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Academic year: 2023

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PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O RESSOAR DAS MEMÓRIAS DE UMA QUILOMBOLA

A escolha foi feita por votação, tendo sido propostos três nomes pela comunidade, nomeadamente Fernando Nunes Rodrigues, Zumbi dos Palmares e São Pedro. As comunidades quilombolas são um dos territórios que pertencem ao campo, e os costumes e a cultura dos habitantes dessas localidades são diferentes dos demais grupos que compõem o campo. Com a formação contínua, o professor está sempre informado e atualizado, o que é fundamental na construção e desenvolvimento de novas metodologias necessárias e essenciais no desenvolvimento do ensino dos alunos.

Através da construção do presente trabalho foi possível concluir que o ensino da educação escolar quilombola como um direito dos alunos provenientes de quilombolas da comunidade de São Pedro foi rejeitado, uma vez que os professores que trabalham na escola não estão qualificados para desenvolver tal ensinam e não pertencem ao território e não possuem a formação que lhes permitiria desenvolver a educação escolar quilombola.

EDUCAÇÕES QUILOMBOLA-FORMAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA

HISTÓRICO DA ESCOLA FERNANDO NUNES RODRIGUES

EDUCAÇÃO DO CAMPO E EDUCAÇÃO QUILOMBOLA

A população rural é um povo que necessita de uma política pública que leve em conta a diversidade cultural existente em nosso país, uma vez que os grupos sociais e culturais que compõem o território brasileiro são muitos e diferentes entre si. Desta forma, a população rural é diversa e diferente entre si, mas cada local tem a sua singularidade, a sua particularidade, porque as pessoas, as culturas e os costumes diferem e variam de uma comunidade para outra. Com base nisso, no meio rural é necessário haver escolas em que o ensino desenvolvido leve em consideração o espaço, a realidade e a especificidade dos alunos que ali estão, pois segundo Pereira (2005) é necessário que essas particularidades sejam respeitados e incluídos nas políticas e no projeto político-pedagógico de educação e escolas rurais.

É muito mais necessário do que construir escolas no campo, mas é urgente criar instituições de ensino do campo, ou seja, que caracterizem a realidade que vive o povo do campo. Sousa et al (2016) salientam que é necessária a implementação de políticas públicas que garantam que as populações rurais recebam uma educação que tenha em conta o seu modo de vida e o local onde vivem, de forma a garantir que a aprendizagem que se desenvolve na escola torne-se uma parceria. com experiência de vida adquirida na área e. Os alunos do campo têm uma forma própria de viver e de ver as coisas, e são diferentes dos alunos que moram e estudam em escolas da zona urbana, portanto o ensino desenvolvido no campo também deve ser diferente daquele desenvolvido na cidade, assim como suas diferentes espaços, com diferentes grupos sociais e culturais.

As escolas rurais precisam de uma educação que leve em conta a diversidade cultural que existe dentro do próprio espaço rural, pois é necessário que o ensino parta do aluno e a realidade em que ele está inserido, e os sujeitos que pertencem a esse espaço, são muitos e étnica e culturalmente distintas, portanto o ensino não pode ser o mesmo em todas as zonas rurais. É fundamental que o ensino desenvolvido nas escolas rurais atinja os objetivos traçados por esses sujeitos, e para que eles se sintam afetados por esse ensino é necessário que ele os motive, atraia sua atenção e aguce sua curiosidade, pois “o exercício da Curiosidade evoca imaginação, intuição, emoções, capacidade de suspeitar, de comparar, na busca do perfil do objeto ou de encontrar a razão dele” (FREIRE, 1996, p.88). As escolas multisseriadas devem sair do anonimato e ser incluídas na agenda das Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, do Ministério da Educação, das universidades e centros de pesquisa e dos movimentos sociais rurais (HAGE, 2005, p.54).

É necessário que as escolas rurais sejam cobertas pelos órgãos estaduais, municipais e federais de educação pública. Há muitos passos que precisam ser dados para que as escolas rurais tenham sucesso, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento do ensino, pois é necessária a construção de um currículo que tenha como foco a realidade dos alunos oriundos e pertencentes às escolas rurais.

EDUCAÇÃO QUILOMBOLA

Independentemente do local ou da realidade em que as pessoas estejam envolvidas, elas se desenvolvem através das relações, dos costumes e da cultura que ali se desenvolveram, e as pessoas originárias de comunidades quilombolas e pertencentes a essas comunidades também possuem costumes e modo de vida próprios, e é através dessas pessoas que constroem suas ideias sobre a vida e o mundo. Muito antes de chegarmos à escola, já construímos conhecimentos que se desenvolveram através das relações estabelecidas no meio social e cultural ao qual pertencemos. As comunidades quilombolas são um dos diversos espaços em que as pessoas se constroem social e culturalmente, pois são indivíduos que possuem uma forma própria de ver e olhar o mundo, com história, cultura e costumes próprios, por meio dos quais se desenvolvem de forma educativa e harmoniosa . às relações ali estabelecidas.

Georgina Helena Nunes (2006, p. 345) destaca que: “As comunidades quilombolas, quando analisadas de norte a sul do país, apresentam diferentes sujeitos sociais, que, através do seu entorno, produzem diferentes concepções de mundo, cultura, sociedade e consequentemente. , de Educação". Desta forma, as comunidades quilombolas que pertencem a cada região do país são diferentes entre si, devido aos indivíduos que as compõem e que são diferentes entre si, construindo nestas comunidades diferentes formas culturais, sociais e educativas de ver e ser. no mundo. Os costumes, a composição social e as práticas educativas das comunidades quilombolas da região Sudeste são diferentes daquelas do Nordeste, pois são espaços e atores sociais diferentes.

Em relação à educação nas comunidades quilombolas, já sabemos que elas não são iguais, pois segundo Brandão (1995) não existe um único tipo de ensino, mas sim vários. O conhecimento sobre a terra, os meios de subsistência, o comportamento dentro da comunidade é transmitido de pai para filho, no caso dos homens, o trabalho no campo e outras atividades que desempenham é aprendido pelos filhos do sexo masculino através da convivência com os pais em seus dias - o trabalho de hoje, e no caso das crianças do sexo feminino, o conhecimento sobre as atividades domésticas e demais atividades desempenhadas por elas é transmitido pelas mães, mas o conhecimento adquirido e compartilhado nas comunidades quilombolas ocorre por meio da participação e interação entre todos os membros, inclusive as crianças. , pois aprendem uns com os outros, e são práticas que fazem parte do seu cotidiano e da realidade da comunidade. É através da convivência e das relações estabelecidas nas comunidades que as crianças adquirem conhecimentos sobre valores, crenças, cultura, costumes e, em última análise, aprendem a se comportar dentro do território.

Como a cultura, os costumes e as práticas desenvolvidas nas comunidades quilombolas são fontes de conhecimento e aprendizagem dos moradores, estes, por sua vez, possuem uma forma própria de se educar, pois através disso constroem sua visão de mundo. As comunidades quilombolas possuem culturas e saberes próprios que querem que sejam respeitados e levados em conta pela escola, mas os quilombolas não conseguem se ver dentro da escola, pois não entendem sua história, seus costumes e sua realidade ali.

EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA

Para desenvolver a educação escolar quilombola é preciso ampliar o ensino e promover a formação para formar docentes para atuar nas comunidades, principalmente os da própria localidade, prédios com estruturas de qualidade, materiais didáticos e práticas pedagógicas de acordo com a realidade dos alunos, e parceria entre escola e comunidade. De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola, o ensino desenvolvido nas comunidades e escolas quilombolas deve partir da realidade em que os alunos se encontram, portanto deve haver parceria entre o ensino desenvolvido na escola e aqueles absorvidos pelas comunidades . . Em contraste com esta realidade, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola (2012, Art. 48) estabelecem que: A educação escolar quilombola deve ser preferencialmente ministrada por professores pertencentes a comunidades quilombolas.

De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola, é importante que os professores que atuam nas escolas quilombolas sejam locais, ou seja, pertençam ao Território Quilombola. É por meio das relações que o conhecimento nas comunidades quilombolas é transmitido e absorvido de geração em geração. A educação escolar quilombola é aquela que leva em conta a história dos quilombos e a realidade das atuais comunidades quilombolas nas quais os alunos estão inseridos, portanto é aquela que desenvolve a educação de acordo com o contexto histórico, social e cultural do aluno descendente de quilombos.

Por meio das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola (BRASIL, 2012) é possível verificar que existe formação específica para professores que atuam com o desenvolvimento da docência na Educação Escolar Quilombola. Perguntei aos entrevistados se eles possuem algum curso ou formação que lhes permite desenvolver o ensino da Educação Escolar Quilombola. Portanto, é importante que os professores das escolas quilombolas, por meio das instituições de ensino superior, recebam formação básica e complementar que lhes dê suporte para o desenvolvimento da educação escolar quilombola. 1. Escola quilombola Os planos educacionais na educação básica devem ser construídos com base nos valores e interesses das comunidades quilombolas em relação à sua sociedade e aos projetos escolares, definidos em projetos político-pedagógicos.

2º Na sua organização e prática deve levar em consideração os contextos socioculturais, regionais e territoriais da comunidade quilombola em seus projetos de educação escolar quilombola. Portanto, o currículo da educação escolar quilombola deve ser elaborado e desenvolvido com base na realidade e nos objetivos da comunidade, o que significa que deve levar em consideração o cotidiano que os alunos vivem, a trajetória e a história da luta de seu povo, as fontes de subsistência, meios de trabalho, porque é necessário, que a educação esteja alinhada com as metas e objetivos da comunidade. Akin: A falta de materiais didáticos, como contos infantis sobre a cultura negra e também livros didáticos, e junto com os alunos produzimos cadernos, livros, revistas através dos quais desenvolvemos a educação escolar quilombola e assim aprendemos e reafirmamos a história, a cultura e os costumes do nosso povo.

BRASILIEN, Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola na Educação Básica resolução nº. 8, 20 de novembro de 2012.

Referências

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