Além deste objetivo, procuramos observar a atitude de pais e mães em relação à educação dos filhos; identificar os motivos que impedem a convivência de pais e mães na escola; descrever os principais problemas enfrentados por pais e mães durante o ano letivo, que os deixam ausentes da vida escolar dos filhos nesta escola. E o específico: observe a atitude dos pais e das mães em relação à educação dos filhos; identificar os motivos que impedem a convivência de pais e mães na escola; descrever os principais problemas enfrentados por pais e mães durante o ano letivo, que os deixam ausentes da vida escolar dos filhos nesta escola.
FAMILIA E EDUCAÇÃO NA PRE-HISTÓRIA
Apenas o ascendente, pais e mães e filhos estavam excluídos dos direitos e deveres do casamento. Em suma, pais e mães tornam-se provedores de bem-estar psicológico para os seus filhos. Os pais e mães ou responsáveis são obrigados a matricular seus filhos ou alunos na rede regular de ensino.
Os professores, por sua vez, desejam que pais e mães sejam mais permeáveis às suas orientações (MUNHOZ e SCATRALHE, 2012). É claro que pais e mães têm o direito de ser informados sobre a melhor educação a ser ministrada aos seus filhos. Ambos acrescentaram que pais e mães não demonstram expectativas relativamente ao sucesso académico dos filhos, o que constitui uma desmotivação para a sua profissão.
Na terceira questão procuramos saber se pais e mães juntos (pai e mãe) participam da vida escolar dos filhos, auxiliando em todas as exigências. A sexta questão indagava sobre o relacionamento dos pais e mães com os professores e funcionários da escola onde seus filhos estudam. Os profissionais da educação consideravam que os pais e as mães não tinham autoridade em matéria de ensino e não tinham lugar na escola.
Os pais e mães entrevistados não culpam em hipótese alguma os professores pelo fracasso dos filhos, estavam sempre em busca de palavras para elogiá-los.
EDUCAÇÃO E FAMILIA NA IDADE ANTIGA
FAMILIA E ESCOLA, EDUCAÇÃO NA IDADE MEDIA
Por outro lado, a maioria dos pais e mães desejam, como apontam alguns estudos, ter maior acesso a informações importantes sobre a escolarização de seus filhos, para poder estabelecer um diálogo aberto com os professores (MUNHOZ e SCATRALHE, 2012; OLIVEIRA e MARINHO). -ARAÚJO, 2010; BHERING e SIRAJ-BLATCHFORD, 1999). Na continuação do nosso processo de investigação, colocamos a seguinte questão: - Como devem os pais e mães contribuir para a educação dos seus filhos. A professora II afirmou que: “as mães e os pais deveriam manter um diálogo aberto com os professores” e que desta forma “seria incentivada a interação e os alunos certamente progrediriam de forma mais eficaz”.
Se você avaliasse os pais e as mães dos seus alunos, que nota você daria? As respostas foram as seguintes: quatro mães responderam que “às vezes estou na escola e acompanho meus filhos no ensino e na aprendizagem”, seis pais e mães responderam o mesmo. Disse ainda que “a educação é responsabilidade dos pais e das mães, e o ensino dos conteúdos disciplinares e a difusão dos valores educativos é sim um dever da escola, e os pais e as mães devem contribuir para isso de uma forma ou de outra”. .
Outro fator que pude observar é que também é preciso levar em conta que pais e mães não entendem a visão que um professor qualificado tem. Os professores queixam-se também de que os pais e as mães, além de muitas vezes não estarem presentes no edifício escolar, não contribuem eles próprios para as atividades em casa. Mas a realidade verificada na escola é que apenas cerca de 50% dos pais e mães estão realmente presentes na vida escolar dos filhos.
O que não vi na fala dos professores, que culpam os pais e mães ausentes pelo fracasso de alguns alunos, sem hesitar.
FAMILIA E ESCOLA, EDUCAÇÃO NA IDADE MODERNA
FAMILIA E ESCOLA NA IDADE CONTEMPORÂNEA
No seio deste movimento, surgem novos valores educativos, que defendem o respeito pela individualidade e autonomia dos jovens, pela liberalidade nas relações entre pais e mães e filhos – que agora não devem mais ser pautadas pelo autoritarismo, mas pela comunicação e diálogo. Pesquisas empíricas demonstraram que pais e mães se culpam pelo mau comportamento e até pela lentidão do processo de aprendizagem vivido por muitas crianças, afirmando que isso se deve ao pouco conhecimento, ou porque não se dedicaram à educação durante os estudos. Alguns pais dizem que as mães não conseguem acompanhar a escolaridade dos filhos. É direito dos pais e mães ou responsáveis terem conhecimento do processo pedagógico e participarem da definição das propostas educativas.
Na maioria das vezes, pais e mães desconhecem seus direitos, portanto não buscam as sugestões pedagógicas que seus filhos irão passar, conhecer e vivenciar. Os pais e mães ou responsáveis que não matriculem seus filhos ou alunos em sistema de ensino, seja público ou privado, deverão responder por seus atos e, juntamente com a escola, deverão garantir a frequência e o desempenho escolar de seus filhos. Ao vivenciar esses direitos garantidos na legislação, e ao vivenciar o seu descumprimento, busco respostas de pais e mães: será porque não conhecem a lei.
A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NA ESCOLA
A escola foi responsabilizada pela educação, pela autoridade da educação formal e pela cidadania do indivíduo. Para cumprir esse papel, ela deve desenvolver estratégias pedagógicas e metodologias inovadoras e atrativas para que as crianças criem formas de se expressar e desenvolver o seu raciocínio. Nóvoa (2010) destaca que a escola antiga era uma escola todo-poderosa, uma escola justa, na qual seria dada aos professores a missão de moralizar a sociedade, mas com o passar do tempo esse conceito está em declínio. Dessa forma, entende-se que a presença da família é fundamental para o nosso sucesso no processo educativo, desde a própria Constituição Federal (BRASIL, 1988), em seu Art.
Pensa-se que somente articulando as teorias pedagógicas com a realidade que cerca a escola será possível avançar, respeitando a validade da cultura local, trazendo conteúdos reais para suas aulas, motivando os alunos daquele espaço a participarem ativamente. de forma que sintam prazer em aprender. Para que a relação família-escola seja baseada nos pressupostos da igualdade, é necessário que haja mudanças nas relações já construídas tradicionalmente (MARCONDES e SIGOLO, 2012). Nesta pesquisa percebe-se que os estudos sobre esse tema são poucos, embora haja muitos discursos pontuais que fazem alvoroço na suposta proteção da família e uma revisão da mesma. os valores da educação, pois vivemos tempos políticos estressantes, em que determinados grupos de representantes políticos atrasados não tratam das políticas públicas de educação no sentido mais amplo.
ANALISE DAS ENTREVISTAS REALIZADAS NA PESQUISA DE
Vários trabalhos indicam uma correlação entre a existência de relações próximas, ou seja, contactos regulares, troca de informações, comunicação entre pais e professores, e o sucesso académico dos alunos. Primeiro, porque todos estes estudos que anunciam efeitos benéficos da participação dos pais e das mães na escolarização dos filhos, mas também nos próprios pais e mães, nos professores ou mesmo no funcionamento da escola, se baseiam em resultados de correlações estatísticas. e não por uma relação causal. Reter apenas uma variável – por exemplo, a frequência dos contactos entre pais e mães/professores – e isolá-la do conjunto de factores que configuram as relações dos pais e das mães com a escolaridade dos seus filhos é fingir que a presença ou ausência de uma variável que agir independentemente do contexto é ignorar a complexidade dos processos envolvidos no sucesso e no fracasso escolar.
Levando em consideração os cuidados a serem tomados nas conclusões relacionadas ao tema, apresentamos a seguir as respostas encontradas na pesquisa empírica.
ENTREVISTAS COM AS PROFESSORAS
Foi questionado se mantinham contato com seus pais e mães, as respostas mostraram que há apenas comunicação direta ocasional. Segundo a professora I, a escola não segue a ideia de projetos que busquem aproximar as famílias da vida escolar dos filhos, e os únicos espaços abertos às famílias são as reuniões e os turnos educativos, e muitos pais e mães se recusam a participar. pois acreditam que esses eventos servem apenas para denunciar as crianças e por isso preferem não participar. Apesar de ter havido pouca interação com pais e mães, dizem que nos poucos momentos em que interagiram a comunicação foi boa porque se nota que na pequena percentagem de pais e mães que estão sempre presentes, os alunos tiveram progressos significativos .
Uma das questões que a pesquisa destacou foi que a escola não deve se dirigir apenas aos pais quando for apontar os pontos negativos dos filhos, mas sim buscar formas de aproximá-los, visando o seu sucesso acadêmico. Todos deram a mesma nota, oito (8), mas depois de dar a nota, me explicaram que dão essa nota no geral, porque se derem um por um, vai ter pais e mães que tiram zero porque eles são os que nunca frequentam e as crianças demonstram pouco interesse em aprender. A professora II mencionou que ainda não encontrou aulas que a desmotivem, pois se eles ficam desanimados pelo desinteresse dos alunos, ela mesma busca formas de fazer com que eles gostem de estudar, pois caso contrário, que tipo de profissional ela seria se ela não tomou nenhuma iniciativa para que seus alunos aprendessem.
ENTREVISTAS REALIZADA COM OS PAIS E
Seis pais e mães disseram que pediam tarefas e ajudavam a realizá-las (maio de 2018). Seis pais e mães responderam que sim, porque querem um futuro melhor para si, “porque aqui, sem estudar, o futuro é trabalhar na área”, e esperam que os seus filhos tenham um futuro profissional diferente do deles. A pesquisa que fiz na escola em questão mostra que os pais e as mães assumiram uma posição semelhante à de uma pesquisa realizada pelo IBOPE em 2000. As respostas foram idênticas e alteraram apenas o percentual de pais e mães.
Após as entrevistas, as evidências foram diferentes, pois a pesquisa comprovou que os motivos dessa ausência não são aquelas hipóteses que foram pensadas no início do trabalho, que questionavam como pais e mães não sabiam da importância de uma família presente. sobre a escolaridade dos seus filhos. A partir da análise das respostas dos pesquisados, ficou claro que pais e mães participam da vida escolar de seus filhos da forma que acreditam ser correta, ou muitas vezes omitem a verdade, porque acham que a conversa que tivemos foi apenas 'uma entrevista, sem complicações. O professor, agente qualificado, é quem deve encontrar meios para que os pais não apenas se sintam atraídos pelo prédio escolar, mas percebam que seu apoio é importante em meio ao processo de ensino-aprendizagem de seus filhos.
Esperava-se que pais e mães apoiassem os professores ou fizessem contribuições ocasionais, mas não deveriam fazer perguntas sobre pedagogia e muito menos criticar (MONTANDON apud NOGUEIRA, 1994, p. 189). Em meio à análise das respostas dadas pelos pais e mães, a fala de Maria Alice Nogueira é muito relevante, mostrando que os pais e as mães nunca culpam os professores, mas procuram culpar a si mesmos.