José Campos de Andrade Prorektor: prof. Maria Campos de Andrade Prorektor za finance: prof. Lázara Campos de Andrade. Prodekan za načrtovanje: prof. Alice Campos de Andrade Lima Prodekan za diplomiranje: prof. mag.
O CONTO E O FILME
Na trama ambientada no século 21, uma ONG implementa o projeto "Informática na Periferia" em uma comunidade carente. E por necessidade, ou melhor, por falta de opção, há quem se submeta a essa condição.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
OS HIPOTEXTOS DE ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA, DE FERNANDO MEIRELLES 1
INTRODUÇÃO
ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA: O LITERÁRIO VERSUS O FÍLMICO
Quanto ao romance Cegueira, pode-se considerar que as funções cardeais são preservadas no filme, uma vez que os pontos principais da trama, que representam a essência da obra literária, são mantidos. As funções de integração, mais especificamente os índices, representam no presente trabalho os pontos em que ocorre a maior intervenção do cineasta.
A TRANSESCRITURA FÍLMICA DE FERNANDO MEIRELLES
A esposa do médico torna-se testemunha observadora, pois é a única pessoa não afetada pela cegueira. Em uma das cenas, a câmera mostra inicialmente o corredor do asilo limpo e a presença da “mulher do médico” que orienta outras pessoas.
CENAS DE UM LIVRO: A TRANSPOSIÇÃO DE TRECHOS DO ROMANCE A PEDRA DO REINO PARA A TELEVISÃO 1
MINI OU MICRO, MAS SUPER
De maneira geral, podemos dizer que as microsséries utilizam uma linguagem muito parecida com a do cinema. Muitas delas também são filmadas, o que as aproxima ainda mais da sétima arte, como A Pedra do Reino (filmada em 16 mm).
TEORIAS DA ADAPTAÇÃO AUDIOVISUAL
Segundo o autor, os elementos pertencentes à narrativa do livro são "transferíveis" de uma linguagem para outra (elementos que remetam a acontecimentos e informações sobre o tempo e o local da história, ao personagem dos personagens, por exemplo), elementos que pertencem à instrução. Isso equivale à transubstanciação, ou seja, à transformação da matéria, pois o trabalho é uma expressão da linguagem.
O LIVRO DE ARIANO SUASSUNA
Lembro-me de um trecho de um livro de Dashiel Hammet, o romancista mais filmável, em que Sam Spade descreve sua entrada em uma casa: "Havia duas mulheres na sala. , o resultado pode não ser o que o leitor médio espera.
34;O SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO": A BUSCA DA VERDADE EM MUNDOS PARALELOS 1
Seu conto "O sonho de um homem ridículo" é narrado por um personagem protagonista que mostra um caráter de profundo auto-exame e reflexão, eventualmente contido no primeiro.
O ENREDO
Numa atitude de arrogância e desprezo, o narrador maltrata a jovem, ignora-a e dirige-se para o seu apartamento, decidido a suicidar-se. O caixão é aberto por uma figura desconhecida e misteriosa e na sua companhia parte numa viagem pelo espaço, para um mundo paralelo.
ELEMENTOS DA NARRATIVA
O engraçadinho acorda do sonho transformado em um homem grato pela vida, pelo milagre de poder viver. No mundo dos sonhos após a morte, começa o processo de transformação da visão de mundo do Homem Engraçado.
O PRIMEIRO MOMENTO
São afirmações carregadas de ironia, pois, embora se diga um homem ridículo - que se considera ridículo e inferior, e seus estudos e experiência de vida servem apenas para comprovar sua condição - ele revela possuir uma verdade que só ele conhece. O momento em que o Homem Ridículo a trata é o fator determinante para que o suicídio não ocorra e que a narrativa se desenrole de forma inesperada.
O SEGUNDO MOMENTO
No momento em que começa a sonhar, o Homem Ridículo inicia a jornada para a revelação da Verdade em mundos paralelos, jornada que acaba de começar e culminará em sua transformação maior: "Alguns zombam de mim hoje, fingem, mas um Bakhtin argumenta que o desenvolvimento deste "tema central (pode-se dizer, formador de gênero) do sonho de crise, ou melhor, o tema do renascimento e renovação do homem através do sonho, [...] uma vida humana totalmente diferente na terra” (BAKHTIN, 1997, p.153).
O TERCEIRO MOMENTO
É uma observação de um ponto de vista incomum, como de uma altura em que as dimensões dos fenômenos da vida observados mudam acentuadamente” (BAKHTIN, 1997, p. 116). o "mensageiro" de uma verdade que ainda não se concretizou plenamente, pois o Engraçado passará por outros momentos de provação.
O QUARTO MOMENTO
Bakhtin afirma que "no próprio 'sonho' o tema utópico do paraíso terrestre é cuidadosamente desenvolvido, visto e vivido pessoalmente pelo 'homem ridículo' em uma estrela distante e desconhecida" (BAKHTIN, 1997, p.154). O 34;certo'' vivido pelo homem ridículo acaba afetando tanto sua vida futura quanto seu passado, que será visto como o erro que abre a oportunidade de um novo começo.
O QUINTO MOMENTO
Assim, observa-se um estado alterado no homem ridículo, que questiona seu papel no mundo para criar um estado de constante conflito psicológico e emocional em sua percepção da realidade e de si mesmo. A interdependência dos momentos díspares em que o narrador é subjugado — primeiro um ser desprezível, depois um proclamador da Verdade — confirmam-se mutuamente, pois é justamente a comparação entre uma condição e outra que torna cada uma delas importante em meio à O valor que. da personagem em sua construção e em sua função na trama.
CONCLUSÃO
Procura apresentar, ao que parece, as últimas e decisivas palavras e ações do homem, apresentando em cada uma delas o homem em sua totalidade e toda a vida humana em sua totalidade” (BAKHTIN, 1997, p.115). ser, talvez essa verdade venha a se apresentar como real, autêntica e, por fim, universal em sua pureza.
O ESPAÇO DA ANTINOMIA NO CONTO "O LADRÃO HONRADO
MEMÓRIAS DE UM DESCONHECIDO" DE DOSTOIÉVSKI 1
A partir do título, estabelece-se a progressão de uma escrita dialógica, decorrente de uma reciprocidade antinômica: “ladrão” em aparente oposição a. Os dois espaços valorativos conflitantes - "ladrão" e "honrado" - encerrados no mesmo sujeito, a personagem Emiélia, também remetem à figura de linguagem conhecida como oxímoro, que incorpora dois conceitos opostos em uma única expressão, por vezes insinuando um terceiro . , o que estaria aberto a interpretações.
CONFIGURAÇÃO VIA ELEMENTOS NARRATIVOS
Intensificada a conexão paradoxal de duas palavras ou ideias opostas, à maneira de uma obra aberta, o uso dessa figura de linguagem pode significar a tentativa de trazer o leitor como mais uma voz para o texto.
ENREDO
Mas quando ele o repreendeu, ele pegou sua capa esfarrapada e desapareceu, voltando dias depois, completamente bêbado. Então ele morre diante da benevolência de seu amigo; mas não antes de lhe confessar o roubo, que pesava em sua consciência.
FOCO NARRATIVO
As vozes e consciências dos personagens são de certa forma independentes, não meramente veículos dos sentidos do autor. As duas narrativas encaixam-se como peças numa estrutura organizada mas flexível, no sentido de que exorta o leitor a não a deduzir de forma estanque.
PERSONAGENS
Nunes também nos dá uma imagem de personagens típicos da obra de Dostoiévski: “Funcionários sem categoria, com fardas surradas e botas rasgadas. Fica até conhecido como uma das descobertas de Dostoiévski nos domínios da antropologia.
TEMPO
ESPAÇO
Nesse momento, o visitante do dia anterior, também pelo queixo, tirou meu casaco de lã do cabide, colocou-o no braço e saiu” (DOSTOIÉVSKI, 1963, p.569). Na segunda história, a de Astafi: uma taverna é mencionada - um ambiente favorável para Astafi encontrar a bebedeira Emielia: "Nos conhecemos em uma taverna.
CONFIGURAÇÃO DO CONTO VIA SÁTIRA MENIPEIA
Esse gênero (menipéia) também se caracteriza pelos embates entre as últimas atitudes do mundo e apresenta as últimas palavras e ações do homem. Esse tipo de contraste é evidente aqui: a queda de Emiélia - um crime - e sua elevação pelo arrependimento.
ANÁLISE DO ESPAÇO E DO TEMPO NA NOVELA NOITES BRANCAS DE DOSTOIÉVSKI 1
Numa das noites brancas de São Petersburgo, o sonhador conhece a jovem Nástenka, por quem se apaixona, e ao longo das quatro noites fica a conhecer a sua história. A narrativa ficcional da novela Noites Brancas revela uma série de acontecimentos que estabelecem uma cadeia imaginária.
A CRÍTICA SOCIAL DE DOSTOIEVSKI À SOCIEDADE RUSSA DO SÉCULO XIX NO CONTO "UMA ÁRVORE DE NATAL E UM
CASAMENTO" 1
A CRÍTICA SOCIAL DE DOSTOIÉVSKI À SOCIEDADE RUSSA DO SÉCULO XIX NO CONTO "A ÁRVORE DE NATAL E UM" Dostoiévski pertencia a um grupo secreto de intelectuais revolucionários que se opunham ao regime autoritário czarista da Rússia do século XIX, chamado de intelligentsia, formado por grandes escritores. como Pushkin, Gogol, Turgenev e Tolstoi.
A NARRATIVA
Ao mesmo tempo, nos romances, contos e contos de Dostoiévski, cada personagem funciona como um ser autônomo com visão de mundo, voz e posição, demonstrando diversidade social. Por isso, segundo Bakthin, ao analisar o desenvolvimento do romance nos Problemas da poética de Dostoiévski, o autor renovou a ideia da sátira menipéia - que teve grande importância no desenvolvimento da literatura europeia por ser carnavalizadora, flexível e mutável. gênero, capaz de penetrar em outros gêneros – apresentando polifonia, cuja característica marcante seria o fato de as vozes que ressoam no texto não estarem sujeitas a um transmissor centralizador, mas se relacionarem entre si em igualdade de condições.
ESTRUTURA
No início da história, o narrador-testemunha explica ao leitor por que se lembra do Natal. O conto inicia-se, como já mencionado, com a declaração do narrador-testemunha de que “foi a um casamento”.
ESPAÇO/AMBIENTE
Em "Uma Árvore de Natal e um Casamento", a trama começa no presente, vai ao passado e volta ao presente. Em relação ao simbolismo do cenário encontrado em "Uma árvore de Natal e um casamento", devemos primeiro mencionar o que o símbolo representa.
NARRADOR
Em relação ao conto “Uma Árvore de Natal e um Casamento”, a festa foi organizada não só com o objetivo de realizar um baile infantil, mas como pretexto para presentear a menina de onze anos para um futuro compromisso matrimonial. O casamento simboliza a união, a formação de uma nova família, mas é usado como pretexto para obter um dote de trezentos mil rublos, que aumentará de valor em cinco anos e renderá uma excelente renda.
ANÁLISE DO CONTO SOB O ENFOQUE DE LEONID GROSSMAN
Os personagens de Dostoiévski representam o real e o autêntico, enfatizando a consciência humana, que muitas vezes torna seu destino trágico. Aliás, é consenso que as obras da primeira fase de Dostoiévski são consideradas "menores" quando comparadas à densa produção da fase madura.
NARRATIVA EPISTOLAR
A carta como estratégia narrativa revela o que há de mais íntimo, o espaço privado é desnudado, revelando os segredos do eu único. A partir das considerações anteriores, é possível compreender as posturas opostas da crítica ao gênero epistolar: seja desacreditando-o - a exemplo de Natália Nunes -, seja entendendo-o como a estratégia narrativa mais coerente para o tema que determinado autor desenvolve em um determinado texto.
ELEMENTOS ESTRUTURAIS
Logo a seguir relata - num tom cuja ironia só ficará provada no final da trama - a viagem ao I.P. "Fui à casa dele. "com certas condições bem especificadas, e não como empréstimo" (RNC, p.501).
LEVEZA DO ENCANTAMENTO NA POÉTICA DO ESPAÇO NO CONTO "A FEIRA DAS FÁBULAS" DE WILLIAM LYCHACK 1
A FACILIDADE DA MAGIA NA POÉTICA DO ESPAÇO NOS CONTOS DE FADAS DE WILLIAM LYCHACCK "UMA FEIRA DE FÁBULAS"1. A obra Poética do espaço configura-se como parâmetro poético para a análise do conto “A Feira das Fábulas”, para tratar, por meio de imagens ao longo da narrativa, diferentes espaços.
A ARTE DA VIDA
Uma garotinha órfã foi tirada do mar há muito tempo por um pescador esquecido, que a encontrou presa em sua rede. Um brilho que sobreviveria à sua própria memória e razão e a tornaria querida pelas crianças que ela ensinaria na escola" (LYCHACK, 1995, p. 94).
AUSÊNCIA E VAZIO
34;[..] É preciso amar o espaço para descrevê-lo tão minuciosamente como se nele houvesse moléculas do mundo, para encerrar toda uma peça em uma molécula de desenho" (BACHELARD, 2008, p.167). A porta estava destrancada " , como se a professora esperasse o povo: “aqueles que tinham ido à dona.
O MILAGRE DA VIDA
Caberia ao homem moderno ter uma consciência crítica da necessidade de se aproximar dos valores da vida, para que as coisas que ele percebe como infinitas finalmente se concretizassem. A poética, o sonhar e o cogito do sonhador nas dimensões do sentido, como se apresentam nas propostas de Gaston Bachelard, suscitam a consciência e a alegria de viver (FERREIRA, 2005, p. 2).
O HOMEM CONTEMPORÂNEO E OS DISPOSITIVOS DE FUGA NO DISCURSO DE BERNARDO CARVALHO 1
É difícil entender tal expressão, mas tente não ver uma foto apenas como uma figura estática, desvinculada da realidade. Diferentes detalhes que muitas vezes passam despercebidos e que mostram muito mais do que se vê.
LÍNGUA? LINGUAGEM? FALA? DISCURSO?
Essa relação é o início da história da dona de um restaurante japonês, Setsuko, com o narrador da obra. O objetivo deste estudo é tentar compreender o uso de uma forma de linguagem (a escrita) como instrumento para transmitir não apenas uma história ou um fato, mas também uma rede de enunciados.
QUEM? QUANDO? COMO? POR QUÊ?
Um destinatário de texto deve dar o devido peso a vários fatores relacionados ao trabalho que está lendo. Se isso não acontecer, no caso de um leitor que não esteja preparado para essa segunda função da linguagem como receptor, o texto terá cumprido apenas parte de seu trabalho.
TEMPO, HÁBITO, MEMÓRIA E IDENTIDADE EM A ÚLTIMA GRAVAÇÃO DE KRAPP, DE SAMUEL BECKETT 1
BECKETT E A TRANSCRIAÇÃO FÍLMICA
Assim, de uma profunda reflexão sobre o estado caótico que desafiava o homem do pós-guerra em todos os limites da razão, e da relação do teatro com todas essas variáveis, nasceu o "Teatro do Absurdo", com o objetivo de provocar o espectador para refletir. sobre sua situação existencial através do paradoxal e do absurdo. Para Martin Esslin, autor de um estudo minucioso e fundamental sobre o tema, o teatro do absurdo deve conscientizar seu público sobre a posição precária e misteriosa do homem no universo.
O TEMPO EM BECKETT: DESTRUIÇÃO E IMPOSSIBILIDADE
Quase todas as obras de Beckett abrem a questão do nascimento, vida, sofrimento e morte, imbuídas de outros aspectos como: vazio existencial, ausência de horizontes, silêncio, tédio, solidão, implacabilidade do tempo. O indivíduo é palco de um contínuo processo de decantação, decantando do vaso que contém o líquido do tempo futuro, preguiçoso, pálido, monocromático, para o vaso que contém o líquido do tempo passado, agitado e multicolorido com o fenômeno de suas horas .
HÁBITO E MEMÓRIA
A memória voluntária está sujeita ao hábito, e Beckett a define como "a vontade do indivíduo", pois é a "memória unificada da inteligência". Na performance, temos uma manifestação de memória voluntária, quando Krapp repete o mesmo ritual de registrar sua vida ano após ano, escolhendo os melhores momentos para ouvir.
A parte da peça em que aparece a presença de memórias involuntárias se dá quando Krapp ouve uma fita de quando tinha 39 anos, e nela diz ter tido uma visão totalitária, um momento de tirar o fôlego, ou seja, uma espécie de epifania , mas esta parte que era para ser uma revelação para o Krapp de 39 anos parece não fazer o menor sentido para o velho Krapp que impacientemente empurra a fita para a frente e faz uma pausa para ouvir longamente outra passagem que o traz de volta a um importante passado, para uma mulher em um barco, provavelmente para um grande amor. O velho Krapp, ouvindo a fita gravada por Krapp aos 39 anos, zomba de como ele era naquela fase de sua vida, assim como Krapp, nesta fita de seus 39 anos, zomba de como ele era quando tinha 29 anos. : "Acabei de ouvir falar daquele cretinoide que me levou por trinta anos, é difícil acreditar que eu era um vilão.
A AMBIENTAÇÃO: SOLIDÃO E CONTRASTE
A REALIDADE DE KRAPP: SILÊNCIO E TRANSITORIEDADE
O TEMPO E O LUGAR: SINTAXE CUBISTA EM PEÇA COM REPETIÇÕES, DE MARTIN CRIMP 1
Este é o tipo de espaço com o qual Martin Crimp trabalha em cada quadro de Play com repetições. Assim como a arte cubista, que desdobra a visão de um objeto para mostrar todos os seus aspectos simultaneamente, de forma que o espectador tenha uma percepção tridimensional, Martin Crimp trabalha com a não linearidade e a sobreposição de planos temporais e repetições em O Trabalho com Repetições. múltiplo.
POLIFONIA CÊNICA: A LINGUAGEM EM FOCO NA PEÇA 4:48 PSICOSE, DE SARAH KANE 1
Neste ensaio, pretende-se realizar uma outra leitura, enfatizando os diferentes níveis de sentido e os aspectos pós-dramáticos do texto de Sarah Kane, que se configura como um tecido múltiplo, veiculando experiências universais que vão além do indivíduo sofredor. As restantes pinturas apresentam textualidades variadas configuradas em diferentes formatos, muitas vezes como poesia concreta na página.
A ADAPTAÇÃO CÊNICA DO GRUPO GALPÃO DO TEXTO UM HOMEM É UM HOMEM, DE BERTOLT BRECHT 1
Mas o Sr. Bertolt Brecht consegue provar que qualquer um pode fazer o que quiser com um homem. A peça Um homem é um homem inaugura o teatro social e o estilo épico de Brecht, que inclui diferentes linguagens relacionadas ao teatro de rua, ao circo e ao cabaré.
O TEATRO ÉPICO OU DIALÉTICO DE BERTOLT BRECHT
Ele então começou a introduzir referências ao capitalismo em suas letras, retratando as injustiças capitalistas como antinaturais e como complexidades socioeconômicas construídas por humanos. Em 1933, Adolf Hitler derrubou a República de Weimar, assumiu o poder e Brecht foi forçado a deixar a Alemanha para evitar a perseguição dos nazistas.
A viúva Begbick, para conseguir ajuda para fechar a cantina, convida Galy Gay para ser sócio de uma empresa inexistente. No final da peça, Galy Gay é algemado por soldados que o empurram para um buraco de forma que apenas sua cabeça fique de fora.
A ADAPTAÇÃO CÊNICA DO GRUPO GALPÃO DO TEXTO UM HOMEM É UM HOMEM
Por mais de quarenta anos, desde 1963, Paulo José pretendia montar Um Homem É um Homem, de Bertolt Brecht. A montagem de Um homem é um homem, apresentada pelo Grupo Galpão, mudou o texto inicial, impulsionada pela necessidade de remarcar e recontextualizar a cena, aproximando a atmosfera da peça do espectador de hoje.
DIÁRIOS, MEMÓRIA E CONSTRUÇÃO DIALÓGICA EM THE HEROIN DIARIES, DE NIKKI SIXX 1
Ao contrário de outros formatos já reconhecidos, um diário não requer um autor "literário", um escritor habilidoso e experiente. O diário analisado neste trabalho - The Heroin Diaries de Nikki Sixx - pode ser considerado um exemplo exemplar de obras multifacetadas atuais.
THE HEROIN DIARIES
O DIÁRIO ESCRITO
Essas características essenciais sobre a natureza de cada item podem ser consideradas como o principal elo que mantém The Heroin Diaries dentro do gênero de diários íntimos. O diário de Nikki Sixx, como uma história escrita, manteve-se dentro de um padrão tradicional antes da publicação que só seria quebrado quando se tornasse um diário publicado, tornando-se assim uma obra polivalente ao agregar outras formas de expressão que maximizam umas às outras.
O DIÁRIO PUBLICADO
O diário de Anne Frank5 e Paris é divertida6, é possível perceber uma ruptura com os padrões estabelecidos e com a expectativa do leitor quanto à forma expressiva que se espera de um diário íntimo. O sumário de Diários da Heroína, que lembra um romance, é dividido em capítulos separados por mês, cada um com um título correspondente em forma de cabeçalho, o que facilita a compreensão e a visualização do andamento do texto.
É VÁLIDO ESCREVER UM DIÁRIO?
Embora seja impossível deduzir o valor exato da escrita do diário, críticas e elogios ao gênero possibilitam uma reflexão sobre o assunto. Philippe Lejeune conclui à sua maneira – e aparentemente em sintonia com as experiências relatadas por Sixx – para apreciar não os aspectos, mas a natureza da escrita de um diário: “O diário é simplesmente humano.
A PUBLICAÇÃO E SEUS DIÁLOGOS
Logo em seguida, diferentemente do dicionário anterior, surge um "dicionário alternativo", com novas definições dos mesmos termos, mas desta vez criado por Lemmy Kilmister14, da banda Motorhead15, um astro do rock com uma história parecida com a do Sixx. A apresentação dos integrantes da banda Sixx remete a uma suposta “gangue” – ou supostos super-heróis.