Origem do termo
No início do século XVII, o empreendedor era considerado a pessoa que realiza atividades relacionadas ao risco (assunção de riscos). No entanto, nem todos os tomadores de risco eram considerados empreendedores; a palavra indicava apenas pessoas envolvidas em empreendimentos de grande porte (LANDSTRÖM, 1999, p. 8).
Perspectiva Economista
Com o intuito de distinguir o empreendedor das demais pessoas, que não possuíam tais habilidades ou tiveram desempenho econômico significativo em suas atividades, Jean-Baptiste Say enfatizou que o empreendedor “desempenha a função de reunir diversos fatores de produção” (SCHUMPETER, 1982 ). , . pág. 54), “gestão e capacidade de assumir riscos” (LONGEN, 1997, p. 37). Esse personagem - o "empreendedor" - pode ser um dos principais funcionários de uma empresa, gerente ou membro do conselho, ou mesmo um empresário independente, como um financeiro.
Perspectiva Humanista
Compreender as razões que podem levar ao declínio da atividade empresarial pode ser uma ferramenta distintamente útil no desafio de sobrevivência no mundo dos negócios (STEN, 1998). Quanto mais local a empresa, mais sujeita às causas que levam ao declínio dos negócios. Deve-se levar em consideração que a sazonalidade ou causas específicas podem afetar muito o desempenho dos negócios (THENG; BOON, 1996).
Grau de formalidade do fechamento - Este princípio sugere que é preciso considerar a clareza das informações estatísticas (dados secundários) sobre o fechamento de empresas e sua disponibilidade para estudos. Inspirado no trabalho de Richard Caves, Bates (2002) aponta que alguns termos podem ser intercambiados para caracterizar a descontinuidade empresarial. A fim de organizar os principais aspectos já apontados por pesquisadores no campo da mortalidade corporativa, será feito um resumo da soma dos trabalhos em que os autores apresentaram suas conclusões sobre os fatores que podem afetar gravemente as operações empresariais .
Esses fatores podem ser caracterizados como forças que contribuem significativamente para o insucesso empresarial (MOTTA, 2000; BEDÊ, 2004; FEE, 2004; FELIPPE; . ISHISAK; KROM, 2004). O Gráfico 7 apresenta um resumo da pesquisa realizada para identificar fatores externos à organização que poderiam contribuir para o insucesso da empresa. Se não forem devidamente desenvolvidos, esses fatores podem se tornar um obstáculo para a sobrevivência da empresa (FELIPPE; ISHISAK; KROM, 2004).
Outros pontos, como o uso de tecnologia ultrapassada e até mesmo a falta de um sistema de informações gerenciais, também foram descobertos como obstáculos para o sucesso do processo de gestão empresarial (DUTRA, 2002). Quanto à definição utilizada para descrever a mortalidade ocupacional ou encerramento das atividades organizacionais, é necessário estabelecer delimitações claras das fases de falha. Em relação aos fatores que influenciam o declínio das atividades organizacionais, a taxonomia é confusa e dificulta a percepção precisa da real influência de causas específicas como potenciais promotoras de insucesso empresarial.
Perspectiva Ambientais
Modelo CEI – Carland Entrepreneuship Index
Metodologias utilizadas para os estudos
Definições adotadas
Os estudos sobre mortalidade corporativa também esbarram na dificuldade de entender a definição de fracasso como barreira. Machado e Espinha (2005, p. 54) destacam que o real significado do fracasso “não se limita necessariamente a uma situação de perda financeira”, mas pode estar relacionado, por exemplo, às expectativas do proprietário quanto ao desempenho do negócio; responder a novas oportunidades, com vista à rentabilidade, que impliquem a cessação das suas atividades; ou mesmo aproveitando uma oportunidade com perspectivas financeiras superiores. Outro aspecto relacionado a essa noção refere-se ao fato de que geralmente sucesso e fracasso são debatidos simultaneamente (MACHADO; ESPINHA, 2005, p. 52).
As dificuldades ou a falta de critérios mais rígidos na adoção de definições de insucesso – e, conseqüentemente, dos indicadores empíricos utilizados para medir a mortalidade corporativa – limitam ou superestimam o universo a ser explorado, fazendo com que os resultados das pesquisas realizadas e as análises possam ser comprometidos. MACHADO; ESPINHA, 2005, p. 53; WATSON; EVERETT, 1996), a escolha de uma base de dados adequada não tem sido uma tarefa fácil, muito menos uma decisão uniforme por parte dos pesquisadores (DUNCAN; HANDLER, 1994). Proprietários de empresas constituídas formalmente, por vezes, não encerram legalmente suas operações, o que pode mascarar índices de falência ou falência ainda maiores (MACHADO; ESPINHA, 2005, p. 54).
Tais evidências levaram Sten (1998, p. 3) em sua pesquisa a fazer um importante esclarecimento a respeito dos estudos de falência empresarial. A utilização de empresas que encerraram formalmente suas atividades em órgãos como Junta Comercial ou Prefeitura como painel de pesquisa parece ser uma alternativa útil e confiável para fundamentar trabalhos empíricos sobre o tema da mortalidade empresarial.
Fatores ou causas correlacionados ao fracasso
A sistematização das causas pode ser um documento importante para mapear tais patologias e detectar onde, quando e em que estágio há indícios de uma possível deterioração da empresa. As visões às vezes consideram fatores externos ou internos da firma como os principais influenciadores da mortalidade, mas concordam que, na maioria das vezes, a falência da firma não se deve a fatores isolados, mas a um agrupamento de diferentes origens (MOTTA, 2000 ; BEDÊ, 2004; FELIPPE, Sem que seja preciso aprofundar, atualmente se emprestam informações sobre uma característica do empreendedor: a propensão a inovar e a busca por mais oportunidades.
Nesse caso, pode resultar o encerramento da atividade, embora ainda seja uma decisão voluntária do proprietário, devido a circunstâncias como problemas de saúde física do proprietário, falecimento de sócios e falta de sucessores (MACHADO; ESPINHA, 2005). Os motivos associados ao insucesso empresarial são muitos e variados e podem decorrer de fatores ambientais (externos) e internos à empresa. Na maioria dos casos, uma complexa combinação de fatores contribui para a ocorrência de defeitos; muito raramente é um único fator responsável por este processo.
Bedê (2004, p. 15) chamou esse grupo de “fatores contribuintes” e também alertou que o caminho para a falência de uma empresa se materializa à medida que aumenta o número de fatores que compõem esse conjunto. Há quem defenda (BEDÊ, 2004; DUTRA, 2002) que, mesmo com um grande número de estudos, ainda não é possível conhecer todos os potenciais fatores que levam ao insucesso empresarial.
Fatores externos
O conjunto de fatores macroeconômicos atuais relacionados ao ambiente econômico inclui determinados fatores ou forças que podem influenciar ou contribuir para a curta duração da atividade da empresa (MOTTA, 2000; FELIPPE; ISHISAK; KROM, 2004). Um mercado ditado por uma clientela limitada, baixa demanda (RIQUELME; WATSON, 2002, p. 409; FEE, 2004) ou dependência de fornecedores podem configurar conjuntamente o que Motta (2000, p. 90) chamou de “efeito sanduíche”. : a pressão em ambas as direções pode ser adicionada por forças que tornam os negócios mais difíceis. Motta (2000) também aponta que esses fatores podem ser mais intensos em ambientes onde os contornos do ambiente econômico são marcados pela "operação de monopólios ou oligopólios", cuja configuração dificulta a sobrevivência de firmas menores diante de obstáculos. impostas por grandes organizações. 1999) apontam que o poder e a pressão dos concorrentes podem afetar muito o desempenho.
Novos processos costumam reduzir os custos de produção e, portanto, o preço dos produtos e aumentar a qualidade, o que pode ser um obstáculo incômodo para as empresas que lutam para sobreviver no mercado. Entre os fatores políticos e sociais assim caracterizados estão as influências políticas, leis e medidas governamentais que regulam o comportamento das empresas, como legislação tributária, social, trabalhista, entre outras. Esse fato – combinado com outras condições que serão descritas com mais detalhes na próxima seção, como a falta de capacidade do proprietário para administrar seu empreendimento (FELIPPE; . ISHISAK; KROM, 2004) – leva a dificuldades na obtenção de crédito junto às instituições financeiras , que nesta seção é caracterizada como um fator externo relacionado ao insucesso empresarial.
Embora os aspectos aleatórios não fiquem evidentes na pesquisa, é importante ressaltar que em determinadas situações eles são o principal motivo de fechamento de empresas.
Fatores internos
O relatório GEM - Global Entrepreneurship Monitor - destaca em suas estatísticas um número impressionante de empreendedores por necessidade, ou seja, aqueles que iniciam um negócio por falta de opção (fonte de renda com emprego formal) ou por pressão social. Insuficiência, falta de controle e má gestão dos recursos financeiros podem levar a problemas maiores quando somados à inadimplência do cliente. A falta de capacidade e planejamento para gerir o setor financeiro leva ao despreparo para enfrentar situações que afetam fortemente o fluxo de capital de giro (FEE, 2004, p. 11).
Fatores como falta de planejamento, má localização das instalações, falta de identificação dos clientes e hábitos de consumo, falta de previsão de vendas e falta de investimento em publicidade podem, aliados à insatisfação do cliente com a qualidade do produto ou com o prazo de entrega, tornarem-se um peso carga sobre a mão-de-obra e a capacidade de gestão. Outros critérios como centralização de poder, incapacidade de enfrentar um crescimento acelerado, falta de preocupação com a imagem da empresa, descaso empresarial com os concorrentes e baixa dedicação ao trabalho também podem prejudicar seriamente o andamento dos negócios. O mau controle de estoque pode levar à má qualidade dos produtos e serviços ou à falta de materiais para atender os clientes.
Nesse grupo estão as razões relacionadas ao patrimônio intelectual e cultural do gestor e dos profissionais contratados para desempenhar as diversas funções necessárias ao andamento do negócio. Baixa capacidade administrativa dos dirigentes, baixo nível educacional do proprietário, falta de atitude empreendedora, falta de apoio profissional especializado, recrutamento insuficiente, recrutamento de familiares não qualificados, falta de formação dos profissionais e também falta de experiência anterior na abertura do negócio e a pouca idade do dirigente (imaturidade) são apontadas como responsáveis pela perturbação do normal prosseguimento da atividade da empresa. c) Problemas pessoais.
Desenho relacional dos fatores contribuintes
Comentários finais, conclusões e
In: REUNIÃO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DA PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO Atibaia, SP. Dissertação (Mestrado em Administração) - Programa de Pós-Graduação em Administração das Universidades Estaduais de Londrina e Maringá Consórcios, Maringá, 2003. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) - Faculdade de Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1997.
Tese (Mestrado em Administração) - Escola de Economia, Administração, Ciências Contábeis e de Informação e Documentação, Universidade de Brasília, Brasília, DF, 2005. Tese (Mestrado em Engenharia de Manufatura) - Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, São Paulo Carlos, 2000. In: REUNIÃO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO Rio de Janeiro.
Dissertação (Mestrado em Administração) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Universidade para o Desenvolvimento do Pantanal, Campo Grande, MS, 2001.