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Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação | Paulo Jannuzzi Secretário Nacional de Assistência Social | Denise Colin. Diretor do Departamento de Gestão do Sistema Único de Assistência Social | Simone Albuquerque Diretora da Divisão de Benefícios Assistenciais | Maria José de Freitas. Diretor do Departamento da Rede Privada de Assistência Social SUAS | Carolina Gabas Stuchi Diretora Executiva do Fundo Nacional de Assistência Social | Antonio José Gonçalves Henriques.

Censo SUAS 2012: CRAS, CREAS, Núcleos POP, Gestão Municipal, Gestão Estadual, Câmara Municipal, Conselho Estadual e Unidades Sede - Brasília, DF: MDS, Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação; Secretaria Nacional de Assistência Social, 2013. Aos diretores, coordenadores e técnicos da Secretaria Nacional de Assistência Social e da Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação. Nos últimos seis anos, o Censo SUAS se fortaleceu como ferramenta estratégica para melhorar a gestão da política de Assistência Social no país.

Os dados apresentados neste volume confirmam mais uma vez a maturidade da política pública de assistência social. O Cadastro do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) já se consolidou como importante instrumento essencial para fornecer informações sobre a gestão da Política Nacional de Assistência Social.

CENSOSUAS 2010CENSOSUAS 2012

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome realiza há vários anos o Censo SUAS, unindo esforços da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios para obter dados sobre a fase de estruturação do Sistema Uniforme de Assistência Social. Desde a sua criação, em 2007, o Censo ampliou seu escopo temático, inseriu novos questionários e atendeu às demandas por novas informações para aprimorar o SUAS. Atualmente, a pesquisa abrange quase todas as unidades, operadoras e instituições do SUAS, identificando seus serviços, programas, recursos e equipamentos, como Centros de Referência de Assistência Social (CRAS); Centros de Referência Especializados em Assistência Social (CREAS);

Conselhos Estaduais de Assistência Social (CEAS), Conselhos Municipais de Assistência Social (CMAS) e Conselho de Assistência Social do Distrito Federal (CAS/DF); Administração estadual, administração municipal e distrital federal; Unidades de acolhimento e centros de referência especializados para moradores de rua (Centro Pop). O inventário é realizado por meio de sistema eletrônico de coleta de informações, preenchido por gestores, consultores e gestores técnicos nos entes federais e nos equipamentos do SUAS. Para subsidiar as análises e discussões sobre o grau de estruturação do SUAS, esta publicação apresenta os principais resultados da pesquisa do Censo 2012, organizados em oito capítulos, de acordo com a temática levantada em cada um dos oito questionários utilizados (veja abaixo) .

Cada capítulo apresenta uma análise descritiva dos dados coletados de acordo com região, porte do município, desenvolvimento nos últimos anos tratando de infraestrutura e instituições, recursos humanos empregados, serviços oferecidos e estrutura de financiamento. QUESTIONÁRIO DOS CENTROS DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CRAS): Estrutura física, caracterização dos serviços oferecidos, gestão da área, articulação e recursos humanos.

CENSOSUAS 2010

CENSOSUAS 2012

Em 2012, 21 secretarias possuíam Plano Estadual de Assistência Social (PEAS) aprovado pelo Conselho Estadual de Assistência Social (CEAS). Em 2012, todos os conselhos estaduais de assistência social compartilhavam assento, principalmente com outros conselhos (26).

Figura 1 – Cobertura geográfica dos CRAS pelo território nacional,  com destaque aos municípios que ainda não dispõem do equipamento  (em branco) – Brasil, 2012.
Figura 1 – Cobertura geográfica dos CRAS pelo território nacional, com destaque aos municípios que ainda não dispõem do equipamento (em branco) – Brasil, 2012.

Unidades Acolhimentode

Do ponto de vista da localização, verifica-se que as Unidades de Acolhimento concentram-se maioritariamente nas áreas urbanas, que constituem 94,7% do total dos municípios inquiridos. Quanto à isenção de impostos ou taxas municipais, o maior percentual foi registrado nas Unidades Sede, 33,9%. Do total de unidades, 69,4% são Abrigos Institucionais seguidos da Casa Lar em Aldeia, Casa Lar e Casa de Passagem que juntas representam 25% das Unidades de Acolhimento.

O cadastramento das Unidades de Acolhimento junto aos Conselhos de Assistência Social significa o reconhecimento público da atuação dessas unidades em relação à política de assistência social. Por fim, 9,8% das unidades de Acolhimento não estão cadastradas em nenhum dos conselhos mencionados (Assistência Social, Direitos da Criança e do Adolescente e Direitos do Idoso). Quanto à situação do imóvel, 60,9% das unidades de acolhimento nos municípios de pequeno porte I estão em imóveis próprios.

O banheiro adaptado para pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida está presente em apenas 46,6% das unidades Pequeno Porte I e em apenas 38,1% das unidades Metrópoles. Se analisarmos o número médio de computadores com acesso à Internet nas unidades de acolhimento por região e porte populacional, fica claro que a média aumenta dependendo do tamanho da população em todas as regiões. No que diz respeito aos lugares disponíveis nas unidades de acolhimento, a enfermaria e o dormitório dos cuidadores são os únicos espaços presentes em menos de 50% das unidades de acolhimento (32,2% e 45,5% respetivamente).

Pouco mais da metade das unidades de acolhimento têm capacidade máxima para 20 pessoas. Ao analisar as unidades de acolhimento segundo o perfil dos usuários atendidos, verifica-se que mais de 70% das unidades, em todos os portes municipais, acolhem pessoas com deficiência geral (física, sensorial, mental ou intelectual). Quanto às atividades realizadas nas unidades de acolhimento, nota-se que atividades recreativas são oferecidas em 83,5% das unidades.

De acordo com o Censo SUAS 2012, das 4.360 Unidades de Recebimento, 3.239 egressos acompanhados (seja pela própria unidade, seja pelo CRAS ou CREAS, ou por outra entidade), representando pouco mais de 74% das unidades. De acordo com o vínculo empregatício, percebe-se que quase 65% dos Recursos Humanos das unidades de Acolhimento estão empregados de acordo com a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). De acordo com a formação profissional, um quarto dos trabalhadores das Unidades de Acolhimento são assistentes sociais.

Gráfico 115: Quantidade de Municípios segundo existência de  Unidades de Acolhimento por porte populacional – Brasil, 2012
Gráfico 115: Quantidade de Municípios segundo existência de Unidades de Acolhimento por porte populacional – Brasil, 2012

CENSOSUAS 2012CENSOSUAS 2010CENSOSUAS 2012

No segundo ano de implantação do Censo SUAS para os centros POP, os dados mostram que eles aumentaram em quantidade, passando de 90 para 105 unidades entre 2011 e 2012, representando um aumento de 16,7% no número de unidades em todo o país. País. Dados referentes à administração estadual revelaram que em 2012, 30% dos secretários estaduais trabalhavam exclusivamente em atividades de assistência social, enquanto os outros 70% vinculavam outras políticas setoriais como habitação, segurança alimentar, trabalho, direitos com ações de ajuda. Pessoas entre outros. O orçamento de assistência social nos estados destinou recursos específicos aos conselhos estaduais de assistência social (CEAS) em 21 órgãos estaduais.

Em todos os estados, a Secretaria de Assistência Social continuou a fornecer um local dedicado para o funcionamento do Conselho e continuou a fornecer recursos humanos para a Secretaria Executiva e materiais de consumo para o funcionamento do SECAS. Apenas o Fundo Estadual de Assistência Social e o Conselho Estadual de Assistência Social eram totalmente regidos pela legislação estadual. De acordo com o censo SUAS 2012, as unidades de acolhimento estão presentes em 1.517 municípios brasileiros, concentrados principalmente na região Sudeste e em áreas urbanas.

Das equipes técnicas das unidades receptoras, foi demonstrado o maior percentual de trabalhadores com ensino médio completo (45,2%) e que a maioria (praticamente 65%) está empregada pela CLT. Dada a importância do acompanhamento da reintegração da pessoa na família de origem ou da adaptação à família adoptiva, existe acompanhamento de ex-companheiros em bons 74% das unidades de acolhimento. O Censo SUAS tem se mostrado um importante instrumento de monitoramento da gestão dos equipamentos de assistência social.

Os resultados do censo SUAS 2012 mostram que muitos avanços foram conquistados nos últimos anos, e esses avanços trazem novos desafios a serem superados pelos operadores de Assistência Social no país. Presta apoio financeiro da União aos Estados, Distrito Federal e Municípios visando à melhoria dos serviços, programas, projetos e benefícios de assistência social com base no Índice de Gestão Descentralizada do Sistema Único de Assistência Social – IGDSUAS. Guia do Índice de Gestão Descentralizada do Sistema Único de Assistência Social – IGDSUAS.

Censo SUAS 2010: CRAS, CREAS, Gestão Municipal, Gestão Estadual, Conselho Municipal, Conselho Estadual, Rede Privada – Brasília, DF: Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação; Secretaria Nacional de Assistência Social, 2011. Censo SUAS 2011: CRAS, CREAS, Núcleos POP, Gestão Municipal, Gestão Estadual, Conselhos Municipais, Conselhos Estaduais e Rede Privada. Monitoramento SUAS: Censo CRAS 2008 – Brasília, DF: Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação; Secretaria Nacional de Assistência Social, 2010.

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Gráfico 6: Média de computadores por CRAS, por porte populacional –  Brasil, 2009 a 2012
Gráfico 18. CRAS que concedem benefícios eventuais por tipo de  benefício, segundo porte de município (%) – Brasil, 2012
Gráfico 27: CREAS segundo aspectos de acessibilidade e situação do  imóvel (%) – Brasil, 2012
Tabela 3: Quantidade de profissionais trabalhadores do CREAS  segundo formação – Brasil – 2011 e 2012
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