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Academic year: 2023

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O capítulo escrito por Carlos de Matos Bandeira Junior e Rubens Elias da Silva lança luz sobre uma forma estrita de sociabilidade que ainda requer profunda investigação no Brasil: os garimpeiros e seus arranjos sociais na dimensão sociocultural. Para finalizar o livro, o capítulo da pesquisadora Alesandra Dyana Branches da Silva apresenta um cenário de estudo de caso para discutir os processos de desenvolvimento no Oeste do Pará, particularmente na área urbana da cidade de Santarém: como os ecossistemas têm sido afetados por meio de obras.

FANTASMAS E MEMÓRIAS SOBRE SANTARÉM: POR UMA FILOSOFIA DO

1 INTRODUÇÃO

O resultado no formato de álbum foi coletado com o resultado de um ensaio fotográfico, que é uma das formas possíveis de apresentação de imagens estáticas, segundo Banks (2009), e que pode referir-se a diversos temas, não existindo um modelo único para ele. . apresentação, que deve ser considerada pelo pesquisador em função de suas possibilidades de montagem, incluindo as imagens que possui e a relação a ser dada com os textos, caso façam parte do resultado. Quanto ao método de montagem, pode seguir ordem cronológica ou não, conforme mostrado aqui.

2 ANTES DE VER

Segundo registros de Santos (1974), ali foi construído o ocara-açu (grande pátio), a "sala de visitas dos Tupaius". 3 Segundo Fonseca (2006), os imigrantes norte-americanos chegaram a Santarém entre 1865 e 1866 e estabeleceram uma colônia ao sul da cidade.

3 ÁLBUM DE FANTASMAS E AFETOS SOBRE SANTARÉM 4

Santarém dos belos dias de carros de boi lentos, paumari e cachaça, dedicados ao futebol do famoso São Raimundo, o mais puro São Francisco.

4 VER A CIDADE

Coccia (2010), diz que somente com a existência do sensível a visão é possível, e perceber é muito mais do que produzir uma imagem de algo, mas receber essa imagem. Para Coccia, o que torna o homem dotado de humanidade e o separaria dos demais animais não é a racionalidade, mas a sensibilidade: “só o homem consegue tornar sensível, não só o ambiente com que se banha a cada momento, mas a sua própria consistência”.

O mundo tem origem em imagens que podem ser percebidas fisicamente ou por meio de experiências estéticas, como pintura, fotografia, música, poesia, fruto da sensibilidade do mundo de seus autores, porque quem habita o mundo está aqui ou deveria estar. , sentir, construir um pensamento a partir da relação com o que está ao redor.

MEDIAÇÃO ENTRE HUMANOS E NÃO-HUMANOS E A CONSTRUÇÃO

COMUNIDADE DE PIXUNA DO TAPARÁ (SANTARÉM-BRASIL)

Podemos dizer que a atividade pesqueira se apropria da área e na verdade se faz dominando-a para extrair dela os recursos existentes e disponíveis. O objetivo deste trabalho é, portanto, identificar como são construídos e organizados os acordos de pesca com vistas à ordenação da área, e também compreender como as questões simbólicas da pesca moldam o processo de construção dos acordos de pesca na comunidade de influência Pixuna do Tapará.

2 MITOS AMAZÔNICOS: O IMAGINÁRIO E SUAS DIMENSÕES NA COMUNIDADE DE PIXUNA DO TAPARÁ

Quando pensamos na dimensão simbólica do imaginário na Amazônia, especificamente na comunidade de Pixuna do Tapará, algo nos chama a atenção. Assim podemos entrar em outra categoria que Latour (2000) chama de “não-humanos”, para este escritor os não-humanos tornam-se mediadores da relação humano-natureza.

3 METODOLOGIA

Outro instrumento utilizado foi a história oral, que serviu para buscar informações sobre a história desses grupos sociais, de acordo com suas respectivas memórias. Os interlocutores foram selecionados de acordo com a própria comunidade, ou seja, a mais antiga.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os territórios do lado de lá: os não humanos

No imaginário amazônico, o sobrenatural convive diariamente com o mundo material, pois formam uma realidade única na perspectiva dos habitantes (VAZ FILHO, 2013). Durante a pesquisa de campo, percebi como um paradoxo se articula na fala dos interlocutores: ao mesmo tempo, afirmam que não acreditam nos enfeitiçados, conhecem alguém próximo que viu ou sofreu castigos - maliano - deles. divindades.

O boto e a Cobra Grande

A Cobra Grande, eu já vi, estávamos no trabalho de fiscalização, éramos 8, estávamos na foz do Pixuna, e depois estávamos todos no porão da bajara como nos enchivas e depois veio apaguei aquele fogo e cruzei o porto ali então pensamos que era uma lancha mas não era a lancha era uma cobra grande porque tinha dois fogos no lugar dos olhos e aí às vezes as pessoas falam que era a voadeira, mas eu' nunca vi uma voadeira fazer tudo o que uma cobra faz, foi aí que vimos. Para alguns interlocutores, a Cobra Grande seria um encantado1 - uma pessoa que não morreu e foi levada lá de baixo pelos companheiros: “e tinha alguns lugares onde o caboco não ia lá, ele estava lá, esperando para encantar ele, trazê-los para o fundo, certo? ?”.

Se engerar

Lá no Igarapé da Praia, quando eu morava lá, tinha um homem que eu não via, mas os mais velhos falaram, eu vi o homem mesmo assim, falaram que ele virou bode, vocês tinham que vir às seis, às seis e meia daquela hora, e o povo estava todo acordado e os cachorros latiam nas casas, “lá vem o bode”, e aí um dia eles viram ele passar, aquele bode preto, descer e vir volta, e aí um dia tinha um senhor "mas eu reconheci essa cabra", tinha uma estrada o caminho estava limpo aí o pessoal estava capinando com enxada e limpando e as mulheres estavam atrás estava varrendo, até a estrada era larga isso parecia uma rua muito limpa, depois que viram os cachorros latindo ele pegou a vassoura e colocou bem embaixo da varanda aí ele viu os cachorros quando passou por baixo do assoalho. Eu tinha 17 anos, íamos à igreja e sempre voltávamos às quintas-feiras, das 23h às 00h, mas aí uma vez eu e um colega percebemos que toda vez que às 23h chegavam cachorros, eles latiam e esses os cachorros estavam eufóricos e um dia, eu sempre fui corajoso, fui sozinho para o pasto e lá vi um vulto e imaginei que era, como outros dizem, um rosto, mas era uma mulher que tinha um pacto, a partir dele um animal se formou, e com eles fizemos um trato com eles, fomos para o mato e pegamos alguns gravetos e deixamos lá, escondemos atrás de uma árvore, e aí o pai dele disse que não deveríamos fazer isso cada um por si, mas éramos jovens e éramos mesmo assim o que está acontecendo e um dia fomos à igreja e quando estávamos voltando da igreja chegamos todos foram para a cama e quando era meia noite os cachorros começaram a latir e quando começou a acelerar nós resolvemos ir embora e quando paramos, nos deparamos com uma cena e tinha uma porca grande batendo nos cachorros, fomos atrás dela e começamos a bater nela e ela levou a pancada mais forte embaixo do chão onde estava pregado o pau, assim e ela foi baixo, naquela batida, que ela deu eu ouvi gemidos tipo gente e aí tudo se acalmou as coisas pararam as coisas ficaram quietas aí a gente foi até a beira tomou banho e voltou a dormir aí dormi um pouco por volta das 4 da manhã aí veio o filho do vizinho ligando que a mãe dele estava doente e a mãe dele acordou e perguntou qual era o problema de ir para a avó dele porque ela estava doente e eles foram lá já era de manhã e as pessoas começaram a vir visitar e de alguma forma tínhamos certeza que ela era a velha que virou porco e depois de umas 7 horas depois do café da manhã fomos lá fazer uma visita, momento em que ela estava com uma marca nas costas e só deram pano para ela em partes, e quando batemos com a pá da frente assim e olhamos os hematomas nela, depois que ela foi para o lado da tarde ela morreu, quando a velha morreu, é isso, o porco não apareceu mais.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Aparentemente ver um rosto é para eles um pecado, uma espécie de tabu, pois são levados pelo pastor a acreditar que os rostos são fruto da sua imaginação, o medo faz com que criem essas situações, e ainda assim estão sempre orientados. a bíblia, que esses seres são seres demoníacos.

Tese (Diploma em Geografia) – Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2003. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Federal do Pará, Belém, 2006.

ENTRE PROMESSAS E DEVOÇÃO: A FESTA DO MARAMBIRÉ EM HONRARIA A SÃO

Através de São Benedito, o Festival do Marambiré em Pacoval é responsável por produzir e manter a dimensão sagrada que sustenta a vida e a cura de muitas pessoas que tocam o Cordão do Marambiré. Os personagens representam uma corte real do Congo e estão dispostos no Cordão do Marambiré para demonstrar as autarquias do Rei do Congo e da Rainha do Congo.

2 DANÇANDO O COMPROMISSO: MARAMBIRÉ, PAGAMENTO DE PROMESSAS E A COMUNICAÇÃO COM O SANTO

Retiram do altar os pandeiros, o tambor forte e as guirlandas e partem para a corte e celebram em nome de São Benedito. Ao saírem da igreja, levam consigo a imagem de São Bento com manto de cetim branco.

Foto 1 - Cordão do Marambiré na missa
Foto 1 - Cordão do Marambiré na missa

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Embora “Dona” Biruca tenha dedicado sua vida inteiramente a atuar no cordão de Marambiré, ela relata, “quando não consigo mais dançar, tenho vontade de me arrastar para dançar (..)” ou quando Telma Ramos diz que “Marambiré é meu vida, Marambiré é minha vida. O cordão Marambiré proporciona ao mesmo tempo um milagre e uma oportunidade de agradecer ao ser divino, de adorá-lo através de nossas danças e cantos, algo criado simbolicamente para estabelecer contato entre o humano e o sagrado.

A linha entre devoção e entretenimento é fluida, criando “um mecanismo de reciprocidade entre os seres divinos e os humanos” (CANO, 2018, p. 144). Como o centro da festa é São Bento, que é “um santo popular entre as populações rurais e negras da Amazônia” (ARENZ, 2017, p. 149), o santo torna-se uma espécie de recurso para lidar com os infortúnios vividos desde quilombolas, tornando Marambiré e Pacoval um elemento essencial na representação da proteção e do entretenimento.

A FOLIA DE SANTA MARIA COMO SÍMBOLO DO PROTAGONISMO FEMININO NA

COMUNIDADE QUILOMBOLA NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

Nossa Senhora das Graças está localizada em área de várzea2 e sofre forte influência da subida e descida das águas do Amazonas. Descrição que condiz com o modo de ser e viver dos moradores de Nossa Senhora das Graças.

2 O TEMPO ECOLÓGICO DOS QUILOMBOLAS CADENCIA O RITMO EMPREENDIDO À METODOLOGIA

Mas quando o rio fica inundado, quando o solo da comunidade fica completamente submerso pelas águas do rio Amazonas, os membros da comunidade vão para suas casas. A época de cheias no Rio Amazonas é favorável para a utilização de diferentes técnicas de coleta de informações na comunidade, como utilização de formulários e realização de entrevistas.

3 CULTURA AFRO-BRASILEIRA E SUAS ESTRATÉGIAS DE SOBREVIVÊNCIA

Como ratificação de seus argumentos, Nascimento (1978) menciona decisões tomadas pelo Estado em diferentes fases históricas com o objetivo de promover e acelerar o branqueamento da população brasileira, a ocidentalização da população negra e a amputação de sua identidade africana. Essas ações, aliadas a outras citadas na obra, são interpretadas por ele como a execução de um plano que visa incitar o genocídio da população negra.

4 MULHERES NEGRAS E OS MALES QUE AFETAM EM ESPECIAL O SEXO FEMININO

Já a santa Nossa Senhora das Graças é homenageada no mês de outubro, período de maré baixa do rio e grande fluxo de pessoas e atividades na comunidade. Da mesma forma, o tempo ecológico em Nossa Senhora das Graças é tão enfatizado que a comunidade confirmou a mudança de nome (de Santa Maria.. para Nossa Senhora das Graças) e de sua padroeira (de Santa Maria para Nossa Senhora das Graças).

5 FOLIA DE SANTA MARIA: SÍMBOLO DO PROTAGONISMO FEMININO

No imaginário local, a Garganta de Santa Maria e a comunidade de Nossa Senhora das Graças são indissociáveis, formando um complexo cultural único e indistinto. A cerimónia da Festa de Santa Maria é muito eclética pois adota diferentes métodos e formatos de apresentação.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em Nossa Senhora das Graças, as mulheres se posicionaram estrategicamente contra o sexismo, o preconceito e a discriminação e tentaram ocupar cargos de liderança. O social, além do papel de ser a apresentação que melhor representa a religiosidade e a cultura da comunidade Nossa Senhora das Graças, também cumpre a função de oferecer às mulheres uma posição privilegiada de fala.

CUIDADO EM SAÚDE DE MULHERES

RIBEIRINHAS: RELAÇÕES DE SABER-PODER NO INTERIOR DA AMAZÔNIA

As práticas populares de cuidado, que são formas tradicionalmente acumuladas de pensar e lidar com a saúde, foram tomadas como categoria principal. Essa realidade levou a uma reflexão sobre a importância das práticas tradicionais na promoção da saúde, que buscam compreender as relações entre saberes e poderes presentes no cotidiano das mulheres ribeirinhas, que se estabelecem nas práticas populares de enfermagem.

2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Cuidado e cuidado em saúde

Práticas de objetivação e subjetivação, disciplinamento e controle no âmbito da saúde

Castanheira e Correia (2010) descrevem os processos de objetivação como aqueles relacionados à forma como o sujeito pode se tornar objeto de conhecimento. Neste contexto, os discursos sobre a saúde assumem uma centralidade na modernidade, contribuindo para os processos de disciplinamento da sociedade, através de uma nova visão do mundo, da sociedade, do conhecimento e da organização social.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES 4.1 Saúde e Doença

O cuidado

Tanto os conceitos de cuidado quanto de autocuidado, desenvolvidos por essas mulheres, aproximam as categorias: Cuidado e Saúde.

Os saberes produzidos pelos atravessamentos de discursos

Os processos educativos também acontecem por meio de palestras com profissionais de saúde. Este estudo, por se referir especificamente ao conhecimento das mulheres da comunidade do Mentai, não traz um diálogo mais profundo entre o conhecimento popular e o conhecimento dos profissionais, a partir daqui é necessário pensar como esse conhecimento tradicional interage com os profissionais de saúde.

PAPÉIS DE GÊNERO?: TRABALHO,

Docente do quadro permanente dos programas de mestrado em ciências sociais (ICS - UFOPA).

RECIPROCIDADE E A RELAÇÃO ENTRE HOMENS E MULHERES NO GARIMPO

Este artigo propõe compreender as relações de gênero na mineração na região oeste do Pará, a partir de noções de reciprocidade, produção de meios de subsistência e construção de masculinidades em contextos não urbanos. Nesse sentido, podemos pensar no conceito de masculinidade hegemônica na mineração como um processo mediado pela reciprocidade e como os atores negociam seu desempenho social em contextos específicos (CONNELL e MESSERSCHMIDT, 2013).

2 METODOLOGIA APLICADA À PESQUISA

Inclusive, como observamos em campo, as regras de comportamento são construídas e constantemente legitimadas pelos garimpeiros tendo como referência o ideal hegemônico de masculinidade partilhado na sociedade garimpeira sob a cortina do conceito de bode. Vários autores (CLEARY, 1992; SALOMÃO, 1984; THEIJE, 2008, TEDESCO, 2014) descreveram a mineração como um lócus de diferentes serviços sociais, apresentando um espectro plural de prerrogativas teóricas para a interpretação sociocultural da vida na mineração de pequena escala contextos. .

3 O ALTO TAPAJÓS, O GARIMPO E OS FLUXOS SOCIOECONÔMICOS NO OESTE PARAENSE: TROCAS ECONÔMICAS E NEGOCIAÇÕES

O produto é distribuído e comercializado principalmente nas cidades de Itaituba e Santarém, localizadas na região do Baixo Tapajós, onde esse rio encontra o Amazonas. A vinda do garimpeiro à cidade para vender seu ouro e entregá-lo nos estabelecimentos de consumo da cidade fazem parte de um processo mais amplo que culmina na própria construção da identidade de masculinidade desses atores tanto no contexto da mineração quanto da cidade.

4 “PAPEL DE HOMEM”: O TRABALHO COMO PALCO PARA ENCENAÇÕES DA MASCULINIDADE

Por exemplo, o interlocutor Sr. Toim permite-nos compreender como se articula no contexto do requerente o processo de constituição dos signos que compõem a fachada pessoal para ser percebido como um 'bode'. Então, o homem para aguentar tem que fazer o papel do homem, porque se não fugiu rápido (Sr. Toim, dezembro de 2017).

5 “O IMPORTANTE É PARECER BAMBURRADO”: MASCULINIDADE, LAZER E RECIPROCIDADE NAS RELAÇÕES DE CONSUMO

Para o autor, os valores individualistas estão na base ideológica do consumo moderno e são legitimados pelas escolhas enraizadas nos atores sociais. Esta nota permite refletir sobre a moral envolvida na reciprocidade do consumo conspícuo no lazer, pontuado pelos atores como antagônico ao trabalho.

MILITÂNCIA DE ESTADO: NOTAS

PRELIMINARES SOBRE A FORMAÇÃO DO INDIVÍDUO INDIGENISTA-SERTANISTA

Os sertanistas-indigenistas atuam por uma causa: o direito dos povos indígenas de permanecerem em situação de isolamento pelo tempo que desejarem. Por outro lado, por meio da ação, os sertanistas-indigenistas atuam para consolidar importantes transformações ocorridas no contexto da Constituição de 1988, que, como veremos mais adiante, desmantelou a proteção dos povos indígenas e garantiu seu direito à autodeterminação .

2 QUEM SÃO OS POVOS ISOLADOS?

Isso significa, no caso dos povos indígenas isolados, o direito de permanecerem isolados, considerando o isolamento como expressão máxima de seus desejos e modos de vida. O estado brasileiro, em particular, reconhece a existência de 114 registros da presença de povos indígenas isolados, portanto, a maior parte dos registros da presença desses povos está em território brasileiro.

3 QUEM SÃO OS INDIGENISTAS-SERTANISTAS?

Parte dessa população mantém relações esporádicas com o campo de contato da Funai desde o final da década de 1960. Contudo, tal mudança foi implementada metodologicamente através do trabalho de uma equipe que atuou em Rondônia no início da década de 1990 e que através de seu trabalho construiu um novo estilo de trabalho que influencia as gerações atuais.

Tabela 1 - Mortalidade que se seguiu ao contato em alguns grupos indígenas no Brasil, 1912 a 1981.
Tabela 1 - Mortalidade que se seguiu ao contato em alguns grupos indígenas no Brasil, 1912 a 1981.

4 CAPACITAÇÃO NA TERRA INDÍGENA MASSACO - 2006

Portanto, o “respeito”, além de sua função prática, era um valor esperado e essencial no novo indivíduo indigenista-sertanista em formação. Os valores incrustados no utilitarismo metodológico (técnico-científico) são revelados pela noção de “respeito”.

5 O INDIGENISMO-SERTANISMO EM TRANSFORMAÇÃO

Os povos isolados, embora não tenham presença física no ambiente político e não tenham acesso ao conhecimento ocidental, juridicamente falando, têm direito à autonomia, portanto, o direito de alinhar referencialmente suas formas diferenciadas de vida com qualquer outra forma de vida e de trazer o mundo para o mundo moderno. vezes. Pessoas isoladas, à sua maneira, sentem os efeitos e se adaptam às mudanças climáticas, às invasões, às pressões sobre seus territórios, que atualizam constantemente seus modos de vida.

6 CONCLUSÃO

O estilo de Rondônia foi fundamental para a implementação da política de respeito à autodeterminação dos povos indígenas isolados. Povos indígenas isolados no Brasil e a política indigenista desenvolvida para concretizar seus direitos: avanços, caminhos e ameaças.

O contexto político brasileiro foi intensamente conturbado entre as décadas de 1960 e 1980, devido às diversas lutas sociais travadas contra a ditadura militar instalada no país em 1964. Utilizando metodologias participativas e meios de comunicação populares como o rádio, além de apoiar leigos e religiosos em ações de campo, o MEB teve atuação contundente na Amazônia, especialmente em Santarém, que fica no oeste do estado do Pará.

2 A DITADURA MILITAR E OS MOVIMENTOS SOCIAIS NO BRASIL

Ou seja, tratava-se de combinar a prática religiosa com a formação educativa e ao mesmo tempo política das comunidades. Outros movimentos surgiram em oposição à ditadura, no campo e na cidade: o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), iniciado no final da década de 1970, e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), criada em 1983, a dois tiveram recebeu apoio da Igreja Católica.

3 O MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO DE BASE

Tanto o padre como o sociólogo acima mencionados concordam que as organizações sociais e políticas em Santarém foram lideradas principalmente pelos movimentos eclesiásticos da Igreja Católica, nomeadamente o movimento pela educação básica, a catequese rural e a rádio rural de Santarém (SENA, 2014) . Metodologicamente, as iniciativas de educação popular do MEB foram implementadas por meio de programas de rádio com recepção organizada por equipes de pedagogos.

4 O MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO DE BASE EM SANTARÉM

Ao mesmo tempo, forneceu todos os elementos necessários para que cada homem pudesse participar do desenvolvimento integral de sua comunidade e de todo o povo brasileiro (MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO DE BASE). Educar para Transformar: Educação da Igreja Católica Popular e Políticas do Movimento do Ensino Fundamental.

AVALIAÇÃO DA PROPOSTA DE

INDICAÇÃO GEOGRÁFICA DO FEIJÃO-

MANTEIGUINHA DE SANTARÉM A PARTIR DAS CARACTERÍSTICAS DE CULTIVO E

COMERCIALIZAÇÃO DO PRODUTO

Em Santarém, no oeste do estado, a produção de feijão verde é incentivada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-Pará). Estas últimas ações estão intimamente ligadas à proposta do Fórum de submeter o pedido de IG do produto Feijão-Manteiguinha de Santarém ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

2 INDICAÇÕES GEOGRÁFICAS

Por conta de seu trabalho com agricultores de Santa Cruz e de outras localidades onde auxiliou em projetos de melhoramento de lavouras, o já citado Sr. Francisco Lorens, da Emater, também foi entrevistado sobre aspectos do cultivo dessa variedade de feijão. Noutra esfera, ouviram-se cinco intervenientes: quatro feirantes, um dos quais também agricultor, e o chef Saul Jennings, que, sendo dono de um dos restaurantes mais populares de Santarém, é um grande fã de feijão manteiga.

3 A PRODUÇÃO DE FEIJÃO-MANTEIGUINHA NA COMUNIDADE SANTA CRUZ

As principais características que devem ser observadas para distinguir o feijão manteiga dos demais tipos de ervilha são: cor, tamanho e tamanho da semente. O hábito de selecionar e guardar as melhores sementes para cada safra atraiu a Emater à comunidade de Santa Cruz em 2013, com o objetivo de fomentar o cultivo do feijão manteiga em Santarém.

4 A COMERCIALIZAÇÃO DE FEIJÃO MANTEIGUINHA EM SANTARÉM

A partir desse momento demos o apelido ao feijão, e aí ele pegou mesmo: o feijão manteiga de Santarém. Diante do exposto, torna-se urgente uma avaliação séria do projeto que visa o registro da IG do Feijão-Manteiguinha de Santarém.

Figura 2 - Rótulo usado pela Acaprucesc
Figura 2 - Rótulo usado pela Acaprucesc

PERCEPÇÃO DOS PESCADORES ACERCA DOS IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS

DECORRENTES DA URBANIZAÇÃO NO ENTORNO DO LAGO DO JUÁ, SANTARÉM,

Além disso, a construção de outro conjunto habitacional às margens da Rodovia Fernando Guilhon foi responsabilizada judicialmente por contribuir para a deterioração do Lago Juá. Os impactos socioambientais causados ​​pelo avanço do processo de urbanização do município de Santarém, com a instalação de conjuntos habitacionais e a ocupação urbana no entorno do Lago Juáme, têm afetado a pesca artesanal.

Figura 1 - Mapa de localização do lago do Juá, Santarém, Estado do Pará
Figura 1 - Mapa de localização do lago do Juá, Santarém, Estado do Pará

2 REFERENCIAL TEÓRICO

Imagem

Foto 1 - Cordão do Marambiré na missa
Foto 2 - Agradecimento a mesa
Figura 1 - Nossa Senhora das Graças no período da vazante e da cheia do rio  (barracão comunitário e igreja).
Tabela 1 - Mortalidade que se seguiu ao contato em alguns grupos indígenas no Brasil, 1912 a 1981.
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Referências

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