A parada cardiorrespiratória em ambiente pré-hospitalar é um dos fatores que contribui para as mortes e consequências na sobrevivência das pessoas que sofrem esse tipo de evento, quando os cuidados necessários não são prestados. Isso oportunizou investigar o conhecimento que um grupo de pessoas não treinadas em atendimento pré-hospitalar possui sobre parada cardiorrespiratória e reanimação cardiorrespiratória, bem como a importância que esses estudantes atribuem à aquisição desse tipo de conhecimento.
Objetivo Geral
Objetivos Específicos
Transmitir Conhecimento – O Elo que pode melhorar uma sobrevida
Simbologia do coração e aspectos históricos da atenção
Eventualmente vários métodos foram utilizados mas a reversão da Parada Cardiorrespiratória não se tornou possível até 1900 em ambiente intra-hospitalar e 1960 em ambiente extra-hospitalar sendo Keen um dos que utilizou massagem cardíaca interna em 1904 mais tarde, em 1906, Crile & Dolley que descreveram o método de massagem torácica juntamente com ventilação artificial e o uso de epinefrina parenteral. Essas reuniões são realizadas até hoje com o objetivo de revisar e atualizar as normas relativas à reanimação cardiorrespiratória (FEREZ, 2008).
Parada Cardiorespiratória
Diagnóstico e Manifestações Clínicas da PCR
Leyval, Hector e Domingues (2006), também afirmam que o diagnóstico de PCR é clínico e pode ser evidente na presença de sinais como: perda súbita de consciência, falta de pulso, cianose, apneia ou falta de ar e midríase. Do ponto de vista de Soares et al (2005), em suas pesquisas sobre PCR e RCP (Reanimação Cardiorrespiratória) em pacientes com infarto agudo do miocárdio na UTI (unidade de terapia intensiva), elencaram a falta de resposta quando o paciente está estimulado, assistolia e apneia. Segundo Porto (2005), além desses sinais clínicos citados acima, a palidez e o aspecto de pele marmorizada auxiliam na confirmação do diagnóstico de PCR.
Reanimação Cardiopulmonar
Segundo Vale e Delfino (2003), a reanimação é importante no sentido de reduzir ou eliminar a possibilidade de efeitos adversos na vida do indivíduo que sofre a reanimação. De acordo com Vanheusdem et al (2007), o suporte básico de vida (SBV), incluindo RCP, deve ser oferecido mesmo quando um desfibrilador externo automático (DEA) estiver disponível porque o miocárdio desenvolve degradação metabólica após a PCR, que pode ter sido parcialmente corrigida pela RCP e posteriormente utilizou um DEA, com o objetivo de obter maior sucesso na desfibrilação.
Metodologia da Reanimação Cardiopulmonar com
Para Knobel (2006), a pessoa que vem prestar assistência deve posteriormente colocar a vítima de PCR em posição supina, realizar uma hiperextensão cervical para tornar permeável a via aérea superior, e esta extensão só deve ser realizada quando não houver suspeita de lesão cervical, e nos casos em que há dúvida sobre uma lesão na região vertebral cervical, uma manobra de dobra do queixo ou elevação da mandíbula é realizada sem inclinar a cabeça, pois caso contrário podem ocorrer danos ao colo do útero. Nessa perspectiva, quando há necessidade de abertura da via aérea, esse procedimento pode ser realizado de duas formas, uma é utilizada quando há suspeita de lesão cervical, onde a mandíbula é elevada, e a outra, que envolve inclinação da cabeça e elevação do queixo ., que é indicado em vítimas sem suspeita de lesão cervical, exceto em situações em que o método descrito de prevenção do envolvimento da medula cervical não seja eficaz na redução da permeabilidade das vias aéreas. Quando se observa o risco iminente de morte, é iniciada a respiração artificial, que consiste em duas respirações em um segundo.
As duas primeiras respirações são respirações de resgate, para observar o retorno das funções vitais, ou mesmo para avaliar o desempenho da ventilação artificial, onde o socorrista perceberá se as vias aéreas estão permeáveis ou não, com base na força exercida durante a ventilação (SMELTZER; BARE, 2005; KNOBEL, 2006). Após as duas respirações de resgate, caso não seja obtido resultado satisfatório quanto à estabilização do paciente, iniciam-se as compressões torácicas, a uma frequência de trinta compressões a cada duas respirações (KNOBEL, 2006). Smeltzer e Bare (2005) descrevem a avaliação após as duas respirações de resgate, de forma que o socorrista deve avaliar a presença de pulso carotídeo, caso esteja ausente, e iniciar as compressões torácicas.
Wanda de Aguiar Horta
Conceitos
- Ser Humano
- Necessidades Humanas Básicas
- Saúde-Doença
Segundo Leopardi (1999), Horta aborda o homem como parte funcional do universo, que está sujeito a todas as mudanças a que está exposto. Podemos distinguir os seres humanos de outras espécies pela sua capacidade de pensar, refletir e relacionar o tempo e o espaço. O homem é representado neste estudo como um membro ativo do ambiente em que está inserido, reagindo a cada ação que vivencia.
E a satisfação completa de todos não ocorre, pois caso contrário não haveria motivação para o homem. As necessidades humanas básicas neste estudo representam os desejos que as pessoas apresentam ao longo da vida, que são necessidades de segurança, bem-estar fisiológico e psicológico além de autorrealização. Para Horta (1979), as pessoas apresentam um estado de equilíbrio e desequilíbrio no tempo e no espaço, o desajuste que pode acontecer aos indivíduos leva a uma situação de desconforto, considerada como doença.
Paulo Freire
Conceitos
- Diálogo
- Conscientização
- Cultura
Os indivíduos que participam no diálogo terão de pensar criticamente e não aceitar a separação entre as pessoas e o mundo; a realidade terá que ser um processo de evolução e transformação. O diálogo é em si uma ação revolucionária, cujo resultado final é a humanização do homem (FREIRE, 1980). O diálogo é o elo do homem no seu desenvolvimento e crescimento como ser humano e deve ser conduzido com amor, e nunca com arrogância, pois a arrogância não permite que o diálogo seja verdadeiro e impede que ele se realize. relacionamentos e em diferentes situações, incluindo situações estressantes. A criação de uma nova realidade não pode esgotar o processo de conscientização; a nova realidade deve ser tomada como objeto de uma nova reflexão crítica (FREIRE, 1980).
A consciência neste estudo é o compromisso do homem com tudo o que faz, e sua relação com o mundo em que está inserido e nunca será alterada independente da realidade que for vivenciada (FREIRE, 1980). É o compromisso de prestar uma assistência baseada em prescrições éticas e científicas com o objetivo de reduzir ao máximo os riscos de consequências no atendimento de uma parada cardiorrespiratória. A cultura é o resultado de todas as atividades humanas, do esforço criativo e recriativo do homem e do seu trabalho para transformar e estabelecer relações de diálogo com outros homens.
Local de Estudo
A possibilidade de uma abordagem quanti-qualitativa na forma de pesquisa social para este estudo se dá porque possibilita qualificar a forma como as pessoas pensam, sentem e agem em relação à saúde e à doença. Minayo (2004) acredita que uma boa pesquisa social possui dados quantitativos e dados qualitativos que podem ser contados, o que possibilita conhecer a magnitude dos fatos. Para Dyniewcz (2007), a pesquisa social é uma modalidade que busca uma atividade que busca soluções para problemas cotidianos, descobre novos conhecimentos, compreende e, se possível, intervém na realidade.
Sujeitos do Estudo
O critério de seleção foi proposital, os participantes foram convidados verbalmente após explicação dos objetivos e relevância social da pesquisa, da metodologia utilizada, bem como da garantia de confidencialidade e da liberdade do sujeito de recusar a participação e retirar o consentimento a qualquer momento durante a fase da pesquisa, se assim o desejar. . Portanto, os critérios de inclusão foram os seguintes: Ser aluno do primeiro período de um curso universitário da Universidade de Santa Catarina que foi escolhido para aplicar o questionário e assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
Coleta e análise de dados
Preceitos Éticos
Solicitamos também à Secretaria Acadêmica do Campus o número de alunos matriculados nos cursos aos quais pertencem os temas de pesquisa e obtivemos os seguintes dados: Administração 61 alunos; Ciências Contábeis 45 alunos; Estudantes de Direito 40; Educação Física 88 alunos; Pedagogia EAD 73 alunos; Letras EAD 10 alunos;. Alunos de Geografia EAD 3; História a distância 9 alunos; e alunos de Matemática EAD 4, totalizando 333 alunos que puderam participar do estudo. No dia 27 de abril de 2009, aplicamos o questionário aos cursos Administração, Educação Física, Pedagogia EAD, Literatura EAD, História EAD, Geografia EAD e Matemática EAD; no dia 6 de maio para o curso de Ciências Contábeis e no dia 8 de maio para o curso de Direito.
A proporção de alunos matriculados por curso que participaram da pesquisa é apresentada no gráfico a seguir. Administração Contabilidade Direito Educação Física Pedagogia EAD Letras EAD História EAD Geografia EAD Matemática EAD. Portanto, o desenho desta pesquisa foi avaliado pela construção do conhecimento, que se deu por meio da teorização, ilustrada pelas contribuições verbais e escritas dos participantes da pesquisa, que resultaram nas seguintes categorias: Conhecimento frágil e Saber agir.
Conhecimento Fragilizado
Portanto, obtivemos os seguintes dados: das 34 pessoas que responderam que sabiam identificar uma PCR, 4 delas descreveram-na completamente, 15 parcialmente ou mais e outras 15 parcialmente ou menos. Porém, se refletirmos sobre os dados apresentados na tabela “Análise do conhecimento dos alunos que afirmam saber identificar uma PCR”, nos perguntamos se todos esses sujeitos realmente presenciaram uma PCR ou outro evento de instabilidade hemodinâmica, pois o conhecimento é superficial e não corresponde aos dados cientificamente recomendados para identificar uma PCR. Portanto, um fator relevante em nosso estudo foi identificar a importância que os acadêmicos atribuem ao conhecimento da identificação de uma PCR.
Dos 158 sujeitos da pesquisa, 96% afirmaram ser importante saber identificar uma PCR, 3% acharam não ser necessário obter esse conhecimento e apenas 1%. Olhando para esses dados, podemos observar que o interesse dos sujeitos da pesquisa está potencialmente voltado para conhecer a identificação de uma PCR, o que mostra a preocupação do Ser Humano com o “ser humano”. Portanto, saber identificar um PCR significa dar maiores chances de vida a quem pode ajudar, e esse aumento de conhecimento na sociedade garantirá maiores chances de sobrevivência, já que não estamos isentos de sofrer um PCR.
Saber Agir
Quanto à importância que os alunos atribuem ao conhecimento da realização de manobras de reanimação, foi colocada uma questão sobre esta questão através de um questionário aos investigadores. Dos 158 alunos participantes, a maioria, 97%, afirmou achar importante saber realizar as manobras de RCP, 2%. Além disso, verifique entre os alunos que já realizaram manobras de RCP qual era o prognóstico das vítimas de RCP que trataram.
Ao analisar essas respostas, participaram da pesquisa um total de 158 estudantes, dos quais 96% não realizaram manobras de RCP e apenas 4% afirmaram já tê-las realizado. Isso evidencia o interesse de alguns indivíduos e a conscientização sobre a importância de saber realizar as manobras de reanimação. Como fator chave, verificamos a adequação de inserir uma questão que analisasse o interesse de um grupo de pesquisadores em adquirir conhecimentos sobre suporte básico de vida, como realizar manobras de reanimação cardiorrespiratória.
O objetivo que emerge da nossa pesquisa é compreender a percepção dos acadêmicos quanto às manobras de reanimação cardiorrespiratória, para isso contamos com a sua colaboração. Você gostaria de aprender como identificar uma parada cardiorrespiratória e como realizar manobras de reanimação cardiopulmonar.