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TCC - Erica Antunes - BDM

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Academic year: 2023

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Posteriormente, os dados foram tratados estatisticamente por meio de análises de variância paramétricas ou não paramétricas, dependendo do atendimento ou não dos pressupostos de normalidade e homocedasticidade. 25 Figura 5 Arte de pesca utilizada na captura do pargo pelas embarcações de grande porte que desembarcaram nos portos do estuário do Caeté no período de junho de 2000 a junho de 2001. a) Linha de pescado operada por meio de guincho manual denominado “ciclo”.

GERAIS

Com base nisso, este trabalho foi desenvolvido com o objetivo de contribuir para a análise do impacto da atividade pesqueira nos stocks de badejo, através da caracterização da pesca em grande escala deste recurso na região de Bragança. Assim, pode ser útil como subsídio para o desenvolvimento de medidas de gestão destinadas à sustentabilidade dos stocks de juvenis e dos ecossistemas envolvidos.

ESPECÍFICOS

A PESCA NO LITORAL PARAENSE

Os volumes desembarcados diariamente nos portos de Bragança apresentam grande variabilidade relacionada ao padrão sazonal da pesca e a outros fatores como o preço do óleo diesel, o clima ou a demanda do mercado, entre outros (ISAAC; . ESPIRITO SANTO; NUNES , 2008). A estação chuvosa, em que o forte escoamento da Amazônia desloca a água salobra para o leste do estado do Pará, é mais produtiva que a estação seca (ISAAC, 2006).

A ECOLOGIA DO PARGO

Ao atingir o estágio final de desenvolvimento gonadal, migrariam para as costas oceânicas ao nordeste, onde desovariam e depois retornariam às áreas de alimentação na plataforma continental ao norte e nordeste. Após a desova, os adultos migrariam para a área de alimentação na plataforma continental norte e nordeste.

Figura 2: Mapa de distribuição geográfica do pargo no Atlântico.
Figura 2: Mapa de distribuição geográfica do pargo no Atlântico.

A PESCA DE PARGO NO BRASIL

Segundo Furtado Jr. 2005) durante o período de recrutamento, de Março a Maio e de Novembro a Dezembro, os indivíduos deslocam-se verticalmente como mecanismo de integração da população juvenil na população cativa. Durante o período de declínio da pesca nesta região, a frota começou a explorar novas áreas e em 1974 atingiu a região Norte abrangendo os estados do Pará e Amapá, que a partir de 1983 se consolidou como a mais importante na região de pesca do pargo em toda a sua distribuição região do litoral do Brasil. A expansão da pesca para a plataforma continental no estado do Pará foi acompanhada por um novo período de crescimento nos desembarques que em 1977 atingiu uma produção anual de 6.589 toneladas o maior volume já registrado para toda a pescaria do pargo no norte e litoral nordeste do Brasil (PAIVA, 1997).

A partir desse ano, observa-se um novo período de declínio da produção e colapso da indústria pesqueira nas margens do pargueiro no Nordeste (SOUZA, 2002). A drástica redução na pesca do pargo, acompanhada por um período de acentuada sobrepesca, provavelmente contribuiu para a recuperação parcial da biomassa perdida devido à excessiva mortalidade por pesca (FURTADO JR, 2005).

AS ARTES DE PESCA

Os dados foram coletados diariamente durante o período de junho de 2000 a junho de 2001 em sete pontos de desembarque de pesca localizados às margens do estuário de Caeté, sendo eles: Furo Grande, Vila dos Pescadores de Ajuruteua, Bragança, Caratateua, Bacuriteua, Tamatateua e Vilamatateua do Treme. Os dados coletados dos pargos desembarcados nos portos do estuário do Caeté foram armazenados em um banco de dados e posteriormente tratados estatisticamente por meio de planilhas de cálculo e estatísticas. No período de junho de 2000 a junho de 2001, foram registradas nos portos da região de Bragança um total de 1.132 embarcações de pesca, sendo que destas, 47 foram classificadas como de grande pesca de pargo.

Este resultado é confirmado pela análise de variância ANOVA, que mostrou diferenças significativas (F=6,4412 e p=0,0122) entre a produção descarregada nos portos de Bacuriteua e Bragança (Fig.20). A produção descarregada por navios de médio porte nos portos de Bacuriteua e Bragança não apresentou diferenças significativas (p=0,0766). A produção de pargo desembarcado nos portos do estuário de Caeté gerou uma renda de R$ na primeira comercialização, o que demonstra a alta rentabilidade gerada pela pesca desse recurso na região de Bragantina.

Extensa atividade pesqueira nos portos de desembarque do estuário do Caeté, Bragança-PA.

Figura 5: Artes de pesca utilizadas na captura de pargo por barcos de larga escala que desembarcaram  nos  portos  do  estuário  do  Caeté  durante  o  período  de  junho  de  2000  a  junho  de  2001
Figura 5: Artes de pesca utilizadas na captura de pargo por barcos de larga escala que desembarcaram nos portos do estuário do Caeté durante o período de junho de 2000 a junho de 2001

A PESCA DE PARGO NA COSTA NORTE

ÁREA DE ESTUDO

A área de estudo corresponde à área de abrangência da grande frota pesqueira que desembarca nos portos às margens do estuário do Caeté (Figura 7). A atividade pesqueira em grande escala é desenvolvida em toda a plataforma continental norte, desde a Baía de São Marcos, no Maranhão, até a foz do rio Oiapoque, no extremo norte do Amapá (PROVAM, 1990). A circulação da água na plataforma e os processos de transporte e deposição de sedimentos são controlados pela vazão do Rio Amazonas e pelas fortes correntes associadas às macromarés (ALLER; ALLER, 1986).

Porém, durante o período seco, ocorre o processo inverso, aumentando a salinidade nas partes internas do estuário (EGLER; SCHWASSMANN, 1962). A Planície Costeira de Bragança está localizada na faixa litorânea do município de Bragança, localizado no nordeste do estado do Pará, e estende-se desde a Ponta do Maiaú até a foz do Rio Caeté (PEREIRA et al., 2006), abrangendo uma área de cerca de 40 km de extensão (SOUZA FILHO, 2005), localizada entre os meridianos de 46°32'W e 46°55'W e os paralelos 00°43'S e 00°04'S, formando uma área de 1.570 km2.

COLETA DE DADOS

Canoa (CAN) Embarcação movida a vela ou a remo e vela, sem convés ou com convés semifechado, com ou sem convés, com quilha, vulgarmente conhecida como canoa ou chata. Canoa Motorizada (CAM) Embarcação movida a motor ou motorizada e à vela, com ou sem convés, com ou sem casota, comprimento de até 7,99 m, comumente conhecida como canoa motorizada, bastarda ou lancha rápida. Pequena embarcação (BPP) Embarcação movida a motor ou motorizada e à vela, com casco de madeira, convés fechado ou semifechado, com ou sem casotas, comprimento entre 8 e 11,99 m, vulgarmente designada por barco.

Barco de médio porte (BMP) Embarcação a motor ou a motor e à vela, com casco de madeira ou ferro, casas, convés fechado, igual ou superior a 12 m de comprimento, comumente conhecida como barco de médio porte. Barco Glaciar Embarcação a motor ou a motor e à vela equipada com grelhas ou câmaras que recolhe a produção de diversas embarcações menores ou pescadores e a leva aos portos de desembarque.

Tabela  1:  Classificação  das  diferentes  categorias  de  embarcações  que  atuam  nos  portos  da  região  bragantina, de acordo com a classificação do CEPNOR/IBAMA (1998)
Tabela 1: Classificação das diferentes categorias de embarcações que atuam nos portos da região bragantina, de acordo com a classificação do CEPNOR/IBAMA (1998)

ANÁLISE DE DADOS

Barco industrial (BIN) Embarcação motorizada, com casco de aço, equipada com equipamentos de apoio à navegação, pesca e piscicultura, de comprimento igual ou superior a 15 metros, com casas, convés fechado e maior autonomia, vulgarmente designada por barco industrial ou barco industrial. barco de ferro. Para efeitos deste estudo, considerou-se a pesca em grande escala como uma actividade pesqueira exercida por embarcações de médio porte e embarcações industriais. O procedimento descrito por Legendre e Legendre (1998) foi utilizado para selecionar a transformação mais adequada, e neste trabalho foram utilizadas transformações de logaritmo e raiz quadrada.

Uma vez alcançada a normalidade e a homocedasticidade, foram realizadas análises de variância unidirecional, como ANOVA unidirecional, e análise bifatorial, como ANOVA fatorial, para estudar a correlação entre as oscilações temporais das variáveis ​​dependentes (número de colchetes ). , produção desembarcada, número de pescadores, capacidade da urna, comprimento, etc.) e variáveis ​​categóricas (tipo de embarcação, área de captura, arte de pesca, porto de desembarque, etc.) para testar variáveis ​​cuja transformação dos dados não atendeu aos pressupostos de normalidade e homocedasticidade utilizamos análises não paramétricas de Kruskal-Wallis, onde as diferenças foram consideradas significativas quando valores de p<0,05.

CARACTERIZAÇÃO DOS DESEMBARQUES

CARACTERIZAÇÃO DA FROTA PESQUEIRA

Uma análise de variância realizada com o comprimento dos vasos diferiu significativamente (F=9,1013 e p=0,0001) entre navios industriais e de médio porte (Fig.11). De acordo com a análise descritiva (Tab.3), os barcos industriais tinham em média 14,36 m de comprimento, com mínimo de 12 m e máximo de 18 m, enquanto os barcos de médio porte tinham comprimento médio de 12,98 m, com mínimo e máximo correspondente aos barcos industriais.

A capacidade da embarcação também diferiu significativamente (F=20,894 e p=0,0000) entre embarcações industriais e de médio porte (Fig.12).

Figura 10 – Numero de barcos em relação ao estado de origem das embarcações que desembarcaram  pargo nos portos do estuário do Caeté no período de junho de 2000 a junho de 2001
Figura 10 – Numero de barcos em relação ao estado de origem das embarcações que desembarcaram pargo nos portos do estuário do Caeté no período de junho de 2000 a junho de 2001

CARACTERIZAÇÃO DAS ARTES DE PESCA

CARACTERIZAÇÃO DO ESFORÇO DE PESCA

Em relação ao número de pescadores que trabalham na pesca, a análise de variância ANOVA mostrou que não existem diferenças significativas (F=3,5241 e p=0,0625) entre barcos industriais e de médio porte (Fig.15). A análise não paramétrica de Kruskal-Wallis mostrou que não existem diferenças significativas (H=1,102593 e p=0,2937) entre o número de ciclos utilizados pelos barcos industriais e de médio porte (Fig.16). Uma análise de variância mostrou que não existem diferenças significativas (F=0,0998 e p=0,7524) entre CPUE (kg/pescador*dia) para artes de pesca em barcos industriais e de médio porte (Fig.19).

As embarcações industriais tiveram rendimento médio de 30,70 kg/pescador*dia, com mínimo de 3,34 e máximo de 96,80. Enquanto os caicos de barcos de médio porte tiveram rendimento inferior, 22,28 kg/pescador*dia, com mínimo de 7 e máximo de 48,17 (Tab.10).

Figura 14 – Inspeção gráfica de análise de variância do logaritmo do tempo de duração das pescarias  entre  os  pesqueiros  e  os  diferentes  tipos  de  embarcações  que  desembarcaram  pargo  nos  portos  do  estuário do Caeté durante o período de junho
Figura 14 – Inspeção gráfica de análise de variância do logaritmo do tempo de duração das pescarias entre os pesqueiros e os diferentes tipos de embarcações que desembarcaram pargo nos portos do estuário do Caeté durante o período de junho

CARACTERIZAÇÃO DA PRODUÇÃO PESQUEIRA DESEMBARCADA

A produção descarregada por barcos industriais em Bacuriteua e Bragança não apresentou diferenças significativas (p=0,9987) (Fig.22). Contudo, a produção descarregada por este tipo de navio no porto de Bacuriteua diferiu significativamente (p=0,0006) da produção descarregada no porto de Bragança por navios de médio porte. Posteriormente, em Maio, as capturas aumentaram novamente e atingiram um máximo de 103.618 toneladas em Junho (Fig.24).

Em relação ao tipo de embarcação, a análise ANOVA mostrou que houve diferenças significativas (F=10,654 e p=0,00138) entre a produção descarregada por embarcações industriais e de médio porte (Figura 26). A análise de variância mostrou que a produção obtida a partir de rodas de barcos industriais é significativamente diferente (p=0,0283) daquela obtida a partir de rodas de barcos de médio porte, e também significativamente diferente (p=0,0268) da produção de Caicos. BMP.

Figura  20  –  Inspeção  gráfica  de  análise  de  variância  da  raiz  quarta  da  produção  entre  os  diferentes  tipos de embarcação que desembarcaram pargo nos portos do estuário do Caeté durante o período de  junho de 2000 a junho de 2001
Figura 20 – Inspeção gráfica de análise de variância da raiz quarta da produção entre os diferentes tipos de embarcação que desembarcaram pargo nos portos do estuário do Caeté durante o período de junho de 2000 a junho de 2001

DISTRIBUIÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DA PESCA

No período seco, as capturas concentraram-se no litoral do estado do Amapá, com apenas alguns pontos de pesca isolados no litoral do Pará e na foz do Amazonas (Fig.32). No período chuvoso não houve captura na foz do Amazonas e foi observado aumento no volume de captura no litoral do Pará (Fig.33).

Tabela  14  –  Número  de  desembarques  por  pesqueiros,  localidade  de  desembarque,  e  por  diferentes  tipos de embarcações que desembarcaram pargo nos portos do estuário do Caeté no período de junho  de 2000 a junho de 2001
Tabela 14 – Número de desembarques por pesqueiros, localidade de desembarque, e por diferentes tipos de embarcações que desembarcaram pargo nos portos do estuário do Caeté no período de junho de 2000 a junho de 2001

CARACTERIZAÇÃO DA RECEITA BRUTA DA PRODUÇÃO

As iscas foram o principal equipamento de pesca utilizado pela frota pesqueira de grande porte para a captura do pargo, respondendo por 89,90% do total desembarcado no período de estudo. Tanto na estação seca quanto na chuvosa, as capturas concentraram-se no litoral do estado do Amapá, com apenas alguns pontos de pesca isolados no litoral do Pará. Segundo Holland (2001), a população de garimpeiros no Norte/Nordeste do Brasil apresenta claros sinais de sobrepesca, caracterizada pela redução dos valores médios de comprimento e peso individual, bem como da produção anual, em decorrência do aumento do esforço de pesca .

Avaliação do poder de pesca do peixe cov em relação ao tempo de submersão na pesca do pargo (Lutjanus purpureus, Poey) na região Norte do Brasil. Um estudo sobre o índice de poder de pesca dos equipamentos de pesca utilizados na pesca do robalo Lutjanus purpureus no norte do Brasil. Distribuição espacial do esforço como estratégia de pesca do pargo, Lutjanus purpureus POEY, no Norte e Nordeste do Brasil.

Análise da estratégia de pesca e capacidade de suporte da população de pargo, Lutjanus purpureus POEY, nas costas oceânicas e plataformas continentais do Norte e Nordeste do Brasil.

Tabela 16 – Receita (R$) por arte de pesca da produção de pargo desembarcada nos portos do estuário  do Caeté no período de junho de 2000 a junho de 2001
Tabela 16 – Receita (R$) por arte de pesca da produção de pargo desembarcada nos portos do estuário do Caeté no período de junho de 2000 a junho de 2001

Imagem

Figura 1: Lutjanus purpureus Poey, 1875, capturado na costa norte do Brasil.
Figura 2: Mapa de distribuição geográfica do pargo no Atlântico.
Figura 3: Primeira hipótese do circuito migratório do pargo Fonte: Adaptada de Ivo e Hanson (1982)
Figura 4: Segunda hipótese do circuito migratório do pargo .
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Referências

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