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revista gil - blas e o - nacionalismo de combate (1919

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Academic year: 2023

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Além disso, devo destacar o apoio de familiares e amigos, que sempre compartilharam os momentos agradáveis ​​e delicados que marcaram estes quatro anos de pesquisa. Aos meus pais Carlos e Lúcia, aos meus avós Roberto e Diva, Sancho, aos meus tios Fábio, Mônica e José Paulo (em memória), ao meu sobrinho Felipe, aos meus primos Leonardo, Roberta e Isabela, à minha irmã Júlia, à minha irmã minha sogro Fabíola, Marli, Maria José (Dedé), meus sogros Flor e Toninho (em memória) e meus cunhados Cida e Moacir, devo dizer que a compreensão e o apoio de todos foram essenciais para realizar este trabalho.

DO NACIONALISMO

Tais considerações inspiraram a análise de Gil Blas como eixo unificador das propostas nacionalistas e ajudaram a definir o seu perfil como complexo e multifacetado. A hipótese levantada foi a de que o encerramento de Gil Blas estava intimamente relacionado com a mudança no perfil de Gil Blas, que nos últimos anos se manifestou como exclusivamente panfletário e católico.

LUGAR NA HISTÓRIA DA IMPRENSA E CARACTERIZAÇÃO

As revistas no início do século XX

Para citar alguns setores importantes, entre os setores masculinos, a Maçã, fundada por Humberto de Campos, em 1922 no Rio de Janeiro, merece destaque pela qualidade gráfica. Pequenos lençóis, feitos por pessoas altruístas, de forma artesanal e sob influência de mobilizações, circularam por São Paulo e Rio de Janeiro, principais centros industriais do país.

Figura 1 – Capa, Braziléa, n.1, janeiro de 1917.
Figura 1 – Capa, Braziléa, n.1, janeiro de 1917.

Caracterização de Gil Blas

Esses dados destacam o processo de retração, iniciado um mês antes de Gil Blas se tornar uma sociedade anônima. Porém, os dois, como todos os outros, não ocupavam um espaço fixo dentro de Gil Blas.

Figura 3 – Gil Blas, n.1, 13 de fevereiro de 1919. Rodrigues Alves.
Figura 3 – Gil Blas, n.1, 13 de fevereiro de 1919. Rodrigues Alves.

COM O PODER (1919)

O panfleto de combate

Por isso foi reaberta a questão, sempre delicada e cercada de muitas disputas e divergências, sobre a escolha de um novo candidato à presidência da República.1 Por isso é importante acompanhar as complicadas negociações que eventualmente deram origem ao nome do Epitácio Pessoa Na verdade, naquela época Rui Barbosa era estigmatizado como o principal crítico da política atual e do processo eleitoral do país. Se não foi possível ignorar a questão dos trabalhadores, os responsáveis ​​aproveitaram para marcar a sua diferença em relação à plataforma eleitoral de Rui e defender uma posição muito próxima da de Epitácio Pessoa.

25 Rui Barbosa foi condenado por tentar impedir, através de habeas corpus, a nomeação de Epitácio Pessoa. Na historiografia não há menção a qualquer órgão de imprensa apoiado financeiramente por Epitácio Pessoa.

Panfleto semanal

Dados numéricos ajudam a compreender o comprometimento da revista: no primeiro semestre de 1919 foram publicados 340 artigos na Gil Blas, dos quais 80, ou seja, 24%, eram voltados à defesa de Epitácio Pessoa. Esta situação mostra que Gil Blas se consolidou não só como defensor intransigente de Epitácio Pessoa, mas também como porta-voz do seu governo. No entanto, Gil Blas também acolheu textos que, apesar de serem em menor número (apenas 12% do total de textos que tratam do assunto), defendiam as mobilizações dos trabalhadores e até pediam desculpas pelas iniciativas revolucionárias.

45 Oiticica foi contra o nacionalismo xenófobo difundido em Gil Blas: “[Para Oiticica] O patriotismo que justifica a guerra e a xenofobia foi condenado pelos libertários”. Pode-se supor que Saul Navarro, simpatizante da esquerda e secretário editorial da revista, foi o responsável por trazer nomes como Oiticica e Alex Volga às páginas de Gil Blas.

Figura 14 – Gil Blas, n.23, 17 de junho de 1921.
Figura 14 – Gil Blas, n.23, 17 de junho de 1921.

O panfleto nacionalista

Em relação à campanha de nacionalização do teatro, a questão também conduziu à mesma interpretação. Entre os que se engajaram nas campanhas estavam aqueles que defendiam a necessidade de transferência da capital para o Planalto Central,82 como manda o artigo 3º da Constituição Federal de 1891.83 Mas havia outras justificativas, como a do Rio de Janeiro. Assim, não foi mera coincidência que, naquele momento, surgisse em Gil Blas uma campanha contra a Confederação Luso-Brasileira, pois se acreditava que uma suposta união política entre os dois países resultaria em um processo de recolonização do Brasil.

Assim, Gil Blas defendeu exactamente o contrário do que foi seguido em algumas revistas nacionalistas portuguesas.98. O patriotismo de Gil Blas procurou glorificar os traços que, supostamente, poderiam nos distinguir de Portugal e do imigrante lusitano, que se instalou no comércio, na imprensa e na cultura, situação especial para a realidade da Capital Federal.

A sociabilidade de um grupo

A Ação Social Nacionalista fundamentará os ideais emancipatórios anteriormente defendidos pelos seus fundadores em livros e em diversas obras da Propaganda Nativista e na revista Braziléa, no Gil Blas e no Jornal do Brasil, e os sistematizará de acordo com a campanha nacionalista e com a experiência e observação rigorosa dos fatos sociais. A administração pediu desculpas aos funcionários por não terem publicado alguns dos seus artigos porque “deveria dar ênfase especial aos fundamentos da Acção Social Nacionalista.”2. O lema da Ação Social Nacionalista é a afirmação resoluta do eu soberano brasileiro do Brasil real, do Brasil-Brasil.

Em sua estreia, a seção “Ação Social Nacionalista” trazia um texto de Delamare, no qual professava o desejo de unir as mais diversas manifestações do nacionalismo em favor da “nacionalização plena do Brasil”, alcançada através do combate às divisões “entre diferentes movimentos " . - entendido por características distintas”. 10. A proximidade com o governo federal deixa clara a ligação de Gil Blas com a ASN.

Tabela I – Autores (1920)
Tabela I – Autores (1920)

Afonso Celso e os nacionalismos de Gil Blas

A presença sistemática de Afonso Celso nas páginas de Gil Blas significou a difusão da proposta nacionalista, presente em artigos e colunas, em consonância com as iniciativas do Presidente da República. A Legião não quer uma mulher anárquica, violenta, masculina, quer conduzi-la à sua grande missão no país, na sociedade e no país, esforçando-se por elevá-la sempre em todos os sentidos, trabalhando, não só para a sua futura glorificação, mas também pelo nosso querido e lindo Brasil.68. Este último, proprietário de O Paíz, foi acusado de usar o jornal para fazer propaganda da colónia portuguesa e atacar o movimento nacionalista que, segundo Gil Blas, se tinha "fortalecido" no Brasil.87 Não é de surpreender que, tal como A Pátria, O Paíz também opôs-se a Epitáci Pessoi: “a campanha jornalística contra Epitáci Pessoi foi liderada pelo Correio da Manhã e apoiada por A Noite, O Imparcial, A Gazeta de Notícias, O País, A Vanguarda, etc.” (Gabaglia, op. cit., p. 433).

Malheiro Dias, chamado de “defensor dos interesses portugueses no Brasil”,88 foi criticado pelo uso da Revista da. Nas páginas da revista insistia-se que Pedro II, ao contrário de seu pai, era brasileiro e, portanto, apenas defendia os interesses do Brasil, por isso defendia-se que "os restos mortais deste homem deveriam ser sempre trazidos, lutados pela interesses do Brasil.”93 Em uma das matérias dizia-se que Pedro II não deveria permanecer “mesmo após a morte, em países estrangeiros”, o que, segundo os organizadores da revista, era um caso de dano à pátria do Brasil. 94.

Tensão e mudança

Ele respondeu a Adamastor Magalhães, dono do jornal Brasil/Portugal, que afirmou em texto publicado em A Pátria que o diretor do Gil Blas havia ordenado que criminosos destruíssem parte de seu jornal. Confrontado com o rumo dos acontecimentos, Afonso Celso escreveu uma carta aberta a Delamare, publicada na edição de 15 de Abril de 1920, na qual afirmava que “muitos críticos chamam a Acção Social Nacionalista de xenófoba”, o que se devia a “algum ar – artigos escritos por funcionários de Gil Blas”. No número 87, de 7 de outubro de 1920, Afonso Celso enviou outra carta a Delamare, atacando novamente o conteúdo radical de Gil Blas e pedindo ao diretor que "olhasse mais de perto as matérias e colaboradores mais radicais da revista".112 O número seguinte publicou um discurso de Afonso Celso por ocasião da celebração da República Portuguesa, no qual declarava que “não está contra os portugueses”.113.

No número 49, de 15 de janeiro de 1920, houve uma ligeira diminuição do número de páginas, que, no entanto, continuou a diminuir até o número 79, de 12 de agosto, quando Gil Blas passou a ter apenas onze páginas, em vez das habituais quinze, e dois destinados à publicidade. Na edição 86, de 1º de setembro, Delamare explicou que a transformação em sociedade anônima era uma iniciativa para angariar apoios à causa nacionalista e consolidar a Gil Blas como empresa.

Mesmo perfil, novos ideais

Os leitores de Gil Blas compreenderão a justiça da nossa resolução e não nos levarão a mal por isso” (ibidem). Essa situação ajuda a compreender a importância dos debates sobre a história do Brasil publicados este ano nas páginas de Gil Blas. Assim, alguns factos históricos foram privilegiados nas páginas de Gil Blas e serviram de munição para os nacionalistas lusófobos.

No dia 12, nacionalistas radicais associados a Gil Blas telegrafaram ao bravo rei da Espanha, Afonso XIII, parabenizando-o pela descoberta da América e do Brasil.17. Gil Blas nunca insultou figuras públicas, autoridades, intelectuais e pessoas do outro lado.

O nacionalismo católico

Não é por acaso que a discussão do nacionalismo católico se tornou a agenda de Gil Blas. Nesta reunião foi proposta a formação de uma comissão composta por membros da ASN, Gil Blas e da Igreja para a construção do Cristo Redentor.55. A partir desse momento, as matérias sobre a construção do Cristo Redentor quase desapareceram das páginas da revista e o grupo de Gil Blas se distanciou do assunto.

Note-se que, além do discurso nacionalista moderado e xenófobo nas páginas de Gil Blas, a partir de 1921 se fortaleceu outro ponto de vista, o que aumentou ainda mais o poder do catolicismo na revista, especialmente com a presença de Afonso Celso, causando consequências para o destino de Gil Blas.

Tabela I  Artigos por temas (1921) Temática Total de
Tabela I Artigos por temas (1921) Temática Total de

A sucessão presidencial

Legislativo e maior poder para as Forças Armadas.80 Duas estratégias políticas caracterizaram a prática política da Reação Republicana: a propaganda eleitoral, baseada em comícios populares, e o uso da imprensa na campanha. Mas o tema que marcou a disputa foi o “episódio das cartas falsas”, divisor de águas na campanha impulsionada pela Reação Republicana e acontecimento que ajudou a desestruturar o panorama político da época. 80 “A Reação Republicana representa precisamente um momento de contestação” das políticas dos governadores, “que iniciou um ciclo de questionamento da ordem atual”.

Para apoiar a candidatura mineira e defender o último ano da administração epitática, o grupo de Gil Blas lançou a Legião Republicana em outubro de 1921, poucos dias após a publicação das "cartas falsas". Para corresponder à estratégia política da Reação Republicana, a Legião Republicana organizou manifestações nas ruas em apoio à eleição de Arthur Bernardes, organizadas e com a participação ativa de Delamare e José Júlio Soares, sempre com publicidade e transcrição das declarações nas páginas de Gil Blas.

Imagem

Figura 1 – Capa, Braziléa, n.1, janeiro de 1917.
Figura 2 – Braziléa, n.1, janeiro de 1917.
Figura 3 – Gil Blas, n.1, 13 de fevereiro de 1919. Rodrigues Alves.
Figura 4 – Gil Blas, n.2, 20 de fevereiro de 1919. Georges Clemenceau.
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Referências

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