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Texto para Discussão - FEE

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Academic year: 2023

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O maior peso destas transferências encontra-se em todos os municípios com mais de 100 mil habitantes, que receberam em média 41,12% do total destes recursos no período em análise (Tabela 5). A renda própria é mais significativa para a classe de municípios com mais de 100 mil habitantes cuja participação representou média no período total. A receita própria é basicamente aquela proveniente de tributos e representou em média 15,0% da receita total dos municípios do RS no período.

O comportamento das despesas dos municípios do RS

Por último, as receitas provenientes de operações de crédito representaram, em média, uma pequena parcela, nomeadamente 1,4% do total de todos os municípios. A despesa mais importante de todos os municípios foi com pessoal, em média 42,9% do total. Além disso, estas despesas representaram uma percentagem muito pequena das despesas totais, com uma média de 9,9% durante o período.

Parece que as despesas de investimento apenas apresentaram uma tendência crescente no período analisado, - considerando os anos iniciais e finais da série - para todos os municípios com mais de 100 mil habitantes; nos demais estratos houve diminuição dessa variável (Tabela 14). O que se percebe é que a maior parte do total dos recursos é gasta com pessoal, enquanto os gastos com investimentos são menores. E esta é uma característica dos municípios cujos gastos são maiores com serviços comunitários e menores com obras públicas.

Esta seção apresenta aspectos das receitas totais municipais da região metropolitana de Porto Alegre no período e como seu comportamento é influenciado pelos principais componentes, ou seja, receitas próprias e transferências. Itens de despesas comuns, como custos com pessoal e investimentos, também são analisados.

Análise das receitas dos municípios da RMPA

O ranking da renda total dos municípios da RMPA, cujo crescimento médio foi de 50,0%, mostrou que 14 ultrapassaram esse percentual, aumentando sua renda, e 16 perderam mais da metade no período. OBS: (1) Os valores foram inflacionados pela média anual do IGP-DI da FGV a preços de fevereiro/05. 2) Média geométrica do total de municípios da RMPA. Como os municípios da RMPA possuem tamanhos, população e riqueza diferentes, utilizou-se o conceito de média per capita para fazer uma comparação entre eles e verificar qual deles possui o maior volume de recursos por habitante.

Embora essa renda não constitua uma fonte significativa de recursos para a maioria dos municípios gaúchos, é importante em alguns, como nos casos de Porto Alegre, Triunfo, Canoas, Montenegro e Estância Velha. OBS: (1) Os valores estão inflacionados pela média anual do IGP-DI da FGV a preços de fevereiro/05. (2) Média geométrica do total de municípios da RMPA. Em relação a todos os municípios do RS em 2003, as transferências totais da RMPA representaram 39,4% da receita total; Em termos per capita, a região teve renda de R$ 642,00, enquanto todo o RS atingiu R$ 980,00.

No ranking definido pelas taxas de crescimento das transferências para a RMPA em 2003, a média dos municípios foi de 7,2%, superada em muito por Viamão, Charqueadas, Cachoeirinha e Alvorada; já bem abaixo desse percentual estavam os municípios de Novo Hamburgo, Estância Velha, São Leopoldo e Parobé (tabela 20). NOTA: (1) Média geométrica do total de municípios da RMPA. 2) Os valores foram inflacionados com o IGP-DI médio anual da FGV a preços de fev/05.

A análise das despesas dos municípios da RMPA

No ranking determinado pela taxa de crescimento das transferências do FPM na Região Metropolitana de Porto Alegre entre 1995 e 2003, apresentado na tabela 21, há quatro municípios que superaram a média dos demais: Nova Santa Rita, Triunfo, Alvorada e Capela. de Santana; abaixo da média ficaram Viamão, Gravataí, Novo Hamburgo e São Jerônimo. Na tabela 23 – ranking da taxa de crescimento da despesa total – nota-se que Viamão, Canoas, Glorinha e Nova Hartz apresentam taxas de crescimento acima da média apresentada, de 31,9%; outros municípios, como Portão, São Jerônimo, Esteio e São Leopoldo, reduziram gastos na relação 2003/1995. NOTA: Os valores estão inflacionados pela média anual do IGP-DI e FGV a preços de fevereiro/05 (1) Média geométrica do total de municípios da RMPA.

NOTA (1) Os valores foram inflacionados pela média anual do IGP-DI FGV a preços de fevereiro/05. As despesas mais importantes nos municípios da RMOP foram os custos com pessoal, que representam em média 42,0% de todas as despesas; as despesas de investimento não foram muito importantes e atingiram apenas 8,0%. Na escala da taxa de crescimento das despesas com pessoal, cuja média foi de 31,9%, os municípios que apresentam maior crescimento das despesas são Glorinha, Sapucaia do Sul, Eldorado do Sul e Canoas; No mesmo período, Triunfo e Nova Hamburgo conseguiram reduzi-lo a níveis inferiores aos do primeiro ano da série.

No que diz respeito às taxas de crescimento do investimento entre 1995 e 2003, poucos municípios registaram um crescimento significativo. A grande maioria não realizou esses gastos no período, pois a taxa média de crescimento de todos os municípios foi de 9,9% (Tabela 26).

A legislação e os avanços no processo de Descentralização, nas áreas sociais

Em 2000, a Emenda Constitucional nº. 29 (EC29) (Brasil, 2000a), que definiu os percentuais mínimos de recursos que os três níveis de governo devem aplicar na área da saúde, para garantir fontes de financiamento ao setor. Porém, após sete anos, por meio da Emenda Constitucional nº. 14 (Brasil), foram estabelecidas as responsabilidades de cada esfera de governo: os municípios devem atuar, com prioridade, no ensino fundamental e na primeira infância; estados e distrito federal, com prioridade no ensino fundamental e médio; e a União seria responsável pelo ensino superior. Dando continuidade às mudanças no campo da educação, em 12/06/06 a Câmara Federal aprovou o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que visa injetar recursos em toda a educação básica pública (até o terceiro ano do ensino médio). , especialmente nas regiões mais pobres.5 O Fundeb substituiu o Fundef, que abrangia apenas o ensino primário (do primeiro ao oitavo ano) e deixava de fora a primeira infância e o ensino secundário.

Dando continuidade às diretrizes preconizadas na Constituição de 1988, no campo da assistência social, em 1993, foi introduzida a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), que introduziu mudanças importantes para a descentralização da política nesta área, como a criação de conselhos nas esferas federal, estadual e municipal, comitês intergestores bipartidos e tripartites. Para operacionalizar o sistema de gestão descentralizado e participativo, a NOB/2 estabeleceu uma divisão de competências entre os três níveis de governo. Nesse sentido, foi criado o programa Bolsa Família (Brasil, 2004), que uniu os diferentes programas de transferência de renda sob responsabilidade do Governo Federal (Bolsa-Escola, Bolsa-Alimentação, Cartão-Alimentação e Auxílio-Gás) e forma um um dos principais instrumentos do programa Fome Zero.6 O Bolsa-Família é um programa de transferência de renda voltado para famílias em situação de pobreza, com renda per capita de até R$ 120,00 por mês, que transfere o benefício financeiro vinculado ao acesso. direitos sociais básicos, como saúde, alimentação, educação e assistência social.

Em 2004, em outubro, além das mudanças no campo das políticas de assistência social, após debates em diversos fóruns, o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) (Brasil, 2004) aprovou a Política Nacional de Assistência Social, com um novo modelo de gestão , o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), para as três esferas de governo, com o objetivo de consolidar o sistema participativo e descentralizado nesta área. O principal objetivo do SUAS é o acesso universal às ações de assistência social e a unificação de programas e projetos.

Os gastos sociais dos municípios do RS

Esta diferença reflete-se no aumento da participação média das despesas sociais no total de todos os municípios; a primeira passou de 45,1% em 1995 para 55,1% em 2003, pelo que mesmo com as alterações ocorridas na classificação das despesas sociais nos últimos dois anos - 2002 e 2003 - com a diminuição destas despesas, o peso das mesmas. As despesas totais ainda eram superiores às do início da série em análise – 1995. Índice de evolução das receitas totais, receitas de transferências, despesas totais e despesas sociais municipais no RS – 1995-03. Percentual do percentual da despesa total, despesa social e população, por classe de tamanho, no RS – 2003.

Também é importante destacar que o aumento da despesa social per capita também foi superior ao aumento da despesa total per capita (15%) e da receita total per capita (26%). Quanto às funções sociais, parece que as mais importantes para todos os municípios do RS são educação e cultura e saúde e saneamento, que juntas atingiram R$ 4,79 bilhões, representando 53,1% do total das despesas municipais em 2001 e 78,3% das despesas previdenciárias. funções sociais (Tabela 33).7 Em 2003, último ano da série, estas duas funções8 representavam em conjunto 49,8% da despesa total e 78,1% das funções sociais (Tabela 34). Em 2003, foram gastos R$ 2,37 bilhões nas funções de Educação e Cultura, representando 28,1% do gasto total municipal.

Ou seja, enquanto em 1995 representava apenas 11,2% do total das despesas municipais, em 2001 a sua participação mais que duplicou e atingiu 24%. Quanto à função Previdência e Segurança Social, representou uma parcela da despesa total e sofreu uma diminuição desde 1995, tanto em valores relativos como absolutos.

Os gastos sociais na RMPA

Enquanto as despesas sociais de todos os municípios do RS representaram 47,8% das receitas totais em 1995, para a RMPA essas despesas representaram 55,1% no mesmo ano. Esses percentuais refletem que houve maior utilização de recursos na área social da Região Metropolitana de Porto Alegre, em comparação a todos os municípios do RS. Os gastos realizados na ARMP na área social, em média, também são maiores que os realizados em todos os municípios do RS.

Este desempenho deveu-se ao bom desempenho dos Municípios de Porto Alegre, Esteio e Sapiranga, que corresponderam em média a 71,1% do total das despesas no período em análise (Tabela 36). Entre os municípios com menor gasto social per capita na RMPA em 2003 estão Alvorada, Capela de Santana e Viamão, segundo informações elaboradas a partir de dados brutos do TCE (2006). Em termos de despesas, destaca-se o Município de Porto Alegre, registrando um crescimento de 350% neste período e tendo a maior representatividade nas despesas totais, com média de 74,6%, segundo informações dos dados brutos do TCE foram elaborados. (2006).

Em termos de gastos per capita, no período 1995-01, na área de Saúde e Saneamento, o município da RMPA que apresentou maior valor foi Porto Alegre, com R$ 676,00 por habitante; o valor médio per capita na região era de R$ 312,00, segundo informações. Porém, alguns municípios apresentaram crescimento nessas despesas, com valores muito superiores aos do ano base, como é o caso de Glorinha, com 323%, Triunfo, com 284%, e Dois Irmãos, com 252%, segundo dados. informações elaboradas com base em dados brutos do TCE (2006).

Considerações Finais

Dentre os gastos sociais dos municípios da RMPA, os destinados à função assistencial e previdenciária foram os que representaram o menor valor e atingiram o valor de R$ 278,11 milhões em 2001, valor inferior ao valor base de 1995 (R$ 336,87 milhões ). . Ou seja, contribuíram para o aumento as transferências do Estado e do sindicato para as áreas sociais. Além disso, a participação das despesas sociais na despesa total diferiu dependendo da classe de tamanho do município: os municípios com até 10 mil habitantes tiveram uma participação menor, mas nos municípios com mais de 100 mil habitantes essas despesas tiveram um peso maior.

Essa circunstância também pode ser observada na região metropolitana de Porto Alegre, onde os gastos com áreas sociais são maiores, dada a maior população que utiliza serviços de educação, saúde e assistência, entre outros.

Referências

Documentos relacionados

Essa falta de correlação entre os resultados do indicador AttM e as concentrações médias dos trabalhadores dos postos de revenda de combustíveis, pode ser explicada