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Resposta comportamental de Drosophila melanogaster (Diptera

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Academic year: 2023

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O presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito dos extratos aquosos secos e frescos de Agave sisalana, apresentados à Drosophila melanogaster em dietas contendo posturas de 1 dia. O uso de produtos naturais, como inseticidas, foi amplamente utilizado, mas após a Segunda Guerra Mundial começaram a entrar no mercado produtos sintéticos, com as indústrias químicas desenvolvendo milhares de formulações que são difundidas no comércio agrícola mundial, substituindo produtos de origem natural ( ALVES FILHO , 2002; VIEGAS JÚNIOR, 2003). O uso de agrotóxicos é uma ferramenta humana para simplificar ecossistemas e causar desequilíbrios biológicos, ou seja, proporcionam resistência a insetos, ressurgimento de pragas, gatilhos secundários e quebra de cadeias alimentares.

Diante dos problemas que surgem, a sociedade hoje exige cada vez mais a produção de alimentos sem resíduos provenientes do uso de produtos químicos agrícolas, que em muitos casos causam graves impactos ambientais e danos à saúde humana. Essa preocupação social aumenta a busca por produtos diferenciados como o uso de inseticidas vegetais, que ganhou enorme impulso com a descoberta dos efeitos indesejados causados ​​nos ecossistemas através do uso de inseticidas sintéticos (GHINI & BETTIOL, 2000; MICHEREFF & BARROS, 2001) . As atividades inseticidas da flora brasileira têm sido estudadas como uma alternativa viável para o controle de herbívoros considerados pragas (TRINDADE et al., 2000;.

O sisal (Agave sisalana Perrine ex Engelm) é uma cultura de grande importância no setor produtivo do Brasil (SILVEIRA et al., 2012), com destaque para a região Nordeste, onde sua produção em larga escala responde por aproximadamente 95% da produção nacional de fibras. (SANTOS et al., 2010). Nos últimos anos, o sisal tem conquistado cada vez mais um mercado promissor com o desenvolvimento de novos produtos para diversas áreas de aplicação, sendo uma matéria-prima de baixo custo e um recurso renovável disponível na natureza, o que facilita sua utilização para diversos produtos de valor agregado (MACHADO et al., 2014). Pesquisa utilizando resíduo de sisal por extrato para controle de nematoides do tomateiro Meloidogyne javanica (Treub) Chitwood (Tylenchida: Heteroderidae) (DAMASCENO, 2015) e da bananeira Radopholus similis (Tylenchida: Pratylenchidae) (JESUS​​et al., 2015) .

Pizarro et al., (1999), mostram a utilização desse resíduo como matéria-prima para obtenção de larvicidas para Aedes aegypti (Diptero: Culicidae).

OBJETIVO GERAL

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Extratos Vegetais

Sisal (Agave sisalana)

Ainda no controle de Spodoptera frugiperda constatou-se que o extrato de butanol e hidroetanol (10 g/100 ml) quando aplicado nas larvas resultou em mortalidade (90% e 88%, após 72 horas), o que prejudicou seu desenvolvimento e por isso foi apontado que o extrato hidroetanólico é mais eficiente que o suco de sisal cru.

Drosophila melanogaster

Os potes da gaiola foram trocados todos os dias, formando camadas de ovos, e cada copo foi então individualizado em recipientes plásticos com tampa para quantificar o número de pupas e adultos emergentes. O experimento foi conduzido em delineamento de blocos casualizados com três tratamentos e 8 repetições (dia de avaliação), com o objetivo de avaliar os extratos aquosos de resíduo de sisal seco e fresco que mais afetaram a biologia de Drosophila melanogaster, seja em termos de atração, repulsão ou efeito inseticida. considerando apenas o número de pupas geradas em cada dieta e o número de adultos. Nas condições em que foram realizados os experimentos com 3 gaiolas contendo 100 adultos não sexados com um dia de idade cada, foi possível verificar maior presença de pupas até o quarto dia, quando foram coletados os copos com a dieta postural. indica o máximo reprodutivo de D.

Pode-se observar que o número de pupas para o tratamento controle absoluto permaneceu constante em todos os dias do experimento, indicando que os adultos se comportaram de forma semelhante em termos de preferência de oviposição durante todo o ciclo reprodutivo. Porém, houve maior número de pupas nos tratamentos com extrato aquoso de resíduos de sisal seco e fresco, principalmente até o dia 4 do experimento (Gráfico 1), indicando efeito de atração para oviposição nas dietas tratadas com esses extratos. Com base nos dados avaliados para o número médio de pupas, verificou-se que há diferença estatística na bioatividade dos extratos de sisal fresco e seco em relação ao controle (água), porém não houve diferença estatística entre os extratos aquosos de sisal. pode-se observar restos frescos e secos de sisal (gráfico 2) e um efeito atrativo dos resíduos de sisal para postura de ovos, pois o maior número de D.

Há uma diferença estatística observada ao comparar o número de pupas presentes nas gaiolas, observando que houve uma interação gaiola por tratamento com o maior número de pupas estando na gaiola 3 (Gráfico 2), possivelmente refletindo a localização das gaiolas no laboratório. deve ter atrapalhado a biologia dos insetos porque, embora o laboratório seja climatizado, não há controle uniforme de temperatura, umidade ou fotofase. O Gráfico 3 mostra que não houve diferença estatística entre as gaiolas que receberam água como tratamento controle absoluto, mas houve diferença estatística para as gaiolas que receberam o tratamento com extrato de resíduo de sisal fresco e o tratamento com extrato seco. de resíduos de sisal. Não houve diferença estatística entre as gaiolas 1 e 3 alimentadas com dieta de oviposição com extrato fresco de resíduos de sisal. Esses substratos apresentaram maior número de pupas, mas diferiram estatisticamente da gaiola 2, que apresentou menor número de pupas.

Em relação às dietas que receberam o extrato seco do resíduo de sisal e distribuídas nas diferentes gaiolas ao longo do tempo (Quadro 3), constatou-se que não houve diferença estatística entre as gaiolas 2 e 3, onde ambas tiveram maior média de número de pupas, porém, foram estatisticamente diferentes da gaiola 1. Houve maior número de insetos adultos eclodidos (Gráficos 4) com média de 1,36 adultos quando houve média de 2,9 pupas (Gráficos 2 e 3). No gráfico 5 pode-se observar nos adultos eclodidos comportamento semelhante ao encontrado no gráfico 3 com formação de pupas em que não houve diferença estatística entre as gaiolas que receberam água como tratamento (controle absoluto), porém houve diferença estatística para as gaiolas que receberam o tratamento. tratamento com extratos de resíduos de sisal fresco) e Tratamento 2 com extratos de resíduos de sisal secos.

Não houve diferença estatística entre as gaiolas 2 e 3 que receberam a dieta de desova contendo extrato de resíduo de sisal fresco, esses substratos apresentaram o menor número de adultos emergentes, porém diferiram estatisticamente da gaiola 1 que apresentou o maior número de adultos exibidos ( Gráfico 5). Um possível efeito inseticida pode ser observado aqui na gaiola 3, pois comparado ao número de pupas na mesma gaiola (Quadro 3) observa-se que o número médio de emergência de adultos não é igual ao número médio de pupas. Embora o número médio de adultos que aparecem na gaiola 1 não tenha sido tão baixo, percebe-se que não corresponde ao número médio de pupas representado no gráfico 3.

Em relação às dietas alimentadas com extrato seco de resíduo de sisal (Gráfico 5), houve diferença estatística entre todas as gaiolas, demonstrando maior efeito inseticida na biologia do inseto, impedindo-o de atingir a idade adulta, com maior efeito observado na gaiola 3, onde não emergiram adultos, sendo a gaiola com maior número de pupas (Gráfico 3). Percebe-se que o comportamento da gaiola 1 foi mantido, pois o número médio de adultos é igual ao número médio de pupas formadas (gráficos 3 e 5). Bioatividade de extratos de sisal (Agave sisalana Perrine ex Engelm) na oviposição de Ceratite capitata (Wiedemann, 1824) (Diptera: Tephritidae).

Arquivo do Instituto de Biologia, São Paulo, v. BIOATIVIDADE DE EXTRATOS DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE SISAL NO CONTROLE DE Meloidogyne javanica EM TOMATE.

Figura 1 Resíduo Fresco de Sisal congelado
Figura 1 Resíduo Fresco de Sisal congelado

Imagem

Figura 1 Resíduo Fresco de Sisal congelado
Figura 2 Resíduo Seco de Sisal
Figura 3 Distribuição das dietas nas gaiolas
Figura 4 Gaiolas de Criação.
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Referências

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Com referência ao peso médio de frutos comerciais observou-se diferença estatística apenas entre as variedades, com os tratamentos Químico e Gesso Agrícola,