A HISTORICIDADE DO ACESSO À JUSTIÇA
Foi em Roma que começou o desenvolvimento do direito positivo, que contribuiu significativamente para o acesso à justiça. O conceito de acesso à justiça sofreu uma transformação significativa, correspondendo a uma mudança equivalente no estudo e ensino do processo civil.
A CONCEITUAÇÃO DE ACESSO À JUSTIÇA
Por fim, Mauro Cappelletti preocupou-se justamente com os instrumentos de acesso à justiça, tais como: oralidade; ampla defesa; A questão do acesso à justiça trabalha com a teoria do processo baseada na ideia de social-democracia.
ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO
É com esta opinião que a doutrina construiu o conceito de acesso à justiça e de efetividade do processo judicial, destacando a necessidade do poder judiciário na tarefa permanente de construção do Estado Democrático de Direito.66. O acesso à justiça é garantia constitucional prevista no inciso XXXV, artigo 5º, da Constituição Federal do Brasil, com a seguinte redação: “a lei não excluirá da avaliação do poder judiciário a violação ou ameaça de direitos”.
O CONCEITO DE PRINCÍPIOS
- A ESTRUTURA PRINCIPIOLÓGICA DO ACESSO À JUSTIÇA
- O PRINCÍPIO DO ACESSO À JUSTIÇA
O princípio do acesso à justiça baseia-se, portanto, no dever garantidor do Estado de apoiar os direitos daqueles que, como resultado do pacto social, renunciaram às suas liberdades em favor da formação do Estado. A Carta Magna de 1988 também afirma que a República Federativa do Brasil é um Estado Democrático de Direito, sendo o princípio do acesso à justiça um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito, uma vez que a declaração de direitos é não é suficiente sem a sua efetiva exigência de jurisdição. É arriscado dizer que o princípio do acesso à justiça é superior aos demais porque estabelece as bases para a garantia dos demais.87.
A finalidade do Estado democrático de direito só será alcançada com a participação da sociedade, que define os caminhos políticos a seguir.89 O princípio do acesso à justiça como prova da democracia funda-se também como legitimação do poder jurisdicional do Estado. . Dado o entendimento de Robert Alexy de que os princípios são mandatos de otimização e que se caracterizam por poderem ser cumpridos em diferentes graus, e o objetivo do seu cumprimento depende não apenas de possibilidades reais, mas também de possibilidades legais,93 isso está correto. dizer que a Ordem Justa Legal é o sentido último do princípio do acesso à justiça.
ACESSO À JUSTIÇA PELOS HIPOSSUFICIENTES
Métodos de resolução alternativa de conflitos no âmbito do movimento pelo acesso universal à justiça. Trata-se de melhorar as “duas primeiras ondas de acesso à justiça” numa nova forma do próprio processo como produtor de direito substantivo. 1.060/50 assistência judiciária como dever do Estado e acesso à proteção jurídica como direito fundamental para garantir a cidadania.
Com o objetivo de ampliar integralmente o Acesso à Justiça aos menos favorecidos, a Constituição Federal de 1988 incorporou o termo. Métodos Alternativos de Resolução de Conflitos no âmbito do Movimento pelo Acesso Universal à Justiça.
INSTRUMENTOS EFETIVOS AO ACESSO À JUSTIÇA
Na Justiça do Trabalho, o acesso à justiça é apresentado sob a perspectiva de uma reconsideração da própria lei e de preocupações com as reformas que precisam ser introduzidas no sistema jurídico para se adequar à nova lei. A Justiça do Trabalho é considerada o tribunal que mais efetivamente proporciona às pessoas com deficiência o acesso à justiça, principalmente por isentar o empregado do pagamento de custas e por facilitar a propositura de ações judiciais. O jus postulandi, o tribunal do trabalho e o apoio judiciário prestado pelos sindicatos são mecanismos que contribuem para reduzir os obstáculos económicos ao acesso ao direito do trabalho.
Contudo, outros direitos individuais homogêneos não possuem aparato processual específico, o que constitui um obstáculo ao acesso à justiça. O acesso à justiça do trabalho pressupõe a efetividade do processo em igualdade, como garantia de que o resultado final de uma ação depende apenas do mérito dos direitos contestados.
MECANISMOS ADEQUADOS AO ACESSO À JUSTIÇA
Ainda seguindo a posição de Rodrigues, vale destacar os princípios e garantias constitucionais de que a revisão jurisdicional e o devido processo legal não podem ser implementados como garantias de acesso à justiça.146. É com a “segunda onda de acesso à justiça” que ocorre a criação de ações civis públicas para proteção de interesses difusos e ampliação da legitimidade ad causa. A partir do momento em que a Constituição da República garantiu o acesso aos tribunais como direito fundamental, o Estado deve, portanto.
Dito isto, o Acesso à Justiça como direito fundamental é o menos possível proporcional ao cidadão, o que concretiza também a dignidade da Pessoa Humana. O princípio constitucional do acesso à justiça está consagrado na ordem constitucional brasileira em alguns dispositivos constitucionais e infraconstitucionais.
JUS POSTULANDI
ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA
O apoio judiciário gratuito consiste em benefícios concedidos ao indigente para utilizar os serviços profissionais de advogados e peritos e para conduzir o processo sem ônus.151 O apoio judiciário ao indigente foi regulamentado pela primeira vez com a Lei n. O surgimento da assistência judiciária no Brasil ocorreu com as Portarias Filipinas de 1823, que estipulavam que os processos civis e criminais dos que estavam em situação de pobreza deveriam ser defendidos gratuitamente por advogados particulares. A Lei 8.906/94 estipula que o dever profissional do advogado é prestar assistência jurídica aos pobres, caso não exista o serviço de defensoria pública, cujos honorários devem ser pagos pelo Estado.
Há muito que se sabe que o regime de apoio judiciário por si só é uma garantia insuficiente. A assistência judiciária é uma organização governamental ou paragovernamental que tem por finalidade, além da isenção provisória de despesas, a nomeação de advogado.”154155.
ASSISTÊNCIA JURÍDICA
Não devemos esquecer que a garantia constitucional do artigo 5º LXXIV também visava evitar que os custos do processo dificultassem o acesso à protecção jurídica dos pobres. O principal fundamento do acesso à proteção jurídica é o artigo 5º, XXXV da Carta Magna, que dispõe: “a lei não excluirá da discricionariedade do Poder Judiciário danos ou ameaças a direitos”. A Constituição Federal, ao conter o princípio da inevitabilidade da revisão judicial, não permite qualquer tipo de violação da garantia do direito de ação judicial, ou seja, que todos tenham acesso à proteção jurídica para proteção judicial preventiva ou reparativa em relação à direita, aqui estamos pensando em direitos individuais, dispersos e coletivos.
Portanto, o acesso à justiça não pode ser restringido ou limitado pela informatização do processo judicial, sob pena de se tornar um meio de exclusão. É o acesso à proteção jurídica como direito fundamental que garante a efetividade dos demais direitos, e essa garantia depende da existência do direito à ação e ao procedimento como instrumentos de acesso e resolução de conflitos.
PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
- DELIMITAÇÃO DO CONCEITO
O conceito de Dignidade Humana nem sempre teve essas características como atualmente conhecidas a partir do conceito jurídico-constitucional. A importância de uma conceituação jurídico-constitucional do que constitui a dignidade humana é diretamente proporcional à dificuldade de obtenção de tal conceito. A Constituição Brasileira no que diz respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana confere poderes de inestimável importância ao colocá-lo entre os princípios fundamentais.
Isso significa que o Estado deve pautar todas as suas ações pautadas pelo princípio da dignidade humana. Mas a afirmação do princípio da dignidade humana por si só não é suficiente para proteger a dignidade da pessoa.
PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DO CONTROLE JURISDICIONAL
O princípio da indissociabilidade do controle jurisdicional teve pela primeira vez uma disposição constitucional na Carta Magna de 1946, que proibia a exclusão da revisão judicial de qualquer lesão ou ameaça aos direitos individuais.174 A Constituição Federal de 1988 estende esta garantia para incluir qualquer direito, não apenas aos direitos individuais.175 Watanabe enfatiza que o princípio da impossibilidade de controle jurisdicional assegura, além do acesso formal ao judiciário, assegura o acesso à justiça de forma tempestiva e eficiente, garantindo a proteção do acesso a um direito jurídico justo ordem e contra qualquer forma de negação de justiça.176. A proteção jurídica obtida do Poder Judiciário deve ser adequada e a legislação infraconstitucional não pode impedir essa proteção sob pena de violação do princípio constitucional da irreversibilidade da revisão jurisdicional. Vale ressaltar que não é correto dificultar a resolução de conflitos pela via extrajudicial, com base no princípio da inevitabilidade do controle jurisdicional, que garante que em caso de ameaça ou violação de direitos, o Judiciário deverá necessariamente avaliar o litígio .
Não pode ser admitido qualquer tipo de recurso que impeça uma parte de exercer o seu direito de defesa nos processos que lhe são movidos, sob pena de violação do princípio da indissociabilidade do controlo judicial. As constituições do Brasil sempre respeitaram o princípio da impraticabilidade da revisão judicial, inclusive por meio de assistência.
PRINCÍPIO DA RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO
Visto como um direito fundamental subjetivo, o princípio da duração razoável do julgamento poderia ser traduzido como uma garantia tradicional de acesso efetivo ao poder judiciário. O autor conclui que a celeridade e a eficácia do processo são condições indispensáveis para uma proteção jurídica adequada. Com base nesta percepção e tendo em conta o que foi revelado nos tópicos anteriores, não seria difícil perceber a importância da implementação do princípio da duração razoável do processo como garantia do acesso efectivo à protecção jurídica oferecida pelo direito constitucional democrático. estado.
Com base no conteúdo do texto constitucional já transcrito (inciso LXXVIII do artigo 5º), aceita-se que o direito à duração razoável do julgamento consiste em: Relacionado a este princípio encontramos outro princípio - o da segurança jurídica -, que prevê a automatização do processo judicial.
PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL
O amplo acesso ao poder judiciário já está protegido pela garantia constitucional da assistência judiciária gratuita, enquanto a imparcialidade e a independência do juiz estatal, apesar de intimamente relacionadas ao Acesso à Justiça, não se limitam à facilidade de acesso às ações judiciais, mas sim à o contrário. buscando a efetividade da ação proposta, com a concessão de um Direito Jurídico, pois o Acesso à Justiça não significa apenas acesso ao Poder Judiciário, pois o acesso é à justiça. A Constituição de 1988 refere-se ao Princípio do Devido Processo e confere aos cidadãos dupla protecção, em primeiro lugar o direito à liberdade do ponto de vista material e, em segundo lugar, do ponto de vista formal, garante a igualdade de condições com o Estado. perseguidor. Assim, a proteção contraditória e ampla é decorrente do Princípio do Devido Processo, garantido aos litigantes seja na esfera judicial ou extrajudicial.
Uma ampla defesa deve ser entendida como todas as condições possíveis protegidas para o acusado, acrescentar ao julgamento elementos que esclareçam a verdade dos fatos ou mesmo omitir ou silenciar quando isso for considerado conveniente ou necessário.
PRINCÍPIO DA IGUALDADE JURÍDICA
Mauro Cappelletti entende que não se trata de igualdade, mas de tratar como iguais os indivíduos que se encontram em situação de desigualdade econômica e social, uma vez que as pessoas de baixa renda não têm recursos financeiros para contratar advogados e ter acesso até que a justiça seja precária. 199. O poder de sustentação do juiz é, portanto, a sua capacidade de intervir na esfera jurídica das partes e de estabelecer a igualdade entre os litigantes em situação de desigualdade, proporcionando o acesso à justiça de forma ampla, pois, como mencionado acima, acesso é justiça . Como princípio constitucional, o acesso à justiça significa a garantia do cidadão de solicitar ao Estado a proteção dos seus direitos que foram violados ou ameaçados.
O acesso ao recurso e à revisão judicial consiste no direito de provocar a acção do Estado, detentor do monopólio jurisdicional, para obter, num prazo razoável, uma decisão justa e eficaz sobre os factos. O direito de acesso à justiça sem instrumentos processuais que garantam um prazo razoável, um julgamento justo e a paridade de armas entre os requerentes, bem como um poder judicial centrado nas funções constitucionais, sociais e políticas, não pode ser entendido como Acesso a uma Ordem Jurídica Justa.