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Rio de Janeiro 2020

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Academic year: 2023

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Análise da participação senatorial na Comissão de Direitos Humanos e da participação legislativa no que diz respeito ao gênero feminino. Análise da participação senatorial na Comissão de Direitos Humanos e da participação legislativa no que diz respeito ao gênero feminino.

Reconhecimento e redistribuição

Os conceitos de género e justiça propostos por Fraser implicam uma política feminista alternativa de reconhecimento. O seu objetivo é desinstitucionalizar padrões de valores androcêntricos que inibem a paridade de género e substituí-los por padrões que a promovam (FRASER, 2013:172).

A política da presença

Segundo a autora, um processo semelhante pode ser discernido nas actuais relações de género, uma vez que as mulheres procuram reconhecimento como mulheres apenas num momento da história em que as suas vidas estão muito mais próximas da dos homens. Neste sentido, Phillips argumenta que um processo semelhante pode ser discernido nas actuais relações de género, uma vez que as mulheres que procuram reconhecimento hoje o fazem num momento da história em que as suas vidas estão muito mais próximas das dos homens.

Presença e reconhecimento

Depois é preciso entender se o envolvimento presencial das mulheres, tão almejado no Brasil por meio de leis e movimentos políticos, pode ser sentido na realidade das políticas já escolhidas e também tentar entender se o acima. a inclusão traz efeitos concretos na vida das mulheres brasileiras na forma de políticas positivas voltadas ao gênero feminino. Para compreender melhor a realidade das mulheres brasileiras e sua atuação política, discutirei a situação dos direitos das mulheres e o número de cargos femininos no Brasil.

Participação política

No entanto, a legislação que incluiu o referido projeto de lei reduziu as vagas para um mínimo de 20% de candidatas mulheres. Em 2010, o percentual de mulheres candidatas às eleições foi de 22,4% do total de candidatas a cargos executivos e legislativos federais e estaduais.

O julgamento sobre o fundo partidário

No nível federal, as décadas de 1980 e 90 trouxeram um aumento de mulheres nas legislaturas estaduais. A autora afirma que três iniciativas legislativas foram criadas para tentar mediar o problema: A Lei Eleitoral (Lei nº que estabeleceu o sistema de reserva de cotas para mulheres, Lei nº que alterou disposições da Lei do Partido (Lei nº e Mini). n.º, que, ao alterar a lei eleitoral, altera as normas estabelecidas em diplomas anteriores relativamente ao acesso das mulheres aos recursos. Após o reconhecimento do direito de voto, a introdução de quotas de género foi a primeira medida legislativa tomada com o objectivo de aumentar a participação das mulheres. participação na vida pública no Brasil.

Campos continua a contextualização afirmando que depois de mais de uma década, a reforma eleitoral implementada em 2009, a Lei nº, alterou a redação da Lei Eleitoral ao prever que a reserva percentual aplicada ao total de vagas declaradas pelos partidos ou coligações fosse lançado. e não apenas no domínio do registo de candidaturas. Para atingir este objetivo, a Lei n.º no artigo 9º estipula que os partidos devem investir recursos em campanhas femininas (CAMPOS, 2019:605). Além disso, o autor afirma que o texto da lei passou a prever mecanismos que permitirão o escoamento e o desvio de recursos originalmente previstos para os programas de formação de pessoal previstos no artigo 44, inciso V, da Lei nº 9.096/95.

A maioria do Tribunal declarou inconstitucionais os parâmetros mínimos e máximos do artigo 9º da Lei nº e dos §§ 5A e 7 da Lei dos Partidos Políticos, por violarem a igualdade entre homens e mulheres prevista na Lei dos Partidos Políticos .os partidos políticos. Constituição.

A importância da participação feminina nas esferas institucionais – e os

A apresentação dos dados que Campos coletou neste artigo é essencial para compreender o delicado processo das lutas que buscam aumentar a presença física das mulheres em cargos eletivos. Os partidos enfrentam dificuldades para preencher as listas com o número de mulheres exigido por lei, e a representação das mulheres nas câmaras legislativas não mudou significativamente. Embora haja um nexo de causalidade comprovado entre as cotas, o tipo de caderno eleitoral e o aumento do sufrágio feminino, Araújo afirma que a estagnação do Brasil na presença de mulheres em cargos de representação é explicada por diversas variáveis ​​(ARAÚJO, 2016:39).

O Brasil tem uma das maiores diferenças na presença de mulheres em espaços de representação entre os países latino-americanos. Araújo explica que a maioria dos estudos que examinaram as variações na presença política das mulheres na América Latina identificam as cotas como fator determinante para explicar o crescimento dessa presença nos parlamentos. Mesmo com esse número alcançado, o seu objetivo indireto – possibilitar a eleição de um maior número de mulheres – não foi alcançado.

E neste contexto, a discriminação positiva, inclusive na política, pode ser fundamental para aumentar o número de mulheres em cargos eletivos (ARAÚJO, 2016:53).

Conclusões iniciais

Assim, quando uma mulher exerce seus direitos políticos, ela pode ser considerada uma pessoa que compartilha com outros membros da sociedade características que lhe permitem participar discursivamente à vontade (HONNETH, além da existência de razões substanciais que podem dificultar a participação feminina e pertencem ao problema da redistribuição De tal forma que o sujeito seja capaz de se considerar uma pessoa que possui as características que lhe permitem participar do testamento discursivo com outros membros da sociedade, e a possibilidade de se referir a si mesmo neste forma é o que o autor chama de "auto-respeito" (HONNETH. Isso é o que podemos chamar de demandas por presença política: demandas por representação igual de mulheres e homens; exige um equilíbrio mais justo entre os vários grupos étnicos que compõem cada sociedade.

No segundo capítulo, tratei da questão da baixa presença de mulheres em centros políticos eletivos no Brasil, um problema reconhecidamente antigo no país, que já despendeu vários esforços tentando reverter esta situação. A nova redação ajudou a aumentar o número de mulheres em cargos eletivos na política brasileira, mas os números permanecem significativamente baixos. Segundo dados recentes, a pesquisa realizada pela União Interparlamentar em 1º de agosto de 2016 mostrou que o percentual de mulheres na Câmara dos Deputados no Brasil era de 9,9% do total de 513 cadeiras, enquanto no Senado Federal. foram 16% dos 81 senadores.

Outro estudo realizado no mesmo ano pela Procuradoria Especial da Mulher constatou que nas eleições municipais de 2012 e nas eleições gerais de 2014, as candidatas representaram apenas 21% do total, um percentual abaixo do mínimo exigido por lei. e muito inferior à participação das mulheres na população brasileira (50,64%) (CAMPOS, 2016).

Análise dos dados coletados

Através da tabela 1, nota-se, em primeiro lugar, com o maior número de procedimentos, a Comissão de Assuntos Sociais. A terceira comissão em número de pedidos é a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, com 139 pedidos, dos quais 69 são petições da senadora substituta Regina Sousa. A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional 70, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania 60 e a Comissão de Serviços de Infraestruturas 50 candidaturas.

Por outro lado, as comissões menos ocupadas por senadores foram a Comissão do Futuro do Senado com 2 procedimentos, a de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e TI, com 8, a Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e de Controle e Defesa Comitê. do Cliente, com 7 pedidos. Para compreender estes dados, é importante analisar quais as áreas que tiveram maior destaque: a Comissão dos Assuntos Sociais, a Comissão da Educação e a Comissão dos Direitos Humanos. No entanto, os elementos recolhidos também fornecem dados interessantes sobre o número de pedidos feitos à Comissão dos Assuntos Económicos, que ocupa o quarto lugar em termos de quantidade.

Além disso, destacaram-se também a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, a Comissão de Negócios Estrangeiros e Defesa, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e a Comissão de Serviços de Infraestruturas.

Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa

Vemos então que o CAS possui 10 artigos sobre o tema “Família, Proteção de Crianças, Adolescentes, Mulheres e Idosos”, o Reino Unido possui 10 artigos e o CDHLP possui 47 artigos sobre o tema. Se pensarmos que mais mulheres em cargos eleitos institucionais serão positivos para as mulheres em geral, precisamos ver se isso se reflete nas propostas dos senadores. Se considerarmos que a representação democrática se consegue num processo mais contínuo, que depende de um nível de resposta ao eleitorado, então é necessário que o eleitorado possa ver o que os políticos eleitos produziram em termos de projetos de lei e quais as bandeiras. representado.

Dado que o nosso actual sistema de democracia representativa exige atenção especial ao que os políticos defendem, a responsabilização perante o eleitorado torna-se uma grande preocupação. Neste sentido, o elemento mais importante para o eleitorado numa democracia representativa é exigir que os políticos cumpram as suas promessas (PHILLIPS, 1998: 15). É crucial recolher e apresentar dados sobre as actividades dos políticos sobre temas sensíveis, como o género, para que os cidadãos tenham acesso ao que os seus representantes têm feito.

Tabela 1 Matérias na Comissão de Assuntos Sociais (SENADO FEDERAL, 2019)
Tabela 1 Matérias na Comissão de Assuntos Sociais (SENADO FEDERAL, 2019)

Requerimentos na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa

A senadora Ângela Portela teve a maior parte de seus requerimentos com pedidos de audiência pública sobre o tema da violência contra a mulher, a saber, violência doméstica, violência obstétrica, violência contra gestante e feminicídio, além de um pedido para discutir a situação das mulheres indígenas no Brasil . A senadora Simone Tebet solicitou medidas de combate à violência contra a mulher, enquanto a senadora Vanessa Grazziotin tratou das questões da laqueadura obrigatória de trompas e da capacitação de servidores públicos para atendimento às vítimas de violência doméstica1. Um provável motivo para a repetição do tema é o alto nível de violência a que as mulheres brasileiras estão expostas.

Outro dado relevante do relatório foi que em 76,4% das mulheres o episódio mais grave de violência foi cometido por um conhecido. A maioria das mulheres ainda é vítima de violência em casa (42%) e apenas 10% relatam ter ido à delegacia da mulher após o episódio mais grave de violência no último ano. É, portanto, claro que a violência contra as mulheres ainda é um grande problema para o país que precisa de ser abordado.

E por motivos materiais como a dependência financeira que pode impedir a mulher de sair de uma situação familiar violenta.

Matérias na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa

Exige a realização de audiência pública para discutir a aplicabilidade da Lei Maria da Penha - Lei nº 11.340, de 2006. 9. Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, que estabelece o direito das mulheres vítimas ao lar e à família a violência e seus familiares são priorizados na matrícula ou rematrícula em instituições de ensino. 9. na Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, que estabelece o direito das mulheres vítimas de violência no lar e na família e seus familiares a direitos preferenciais na matrícula ou rematrícula em instituições de ensino.

Altera a lei n. 11.340, de 7 de agosto de 2006, para proibir a nomeação de condenados por crimes de violência contra a mulher. Altera a lei n. 11.340, de 7 de agosto de 2006, que dispõe sobre programas de combate à violência doméstica e familiar em instituições de ensino. Altera a lei n. 11.340, de 7 de agosto de 2006, que dispõe sobre programas de combate à violência doméstica e familiar em instituições de ensino.

Altera a lei n. 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), para dispor sobre o pagamento de indenização por danos morais decorrentes de violência contra a mulher. Altera a lei n. 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), para dispor sobre o pagamento de indenização por danos morais decorrentes de violência contra a mulher. 22 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), para estabelecer como medida protetiva emergencial o atendimento do agressor em centro de educação e reabilitação e apoio psicossocial.

Tabela  4  Matérias  na  Comissão  de  Direitos  Humanos  e  Legislação  Participativa  relacionadas  ao  gênero  feminino  propostas  pelas  senadoras
Tabela 4 Matérias na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa relacionadas ao gênero feminino propostas pelas senadoras

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Tabela 1 Matérias na Comissão de Assuntos Sociais (SENADO FEDERAL, 2019)
Tabela 2 Matérias na Comissão de Educação e Cultura (SENADO FEDERAL, 2019)
Tabela 3 Matérias na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (SENADO FEDERAL, 2019)
Tabela  4  Matérias  na  Comissão  de  Direitos  Humanos  e  Legislação  Participativa  relacionadas  ao  gênero  feminino  propostas  pelas  senadoras
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Referências

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