistem.
É por isso que há obras que não são selecionadas, mesmo por ilustradores reconhecidos, porque o seu trabalho é mais apreciado, ou simplesmente porque são repetições estéticas e temáticas de obras anteriores, ou porque se aderem demasiado a outras referências, ou simplesmente porque não. Não leve mais nada com você.
Eduardo Filipe garante que se o livro for magnífico e as ilustrações forem más, como já aconteceu, as obras não serão selecionadas. Eduardo Filipe dá-nos o exemplo de Colónia na Alemanha, de onde se chega a Paris, Frankfurt ou Bruxelas numa hora.
Não é fácil criar, mas não é fácil ajuizar. Também por
Este ano, as ilustrações são colocadas em cubos de espuma em tons de azul, amarelo e rosa, que remetem aos jogos de blocos de construção. São uma centena de ilustrações que Eduardo Filipe admite que não foram fáceis de escolher, entre os muitos livros e a sua qualidade e originalidade.
Além das cento e cinquenta ilustrações, três de cada um dos ilustradores selecionados, de acordo com o modelo do Concurso, a Ilustrarte apresenta uma exposição da obra da italiana Chiara Carrer, que este ano fez parte do júri. O autor homenageado é José Jorge Letria, depois de Luísa Ducla Soares e António Torrado, com uma exposição bibliográfica.
Com Ilustrarte, que é o termo ilustração infantil no título, queríamos descobrir o que significa. Quando falamos em ilustração infantil, todos já sabem que se trata de um certo tipo de ilustração artística, que nem sempre é necessariamente infantil no sentido mais infantil da palavra.
Se é para crianças, é para todos.»
Mas há temas, por exemplo na ilustração editorial, de natureza mais política ou sexual, e esses temas são os únicos que podem correr um pouco mal. Esses são poucos tópicos que beiram a infância.” Já aconteceu e acontece no processo de pré-seleção que aparecem trabalhos que estão claramente fora da chamada ilustração para a.
A s quinze ilustrações que escolhemos representam um pouco da diversidade que se oferece nesta VI Edição. Da
Alguns ilustradores inscrevem-se na estética de outros, alguns apresentam soluções radicais, outros seguem
Agora na nossa memória, a cada nova ilustração que conhecemos
PRÉMIO ILUSTRART E
MEN Ç ÃO ESPECIAL
EM EXPOSIÇÃO 300 ILUSTRADORES SELECIONADOS
Anita.Versão portuguesa de Martina com ilustrações de Marcel Marlier, publicada pela Verbo na década do meu nascimento. Diz "Esta é Anita"; significa “Ela não precisa dos pais, nem de cirurgia plástica, nem de você para aconselhá-la.
Aquilino Ribeiro
Eugénio Roda cria para ela a imagem de um avião de papel que embate repetidamente em obstáculos que limitam o seu voo e perturbam muito o rapaz cuja tarefa é construí-lo. A má notícia continua, no jornal, de que papai continua comprando, mas nada será igual.
O BARCO DE PAPEL
Portanto, qualquer parede, móvel ou janela que impeça a saída do avião torna-se um obstáculo que deve ser removido. Tudo começa pelo motivo que o leva a construir aviões: mandar para fora de casa todas as más notícias que aparecem todos os dias nos jornais que o pai compra, ler apenas as boas notícias.
OS MELHORES DO THE GUARDIAN
ARTE INFANTIL SEM PALAVRAS
SOLTA PALAVRA DEDICADA A
ANTÓNIO MOTA
KATE DICAMILLO, EMBAIXADORA
Ela está ali, como se fosse uma espécie de santa no altar, de quem não se esperam mais milagres, mas que continua como referência. E não percebemos que a democracia em que vivemos é uma democracia raptada, condicionada, amputada", disse antes de ser interrompido por mais aplausos.
A ÚNICA UTOPIA POSSÍVEL
Basta olhar para a multiplicação de igrejas, seitas, tudo isso, que não têm nada para dar, mas tudo para prometer. O grande erro em que todos caímos é imaginar que aquilo que precisamos hoje, mas não podemos ter porque nos faltam meios de todos os tipos, devemos colocá-lo numa perspectiva futura para podermos obter.
DOM QUIXOTE E A LOUCURA
ESQUERDA?
DEMOCRACIA AMPUTADA
PARA TERMINAR
Nova poética de
Primeiro de cor preta, apenas com caminhos, linhas entrelaçadas entre curvas cinza, sobre fundo cinza. Por fim, a forma é invadida pelo padrão de ervas, flores e árvores, em todos os tons do livro, sobre fundo cinza esverdeado claro.
Para fazer isso, você precisa consultar a nova saída de texto escolhida para cada página, o que lhe confere um ritmo diferente.
LEITURA DE FRAGMENTOS DO CONTO DE JULIO CORTÁZAR POR JOSÉ RUI MARTINS (TRIGO LIMPO TEATRO ACERT) INTERPRETAÇÃO DE TEMAS DE CHARLIE PARKER PELO
O PERSEGUIDOR
12 DE FEVEREIRO 18H30
JARDIM DE INVERNO DO TEATRO DE SÃO LUIZ
100 ANOS
COM CORT Á ZAR,
30 ANOS
SEM CORT Á ZAR
QUARTETO DE CARLOS MARTINS
ATÉ 26 JAN
PISSARRO
26 JAN ATÉ
TERRA
DO DESEJO
ATÉ 16 FEV
EL ROCK EN MÉXICO
16 FEV ATÉ
WILMA MARTINS
LIVROS DE HORAS: O
ATÉ 23 FEV
MARCELO MAYORGA
DIBUJOS Y PINTURAS
2 MAR ATÉ
ATÉ 16 MAR
RUBENS, BRUEGHEL,
A PAISAGEM DO NORTE NO MU-
20 ABR ATÉ
PAULA REGO/
HONORÉ DAUMIER
MEXERICOS E OUTRAS
31 JAN A 20 ABR
DAVID BOWIE