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TERRENOS DE MARINHA E SEUS ACRESCIDOS - Univali

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Academic year: 2023

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As Terras da Marinha e seus acréscimos são bens da União cujas origens remontam ao Brasil colonial. Como finalidade específica, pretende-se verificar, do ponto de vista jurídico, se existem áreas marinhas e seus pertences ao longo do Rio do Estado.

CONCEITO

INTRODUÇÃO

2 TERRAS MARÍTIMAS. são o objeto principal, pelos valores atribuídos ao foro anual e ao imposto residencial devido aos proprietários de sua posse ou pelas propostas de alterações regulatórias que tramitam no Congresso Nacional, tanto na esfera constitucional quanto na infraconstitucional. Uma compreensão minimamente adequada do Terra da Marinha requer um pequeno panorama histórico do surgimento e evolução desta instituição dentro do ordenamento jurídico brasileiro.

DESLOCAMENTO HISTÓRICO

Situação Atual

A grande quantidade de instrumentos normativos relativos aos terrenos marinhos demonstra a sua relevância para o ordenamento jurídico nacional. Vale ressaltar, para que não restem dúvidas, que Marineland não é Marineland. As Terras Marinhas também não podem ser confundidas com terrenos baldios, como já foi feito.

Tanto as terras que nunca foram transferidas como as que foram comissionadas constituem terras devolutas se não entraram no domínio privado através de título legítimo e não receberam alocação pública. Além disso, pelo histórico apresentado com base na legislação apresentada, verifica-se que as principais funções do Terreno Marítimo eram a garantia de um local como servidão pública destinada à carga e descarga de coisas públicas e privadas, a garantia de um local para a defesa da cidade e finalmente um meio de arrecadação de receitas para a Coroa, o Império e a União Federal34. Segundo a ideia de que os países do mar têm um significado diferente daquele que justificou a sua origem, Armando Gonçalves Madeira e Ziegler de Souza ficaram em segundo lugar.

TERRENOS ACRESCIDOS DE MARINHA

Terrenos acrescidos - são terrenos que, por aluvião ou avulsão, foram incorporados a terrenos marinhos ou marginais, respectivamente abaixo do ponto atingido pela maré alta média ou centro de inundação ordinária, bem como a parte do alvéolo descoberta devido à distância da água (art. 16 Código de Águas). A partir desta definição, parece que o autor está principalmente preocupado com terras adicionadas a terras marinhas ou terras marginais. transcrito em outro lugar) informa que se formam tanto na margem marítima, junto às Terras Marinhas, como também na margem fluvial, junto às “terras reservadas”41.

As terras agregadas, seja por aluvião ou avulsão, às margens de rios e lagos afetados pelo mar, ou às margens de rios navegáveis, só pertencem, portanto, à União se houver o entendimento de que, por algum motivo jurídico, o disposto no Decreto Legislativo não. sobre a presença de terras marítimas e/ou terras marginais ao longo de riachos e lagos não são mais válidas, total ou parcialmente. A quase total ausência de terras navais na literatura especializada e a falta de clareza no tratamento dessas terras por estudiosos como Celso Mello e Maria di Pietro fornecem uma pequena amostra das dificuldades no estabelecimento de terras navais e suas adições ao longo de rios e córregos. lagos, tema que será discutido novamente mais adiante. Concluída esta breve explicação sobre a deslocação histórica das zonas marítimas e a sua situação actual, bem como das zonas marítimas agregadas, apresentamos agora algumas considerações sobre a utilização destes activos.

INTRODUÇÃO

REGIME PATRIMONIAL

A propriedade económica é propriedade das pessoas colectivas a que pertence e em cuja propriedade se encontra. Os bens prevalecentes são aqueles que não têm finalidade e estão prontos para serem utilizados ou alienados ou mesmo para serem transferidos a quem neles tiver interesse. Aqui o autor volta à situação específica das terras do mar, já mencionada no tópico anterior, nomeadamente a de que o Estado utiliza a propriedade dominica principalmente como fonte de rendimento.

Com pequenas variações nos detalhes, mas consistente em essência, a doutrina tradicionalmente trata a Navy Land e seus pertences como ativos dominicanos. Portanto, as Terras Marinhas podem ser incluídas em cada um dos três tipos de bens públicos: a) quando desocupados ou ocupados por particulares, constituem bens dominicanos; b) quando possuírem praias, esta parte da área é classificada como bem de uso comum da população, por expressa disposição legal, artigo 10 da Lei 7.661, de 16 de maio de 198852; c) por fim, se estes terrenos forem ocupados por edifício público, seja ele qual for, constituirão bens de uso especial. Esta proibição aplica-se mesmo que não sejam utilizados para serviço público, nem constituam bem de uso comum da população.

FORMAS DE UTILIZAÇÃO

Tendências do regime de Aforamento

O parágrafo 3º do artigo 49 do ADCT da CRFB/1988 estabelece: “a enfiteuse continuará a ser aplicada em terrenos marinhos e seus acréscimos localizados no cinto de segurança a partir da costa”. Além disso, o parágrafo 2º do artigo 2.038 do CC/2002 dispõe que a enfiteuse do solo marinho e sua acreção serão regulamentadas por lei especial. A extinção da instituição da enfiteuse da ordem civil nacional traz à tona a facilidade de posse nos países navais.

Curso de Direito Civil Brasileiro. regime enfitêutico para Terras Marítimas, com a supressão do n.º 3 do artigo. 49 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias79. De acordo com a proposta aprovada, não haveria extinção do instituto da enfiteose, mas seria possível que este continuasse a ser aplicado à Terra Marítima e seus apêndices, aceitando-se também outras formas de outorga de direitos sobre os mesmos, nos termos da lei80 . Excluída a aplicação de enfiteose/aforamento em terrenos marinhos situados na zona de segurança, à beira-mar, alterando a Constituição Federal de 1988).

INTRODUÇÃO

DEMARCAÇÃO DOS TERRENOS DE MARINHA

De acordo com esta regra, a SPU determinaria a linha média de maré alta de 1831 com base em documentos de uma época ou período próximo a ela que fossem indiscutivelmente autênticos. Esta preocupação mostra que as terras navais não estavam até então devidamente demarcadas. Parte da marca d'água média de 1831 ainda não está demarcada na costa brasileira, dando origem a muitos casos de direitos de propriedade concedidos por terceiros com áreas sobrepostas que acabam chegando ao domínio da União83.

Para Obéde Lima e Roberval Lima, os critérios utilizados pela SPU na delimitação de áreas navais baseiam-se em conceitos que levaram ao estabelecimento de uma suposta linha de maré média a partir de 1831, pois este órgão não teria conhecimento de como localizar linha hoje real de 1831. -GEADE-002 Orientação normativa que regulamenta a delimitação de terrenos marítimos e seus acréscimos. http://www.spu.planejamento.gov.br/arquivos_down/spu/orientacao_normativa/ON_geade_002.PDF>. Localização geodésica da linha média de preia-mar de 1831 - LPM/1831 para delimitação do terreno marítimo e seus acréscimos. observação

A LINHA DE PREAMAR MÉDIA

Deve-se notar também que a costa não deve ser confundida com preia-mar média. Tal como Soares e Ângulo explicaram acima, a linha costeira não corresponde à linha média de maré alta. Outro fator relacionado a esse fator é a falta de equipamentos adequados para medição da corrente do limite máximo médio.

Em seguida, processaram os dados e realizaram uma análise harmônica e uma revisão da linha média de preia-mar do ano de 1831. Esse grau de variabilidade vai na contramão dos esforços de Obéde Lima e Roberval Lima para definir a linha média de preia-mar de 1831. Portanto, a localização da linha média de preia-mar de 1831 obtida pelos autores ainda não está confirmada como real.

Figura  1.  Perfis  em  datas  diferentes  da  porção  central  da  praia  de  Meia  Praia  (Itapema/SC)  mostrando variação de volume de sedimentos, aumento tanto na porção subaérea, como na porção  submersa,  e  avanço  em  direção  ao  mar  da  linha  d
Figura 1. Perfis em datas diferentes da porção central da praia de Meia Praia (Itapema/SC) mostrando variação de volume de sedimentos, aumento tanto na porção subaérea, como na porção submersa, e avanço em direção ao mar da linha d

A DELIMITAÇÃO DE TERRENOS DE MARINHA EM RIOS E LAGOAS

Delimitação em lagoas

Lagunas: são corpos de água rasa, salobra ou salgada, separados do mar aberto por bancos de areia ou ilhas-barreira, mas que mantêm comunicação por meio de travessias (vias de comunicação)110. A separação da água da lagoa do mar pode ser efectuada por uma barreira mais ou menos eficaz, mas não é incomum a existência de canais, mantendo as duas águas em comunicação. Lagoa: Depressão de vários formatos – na sua maioria tendendo a ser circular – de pouca profundidade e cheia de água doce ou salgada.

Mais: são corpos de água parada que geralmente são constituídos por água doce, embora existam lagos de água salgada, como os que ocorrem em regiões com pouca pluviosidade. Embora a distinção não seja muito clara, o termo "lagoa" é mais comumente usado no Brasil para denotar corpos de água parada menores que lagos113. O elemento comum nas definições de uma lagoa é a interação entre suas águas e a água do mar.

Delimitação em rios

Por disposição legal expressa, já mencionada, a Linha Média de Alta Mar a ser utilizada para a demarcação de Terrenos Marinhos é a de 1831. Retomando o mapa de imagem da Figura 2, verifica-se que, acompanhando o percurso do alteração do rio, surgem questões práticas que não estão previstas na legislação, nomeadamente a existência de Terrenos Marinhos dissociados do rio que serve de parâmetro para o estabelecimento. Na prática surgem duas situações estranhas: a) a existência de Terrenos Marinhos distantes do rio que o estabelece (ou foi estabelecido); b) a existência de um rio afectado pelas marés sem ter Terra Marinha nas suas margens.

A perda de sua função primária faz com que muitos promovam a ideia de extinção marinha. Em particular no que diz respeito aos terrenos marinhos ao longo dos rios afetados pelas marés: a sua extinção não teria grandes consequências no que diz respeito à conservação ambiental, uma vez que as margens dos rios são consideradas áreas de proteção permanente num raio mínimo de 30 metros, conforme determinado no artigo 2.º, parágrafo . a, da Lei nº. Após termos verificado alguns problemas práticos na delimitação do terreno marinho e seus acréscimos, tanto ao longo da costa como próximo às lagoas (lagoas) e rios afetados pelas marés, iremos A seguir analisar alguns problemas. institutos.

Figura 2. Carta-imagem do Rio Perequê, divisa Itapema-Porto Belo(SC), elaborada a partir da  Carta Náutica da Enseada de Porto Belo, de 1945, escala 1:27.000, sobre a qual foi adicionada a  configuração  do  Rio  Perequê  (ressaltado  com  linhas  diagonai
Figura 2. Carta-imagem do Rio Perequê, divisa Itapema-Porto Belo(SC), elaborada a partir da Carta Náutica da Enseada de Porto Belo, de 1945, escala 1:27.000, sobre a qual foi adicionada a configuração do Rio Perequê (ressaltado com linhas diagonai

INTRODUÇÃO

DEMARCAÇÃO DOS TERRENOS DE MARINHA

As pessoas nesta situação, diretamente interessadas convocadas por edital, recorrem ao Poder Judiciário para revisão da distinção. Veja o resumo da decisão a seguir envolvendo a demarcação de Terra Marinha no Município de Joinville, Estado de Santa Catarina. Ausência de pré-questionamento da questão relativa à classificação do imóvel do recorrente como terreno marítimo (apresentações nº 282 e 357/STF).

É precisamente esta protecção que permite obter o tempo e os recursos adequados para tentar garantir no novo processo de delimitação administrativa o que de facto é considerado justo, nomeadamente que a área objecto do pedido não constitui património dominicano. da União, que não é a terra da marinha. A questão de saber se uma determinada área é ou não terreno naval depende da localização geográfica dessa área. Se a área em questão se situa ao longo de um rio nacional afectado pelas marés, a questão prende-se com a própria existência de terrenos marítimos.

EXISTÊNCIA DE TERRENOS DE MARINHA AO LONGO DE RIO ESTADUAL

Analisando a existência ou não de Terreno Marinho às margens de um rio estadual, Manoel Valente afirma o seguinte: O Terreno Marinho e seus anexos são bens da União listados no artigo 20, inciso VII, da CRFB/1988. A primeira lei a tratar expressamente de Terras da Marinha foi a Lei Orçamentária de 15 de novembro de 1831.

Atualmente, a Marinha Terrestre e seus acréscimos são regidos basicamente pela CRFB/1988, pelo decreto-lei nº. A Justiça Federal entendeu que a Constituição Federal de 1946, bem como as subsequentes, não acolheu o Decreto-Lei quanto ao conceito de Terreno Marinho e seus acréscimos localizados às margens de rios e lagoas até onde a influência das marés não pode ser sentido. Localização geodésica da linha média da preia-mar de 1831 - LPM/1831, com vista à demarcação de zonas marinhas e seus acréscimos.

Imagem

Figura  1.  Perfis  em  datas  diferentes  da  porção  central  da  praia  de  Meia  Praia  (Itapema/SC)  mostrando variação de volume de sedimentos, aumento tanto na porção subaérea, como na porção  submersa,  e  avanço  em  direção  ao  mar  da  linha  d
Figura 2. Carta-imagem do Rio Perequê, divisa Itapema-Porto Belo(SC), elaborada a partir da  Carta Náutica da Enseada de Porto Belo, de 1945, escala 1:27.000, sobre a qual foi adicionada a  configuração  do  Rio  Perequê  (ressaltado  com  linhas  diagonai

Referências

Documentos relacionados

OFÍCIO do governador da capitania do Maranhão, Joaquim de Melo e Póvoas, para o secretário de estado da Marinha e Ultramar, Martinho de Melo e Castro, a remeter relação dos