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TCC CLAUDIA.pdf

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Academic year: 2023

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A discussão aqui apresentada envolve a responsabilidade dos pais pelas ações tomadas pelos filhos mais velhos na reparação dos danos causados ​​por esses filhos a terceiros. O tema da pesquisa parte de um debate baseado na indenização civil dos pais pelos danos causados ​​aos filhos sãos e economicamente dependentes. Considerando a necessidade de uma maior discussão sobre a responsabilidade civil dos pais pelos danos causados ​​aos seus filhos adultos, surge a justificativa da pesquisa.

Da Responsabilidade Civil

Pressupostos da responsabilidade civil: A conduta, o dano, o nexo causal

Para que a conduta humana dê origem à responsabilidade civil do agente, é necessário, portanto, determinar o dano resultante. Outro pressuposto essencial para a caracterização da responsabilidade civil é o nexo causal, ou seja, o nexo entre o comportamento humano e o dano causado. Disponível em http://www.cartaforense.com.br/conteudo/colunas/desafios-da-causalidade-na-responsibility-civil-brasileira/18334.

Então se há causas excludentes aqui mostradas, não há causalidade e efeito, responsabilidade civil. Para esses autores, nos casos de responsabilidade civil, deve-se levar em consideração o comportamento humano, os danos causados ​​por esse comportamento e a relação causal. Quanto ao elemento culpa na responsabilidade civil, é perceptível que há controvérsias a respeito.

Contudo, a existência de culpa é crucial para o reconhecimento da responsabilidade civil objectiva e subjectiva, que será analisada no ponto 1.3. O inciso II do artigo 932 do Código Civil contém a responsabilidade civil do tutor e do curador.

Responsabilidade Civil: Objetiva ou subjetiva?

A regra geral que deve presidir à responsabilidade civil é a sua base na ideia de culpa; mas como é insuficiente para atender às imposições do progresso, cabe ao legislador determinar especificamente os casos em que a obrigação de restaurar deve ocorrer, independentemente dessa ideia. Numa análise detalhada do que foi citado pelo autor, é possível afirmar que embora a responsabilidade subjetiva deva ser tomada como regra, a importância da responsabilidade objetiva e seus critérios de aplicação não devem ser esquecidos, devendo ser utilizados, no momentos apropriados, para que a responsabilidade da sociedade civil como um todo possa ser protegida. Como já mencionado, o conteúdo contido no parágrafo único do artigo 927 do Código Civil revelou-se de grande valia, no reconhecimento da responsabilidade civil sem existência de culpa, pelo exercício de atividade que, pela sua própria natureza, , oferece riscos aos direitos de outrem, possibilitando ao Poder Judiciário ampliar seu campo de atuação em casos de danos indenizáveis.

A responsabilidade dos pais em relação aos filhos menores compreende-se no contexto da vida familiar, independentemente do tipo de família, seja ela unilateral, do mesmo sexo ou qualquer outra reconhecida pelo ordenamento jurídico. A responsabilidade parental decorre, em princípio, da supervisão do menor e não propriamente do poder familiar. Nesta perspectiva, pode-se afirmar que a responsabilidade dos pais pelos filhos menores é objetiva dada a série de deveres que acompanham a escolha de ter filhos, sejam eles biológicos ou adotados.

Perante isto, é importante dizer que o que distingue a responsabilidade civil em relação aos filhos menores, em termos da sua objectividade, é suportado pelo facto de os pais serem obrigados a proteger eficazmente os seus filhos. Portanto, não se confundem responsabilidade civil objetiva e subjetiva, uma vez que a prova de dolo ou culpa não é necessária nos casos de filhos menores, enquanto em outros casos é imprescindível a análise desses elementos para que se possa compreender a responsabilidade no caso concreto.

Direito de Família: Poder familiar e o atributo da capacidade civil

A função social da família e o princípio da solidariedade familiar

Ao iniciarmos o estudo da função social da família, cabe-nos referir-nos ao que é a própria função social, dentro de uma concepção de direito civil constitucionalizado. Segundo a doutrina vigente, a análise funcional permite abandonar “a atitude sonolenta que considerava os institutos jurídicos como colocados à livre disposição do sujeito de direito”.15 Como passos adicionais, a funcionalização dos institutos de direito civil e sua dedicação social. a função. No caso de adequação de uma situação aos valores constitucionais, a proteção da pessoa humana é realizada de forma indireta, uma vez que os institutos incidirão principalmente no cumprimento de uma função social.

No que diz respeito ao direito da família, a função social da família é determinada pela sua finalidade no contexto social, de modo que justifica a sua fundamentação por se basear na valoração constitucional que lhe é atribuída. Exemplos característicos do cumprimento de uma função social pelos institutos de direito da família podem ser apresentados de forma ilustrativa. Dentro desta concepção da função social da família e do reconhecimento do papel de cada membro que a constitui, surge o dever de solidariedade familiar.

Ao aliar o dever de solidariedade familiar e a função social da família à intenção do legislador constitucional, considera-se que os objetivos fundamentais do Brasil como república federativa estão amparados na justiça social, no desenvolvimento nacional e na redução das desigualdades sociais em cada país. região, tendo em conta as necessidades locais. Aqui, vale destacar que o legislador alinhou o entendimento de que os valores sociais devem ser cumpridos, como a solidariedade, a dignidade humana e a liberdade, para que o alcance das normas cumpra a função social estabelecida.

Poder familiar

No casamento e nas relações estáveis, o poder familiar cabe aos pais; em caso de ausência ou impedimento de um deles, será exercido exclusivamente pelo outro.”56. Nessa tentativa, aplica-se o artigo 21 da Lei da Criança e do Adolescente, que dispõe sobre o exercício do poder familiar em igualdade e igualdade de condições, e na falta de um deles, exclusivamente o outro. É importante ressaltar que para os filhos nascidos após o casamento ou união estável, o poder familiar passa a ser exercido após o reconhecimento da paternidade.

O poder familiar impõe aos pais o dever de cuidar e proteger a pessoa dos filhos e dos seus bens. Desta forma, entendemos que a lei prevê inicialmente casos em que o poder familiar pode ser extinto. Ressalte-se que, em caso de falecimento de apenas um dos progenitores, cabe exclusivamente ao outro o exercício do poder familiar.

Neste sentido, o artigo 1.637 estabelece que os pais podem ser suspensos do poder familiar quando se comportarem de forma abusiva, não cumprirem os deveres inerentes ou destruírem os bens dos filhos.64. Portanto, reserva-se o direito de fiscalizar o cumprimento deste dever, podendo suspender e até excluir o poder familiar.

Capacidade Civil: Questões jurídicas existenciais e questões jurídicas não

Ressalta-se que considerar a dignidade da pessoa humana como norteadora do ordenamento jurídico, resultando em uma abordagem diferenciada das questões discutidas, evidencia a necessidade de reavaliar os critérios de competência civil, especialmente quando vistos sob o ângulo da competência legal e competência de fato, no sentido de que a habilidade é na verdade o poder efetivo que permite ações práticas na vida.71. A compreensão da proteção daqueles que são considerados incapazes em alguns casos significa que eles estão impedidos de praticar atos da vida civil, referindo-se a questões jurídicas inexistentes, privando-os assim de uma parte da liberdade da pessoa, contrariamente ao que contém a dignidade . da pessoa humana. Na tomada de decisão apoiada, o beneficiário manterá a sua capacidade atual, não sofrendo limitações quanto à sua plena capacidade.

Portanto, é assertivo dizer que a tomada de decisão apoiada ancora a pessoalidade como um valor específico da pessoa humana, ainda que constitua direitos que dizem respeito a pessoas antes consideradas incapazes, aquelas com deficiência. Ter a pessoalidade como valor é, portanto, característico da pessoa humana, e por isso atrai a disciplina jurídica típica e diferenciada, própria das relações jurídicas existenciais. Nessa forma de pensar, é possível afirmar que a compreensão da capacidade em matéria existencial reside na compreensão de que “a autonomia privada é considerada um dos meios para concretizar a dignidade da pessoa humana nas situações existenciais”.75.

As situações jurídicas patrimoniais existenciais são reconhecidas como situações jurídicas da ordem do ter e da ordem da existência, numa perspectiva centrada no princípio fundamental do nosso ordenamento jurídico, já aqui discutido, que é a dignidade da pessoa humana.77 . A personificação do direito e a aplicação dos institutos jurídicos à luz da dignidade da pessoa humana, especialmente nas situações jurídicas atuais, devem ser vistas no conceito subjetivo, no âmbito das questões de direito existencial e patrimonial.

Responsabilidade Civil dos pais por danos causados por filhos

Possibilidade Jurídica de atribuição do dever de indenizar aos pais

Nesta tentativa, a questão que se coloca sobre a perspectiva da maioria burguesa se os pais seriam responsáveis ​​pela reparação dos danos causados ​​a terceiros pelos seus filhos mais velhos e capazes, que são economicamente dependentes, é respondida positivamente, reconhecendo a possibilidade de os pais serem responsabilizados pelas ações de seus pais, filhos mais velhos e danos resultantes. Enfatizando que os filhos mais velhos ainda estão sob alguma forma de tutela porque moram na mesma casa e são economicamente dependentes, porque enfrentam a mesma situação. Por isso, parece-me extremamente importante iniciar um debate (sincero e honesto) sobre a possibilidade de atribuir aos pais a responsabilidade pelas ações dos filhos mais velhos – que ainda deles dependem.

Especificamente quando é fundamental identificar quem tem o dever de indemnizar, como acontece nos casos de responsabilidade parental por atos praticados por filhos adultos. Portanto, a obrigação decorrente das relações familiares atinge também os filhos maiores, consolidando a chamada responsabilidade civil subjetiva. A responsabilidade civil depende de outros elementos capazes de vincular o agente causador do dano e do dever de indemnização, que no caso dos filhos maiores cabe aos pais desde que comprovada a sua dependência económica e residam na mesma casa.

Não há desculpa para não reconhecer o dever dos pais de também serem responsáveis ​​pelas ações dos seus filhos adultos, especialmente quando se trata de questões jurídicas existenciais e de propriedade. Um dever de reparação não deve ser introduzido pela simples razão de que os pais não podem ser responsabilizados pelos danos causados ​​pelos seus filhos adultos.

Estudo de caso

Há um dever de apoio e de solidariedade familiar inerente à paternidade e, na sociedade atual, passam cada vez mais tempo com os pais, mas permanecem economicamente dependentes do seu sustento. O recorrente também duvida do dever de solidariedade no pagamento, uma vez que o filho é maior de idade, o que excluiria qualquer responsabilidade a este respeito. Parte-se do entendimento de que a prova de culpa na vigília é elemento característico para o reconhecimento do dever de solidariedade, mesmo tratando-se de filho adulto.

Assim, coloca-se a questão de saber se existe responsabilidade civil dos pais pelos danos causados ​​pelos filhos mais velhos, repleta de razões justificáveis ​​para tal, caso se comprove a sua dependência económica e incapacidade de disponibilizar meios para reparar o dano. causado por . Desta forma, surgem considerações sobre os pressupostos da responsabilidade civil, que levam à constatação de que, ao contrário do que acontece com os filhos menores, onde a responsabilidade civil dos pais é objetiva, no caso dos filhos adultos esta responsabilidade torna-se subjetiva, pois depende da avaliação de questões jurídicas existenciais aplicadas em um caso específico. O que distingue as questões jurídicas existenciais das não existenciais é justamente a subjetividade que envolve a conduta descrita em um caso concreto, de modo que não se pode excluir o dever de responder pelos danos causados ​​por filhos adultos dependentes dos pais.

O entendimento oposto faz da idade um critério de violação do dever de cuidado com os filhos, o que não pode estar dentro da ideia de um direito civil constitucionalizado onde as famílias recebam atenção especial dada a sua relevância. Disponível em https://meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br pais-filhos-menores-sons-maiores-e-consciente-civil-por-danos-terceiros/.

Referências

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A família é célula primordial para o desenvolvimento das crianças e adolescentes, onde os pais são responsáveis pelos filhos desde a concepção no ventre, sendo importante manter um lar