Este trabalho teve como proposta de pesquisa os estudantes universitários do Curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), e suas relações de domínio conceitual e prático de Textos, Tipos e Gêneros Textuais. A partir da mudança de paradigma no ensino da Língua Portuguesa, problematiza-se a ênfase nos gêneros textuais no ensino e sua distinção em relação aos Tipos de Texto, pois se pressupõe que os professores do ensino fundamental tenham domínio da matéria. O objeto de estudo deste trabalho foram os universitários do Curso Pedagogia-Regra e Pedagogia-PARFOR1 da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e suas relações de domínio conceitual e prático de Textos, Tipos e Gêneros Textuais.
A partir da mudança de paradigmas no ensino da Língua Portuguesa, problematiza-se a ênfase nos Gêneros Textuais no ensino e sua distinção em relação aos Tipos de Texto, uma vez que se pressupõe que os professores do Ensino Fundamental.
NOVOS PARADIGMAS PARA O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA
O texto deve ser utilizado como objeto de ensino da língua, deixando de fora palavras ou frases individuais. Os PCN foram instituídos pela Secretaria de Educação Básica (SEF) do Ministério da Educação (MEC) para orientar a educação em todo o Brasil, não apenas na língua portuguesa, mas em todas as disciplinas. A diversidade textual existente fora da escola pode e deve servir à ampliação do conhecimento alfabetizado do aluno6 (PCN, 1997, p. 28).
4 Ou seja, funcionam como modelos por meio dos quais os alunos se familiarizam com as características discursivas dos diferentes gêneros (PCN, 1997, p. 28).
MAS O QUE SÃO TEXTOS AFINAL?
Um texto é uma sequência de sentenças S1 S2, ..Sn tal que a interpretação semântica de cada sentença Si (para 2 ≥ i ≥ n) depende da interpretação da sequência S1 ... d) Harald Weinrich: Um texto é um sequência, a ordem dos signos linguísticos entre duas interrupções significativas de comunicação. Um texto é uma estrutura superficial governada por uma estrutura semântica profunda motivada, ou seja, um conjunto ordenado de sentenças de estrutura profunda. Hasan: Um texto é uma unidade em uso, não uma unidade gramatical como uma frase ou sentença; e não é definido por sua extensão.
O texto é, antes, uma unidade de significado: não uma unidade de forma, mas uma unidade de significado.
OS TIPOS E GÊNEROS TEXTUAIS: conceitos em consenso?
Os Tipos Textuais: convergências e divergências conceituais
- Concepções de Travaglia
- Concepções de Marcuschi
- Concepções de Santos
- Concepções de Carvalho e Souza
Visto que cada tipo de texto é adequado para um determinado tipo de interação ou diálogo comunicativo. Segundo sugestão do autor, cada tipo de texto é adequado para um determinado tipo de interação. 2 – construir/formular uma estrutura esquemática básica, que a linguística textual chama de “superestrutura”, e que seja específica ao tipo de texto que será produzido;
7 Segundo Travaglia (1991, p. 1291) “Superestrutura é uma estrutura global característica de um tipo de texto.
ALGUMAS DEFINIÇÕES DO QUE SÃO OS GÊNEROS TEXTUAIS
Ensino dos Tipos e Gêneros Textuais: um problema conceitual ou didático?
Além da falta de unidade entre os teóricos já citados (Marcuschi, Travaglia, Santos, Carvalho e Souza), também foram encontradas inconsistências de informações e confusões conceituais em livros didáticos de alguns autores como Terra e Nicola (2003), Fiorin e Platão Savioli (2003), Martos (1988), Carneiro (2001), Pereira (2004). Dessa forma, pode-se deduzir que um dos motivos da falta de consistência na transferência didática desse conhecimento para a sala de aula é a falta de unidade, de homogeneidade em relação ao conceito e classificação dessa disciplina. Apesar dos muitos esforços dos pesquisadores, sabe-se que não existe uma metodologia de ensino cem por cento eficaz, ou que sequer foi encontrado algo que se aproxime disso.
Porém, sabe-se que existem diferentes formas de ensinar. Portanto, os tipos de ensino podem ser classificados de três formas: prescritivo, descritivo e produtivo (TRAVAGLIA, 2000). Vale ressaltar que ao trabalhar com a língua materna neste trabalho, acreditamos que o ensino produtivo se adapta melhor ao processo de ensino-aprendizagem de forma dialética. É ao mesmo tempo prescritivo, porque cada “faça isto” corresponde a um “não faça aquilo”. Este tipo de ensino está diretamente ligado à primeira concepção de língua e gramática normativa e apenas privilegia, em sala de aula, o trabalho com a variante escrita hábil, tendo como um dos objetivos básicos a correção formal da língua. […] atende aos objetivos de: a) orientar o aluno no domínio da língua padrão ou língua padrão; b) aprender a variedade escrita da língua.
Alguns fatores que influenciam a qualidade da aprendizagem são, por exemplo, a falta de envolvimento dos envolvidos no processo (alunos, pais, professores, gestão); Trata-se de conscientizar o aluno sobre as possibilidades de articulação da língua e como isso pode beneficiar sua vida pessoal e profissional. Além de escrever e falar, lidar com a língua materna envolve também questões no campo dos processos argumentativos e do raciocínio crítico.
Significa, portanto, saber quais variedades e registros da língua falada são relevantes dependendo da intenção comunicativa, do contexto e dos interlocutores a quem o texto se dirige. O mais importante não é o ensino da língua, mas os usos da língua e as formas não comuns de comunicação escrita e oral.
Formação docente e as novas tendências para o ensino-aprendizagem
Vale a pena mencionar que, por ex. o curso de pedagogia, além da mesma dificuldade citada acima, após começarem a atuar em sala de aula, esses profissionais ainda têm que trabalhar com disciplinas específicas como português e matemática, apesar disso, as matrizes do curso quase sempre incluem apenas o método de ensino de esses assuntos, mas não o conteúdo em si. O aprimoramento e a tentativa de implementação de novas práticas docentes é resultado de um momento de reflexão interativa entre os profissionais daquele ambiente. Segundo a perspectiva da epistemologia contemporânea, a prática docente não é apenas a aplicação da teoria aprendida na educação básica, mas principalmente na prática cotidiana.
Segundo Magda Soares (2004), o indivíduo é educado quando tem a capacidade não apenas de ler e escrever, mas de conectar essas práticas de leitura e escrita com o meio onde vive, por meio da articulação do discurso, da retórica, da imposição. sua posição social na comunidade à qual você pertence. Segundo Marcuschi (2001, p. 42), o ensino da língua materna por meio da abordagem do conceito de Gêneros Textuais (textos falados e escritos) é muito mais produtivo e didático. É um processo de ensino-ensino que tem como foco principal as diferentes formas de expressão do conhecimento, divididas em imediatas e intermediárias.
Isso se justifica, pois segundo Oliveira (2007, p. 24) “Embora o conhecimento seja objeto de trabalho do professor, ele quase sempre desconhece as questões que envolvem a teoria do conhecimento”, aparentemente desconsidera-se que são essas teorias “que regem o seu trabalho pedagógico em relação às questões de limites, possibilidades, meios de acesso ao conhecimento e sua validação”. Para análise dos dados, essas respostas foram categorizadas de acordo com a proximidade semântica de cada um com o tema discutido. Segundo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), o principal objetivo do PARFOR é
Dessa forma, pode-se dizer que o PARFOR tem como público-alvo professores da Educação Básica que atuam na rede pública de ensino sem formação adequada para a LDB. Por outro lado, a cidade possui diversas instituições de Ensino Superior que oferecem cursos de Bacharelado, incluindo o Curso Pedagógico.
Perfil de comportamento e participação das turmas
Os alunos foram então explicados qual seria o objetivo do minicurso e solicitados a responder o primeiro questionário sobre o conteúdo do minicurso. Após o envio de todos os questionários, iniciou-se a apresentação do conteúdo aos 12 alunos que optaram por participar do minicurso. Em termos de participação e interesse pelo conteúdo apresentado, nem todos os alunos quiseram participar do minicurso. Porém, aqueles que decidiram participar demonstraram interesse e tiraram dúvidas durante a apresentação do material.
A turma é composta por 21 alunos, mas apenas 14 deles estavam presentes no dia do minicurso, e apenas 9 deles responderam aos dois questionários. Diferentemente das turmas iniciais, períodos 1 e 3, os alunos do período 5 demonstraram maior interesse em participar do minicurso. Há 11 alunos na turma, mas apenas 6 estavam presentes no dia do minicurso, mas todos responderam a dois questionários.
Ao longo do minicurso surgiram dúvidas e questionamentos, além de solicitações de exemplo de utilização do conteúdo abordado. Ao final do minicurso, a turma respondeu ao segundo questionário, aparentemente de forma mais dedicada, e comentou que deveriam ser utilizados mais minicursos, pois perceberam que mesmo em relação ao conteúdo mais simples, muitas vezes surgem dúvidas apenas, quando eles são questionados sobre um determinado tópico. A segunda hipótese é que nos últimos períodos os alunos já estão mais maduros em termos de aquisição de conhecimentos, o que dá ênfase não só aos conteúdos “que aparecem na prova”, mas também a outros que possam beneficiá-los na sua formação profissional.
Esta turma era composta por 22 alunos, mas apenas 18 alunos participaram do minicurso e destes apenas 11 responderam aos dois questionários. A duração do minicurso nesta turma foi de seis horas, superando em duas horas o tempo pré-determinado.
O que conhecem licenciandos e professores sobre os Textos, Tipos e Gêneros Textuais
- Conceito de texto
- Visão geral do conhecimento das duas turmas sobre texto
- Comparando o conhecimento sobre texto entre o curso de Pedagogia e do Parfor
- Conceito de Tipo Textual
- Visão geral das duas turmas sobre Tipos Textuais
- Comparando o conhecimento sobre Tipos Textuais entre as duas turmas
- Exemplificação de Tipos Textuais
- Visão geral das duas turmas sobre exemplos de Tipos Textuais
- Comparando o conhecimento de Exemplos de Tipos Textuais entre Pedagogia e Parfor
- Conceito de Gêneros Textuais
- Visão geral das duas turmas sobre Gêneros Textuais
- Comparando o conhecimento sobre conceito de Gêneros Textuais entre Pedagogia e
- Exemplificação de Gêneros Textuais
- Visão geral das duas turmas sobre exemplos de Gêneros Textuais
- A “confusão” conceitual não ocorre apenas entre licenciandos
Nas aulas do Parfor não houve exemplos de gêneros textuais para responder sobre os tipos de texto, fato marcante se comparado à aula de pedagogia. Muitas respostas ainda permaneceram em branco, pois foram mencionados gêneros de texto em vez de tipos 25% mesmo após o minicurso. Passando ao conceito de gêneros textuais, o diagnóstico do conhecimento sobre o tema é muito semelhante ao dos tipos textuais.
Tabela 11: Distribuição percentual em relação ao conceito de Gêneros Textuais (antes) Distribuição percentual em relação ao conceito de Gêneros Textuais (n= 50). Tabela 12: Comparação semântica da categorização de tipos e gêneros textuais Categorização de tipos textuais Categorização de gêneros textuais Referência à estrutura, estilos. Usando exemplos de tipos de texto Usando exemplos de gêneros de texto Em vez disso, use exemplos de gêneros de texto.
Tabela 13: Distribuição percentual quanto à exemplificação dos gêneros textuais (antes) Distribuição percentual quanto à exemplificação dos gêneros textuais. Antes do minicurso, apenas 52% dos alunos exemplificavam corretamente os gêneros textuais, 10% deles classificavam os tipos como gêneros textuais e 38%. No Curso de Pedagogia anterior ao minicurso, 65% dos alunos exemplificaram corretamente os Gêneros Textuais, 15% deles classificaram os Tipos como Gêneros Textuais e 20% não souberam ou não responderam.
Após o minicurso, o número de exemplos corretos em relação aos gêneros textuais aumentou de 65% para 88%. Após o minicurso, o número de exemplos corretos em relação aos Gêneros Textuais aumentou de 25% para 88%. O número de classificações dos tipos como gêneros textuais aumentou de 0% para 6% (esse percentual corresponde a apenas 1 aluno de um total de 16).
Esta pesquisa teve como objetivo verificar o conhecimento conceitual e prático dos alunos dos cursos da UENF, Pedagogia e Parfor sobre Textos, Tipos de Texto e Gêneros.
Livros específicos de Redação que não classificam os Tipos Textuais
Livro didáticos denominando os Tipos Textuais de Gêneros
Na seção de redação, não há referência ao estudo da estrutura do texto, ou seja,
Orientações para a organização do Ciclo Inicial de Alfabetização – Alfabetizando Caderno 2
Se sim, que tipos de ferramentas utilizou/utilizou para trabalhar os textos nas aulas? 8 – Quais você acha que são as maiores dificuldades no trabalho com textos não-verbais com alunos dos anos iniciais do ensino fundamental? 9 - Com que frequência você acha que os alunos do ensino fundamental têm que trabalhar a produção de textos durante a semana?
12 – Em relação aos gêneros textuais, cite 3 que você considera mais fáceis de trabalhar com os alunos. 14 – Ao realizar um exercício de interpretação de texto, em relação aos trabalhos abaixo, como você explicaria aos alunos o que isso significa:.