Embora o sistema político de federação esteja implementado no Brasil desde 1889, sabe-se que ainda hoje existe muito desconhecimento sobre ele entre a maioria do nosso público. The American's Guide', contendo a Declaração de Independência; artigos da Confederação; a Constituição dos EUA.
PARTE GERAL
NOÇÕES" PRELIMINARES
Tendo em conta a questão principal que temos de tratar, basta tratar de dois pontos relativos à questão da soberania do Estado: — 1) definir claramente o que se deve entender por essa expressão; — a) verificar se a soberania é uma característica essencial do Estado. A soberania, diz Zorn, é a primeira e mais elevada característica ideal do Estado (das erste und oberste begriffliche merkmal des Staates).
INDICAÇÕES HISTÓRICAS
Independentemente das deficiências deste, entre as quais é necessário destacar a falta de poder executivo, que está claramente definido. Esta constituição, que organizou todo o país sob o título de "República da Argentina", continha muitas disposições uniformes e, além disso, reconhecia Buenos-Ayres como tendo uma prerrogativa nos assuntos do governo central.
Todos os departamentos civis e militares, até então subordinados ao governo central da nação brasileira, estão também subordinados ao Governo Provisório da República (artigo 90). O Governo Provisório da República e a cidade do Rio de Janeiro constituíram, também temporariamente, a sede do poder federal da UI (artigo 10).
CONFEDERAÇÃO DE ESTADOS
Não se trata de qualquer sujeição dos Estados Confederados ao poder central da Confederação, como se este lhes fosse superior, o que seria na verdade incompatível com a sua soberania; Portanto, Le Fur conclui muito judiciosamente: “A existência de um poder central não é incompatível com a preservação da soberania dos Estados confederados”.
Os estados membros de um estado federal não são estados no sentido jurídico da palavra." Nesse sentido, Le Fur segue Gierke38, que também se opõe a ele em outras conclusões. Ele acredita que os estados federais diferem de outras coletividades políticas não soberanas . com um carácter jurídico precisamente definido que só elas possuem, a saber: — não só como províncias autónomas do Estado unitário participam no exercício da soberania sobre o seu território, mas também como membros do Estado Federal, participam na própria substância da soberania na formação da vontade do estado federal, um total de 39.
Que Fw eu negue, e com razão, que os estados federados tenham soberania é admirável; e no entanto, mais tarde ele percebe que o carácter distintivo reside na sua participação e aubtlaneia, e não no único exercício da soberania. Juridicamente, é sem dúvida necessário considerar os estados membros, como criações da Constituição federal, para que isso aconteça. E este facto por si só não é apenas uma prova clara de que os estados membros têm e exercem direitos derivados do poder federal (estado federal), mas também serve como uma refutação da doutrina da sua soberania, independentemente da forma como esta é apresentada.
No seu papel de Estado, é composto por todos os indivíduos da nação; mas no seu papel de federação é um conjunto de comunidades – estados federais – que existem pela força e poder da própria organização política, o estado federal. Alguns autores entendem que neste dever da federação para com os estados está uma das características da federação e a razão do seu multivalor distinto em relação às províncias de um único estado. 93. explicação adicional, - que os membros da federação estão totalmente excluídos das relações legais com estados ou nações estrangeiras.
As constituições dos Estados Confederados são, pode-se dizer, uniformes, ao reservarem à União o direito de celebrar tratados com nações estrangeiras, - algumas delas até acrescentando a declaração expressa de que certos Estados estão privados do referido direito.
QUESTÕES COMPLEMENTARES
Há exemplos de Confederações com outros órgãos que não uma DU-ta ou Congresso de rvpre^onlanlas esladoaes; mas, apesar disso, a Representação dos 6 Estados sempre foi considerada a autoridade suprema da Confederação. Por um lado, há exemplos de confederações, com organização legislativa e executiva, e às vezes até judiciária, de forma certa e definida 8; e por outro lado, há também exemplos de federações, que não têm funções semelhantes, de forma completamente completa, - e nas quais, ao contrário do que se pretende, o órgão supremo é o Conselho da Federação, ou seja, a representação. dos Estados da Federação 9. Exceto que, em geral, a igualdade dos Estados da Federação é o fato comumente observado na Federação, — além disso, nada.
Na verdade, embora seja um facto bem conhecido que numa confederação a operação da autoridade central em termos de ordem interna é muito mais limitada do que na operação fedeiana, - mas nada a impede de ter autoridade ou funções directas sobre as pessoas e coisas, de acordo com o pacto em questão dos Estados Confederados. América), que se consideravam soberanos, decidiram retirar-se dos Estados Unidos e formar a Confederação dos Estados (Estados Confederados). Não é desconhecido, contudo, que esta afirmação foi vigorosamente rejeitada como contrária à Constituição dos Estados Unidos; e os Estados separatistas, tratados como meros rebeldes, não só foram submetidos, mas reorganizados e retidos na União, ao abrigo das leis e das novas condições que esta estabeleceu.
É claro que se a unidade de acção fosse destruída em tais transacções, - só por esta razão, o estado federal perderia imediatamente a sua importância aos olhos dos Estados Unidos. Entre os governos modernos, o governo dos Estados Unidos da América é o que mais se aproxima do ideal científico, que o apresenta pela primeira vez.
PARTE ESPECIAL
A UNIÃO
Mas o que não se deve esquecer é: – que antes da Constituição Federal existia um pacto federativo de estados soberanos, e que antes do governo nacional existia e prevalecia o governo de vários estados, – essas circunstâncias, o que. C* — Na República Argentina, a Constituição Federal, atualmente em vigor (25 de setembro de 1860), foi sem dúvida um ato ordenado, promulgado e instituído por representantes da nação argentina reunidos em Congresso Geral Constituinte. confere à sua actual Federação, como já dissemos, a ser considerada como uma organização política, decorrente inteiramente de uma soberania racional, e não como um regime, decorrente de um pacto anterior entre Estados independentes. As declarações expressas da Constituição dos Estados Unidos, contidas em seu artigo quinto: i) que “As emendas constitucionais, tendo sido ratificadas pelos Legislativos de três quartos dos Estados, ou por três quartos das Convenções, reunidas para este fim em cada um deles... será, para todos os efeitos, parte integrante da Constituição”; – 2) que nenhum Estado será, sem o seu consentimento, privado da igualdade de sufrágio no Senado.
Basta observar o conteúdo e o contexto do .qcto em que ele aparece; basta ler o disposto neste artigo, separadamente ou em conjunto com o disposto no decreto n.º 7/ do mesmo governo que estabelece temporariamente as funções do poder estatal (pafv 40), 1 para concluir que passam a ser assumidas. «tomados z.'-Estados, < o menor direito de soberania nunca foi reconhecido. ativa uma revolução política. Portanto, nossa conclusão é verdadeira – que os membros da Federação Brasileira, nem antes nem depois da constituição federal, jamais tiveram a qualidade de soberanos. Falando desse tipo, não ignoramos, de fato, que já em 1831 o exaltado Partido Liberal havia apresentado à Câmara dos Deputados um projeto transformando “o Governo do Brasil em Monarquia Federativa”; - que o Manifesto Republicano de 1870 começava com estas mesmas palavras - “No Brasil, antes mesmo da ideia democrática, a natureza foi responsável por estabelecer o princípio federal” - o que por si só deixa claro toda a sua intenção.
Mas não é necessário insistir que o conhecimento de alguns indivíduos não foi suficiente para a boa restauração de toda a ordem política do país; — era necessária a ajuda da luz do povo, ou pelo menos da maioria daqueles que deveriam ser seus representantes no novo regime; e definitivamente falhou neste ponto. Agora, ao facto bem conhecido, a ignorância do sistema político aceite, acrescente-se a circunstância, bastante dominante, das ambições despertadas nos indivíduos e nas classes do povo pelo novo regime - que se chama liberdade, igualdade. ness e fraternidade; — e não será difícil encontrar uma explicação completa dos frequentes constrangimentos, e alguns bastante torturantes, pelos quais a República do Brasil passou durante a sua curta existência.
O Supremo Tribunal Federal é composto por 13 juízes nomeados pelo Presidente da República e com aprovação simultânea do Senado, — desde cidadãos de notório conhecimento e reputação que tenham direito ao Senado (Art. 56. Os eleitores senatoriais do estado de as capitais são nomeadas na forma prescrita para a eleição do conceito de Presidente (Omsl. Afg. art. 38).De acordo com a constituição alemã (art. t°), a lei do império1 prevalece sobre a lei dos estados (Reichsrccht bricKt Laiidesreckt.) f % a constituição suíça e o estatuto: ".
Nacionalmente (art. 40), não considerou de forma alguma permitir novos. associados, por ato exclusivo do poder federal. Nacional (art. 40), de forma alguma consideraria a admissão de novos membros, por ato exclusivo do poder federal. Arg, arte. 92), e depois parece dar voz e opinião consultiva sobre os objetos em deliberação (Const.
O voto de meio cantão conta como meio voto, e o resultado do voto popular em cada cantão é considerado o voto do estado (art. 121). No entanto, a Constituição alemã, que estabeleceu o direito das relações internacionais (direito da guerra e da paz, e da celebração de tratados) com o poder federal (artigo 11.º), não explicou se certos estados foram ou não privados deste poder.
O PODER ESTADOAL
3. Determinar os casos ou regulamentar a forma de desapropriação de bens privados em benefício público do Estado, nos Estados a matéria não é regulamentada por lei. . g 4. Determinar as despesas públicas do Estado e criar e arrecadar os impostos necessários a elas, desde que não prejudiquem os impostos gerais dos Estados Unidos do Brasil. Com medo, talvez, de estabelecê-los de forma muito ampla ou menos conveniente, o Congresso Constituinte evitou estabelecer o . \síntese das responsabilidades que o estadista deve constituir, tal como tem sido feito em relação às competências da União; . preferiu reconhecer os direitos peculiares dos Estados membros por meio de uma fórmula geral, i. Isso é. que os autoriza a serem governados pela constituição e pelas leis que adotaram. 3 — A Constituição Federal não especifica todos os direitos e responsabilidades dos Estados Federados, conforme acima indicado; No entanto, nele existem diferentes disposições de natureza positiva e negativa, referentes às mesmas, e isso ficará evidente a partir do que se segue.
A Constituição proíbe, expressa e exclusivamente para os lados F: a recusa de fé a documentos públicos de natureza legislativa, administrativa ou judicial da União, ou de qualquer dos Estados;. É o que determinam as Constituições dos Estados: Amazonas, Maranhão, Piauhy, Geará, Bio Grande do Norte, Parahyba, Sergipe, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catharina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Qoyaz. H Um conhecido publicitário brasileiro, que teve de se referir a esta teoria da soberania dos estados na República Federativa, declarou inequivocamente - que ela já pertence à arqueologia da política federal.
O publicitário WILLMM DUNNINQ falou sobre isso numa monografia de grande repercussão, na revista política de maior autoridade dos EUA, sob a epígrafe. Mas antes deste escritor já Vos HOLST, a maior autoridade, em sua Lei Constitucional dos Estados Unidos (Staaisrechl der Vereiniglen Slaatett vou America,.