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REVISTA JURÍDICA DA FA7

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Academic year: 2023

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Revista FA7 Legal: revista científica e cultural do curso de Direito da Faculdade 7 de Setembro. Foi neste contexto que nasceu a Revista Jurídica FA7, que agora se apresenta no seu segundo volume, totalmente dedicado à produção científica dos estudantes do curso de Direito, como testemunho do esforço da instituição no desenvolvimento das competências e habilidades acima mencionadas.

Personalidade Civil

Andréia Sabóia Medeiros

1 I NTRODUÇÃO

A capacidade jurídica é a capacidade de propriedade inerente a toda pessoa física e a capacidade de fato é a capacidade de exercício 11. Uma vez adquirida a personalidade, o indivíduo como sujeito jurídico (pessoa física ou jurídica) passa a praticar atos e transações jurídicas em as mais diferentes maneiras.

C ONCLUSÃO

A personalidade jurídica só desaparece com a morte; sua extinção não significa a retirada de direitos políticos, conforme previsto na Constituição Federal de 1988, art.15.

Bibliografia

Dolo Eventual X Culpa Consciente nos Resultados

Camila Austregésilo Diniz Raquel Moura da Cruz Soares

Possível dolo Para efeitos de punição mais severa para infrações de trânsito, o artigo 303 prevê uma pena para lesões corporais negligentes cometidas durante a condução de veículo automotor superior à prevista no Código Penal para lesões corporais dolosas (mesmo que simples).

C ULPA

Uma situação diferente é aquela em que o padre atinge o seu propósito (vir à igreja) sem causar quaisquer consequências prejudiciais. Neste caso, tratar-se-á de um concurso de culpa, em que ambos serão responsabilizados culposamente pelo crime de acordo com a extensão da sua culpa.

D OLO

C ONCEITO DE CRIME DOLOSO

A NÁLISE DO CONCEITO

Se alguém empurra escada abaixo uma mulher grávida de oito meses (ou seja, uma gravidez notória), não pode ser culpado do aborto espontâneo, porque não há dúvida de que pelo menos agiu deliberadamente. Não se pode negar que o agente assumiu o risco de provocar o fato danoso e, portanto, pode ter agido intencionalmente.

D OLO E VENTUAL X C ULPA C ONSCIENTE

Para maior certeza na configuração do objetivo possível, é necessária a associação de dois ou mais elementos. A jurisprudência brasileira, principalmente a de primeiro grau ou grau, tem reconhecido o potencial dolo nas condutas típicas de homicídios e lesões corporais cometidas no trânsito.

Culpados, até que se Prove

Carlos Eduardo Nogueira B. Pontes

Trabalho premiado

I NTRODUÇÃO

Culpados, até que se Prove o Contrário

Não vemos nas medidas tomadas pelo governo ações que tenham impacto real no desarmamento da parte criminosa da população. Sem iluminação pública, sem policiamento eficaz nas ruas, sem polícia técnica, sem justiça, sem cura, sem paz.

A posse de arma de fogo é o direito do cidadão de ter uma arma de fogo registrada sob seus cuidados, em sua casa ou local de residência. O problema da criminalidade no nosso país não são as armas que temos em casa.

Critérios Informativos dos

Ludmila Freitas Andrade Ticiana Marques Vieira

Critérios Informativos dos Juizados Especiais

1 V ISÃO G ERAL DOS J UIZADOS E SPECIAIS C ÍVEIS

E C RIMINAIS E STADUAIS

C OMPETÊNCIA

No caso de pedidos de indemnização fora do local de residência do requerido, o processo pode ser instaurado no local de residência do requerente ou no local do incidente. No caso de atos criminosos, a competência territorial é definida pelo local onde o ato criminoso foi cometido, que é estabelecido como regra para determinar o foro do caso.

Q UEM PODE PROPOR AÇÃO NOS J UIZADOS E SPECIAIS

Nos casos até 20 salários mínimos, as partes comparecerão pessoalmente e poderão ser assistidas por advogado; naqueles de maior valor o atendimento é obrigatório. Mas um dos objetivos dos Juizados Especiais é aproximar as pessoas da Justiça por meio de meios simples de resolução de conflitos, não sendo necessário advogado em processos de até 20 salários.

E TAPAS DO P ROCESSO NOS J UIZADOS E SPECIAIS

  • C ITAÇÕES
  • I NTIMAÇÕES
  • D AS P ROVAS
  • S ENTENÇA

Neste caso, não é possível acusá-lo se o suspeito não estiver presente na audiência. Durante a investigação preliminar e a audiência, as partes são ouvidas, as provas são coletadas e o veredicto é pronunciado.

Contratos Eletrônicos

Luís Humberto Nunes Quezado

A TUALIDADE

Ainda hoje, a questão da segurança e da privacidade das relações contratuais realizadas através da Internet continua a ser um obstáculo à utilização fiável do comércio eletrónico. Para viabilizar o comércio eletrônico e os contratos eletrônicos são necessárias duas coisas: primeiro, é preciso aplicar tecnologias para aumentar a segurança na transmissão e recepção de dados pela Internet, para evitar a ação de “crimes informáticos” cometidos por pessoas que se especializaram em invadir computadores e burlar sistemas criptográficos, conhecidos como crackers6, ou identificar, com grande margem de certeza, as partes contratantes.

C ONTRATOS E LETRÔNICOS

L UGAR DE F ORMAÇÃO DOS C ONTRATOS E LETRÔNICOS

Aplica-se no caso de uma pessoa comprar pela Internet a uma empresa que não opera no seu país, desde que não exista nenhum tratado internacional ou acordo de cooperação que diga respeito a contratos no âmbito do direito internacional. O artigo citado acima fala sobre a conversão a que o consumidor tem direito caso o contrato seja firmado fora do empreendimento comercial.

F ORÇA P ROBATÓRIA DOS C ONTRATOS E LETRÔNICOS

Assim, uma vez que o artigo utilizou a expressão “qualquer outro meio de transmissão”, pode acontecer que, numa interpretação ampla à luz das novas condições contratuais, isso inclua a Internet ou mesmo documentos enviados por correio eletrónico. Segue práticas já consolidadas pelo direito internacional para identificar quem deseja que seu documento tenha assinatura digital com criptografia própria.

P RINCÍPIOS C ONTRATUAIS APLICÁVEIS

Além disso, se prestarmos atenção à última parte do artigo, onde estipula que o documento transmitido tem a mesma força probatória do original, que o original encontrado na estação emissora deve ser assinado pelo remetente, veremos. que, quando levamos isso para a área de TI, a segurança da Assinatura Digital também é necessária. Embora o Código de Processo Civil inclua, ainda que silenciosamente, como prova os Contratos Eletrônicos, existe, como já mencionado, o grande obstáculo da Segurança tecnológica, para garantir, por meio de fontes de criptografia, o sigilo e a confiabilidade dos documentos eletrônicos.

AOS C ONTRATOS E LETRÔNICOS

Este princípio, além de ser um dos fundamentos do direito contratual, existe para dar mais força, validade e eficácia aos contratos. Este princípio, por ser a base de qualquer contrato, também deve ser aplicado aos Contratos Eletrónicos, uma vez que também são manifestações de vontade, que, portanto, não devem estar repletas de má-fé contratual.

C ONCLUSÕES

Após análise dos Contratos Eletrônicos à luz do Código de Defesa do Consumidor, percebe-se que também não há objeção, desde que esses novos contratos, quando contenham relações de consumo, não prejudiquem os consumidores. Por fim, nota-se que os Contratos Eletrônicos no Direito Brasileiro continuam mantendo novas relações e produzindo suas consequências, e os operadores jurídicos ainda não se depararam com grandes discussões sobre o tema, que chegarão mais cedo ou mais tarde.

Lei dos Crimes Hediondos – LHC

Matheus Lima Marques

A doutrina e a jurisprudência variam quando se analisa intensamente a Lei de Crimes Hediondos; alguns são a favor da constitucionalidade da lei e da sua aplicação sem alterações, argumentando que sem esta lei daremos um salto para o crescimento da impunidade, que já nos rodeia. Nesta seção discutimos a constitucionalidade da lei, a proibição de progressão à prisão para os condenados pelas penas tipificadas na Lei dos Crimes Hediondos; concessão de liberdade provisória e fiança; concessão de liberdade condicional e efeito retroativo da lei penal mais vantajosa ao suspeito.

Há também uma grande crítica ao § 1º, art. 2°, pois esta progressão de regime não se aplica aos condenados por crimes hediondos. 2º da Lei 8.072/90 viola o princípio da individualização da pena (art. 5º, XLVI, CF/88), mas para considerar esse princípio, cabe um breve comentário sobre o princípio da igualdade, essencial para o Estado Democrático de Direito. Lei, é necessária.

Cláusula Penal

Milleane Nunes Pereira

C LÁUSULA P ENAL

H ISTÓRICO

Comparada ao Código Civil francês, com as penas obrigatórias, aquelas que poderiam ser reduzidas pelo juiz, a cláusula penal perdeu muito do seu caráter penal, reduzindo-a para funcionar como compensação. Porém, em nosso código atual, a cláusula penal consta no título, referindo-se ao descumprimento de obrigações.

C ONCEITO

No Código Civil de 1916, a questão relativa à Cláusula Penal foi tratada no título de modalidades, o que de certa forma o justifica, pois reflete uma das formas como a obrigação é apresentada. A Cláusula Penal também é chamada de pena convencional ou penalidade contratual, e é adaptada a todas as formas de contratos bilaterais, sendo possível também utilizá-la em contratos unilaterais, como o testamento, em que o herdeiro é obrigado a cumpri-la fielmente.

N ATUREZA J URÍDICA

Portanto, tentar-se-á reunir os diversos conceitos existentes em um só: Cláusula penal é uma obrigação acessória em que os contratantes estipulam multa ou penalidade, pecuniária ou não, contra o inadimplente pelo descumprimento da obrigação principal ou a demora no seu cumprimento, para que o valor das perdas e danos seja determinado e garanta o exato cumprimento da obrigação principal em favor do credor4. A sua natureza não precisa ser uma obrigação monetária e pode ser determinada pela entrega de algo, pela abstinência de um ato ou pela perda de um benefício, como, por exemplo, um desconto”5.

T IPOS DE C LÁUSULAS P ENAIS

Se for estabelecida uma moratória, esta será acordada em caso de incumprimento ordinário; O credor tem o direito de reclamar cumulativamente a multa convencional e a parcela principal. Portanto, se o valor for de valor elevado, próximo ao valor da obrigação principal, entende-se que foi definido para compensar um possível descumprimento da totalidade da obrigação.

C ASOS EM QUE A C LÁSULA P ENAL P ODE SER D IMINUÍDA

C LÁUSULA P ENAL E T ERCEIROS

C LÁUSULA P ENAL E I NSTITUTOS A FINS

Quanto à multa, ela se diferencia por ser instituída em benefício do devedor, enquanto a cláusula penal beneficia o credor. O cumprimento da cláusula penal não conduz, portanto, ao cumprimento da obrigação principal, verificando-se o contrário.

O Livre Acesso à Injustiça

Raimundo Nonato Chaves Neto

Este trabalho constitui uma explicação crítica sobre o acesso à justiça, com seus efeitos na realidade brasileira e as consequências no âmbito das relações sociais nesta mesma sociedade, sem desconsiderar logicamente a situação global. A dificuldade de acesso à justiça enfrentada pela classe pobre limita-se à titularidade dos direitos, mas quando se trata de obrigações, é só neste momento que encontramos a igualdade formal entre os revolucionários franceses.

N OÇÕES DE A CESSO À J USTIÇA

O exercício da cidadania, nos tempos atuais, exige e pressupõe amplo acesso à justiça”, conforme matéria da Agência Senado em 06/12/2003. Visando esse amplo acesso, a Constituição de 88 criou a obrigação de o Estado prestar assistência jurídica integral e gratuita a todas as pessoas carentes que não possuam recursos necessários para pagar advogados ou custas judiciais, buscando assim garantir a igualdade de acesso à Justiça. .

C AUSAS QUE D IFICULTAM O A CESSO À J USTIÇA

B ARREIRAS SOCIAIS

Esta tarefa parece não ser facilmente cumprida, mas primeiro é necessário sensibilizar os funcionários da justiça e os juízes, visando uma distribuição eficaz da justiça. Progressivamente o que vemos é um “cada um por si e que se quebrem os mais fracos”.

P ERSPECTIVA P ARA O L IVRE A CESSO À J USTIÇA

Um dos grandes méritos da nossa última Carta Magna foi justamente abrir novos caminhos para o amplo acesso à justiça, exigindo a criação de Juizados Especiais, o que na prática representou uma forma de aproximar a Justiça e o Povo. A criação de tribunais móveis; o plano para que a Justiça funcione 24 horas por dia, como já existe no Distrito Federal; as anteriores comissões de conciliação e o procedimento sumário, inovações da Justiça do Trabalho; o projeto dos tribunais itinerantes; etc.

A Clemência no Caso dos

Sâmia Regina Feitoza do Nascimento

A Clemência no Caso dos Exploradores de Caverna

A análise do caso mostra que esta coexistência pacífica existia de facto e que no momento da morte de Roger Whetmore os réus não oscilavam entre a vida e a morte, o que indicaria um “estado de natureza”. Outra teoria da inocência explicada pelo juiz Handy tem apoio partidário e sugere a absolvição dos arguidos, já que as sondagens de opinião mostram que noventa por cento são a favor dessa decisão.

O S ENTIDO DA C LEMÊNCIA

É inegável que os acusados ​​mataram Roger Whetmore e praticaram o ato de boa vontade, realizando a parte prática do crime. Os arguidos agiram voluntariamente e não intencionalmente, pelo que não podem ser considerados culpados nos termos do referido estatuto, que prevê que quem "por sua livre e espontânea vontade", ou seja, tirar intencionalmente a vida de outrem, é punido com pena de morte.

A NEXOS

F UNÇÃO DOS A NEXOS

Para Mendelson, o objetivo é estudar a personalidade da vítima, tanto seu comportamento delinquente quanto suas tendências subconscientes. Paul Cornil entende-o como o estudo da personalidade, comportamento, motivações e reações da vítima a uma infração penal.

Revolução do Poder Constituinte Originário

Sérgio Borges Nery

C ONCEITO

P RISMA POLÍTICO

Traz consigo a certeza de um estado de facto em que é permitido o domínio de uma parte do território, a existência de uma força armada militarmente organizada, a obediência às ordens emanadas do centro do levante, etc. É verdade que mesmo no quadro das Nações Unidas, o reconhecimento de um Estado de facto segue os critérios de interesse político e económico, tendo este último a precedência e as orientações do Conselho de Segurança.

P RISMA JURÍDICO

A ligação entre a definição da internacionalidade de um conflito é tênue, como pode ser visto na Guerra Civil Espanhola, em que soldados de diferentes nacionalidades lutaram em ambos os lados. O conceito de revolução não é legal, pois se acontecesse, a ordem normativa permitiria a violação de um dos seus princípios fundamentais, a saber: a imperatividade.

A S CAUSAS DA R EVOLUÇÃO

R EFLEXÕES

Entre coisas que se movem e coisas que se movem, algumas se movem ou são movidas por acidente, outras por si mesmas33. Essa capacidade racional, presente apenas no ser humano, é pressuposto fundamental para a formação de julgamentos de valor a respeito da realidade que lhe é apresentada.

O E STADO SE DEFENDE : INSTITUTOS E CONTRA - REVOLUÇÃO

E XCEÇÕES OPONÍVEIS

L IMITAÇÕES I MPLÍCITAS

As obras dedicadas ao Direito Constitucional costumam repetir a posição de Sieyès quanto à inicialidade, autonomia e incondicionalidade do poder constituinte originário. Portanto, a crítica de que o tempo de existência do poder constituinte original é irrelevante é irrelevante.

Referências

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