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RESPONSABILIDADE CIVIL E O ABANDONO AFETIVO INVERSO

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Academic year: 2023

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O SURGIMENTO DO DIREITO DOS IDOSOS NO BRASIL

Direito do Idoso na Constituição de 1988

A constituição tem dois artigos que merecem especial atenção, o primeiro é o artigo 229, que afirma que os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos mais velhos têm o dever de ajudar os pais e de sustentá-los na velhice, deficiência ou doença.9. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de apoiar os idosos, garantir a sua participação na sociedade, defender a sua dignidade e bem-estar e garantir o seu direito à vida.

Código Civil de 2002

3.1 – Responsabilidade civil dos filhos em relação aos pais idosos decorrente de abandono afetivo. Segundo o desembargador Jones Figueiredo Alves (PE), diretor nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), chama-se abandono afetivo reverso, a inação do amor ou, mais precisamente, a eternidade do cuidado dos filhos. 3.2 – Responsabilidade civil dos filhos relativamente aos pais idosos resultante de abandono material.

O abandono afetivo decorrente do descumprimento pelo genitor do dever de cuidar do filho constitui elemento suficiente para caracterizar dano moral indenizável. Isso porque o non facere que atinge um bem juridicamente protegido, no caso, o necessário dever de cuidado (dever de educar, educar e acompanhar), acarreta violação de imposição legal, o que gera a possibilidade de pleitear indenização por danos morais devidos. para abandono emocional. A Segunda Turma do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) manteve nesta quarta-feira (9), por maioria de votos (cinco a quatro), decisão de 2012 que obrigava um pai de Sorocaba (SP) a pagar à filha uma indenização de R$ 200. mil para pagar pelo abandono emocional.

Em outro caso, em 2005, a Quarta Turma do STJ considerou não haver possibilidade de dano moral decorrente de abandono afetivo.44. Endereço eletrônico: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2014/04/stj-mantem-indenizacao-de-r-200-mil-filha-por-abandono-afetivo-do -pai.html

Não existem restrições legais à aplicação das regras de responsabilidade civil e à consequente obrigação de indemnizar/compensar no direito da família. 47 G1: Disponível em: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/pai-e-condenado-a-pagar-r-100-mil-por-abandono-afetivo-de-estudante-de- Medicine-em-goias.ghtml

Quando se fala em responsabilidade civil e abandono afetivo reverso, um ponto importante a se considerar é o aumento da população idosa no país. 3º da Lei nº. 10.741, de 1º de outubro de 2003 – Estatuto do Idoso, a fim de estabelecer indenização por danos morais em decorrência de abandono afetivo. G1: Disponível em: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/pai-e-condenado-a-pagar-r- 100-mil-por-abandono-afetivo-de-estudante-de-medicina -em-goias.ghtml

Estatuto do Idoso

RESPONSABILIDADE CIVIL

  • Ação ou Omissão
  • Dano
  • Nexo Causal
  • Culpa

Segundo Silvio Rodrigues, responsabilidade civil é a obrigação que pode exigir que uma pessoa repare o dano causado a outra, por ação própria, ou por ação de pessoas ou coisas dela dependentes.19. A responsabilidade civil abrange todos os ramos do direito civil e inclui também o Direito da Família, tanto nos seus aspectos pessoais dos laços familiares, como na esfera de capacidade das relações familiares rebeldes. Lidar com uma estrutura de função ilícita, portanto, exige inicialmente que os princípios da culpa sejam baseados em uma responsabilidade civil e justifiquem sua imputação a alguém.

O ato, elemento constitutivo da responsabilidade, é o ato humano, cometido ou não, ilegal ou lícito, voluntário e objetivamente atribuído, do próprio agente ou de terceiro, ou o ato de animal ou coisa inanimada, que cause dano. para outro, gerando o dever de satisfazer os direitos do lesado. 21. Primeiramente, é importante tratar a primeira presunção de Responsabilidade Civil como conduta culposa real, e não apenas como culpabilidade isolada. Importante nesta relação não é a culpa como elemento unitário, mas o comportamento humano e sua externalização, direcionado neste caso como aspecto necessário ao dano causado a outrem, dando origem ao dever de indenização.

A ação judicial é definida, portanto, como essencial para a responsabilidade civil, a obrigação de indenizar decorre da culpa, ou seja, da convicção ou evidência da conduta do agente, que é uma conduta humana voluntária e consciente expressa por ato ou omissão. O dano é, portanto, elemento essencial e indispensável à responsabilidade do agente, independentemente de esta obrigação resultar de ato jurídico, nos casos expressamente previstos; de ato ilícito ou quebra de contrato, independentemente de se tratar de responsabilidade objetiva ou subjetiva (..) Ao contrário do que acontece no direito penal, que nem sempre exige uma consequência danosa para determinar a criminalidade do agente, no âmbito da no direito civil, é a extensão ou quantidade do dano que dá a medida da indenização. Se ocorreu dano, mas a sua causa não está relacionada com a conduta do agente, não há relação causal nem obrigação de indemnização.

Não basta, portanto, que a vítima sofra danos; é necessário que o dano surja em decorrência do ato do agressor para que haja a obrigação de indenizar. A diferença entre a omissão do agente ou as ações do agente e o dano, e como o ato danoso é a causa do dano. Deve haver uma ligação entre a omissão ou vontade do agente e o dano e a maneira como o ato do agente é utilizado como causa do dano.

A culpa não é elemento essencial da responsabilidade civil, a nossa lei reconhece a existência de responsabilidade civil sendo a culpa apenas uma presunção, além da existência de responsabilidade mesmo sem culpa. A responsabilidade civil só está em causa se o sujeito, no momento da ação, tiver causado outro dano doloso, no caso de dolo, ou o tiver causado agindo sem o dever de diligência, no caso de culpa stricto sensu. Em suma, a culpa resultante da simples negligência do filho no dever de cuidado dos pais gera responsabilidade civil e dever de indemnização.

RESPONSABILIDADE CIVIL DOS FILHOS EM RELAÇÃO AOS PAIS

Responsabilidade Civil dos Filhos em Relação aos Pais Idosos Decorrente

O abandono afetivo reverso é a ausência persistente de afeto, ou a falta de inércia no cuidado dos filhos para com os pais, via de regra quando o cuidado tem valor jurídico intangível e serve de base fundamental para a educação dos filhos. De acordo com o artigo 4º do Estatuto do Idoso, nenhum idoso será sujeito a qualquer forma de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e qualquer ataque aos seus direitos, por acção ou omissão, será punido nos termos da lei ( BRASIL. Estatuto do Idoso, Lei nº 1.741/03). A compensação pelo desamparo também pode servir de exemplo para outras crianças que negligenciam esse apoio, prevenindo esse tipo de comportamento e protegendo assim a família.

Responsabilidade Civil dos Filhos em Relação aos Pais Idosos Decorrente

Quando se trata do Estatuto do Idoso, os alimentos são uma obrigação solidária, não se aplicando a divisibilidade do Código Civil. A obrigação de fornecer alimentos é solidária, podendo os idosos escolher entre os prestadores.39 Existem vários pontos doutrinários de crítica a esta solidariedade, pois não existe base legal ou social para que as obrigações alimentares dos idosos sejam diferentes das das crianças. ou jovens. Constatou-se que não existem restrições legais à aplicação das normas de responsabilidade civil e à consequente obrigação de indemnização no direito da família, e que o cuidado como valor jurídico objectivo é incorporado no ordenamento jurídico nacional não com esta expressão, mas com frases e expressões, manifestando suas diferentes percepções como vistas na arte.

Mesmo com a legislação atual, ainda há receio nas decisões de indenização por negligência emocional, com grande prevalência de julgamentos concluindo que não há ato ilícito em casos como o dos pais contra os filhos ou vice-versa, principalmente pela falta de provas de danos. Com base no trabalho desenvolvido, é notória a existência de responsabilidade civil para com os pais idosos e existem instrumentos normativos para responsabilizar uma criança quando o seu comportamento lhe causa dano, embora ainda existam controvérsias entre os tribunais. O Código Civil, o Estatuto do Idoso e a Constituição Federal são de extrema importância para o descaso emocional, pois ainda existem apenas projetos de lei tramitando na Câmara dos Deputados e podemos concluir que a iniciativa estadual de proteção à pessoa do idoso ainda é insuficiente é. idoso.

Por fim, cabe destacar que o sentido aqui construído reflete a possibilidade de aplicação da teoria da responsabilidade civil por danos morais. A Política Nacional do Idoso e o Estatuto do Idoso utilizaram critérios cronológicos para definir o que constitui uma pessoa idosa (MORENO, Denise Gasparini.

ANÁLISE DE JULGADOS SOBRE A RESPONSABILIDADE CIVIL

Entendimento a Favor

Em maio de 2012, a Terceira Turma do STJ determinou o valor por entender que o abandono estava sujeito a indenização por danos morais. Quando o recurso do pai foi analisado nesta quarta-feira, os ministros da segunda turma do tribunal concordaram que no caso analisado houve dano moral. No entanto, os ministros sublinharam que este é um caso “excepcional” porque existe discriminação entre os filhos “muito excepcional”, mas neste caso o pai não cumpriu o seu dever parental.

Um trabalhador rural teve que pagar à filha mais velha, estudante de medicina, R$ 100 mil de danos morais por abandono emocional em São Luís de Montes Belos, região central de Goiás. O autor da decisão, desembargador Peter Lemke Schrader explica que o pai tem o dever de cuidar dos filhos: O amor é um sentimento que não pode ser exigido nem imposto, é natural do homem, mas sim o dever de cuidar dos filhos criado não é apenas um dever, como ele diz, mas pode ser ordenado pelo tribunal e, se não for cumprido, pode ser punido.

Entendimento Contra

Espontaneidade de afeto que não se confunde com o dever legal de cuidado decorrente da relação pai-filho. A demanda visa obrigar os filhos a prestar assistência emocional e carinhosa à mãe idosa e doente, o que não pode ser determinado pelo judiciário.2. Contudo, em caso de negligência ou incumprimento injustificado do dever de sustento, tutela e educação dos filhos, a legislação prevê como pena a perda do poder de família, antigo poder nacional, tanto no Estatuto da Criança como no Estatuto da Criança. dos Adolescentes, art.

Princípios constitucionais do direito de família: guarda compartilhada à luz da lei nº família, criança, adolescente e idoso.

Referências

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