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Políticas linguísticas

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Academic year: 2023

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Segundo Sánchez (1990), pesquisador espanhol de renome no meio dos Estudos Surdos: “Todas as experiências pedagógicas desta época se limitavam à atenção de um ou dois poços, crianças ou jovens surdos, com a quina atuada por os professores. em uma função maçante.preceptores”. Nessa época, entre outros nomes, Pedro Ponce de Leon, monge beneditino residente em um mosteiro na Espanha, em 1570, que usava uma rudimentar "língua de sinais" para se comunicar, pois havia feito voto de silêncio; o nome do padre espanhol Juan Pablo Bonet responsável pela publicação do primeiro tratado sobre o ensino de surdos: "A Correspondência das Letras e as Artes de Ensinar o Mudo a Falar", publicado na França em 1620.

A configuração da educação de surdos no brasil

Em abril de 1856, o Marquês de Abrantes foi incumbido por D. Pedro II de supervisionar a obra de Hernest Huet e organizar uma comissão com o objetivo de criar o instituto para a educação de surdos. Mas como comenta Soares (1999, p. 107) partindo da premissa de Condorcet de que um povo educado seria um povo livre, “em nenhum momento essa escola idealizada, para possibilitar a igualdade e a liberdade, foi confundida com a instituição de surdos e mudos”. .

Conclusão

OS mANUAIS DE REDAÇÃO OFICIAl: UmA ANÁlISE SOB A PERSPECTIvA DA POlÍTICA lINGUÍSTICA

Introdução

Além disso, a linguagem acessível nesses documentos pode ajudar a garantir que o conteúdo transmitido seja compreendido por todos, a fim de evitar prejuízos ao público. Ao contrário, o padrão culto da linguagem exige desses documentos uma linguagem formal adequada tanto à situação comunicativa quanto à função social do gênero.

Manual de Redação Oficial da Presidência da República

Tendo em vista que a elaboração deste documento tem o intuito de contribuir para a cultura administrativa dos servidores profissionais, espera-se que atinja o propósito para o qual foi criado. Dada a flexibilidade do uso de gêneros textuais para alcançar a praticidade e superar a inércia da burocracia, esse também pode ser o objetivo da elaboração de alguns documentos nas repartições públicas: transcender a burocracia e objetivar a comunicação.

A Política Linguística no contexto das comunicações oficiais

Ao mesmo tempo, é uma política ostensiva e explícita, pois se aplica a todas as instituições públicas que tenham acesso ao documento. Para atingir esse objetivo, deve-se evitar o uso de linguagem restrita a determinados grupos.

No entanto, a gestualidade dos grupos que utilizam esse manual nem sempre aceita a rigidez imposta pelo documento normativo e pratica a política da linguagem reversa, de baixo para cima, ou seja, de baixo para cima e adaptando conforme os interesses do grupo. .ou uma comunidade linguística agindo de acordo com tal política. Mas, ao mesmo tempo, adaptou a língua oficial a um contexto específico, adaptou o texto e rejeitou a política linguística imposta pelos ditames dos documentos oficiais. O redator do texto, entretanto, assume implicitamente o aspecto da ironia e assim foge do padrão linguístico imparcial que deveria estar presente no texto.

Considerando a contribuição teórica de Johnson (2013), a política linguística dos textos analisados ​​é modificada de acordo com o interesse do público que elabora tais documentos nas mais diversas instituições que adotam o padrão normativo imposto pelo Manual de Redação. Mas, implicitamente, uma política reversa, Bottom-Up, é adotada no nível micro que atende aos propósitos comunicativos de uma comunidade de fala específica.

Considerações Finais

Temos explicitamente um manual como um guia a ser seguido, ou seja, a adoção de políticas de cima para baixo vindas das instâncias superiores responsáveis ​​pela elaboração do texto normativo. Assim, esperamos que este trabalho estimule a reflexão sobre o uso da linguagem por meio desses gêneros que circulam na esfera pública, para que possamos discutir como se estabelecem essas relações de poder.

Anexo - memorandos utilizados para a análise

POlÍTICAS lINGUÍSTICAS DE ENSINO: FORmAÇÃO INICIAl, CRENÇAS E EmOÇÕES DE PROFESSORES DA

FlÁvIA mARINA mOREIRA FERREIRA (UFv)

Correa (2014) discute em uma de suas obras os problemas que podem ser causados ​​pela falta de diálogo entre as orientações pedagógicas e a prática docente dos professores e Rajagopalan (2014) fala sobre a importância dos profissionais da área da educação estarem em sintonia com as diretrizes de ensino para que forças opostas não surjam dentro do sistema educacional. Nesta subseção, primeiro apresento um panorama dos estudos sobre crenças na área de ES e apresento uma breve definição do termo com base em Barcelos (2006). Os estudos sobre crenças têm se desenvolvido cada vez mais no Brasil e no exterior (Kalaja & Barcelos, 2003; Finardi 2004;), tornando-se objeto de diversas pesquisas científicas, dissertações de mestrado (Coelho 2005; Lima, 2005; Luvizari, 2007) teses de doutorado (Conceição, 2004), artigos e livros (Barcelos e Vieira-Abrahão, . 2006) que contribuem cada vez mais para o campo do ensino-aprendizagem e suas diversas ramificações no campo da linguagem.

Segundo o autor, as emoções são disposições corporais dinâmicas que atuam em nosso domínio de ação. Entendendo as emoções como respostas biológicas, acredito que as emoções que experimentamos em um determinado momento e/ou ambiente moldam nossas ações, levando-nos a agir de determinadas formas em detrimento de outras.

Discussão dos dados

No trecho abaixo, Julie comenta o PLE proposto pelo Governo, citando o CBC (Common Core Curriculum), guia pedagógico utilizado no estado de Minas Gerais. Pode-se observar que o professor utiliza as instruções de ensino de forma mecânica, apenas seguindo as ordens. No trecho abaixo, Paula mostra que tem uma consciência crítica sobre o processo de ensino e aprendizagem e afirma que não alcança objetivos apenas por alcançá-los, como mencionado por Julie.

Julie apresenta suas crenças sobre as orientações instrucionais como algo irreal que não dialoga com o trabalho que ocorre em sala de aula, enquadrando a relação entre a teoria, por meio das orientações instrucionais, e a prática, por meio das salas de aula, como uma relação fantasiosa. Através da fala da professora é possível perceber uma emoção negativa, uma falta de credibilidade em relação ao sistema público de ensino.

Considerações finais e indicações de pesquisas futuras

Políticas linguísticas e suas consequências não intencionais: O programa "Inglês Sem Fronteiras" e suas consequências para os cursos de literatura. Crenças de uma professora e de alunos da quinta série e sua influência no processo de ensino e aprendizagem de inglês em uma escola pública. Dissertação (Mestrado em Estudos Linguísticos), Departamento de Ciências da Vida, Letras e Ciências Exatas, UNESP, São José do Rio Preto,.

Estudando crenças na formação reflexiva de um professor de inglês de escola pública. Dissertação (Mestrado em Estudos Linguísticos) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, São José do Rio Preto, 2007.

POlÍTICAS lINGUÍSTICAS DE FORmAÇÃO DE PROFESSORES DE lÍNGUA INGlESA: O CASO DO

Considerações Iniciais

Para esclarecer um pouco cada uma dessas dimensões, podemos acrescentar que as políticas linguísticas praticadas referem-se às práticas que os falantes realizam em relação ao uso da língua, tais como: a escolha de uma variedade em detrimento de outra, a adequação do discurso em relação ao interlocutor, a linguagem como representação da identidade. As políticas linguísticas percebidas estão relacionadas a crenças, também chamadas de ideologias, a respeito dos valores atribuídos a determinadas línguas ou variedades e, sobretudo, representam as crenças mantidas por uma comunidade de fala sobre o significado da língua em questão. Por outro lado, as políticas linguísticas declaradas são definidas como o compromisso de uma liderança, um grupo de líderes ou mesmo um sistema de governo para mudar ou mesmo eliminar as práticas e crenças de um determinado grupo.

No entanto, as políticas linguísticas declaradas por meio de vários mecanismos de gerenciamento linguístico têm se mostrado bastante eficazes na imposição de regras e na promoção de certas variedades linguísticas. A escola, o ensino e o professor também são agentes de políticas linguísticas que podem contribuir positiva ou negativamente para o processo de aprendizagem, mais especificamente no que diz respeito ao ensino de Língua Inglesa (LI) nas escolas da rede estadual de ensino de Pernambuco, verificaremos que a baixa qualificação do professor de LI contribui para um ensino de baixa qualidade, onde os alunos não dominam o idioma após 12 anos de estudo.

A Formação do Professor de língua Inglesa: algumas considerações

E na terceira parte, apresentaremos algumas propostas que podem aproveitar a qualidade do ensino de inglês nas escolas públicas da rede estadual de Pernambuco. O PGM é um programa do governo que envia estudantes da rede estadual de ensino de Pernambuco para um intercâmbio de cinco meses em países de língua inglesa e espanhola. Portanto, se o governo do estado de Pernambuco pretende cumprir tudo o que está previsto nos parâmetros curriculares de língua inglesa para o ensino fundamental e médio, terá que promover um ensino muito abrangente.

Diante do exposto até aqui, podemos constatar que do ponto de vista dos documentos oficiais, digamos os Parâmetros para a Educação Básica do Estado de Pernambuco e os Parâmetros do Currículo de Língua Inglesa para o Ensino Fundamental e Médio, o Governo do estado considera um ensino de LI em uma abordagem comunicativa. Tudo isso, além do significativo benefício na qualidade do ensino de língua estrangeira, tornaria os professores mais motivados a trabalhar com os alunos.

SISTEmA DE AvAlIAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA DE

PERNAmBUCO: CONSIDERAÇÕES SOBRE UmA POlÍTICA lINGUÍSTICA EDUCACIONAl

RAFAElA CRISTINA OlIvEIRA DE ANDRADE (UFPB/NEPEl 1 )

Situando a espaço teórico

Outra perspectiva é a definida por Shohamy (2006), que enfoca a relação entre as decisões sobre o ensino de língua materna, língua estrangeira e segunda língua em contextos específicos como a sala de aula e a centralização de. Mas, às vezes, o LEP também é usado de baixo para cima, ou seja, um mecanismo de base para negociar, exigir e introduzir políticas linguísticas alternativas. O significado de "mecanismos" adotado pelo autor resvala em regras e regulamentos, políticas linguísticas educacionais, testes linguísticos ou paisagens lingüísticas que influenciam ou mantêm políticas linguísticas.

As autoridades estatais estão envolvidas na introdução, estabelecimento e muitas vezes na imposição de políticas de ensino de línguas. Em outras palavras, como a política linguística não é neutra, mas inserida em todo um conjunto de programas políticos, ideológicos, sociais e econômicos, a política de ensino de línguas serve como um meio para promover e manter tais programas6 (SHOHAMY, 2006, p. 78).

Figura 01: Mecanismos que afetam as políticas linguísticas
Figura 01: Mecanismos que afetam as políticas linguísticas

O Sistema de Avaliação da Educação Básica de Pernambuco

Instituições educacionais, escolas e universidades, no entanto, servem como meios para atingir esse objetivo. Assim, a avaliação é utilizada anualmente para as turmas do 3.º ano, 5.º ano e 9.º ano do ensino básico e 3.º ano do ensino secundário. Outra característica deste instrumento de avaliação são as disciplinas que compõem a prova: Língua Portuguesa e Matemática.

Assim, vinculamos essa avaliação ao conceito de mecanismos e dispositivos de política linguística (SHOHAMY, 2006), devido à sua característica de mensurar as habilidades de aprendizagem da língua portuguesa adquiridas por alunos da educação básica. Além disso, passamos a considerá-la como uma política educacional de línguas, devido ao seu consequente impacto nas práticas de ensino de língua portuguesa.

O SAEPE hoje, ao contrário dos primeiros anos de sua implantação, tem periodicidade anual e é voltado para os últimos anos dos ciclos da educação básica. As turmas que ministrou em 2015 são todas do 3º ano, em período integral. Os dados foram transcritos, seguindo as diretrizes da análise da conversa (MARCUSCHI, 2000), e os discursos foram organizados com base no conteúdo temático, que está relacionado à discussão sobre os mecanismos e meios da política linguística (SHOHAMY, 2006) e seus efeitos .nas práticas de sala de aula. .

Os dois colaboradores estão lotados na Diretoria Regional de Educação do Vale do Capibaribe, que representa apenas uma das oito gestões do estado. O terceiro conteúdo temático refere-se ao efeito retroativo criado pela presença da avaliação na organização da educação básica no estado de Pernambuco. Portanto, esse é um dos motivos que leva os professores a realizar e avaliar seu trabalho de acordo com as políticas educacionais (linguísticas) do estado.

O objetivo principal deste estudo foi investigar o papel do teste SAEPE como mecanismo de fato das políticas linguísticas, por meio da discussão de duas colaboradoras, professoras do ensino médio do estado de Pernambuco. Para isso, foi realizada uma entrevista semiestruturada com cada um dos professores, que resultou no levantamento de quatro conteúdos temáticos, por meio dos quais pôde ser observado o lugar ocupado pelo sistema de avaliação estadual e seu peso ideológico.

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Figura 01: Mecanismos que afetam as políticas linguísticas

Referências

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