O mérito deste trabalho é a visibilidade que dá a elementos factuais e pedagógicos sobre a criação da educação no âmbito do IFPB e especialmente sobre a prática educativa no Campus Monteiro, consolidada desde 2011 com a criação do grupo de investigação "Sociedade e Cultura". Por outro lado, permite reflexões sobre o posicionamento político e filosófico desse processo educacional em relação ao contexto nacional das políticas públicas de educação profissional e tecnológica em curso. e posicionamento filosófico desse processo educacional em relação ao contexto nacional da política pública de educação profissional e tecnológica em curso.
Prefácio
A Rede de Ensino Técnico-Profissional tem respondido em diferentes momentos da sua existência a diversas orientações governamentais, de carácter pragmático e indirecto, para o ensino profissional e técnico. Demonstra também o resultado de um projeto de política pública de educação profissional em que os atores são os educadores e alunos, e não o Estado, com sua posição de poder e a imposição dessas políticas. Ressalto que o caso de Monteiro deve ser amplamente divulgado e socializado entre os educadores da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica e este livro também serve a esse propósito.
Sumário
Tijolo Sustentável
A Oficina de Construção Sustentável - parte do Programa de Extensão Transferência Sustentável criado no Instituto para o Desenvolvimento. A oficina Construção Sustentável, que aconteceu no dia 28 de setembro de 2012, foi destinada aos alunos do curso de Construção Civil e teve início com a preparação de materiais e recepção dos ouvintes e participantes da oficina. O teste de eflorescência, realizado de acordo com a norma American Society Testing and Materials (ASTM) C 67-92, foi realizado no Campus Building Construction Laboratory, com o objetivo de comprovar se os sais presentes nos blocos coletados apareceriam em tijolos sustentáveis.
Educação ambiental comunicativa
Mas como a educação ambiental para a cidadania pode contribuir na prática para o desenvolvimento de uma consciência ecológica global? Como instrumento de política pública, a educação ambiental deve revelar seu caráter universal na ação comunicativa. A teoria da ação comunicativa de Habermas: possibilidades de uma ação educativa interdisciplinar na escola.
A questão ambiental
Este documento destaca os perigos do uso excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade de suporte dos ecossistemas. Paradigmática: visão que milita na extensão orbital do paradigma dominante, com centro econômico, mas com discurso ambientalista. Antiparadigma fragmentado: visão que milita fora do âmbito do paradigma dominante sem questionar seus fundamentos estruturais.
Antiparadigma radical: ponto de vista que milita fora do quadro do paradigma dominante e questiona os seus fundamentos estruturais de forma antagónica e não dialógica. Antiparadigma dialógico: um ponto de vista que milita fora do quadro do paradigma dominante e questiona suas bases estruturais de forma antagônica, mas dialógica. O uso intensivo de recursos e a perspectiva de redução dos estoques tornaram-se uma preocupação econômica dos recursos naturais.
Os movimentos ambientalistas buscaram uma saída para a crise ambiental, enfatizando a necessidade de repensar as práticas da sociedade no manejo dos recursos naturais. O desenvolvimento sustentável parte da ideia de que a conservação de longo prazo dos recursos naturais e ambientais não pode ser alcançada sem um desenvolvimento econômico, social e político-institucional simultâneo, que beneficie especialmente os mais desfavorecidos (PINHEIRO, 2004, p. 94). . Isso deve ser alcançado por meio do desenvolvimento e uso de tecnologias intermediárias que reduzam o esgotamento e a poluição dos recursos naturais e desenvolvam a qualidade artesanal no trabalho humano.
Posicionando-se na contramão do paradigma dominante, o radical afirma que o delicado equilíbrio da biosfera exige a preservação e conservação dos recursos naturais por meio de uma ética anticonsumista e antimaterialista. A operação da metáfora mecânica fica evidente ao enfatizar o uso eficiente dos recursos naturais ao mesmo tempo em que minimiza os efeitos econômicos da poluição. Uma das faces da luta pelo uso racional dos recursos naturais é a construção de concepções, acadêmicas ou não, que não estejam a serviço da preservação do confuso processo de pesquisa ambiental.
Esboço de uma eco-história do Cariri Paraibano
Podemos dividir a ocupação do Cariri Paraibano em três fases, em relação à interação do homem com a natureza. Historicamente, a sociedade neobrasileira, ou seja, nossa sociedade atual, ocupou por pouco tempo o território do Cariri Paraibano e ainda está se adaptando ao meio. Localizada a oeste do Planalto da Borborema, a cerca de 500 m de altitude (no caso de Monteiro.
Embora o município de Monteiro ainda possua a maior extensão territorial da Paraíba, seus limites, nos tempos da Primeira República, incluíam os distritos de Ouro Velho, Boi Velho, Prata, São Thomé, São João do Tigre, Camalaú e São Sebastião do . Umbuzeiro (NUNES FILHO, 1997). Naqueles anos, o clima e as fontes de água magnesiana fizeram de Monteiro uma cidade sanatório para o consumo8 e outros problemas respiratórios. Desse quadro de contradições sociais ao longo dos séculos, nasceram importantes personagens da cultura popular, como o poeta e cantor Pinto de Monteiro e o pífano Zabé da Loca, além de novos coronéis e bacharéis que ocuparam cargos importantes na política nacional. .
Os resultados dessas atividades serão descritos e apresentados, pois fornecem subsídios para a história de Monteiro e para extensas ações de desenvolvimento local. Primeiramente, caberia apresentar a devida pesquisa histórica: Mapeamento do patrimônio cultural do cariri paraibano: a cidade de Monteiro (PIBICT/2011); Olé, rendeira, rendeira: costurando as memórias da Associação das Rendeiras de São Sebastião do Umbuzeiro (PIBIC EM/ 2012); e Poesia cantada: o poeta Pinto do Monteiro (PIBIC EM/ 2013). Os estudos do caso de Pinto de Monteiro e da associação de rendeiras revelaram os usos da memória como ferramenta de luta e justiça para as minorias em oposição aos conflitos de memória.
Na pesquisa “Mapeando o patrimônio cultural do cariri paraibano: a cidade de Monteiro” (PIBICT/2011), realizada pela bolsista Gabryela Belo, leituras sobre a memória revelaram o patrimônio cultural como acervo dinâmico, histórico e conflituoso de uma determinada comunidade. . Educação socioambiental e cidadania (Bruna, Carmem, Isabella e Kássia/Orientador Mestre Professor Dimas Veras - Conferência da Terra – Fórum Internacional do Meio Ambiente em João Pessoa – 20 a 23 de novembro de 2012); Educação ambiental e coleta seletiva: Experiência no Município de Monteiro-PB (Artur, Kássia, Larissa e Jéssica/Orientadora Professora Keliana Dantas - I Oficina Interdisciplinar de Educação Ambiental em Petrolina – 7 a 9 de dezembro de 201); Articulações para a Formação do Comitê de Proteção ao Meio Ambiente e Cidadania do município de Monteiro-PB (Andressa, Artur, Bruna, Kássia e Jéssica/Orientadora professora mestre Iracira Ribeiro);. A ideia é precisamente aprendermos juntos a organizar e transformar o mapa do esquecimento e da exclusão que ainda hoje desenha o território do Monteiro e as suas gentes.
A avaliação escolar como prática educativa promotora da
A escola e todos nós que participamos do processo ensino-pedagógico devemos trabalhar de forma dinâmica ao longo de toda a jornada acadêmica do aluno, diversificando instrumentos de avaliação para que todos os aspectos do aluno possam ser contemplados. Quer você goste ou não, a avaliação como coleta e análise de dados representa uma prática pedagógica que está inserida na vida de todos nós que estamos envolvidos no processo de aprendizagem dos alunos. A avaliação pressupõe sobretudo o acolhimento do indivíduo que está envolvido no processo de ensino e aprendizagem, uma vez que a avaliação não pode ser pensada separadamente deste processo, ou seja, avaliação e aprendizagem devem andar de mãos dadas, estar ao serviço dos melhores. resultado possível.
Este tipo de avaliação pode e deve ser utilizado em todo o processo de aprendizagem, dando ao professor uma orientação de como proceder com aquele aluno, onde melhorar, onde mudar, o que usar. Nessa concepção, não há articulação de uma tarefa com outra, que se torna independente e estática. Outros, com características diferentes, que não respondem tão bem ao grupo de disciplinas, aprendem cada vez menos e muitas vezes são excluídos do processo de escolarização.
De fato, ainda vemos modelos tradicionais sendo aplicados, destacando a preocupação com a objetividade do registro de notas e conceitos sendo demonstrados pelo aluno, afastando-se da avaliação do conhecimento e da participação do sujeito envolvido no processo educacional. Ou seja, a avaliação deve ser vista como uma ferramenta para conhecer a fase de aprendizagem em que o aluno se encontra, com vista a tomar as decisões necessárias para avançar no seu processo de aprendizagem. Para que a avaliação participe do processo de democratização para melhorar a qualidade da aprendizagem dos alunos, é preciso mudar seu uso e transformá-la de classificatória em diagnóstica.
Ou seja, a avaliação deve ser encarada como um instrumento para que o professor compreenda o estágio de aprendizagem do aluno, com vistas à tomada de decisões.
Em busca da desobjetificação do humano e a função humano-
O campo educacional não foi, portanto, estranho a essa trajetória, e os processos gerais de aprendizagem que se deram nas relações entre os homens seguiram caminhos distintos no mundo capitalista. Num momento de encerramento, acrescenta-se uma consideração sobre a função humano-pedagógica da música no pensamento de Platão e Aristóteles, com a qual se encerra o ciclo reflexivo. No entanto, existem caminhos que podem trazer um pouco de luz aos perdidos no meio desta selva escura (parafraseando Dante).
Podemos dizer que aprender, segundo essa perspectiva, é uma atividade que integra os componentes cognitivo, afetivo e volitivo, em um processo permanente de produção de conhecimentos e atitudes envolvendo o meio sociocultural, em uma interação em espaços abertos ao diálogo, pensamentos, apropriando-se cada vez mais do conhecimento historicamente acumulado. É importante ressaltar que se o aluno for protagonista mais ativo em seu processo de aprendizagem, haverá possibilidades de ele ampliar e construir novas aprendizagens, estimulando novos conceitos que se transformarão em novos saberes. Quando isso for reforçado, será uma motivação para ele continuar com os desafios que surgem no processo de aprendizagem.
Como se estabelecem relações não arbitrárias entre o que já fazia parte da estrutura cognitiva do aluno e o que lhe foi ensinado, pode-se afirmar que ele vivencia ou produz uma aprendizagem significativa (AUSUBEL apud CARRETERO, 1997). A aprendizagem significativa é definida por Ausubel (1976 apud SACRISTÁN, 1998, p. 37), como sendo um tipo de aprendizagem que se refere a materiais organizados. Fraude que se estenderá por séculos pela Europa, separando a arte da música da reflexão sobre esta arte.
Para pensar uma sociedade e uma cultura sustentáveis, é preciso humanizar projetos, ideias, ações, relacionamentos, científica e poeticamente.
Autores
SOCIEDADE
E CULTURA SUSTENTÁVEL