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Academic year: 2023

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Doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo, São Paulo-SP, Brasil. Pós-doutorado em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo, São Paulo-SP, Brasil.

TEMPO E MEMÓRIA

IDENTIDADES

ESPAÇO-SÍMBOLO, ESPAÇO-TEMPO

CHAMADA E NORMAS PARA PUBLICAÇÃO

Apresentação

LITERATURA E MEMÓRIA

Vidas Secas, de Graciliano Ramos, a arte literária é tratada como uma ferramenta que pode dar poder e voz a quem é silenciado. Sob o título “Este é um homem?” de Primo Levi: História e memória entre ruínas e redenção, o segundo artigo desta seção discute a importância dos testemunhos para a memória coletiva.

Artigos

Filosofia, política e literatura

LITERATURA COMO MEMÓRIA: OS PERDEDORES DA HISTÓRIA EM VIDAS SECAS, DE GRACILIANO RAMOS 1

INTRODUÇÃO

É por isso que se pode dizer que o acto de argumentar, isto é, conduzir o discurso a certas conclusões, constitui o acto linguístico básico, uma vez que cada discurso se baseia numa ideologia, no sentido mais lato da palavra. Diante disso, se todo historiador é um ser humano, um indivíduo vinculado à sua classe – o que significa que é um ser argumentativo que analisa – e cuja representação é essencialmente impossível, ainda há espaço para a história se ela assumir assumir o papel de guardiã da verdade sobre o que aconteceu.

A LITERATURA E A OPORTUNIDADE DE MEMÓRIA

Num dos poucos momentos da obra em que suas origens são trazidas à tona, é possível perceber o esquecimento que permeia todos os seus pares. A naturalização do seu esquecimento é tal que o que temos é a reprodução do seu andar, mesmo num contexto onde já não faz sentido sair do mato.

JUSTAPOSIÇÃO DA OBRA AO MOMENTO DE SUA PUBLICAÇÃO

Sem abrigo, sem trabalho digno, sem acesso a instituições de ensino, vítimas da fome e com vidas marcadas por perdas, é preciso dizer que os personagens de Vida secas são seres dominados, perdedores, que se movem ao prazer dos vencedores da História. . Assim, aqui acredita-se que os personagens criados dão voz a sujeitos reais, seres que têm correspondência no mundo socialmente constituído, além da matéria-prima que os faz compor a obra de forma única.

VARGAS

Vidas Secas surge historicamente neste momento da vida nacional, em que o centro-sul ganha importância na medida em que se configura metonimicamente como a face de todo o país. Numa época em que todas as luzes estavam acesas para a indústria, a literatura é como um sutil raio de luz direcionado a realidades desconhecidas por muitos e desprezadas pelo governo.

CONCLUSÃO

Parece-nos que Graciliano Ramos soube perceber com sensibilidade o quão incoerente seria construir uma narrativa em que pessoas tão introspectivas, truncadas e traumatizadas dominassem a linguagem a ponto de contarem suas vidas na primeira pessoa. As classes populares e as duras jornadas da vida: uma leitura de Vidas Secas, de Graciliano Ramos.

É ISTO UM HOMEM? DE PRIMO LEVI

A HISTÓRIA E A MEMÓRIA ENTRE RUÍNAS E REDENÇÃO 1

O autor constrói seu relato com base em fatos reais, sem dúvida atravessados ​​por suas valiosas impressões subjetivas, que são um marcador de sua experiência. Portanto, este artigo tem como objetivo investigar como a memória individual de Primo Levi, construída a partir de sua experiência subjetiva e intersubjetiva, consegue constituir uma memória e identidade coletiva.

CONSIDERAÇÕES SOBRE ESTILO E LINGUAGEM

Não que Levi absolva os culpados dos seus crimes, mas a sua perspectiva sobre a vingança é em termos de reparação legal. Levi sabia que a visão maniqueísta que deveria definir as interações diárias moldadas pelo Lager seria de natureza quase ingênua.

Refletindo sobre o silêncio sobre o assunto, Levi amplia seu raciocínio falando sobre possíveis hipóteses que existem para manter as pessoas caladas sobre o desastre. Por outro lado, a literatura testemunhal centra-se na perspectiva da vítima, o que parece estar em consonância com o conceito de redenção de Walter Benjamin encontrado na tese II do seu ensaio Sobre o Conceito de História.

O TESTEMUNHO DA EXPERIÊNCIA E DA HISTÓRIA NA CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA COLETIVA

Gostaríamos de chamar a atenção para o facto de o Campo ter sido também (e claramente) uma experiência biológica e social notável. Então pela primeira vez percebemos que nossa língua não tem palavras para expressar essa transgressão, a destruição do homem” (LEVI, 1988, p. 24).

Tempo e memória

OS QUE BEBEM COMO OS CÃES (1975), DE ASSIS BRASIL, DIANTE DA DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS NO SÉCULO XXI 1

AQUELES QUE BEBEM COMO CÃES (1975), DE ASSIS BRASIL, NA DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS NO SÉCULO XXI1. Aqueles que bebem como cachorros aparece superficialmente como uma história sobre o sofrimento de um prisioneiro sem nome, em uma prisão sem nome.

O PROTAGONISTA JEREMIAS COMO PRECIOSO INSTRUMENTO DE DENÚNCIA

Nunca nos é dada uma razão plausível para o uso de algemas, e o narrador de Assis Brasil explica que “foi apenas uma tortura porque não havia como escapar” (BRASIL, 2005, p. 11). Seja na Alemanha nazista, que queimou livros, por exemplo, ou no Brasil ditatorial, que censurou obras consideradas subversivas, livros que - mesmo pouco lidos - poderiam finalmente protagonizar um discurso libertador que poderia ser visto como uma ameaça ao ditadura.

Percebe-se que mesmo na nossa população existem pessoas que apoiam as violações dos direitos humanos, mesmo sabendo que poderão ser as próximas vítimas. Uma destas obrigações é agir sempre com base na DUDH, mesmo que os países como um todo nem sempre cumpram este acordo.

O tópico a seguir trata de tamanha importância para o mundo em que vivemos, mundo no qual devemos fazer a diferença, até mesmo para transformá-lo em um lugar melhor através da leitura literária. Regina Dalcastagnè (2014) também reflete sobre o poder de transformação do pensamento dos leitores e volta sua análise para as atuais condições em que se encontra o brasileiro médio em termos de acesso e produção de literatura.

A MEMÓRIA E A HISTORIOGRAFIA

José Saramago procura reconstruir esse passado ligando o século XX ao século XVI e reconstruindo a historiografia, criando um paralelo entre a ficção e a história, demonstrando assim que é isso que Giorgio Agamben, no seu ensaio O que é contemporâneo (2009, p. 59 ). ), afirma ser um artista contemporâneo. Linda Hutcheon em seu livro Poética do pós-modernismo – História, teoria, ficção comprova essa ideia, valendo-se do historiador Leopold Ranke, quando diz que literatura e história estão relacionadas e semelhantes na medida em que narram a realidade não como ela realmente é. Sim, porque isso será impossível, afinal não há como mostrar a realidade, apenas a historiografia, ou seja, a história é do ponto de vista de outra pessoa.

ANÁLISE DO TEXTO SARAMAGUIANO

Quando Saramago pede a Camões a frase “O que farei com este livro?” quer dizer, é como se toda a sociedade se perguntasse o que será de Portugal depois do fim da ditadura, com o fim de um passado para os próximos anos. de um presente.. A recepção da obra de arte em tempos de censura: o que nos ensina a peça de José Saramago?

O DELFIM E O NOVO ROMANCE HISTÓRICO PORTUGUÊS 1

Muitas vezes associada ao gênero romance policial, a obra se destaca pela estrutura narrativa utilizando técnicas composicionais que lembram colagens surrealistas. O legado neorrealista presente na escrita de José Cardoso Pires permite, através da escolha do discurso literário, revelar a sociedade portuguesa das décadas de 1950 e 1960, uma vez que as nuances dos discursos dos personagens revelam valores socialmente instituídos, bem como, por exemplo, a crise com estes valores e os processos de ruptura que temos pela frente.

A TRADIÇÃO DO ROMANCE HISTÓRICO EM PORTUGAL

Porém, a fusão entre histórico e ficcional inclui também a intenção de que a literatura cumpra o que a historiografia não consegue ao tentar registrar a formação de um país. Dessa forma, segundo Lukács, o romance histórico é uma figura da tragédia da história criada sob o clima da época (p.79).

A GAFEIRA E O TEMPO PORTUGUÊS

No romance histórico György Lukács destaca que a experiência inédita de conhecer as multidões surgidas após a Revolução Francesa e a série de acontecimentos por ela provocados são responsáveis ​​pelo sentimento histórico que tomou conta da Europa no século XIX e permitiu o nascimento . do romance histórico clássico, pois “fizeram da história uma experiência para as massas e em escala europeia” (LUKÁCS, 2011, p. 38). Assim, sublinhamos que na perspectiva do romance histórico, através da ilustração de Gafeira, em O delfim, a novidade da narração de um tempo histórico sincronizado com o tempo em que se desenrolam diferentes realidades e tensões do espaço pós-moderno português é percebido. .

A MULHER QUE NÃO SERÁ HABITADA

Vale destacar aqui que a finalidade do mundo em que se baseia o mito da portugalidade aparece no Capítulo XII – A Mulher Inabitável (PIRES, 2001, p. 79), quando o autor atesta a ausência de herdeiros da Palma Bravo casal. A estrutura social da Gafeira desaparece juntamente com o seu último delfim, enquanto a abertura da lagoa à sociedade simboliza a chegada de novos tempos.

Identidades

UM ESTUDO COMPARATIVO DAS MANIFESTAÇÕES DA EMPATIA NA OBRA CALL ME BY YOUR NAME 1

Por fim, o fato de Chame-me pelo seu nome no eixo intersemiótico não ter antecedentes diretos de pesquisas no Brasil torna este estudo relevante para a discussão da obra e da empatia no meio literário. Propõe-se, assim, examinar as expressões de empatia no sentido da relação entre um e outro e consigo mesmo em Chame-me pelo seu nome, baseado no romance, no roteiro adaptado e em cenas do filme.

A LINGUAGEM LITERÁRIA NO ROMANCE DE ACIMAN

EMPATIA COMO PONTE ENTRE A OBRA E A PESSOA

Ilustrada pelo trecho, a perspectiva centrada de Elio o coloca em condições de estender seu interesse pelo autoconhecimento aos outros. No entanto, o reconhecimento da ambição de Oliver espelhando a de Elio retoma a questão da identificação e conecta-os numa experiência que poderia ter sido limitada num ambiente doméstico com normas sociais intransigentes.

A INTIMIDADE NA RELAÇÃO INTERPESSOAL E NA RELIGIÃO

O esforço de um em viver o que diz respeito ao outro é visto como recíproco através da troca de nomes, numa máxima empática, como se o próprio nome não lhes pertencesse, aproximando-os a ponto de parecerem idênticos. Novamente, o significado do corpo é expresso na conjunção das identidades dos personagens, que já estão ligadas emocional e sexualmente: "Talvez os significados físicos e metafóricos sejam formas tortuosas de compreender o que acontece quando dois seres devem não apenas estar juntos, mas ser tão maleáveis ​​que se tornem um ao outro” (ACIMAN, 2018, p. 167-168).

O PAPEL DA EMPATIA TRANSPOSTO NA ADAPTAÇÃO AO CINEMA

Nesse contexto, torna-se crucial a discussão das representações heterogêneas em obras como Chame-me pelo seu nome, que destaca a sensibilidade derivada da empatia na representação de uma relação homoafetiva privilegiada para evoluir de forma natural. A fonte está nas montanhas: lagos, chuvas e cachoeiras em Chame-me pelo seu nome.

TRAJETÓRIAS IDENTITÁRIAS, MEMÓRIA E TRAUMA NOS ROMANCES BREATH, EYES, MEMORY E THE SCORPION’S CLAW 1

Hall também aponta que “o sujeito assume identidades diferentes em momentos diferentes, identidades que não estão unificadas em torno de um ‘eu’ coerente”. Avtar Brah argumenta que “a formação de diásporas [do pós-guerra] no coração dos centros metropolitanos e o relacionamento dessas comunidades com suas contrapartes estabelecidas mais antigas marcaram uma nova política de transnacionalidade” (BRAH, 1996, p. 212-213). ). )6.

OS ROMANCES

Assim, o autor conclui dizendo que “como fenômenos de identidade em constante mudança, as próprias narrativas são narrativas de formação, sequências em movimento através do espaço e do tempo à medida que passam por desenvolvimento, evolução e revolução” (p. 8) 19. O seguinte os capítulos contam histórias de pessoas mais próximas de Joseph no Haiti, que à primeira vista parecem narradas pelos próprios personagens.

O ESPAÇO DA MEMÓRIA NOS ROMANCES

Tratamos a memória a partir de uma perspectiva espacial, ou seja, a memória como um espaço aberto que pode ser reconstruído. A seguir, discutimos o espaço da memória em duas partes, a respeito dos romances Respiração, olhos, memória e Garra do Escorpião, ou seja: a memória como trauma e a memória como espaço de ressignificação.

A MEMÓRIA COMO TRAUMA

Eu a tinha visto enrolada como uma bola no meio da noite, suando e tremendo enquanto gritava com as imagens do passado para deixá-la em paz. Ela também ouve insultos vindos do feto, dirigidos diretamente a ela: “Eu ouço ele falando coisas para mim.

A MEMÓRIA COMO ESPAÇO DE RESSIGNIFICAÇÃO

Como exemplo, apontamos o trecho em que Sophie demonstra entender por que a avó e a mãe fizeram testes de virgindade nas filhas. Pode-se dizer, portanto, que as memórias de Martine ganham um novo significado mesmo após sua morte.

DO TEATRO DE RESISTÊNCIA AO BIODRAMA: A CRIAÇÃO DE UM GÊNERO TEATRAL NA AMÉRICA LATINA 1

A cultura portenha já utiliza o teatro há algum tempo como ferramenta de reflexão, conscientização e recuperação da memória como resistência às adversidades e traumas decorrentes das perseguições impostas pela ditadura militar implementada naquele país em 1976. Esse coletivo realizava shows nas comunidades e em bairros periféricos; em ruas e praças, ou em espaços não convencionais como metrôs e transportes públicos, recebendo fãs, apresentando conceitos de uma arte ideológica e desenvolvendo uma dramaturgia aberta - o biodrama - como vertente do teatro documental.

TEATRO ARGENTINO: A CONSTRUÇÃO DE UMA IDENTIDADE

Dez anos depois, a peça foi encenada em um circo e Gutierrez a reescreveu, desta vez, como um mimodrama6, tornando-se o fundador do teatro carioca. Fundou o Centro de Pesquisa do Teatro do Oprimido e ao longo da vida escreveu e publicou ensaios teóricos sobre sua concepção de dramaturgia e performance teatral.

TEATRO DOCUMENTAL CONTEMPORÂNEO

Tellas pensou em utilizar a técnica do biodrama com a equipe do teatro e com as pessoas que, nos dias de espetáculo, colaboravam com o espaço atrás do palco. O fantasma também foi revelado, uma das participantes, funcionária do teatro há mais de dez anos, relatou que seu pai trabalhava no teatro há 18 anos, e uma tarde, após o término da sessão, abriu a porta de saída do palco , foi atingido por um ataque cardíaco fulminante e morreu ali.

O TEATRO DOCUMENTAL E O BIODRAMA NO BRASIL

No teatro contemporâneo, o ato de documentar simboliza a construção de uma visão da realidade em fragmentos da vida, em que o palco se torna uma memória social. Em entrevista para um programa de TV argentino, Tellas confirma que estamos diante de um novo gênero teatral.

UMA VEZ E O MENINO DO PIJAMA LISTRADO: UMA ANÁLISE DO PROTAGONISMO INFANTIL ANTE O DEVER DE MEMÓRIA 1

Validados pelo seu pertencimento à comunidade, os episódios do passado são construções de memória para o presente e ajudam a conceituar um processo identitário baseado na convergência de discursos memorialistas. Assim, as narrativas, produtos da ficção e da história, funcionam para as novas e futuras gerações como uma memória auxiliar, uma espécie de arquivo no qual se inserem as imagens da identidade, que não podemos perder de vista, arriscando a sua repetição.

UMA VEZ: UM OLHAR INOCENTE SOBRE A TRAGÉDIA

Quando forçam um pouco mais, o vão aumenta de tamanho, possibilitando a passagem de uma pessoa. Além disso, achou interessante que a história fosse contada sob a perspectiva de uma criança, que é o símbolo da inocência diante dos acontecimentos avassaladores de um ato injustificável.

O MENINO DO PIJAMA LISTRADO: UMA AMIZADE ESPELHADA EM OPOSTOS

Ao se aproximar, encontra um menino sentado no chão, do outro lado da cerca. As roupas do menino são encontradas perto da cerca, mas não há pistas de seu paradeiro.

Ao abordar formas de enquadrar a memória, ou seja, delinear a memória coletiva, Pollak refere-se às memórias produzidas por grupos marginalizados – como as minorias políticas, as classes mais baixas, etc. que sofreram repressão e censura e foram chamadas de “memórias subterrâneas”. A fronteira entre o dizível e o indizível, o dizível e o indizível, nos nossos casos separa a memória colectiva subterrânea da sociedade civil dominante ou de certos grupos da memória colectiva organizada que resume a imagem da sociedade maioritária ou do Estado que eles querem transferir e impor.

O esquecimento surge como resultado do medo, como podemos ver na passagem a seguir, onde o Sr. Aos poucos, a imagem que ele tem de si mesmo, a de um homem bom, vai sendo desafiada pelas suas memórias.

VILA DE UTOPIA: (RE)ERGUIDA PELA MEMÓRIA 1

A mistura dessas três figuras – morador, visitante e leitor – é revelada na crônica Vila de utopia, de Carlos Drummond de Andrade, escrita em 1933 para comemorar o centenário da elevação de Itabira a vila, 20 anos depois do poeta/ o cronista estava ausente da cidade natal. No entanto, é inegável que a Aldeia Utópica de Drummond ocupa um lugar especial em sua escrita memorialística.

EMBASAMENTO TEÓRICO

A periegese, que segundo Webb é uma “maneira elaborada de contar” em que o destinatário é conduzido “pela cena” ou “pelo espaço”10 (WEBB, 2009, p.54), permite uma espécie de passeio pela arquitetura terreno então. . Melhorar a experiência de percorrer o interior, o exterior e o ambiente de um edifício através de palavras pode ser alcançado através da energia.

A ARQUITETURA E O URBANISMO COMO INDÍCIOS DA MEMÓRIA

Portanto, a seguinte leitura da crônica Vila de utopia, de Carlos Drummond de Andrade, aplica os conceitos acima descritos, buscando demonstrar como a arquitetura se revela por meio da memória na construção de ékphrases arquitetônicas. Já não mais um explorador interno, mas um pioneiro de Itabira, o eu lírico interage com o conjunto arquitetônico – novamente, por meio de ekphrasi performativo – atirando pedras na casa de Didina Guerra, caçando pássaros e tomando banho na Praia do Rosário.

Referências

Documentos relacionados

Ou seja, este documento funcionará, também, como um orientador sobre como o depositante deve representar os assuntos abordados em seu trabalho e como o usuário deve