Esta tese apresenta um breve histórico das leis de trabalho infantil no mundo, bem como as principais legislações existentes no Brasil. Ainda, traz a discussão do trabalho infantil como violação à dignidade da criança e do jovem e demais direitos sociais, e demonstra o quão prejudicial qualquer forma de trabalho infantil pode ser para a criança e o jovem, e busca a conscientização e atenção para a exploração da criança menos perceptível . Este trabalho apresenta um breve histórico do direito ao trabalho infantil no mundo e as principais legislações existentes no Brasil.
INTRODUÇÃO
BREVE HISTÓRICO SOBRE O DIREITO DO TRABALHO
Evolução do Direito do Trabalho no Brasil
Conceito de Direito do Trabalho
O Direito do Trabalho como um Direito Fundamental
Por meio do trabalho, as pessoas agem e atuam na sociedade da qual fazem parte, disponibilizando sua força de trabalho na medida em que têm capacidade para o trabalho. A distribuição da riqueza impulsionada pela realização do trabalho pelos membros da sociedade favorece a ordem econômica e a ordem social. A Carta Magna, em seu artigo 1º, inciso IV, traz os valores sociais do trabalho como fundamento de nossa república; estabelece o trabalho como direito social no artigo 6º; em seu artigo 170 enumera a valorização do trabalho para manutenção da ordem econômica e; em seu artigo 193, funcionam como base da ordem social.
O trabalho é um direito fundamental que está diretamente ligado ao símbolo maior da nossa garantia constitucional da dignidade da pessoa humana, pois é por meio do trabalho que o homem obterá todas as suas necessidades básicas para a manutenção do mínimo existencial, além de possibilitar o acesso a outros direitos. como tempo de lazer.
DO TRABALHO INFANTIL
Conceito de Trabalho Infantil
A idade mínima para admissão em qualquer tipo de emprego ou trabalho que, por sua natureza ou pelas circunstâncias em que for executado, possa prejudicar a saúde, a segurança e a moral do adolescente não será inferior a dezoito anos. O artigo 60 do Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe o trabalho de menores de quatorze anos. No entanto, a Constituição Federal de 1988 estabelece expressamente no artigo 7º, inciso XXXIII, a proibição de qualquer tipo de trabalho para menores de 16 anos, ressalvada a hipótese do adolescente de 14 a 16 anos como estudante.
Essa proibição já constava da Consolidação das Leis do Trabalho de 1943, em seu artigo 403 com a redação “qualquer trabalho para menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos”. Desta forma, da simples observância dos dispositivos legais, decorre que o trabalho infantil é proibido pela legislação em vigor, ou seja, aquele praticado por menor de dezesseis anos, com exceção dos aprendizes maiores de idade. de catorze. , estando sob este absolutamente proibido por todo o ordenamento jurídico.
Princípios do Direito do Trabalho aplicados ao trabalho infantil
É sem dúvida fundamental a observação dos princípios na aplicação da legislação trabalhista, tanto na Justiça do Trabalho quanto na esfera administrativa, bem como nos sindicatos, para qualquer discussão decorrente de uma relação de trabalho. De acordo com o princípio da máxima eficiência, o Estado, para buscar a justiça em um caso concreto, deve priorizar a aplicação da norma constitucional, pois esta se sobrepõe aos interesses econômicos e políticos, especialmente no que diz respeito aos direitos e garantias sociais. Carta Maior, por sua responsabilidade na busca de uma boa qualidade de vida para os membros da sociedade. Não cabe, portanto, em momento algum, falar em priorizar questões de natureza econômica ou política como fundamento da inaplicabilidade da norma constitucional em relação aos direitos sociais em geral.
Este princípio deve ser verificado quando da aplicação do direito do trabalho na apreciação de um caso particular no tribunal do trabalho, onde se decide aplicar com prioridade as normas constitucionais que garantam as garantias e direitos sociais dos cidadãos trabalhadores. Para a proteção do subordinado na relação de trabalho, é necessário que qualquer contratação contrária às normas trabalhistas de ordem pública, que, embora não especificadas, possa ser auferida em caso concreto, seja nula e sem efeito, devendo o tribunal analisar todo o contexto para verificar a irregularidade sofrida pelo empregado. Com base neste princípio, estamos certos de que a relação de trabalho pode ser facilmente caracterizada pelas evidências encontradas no cotidiano das partes contratantes, portanto, o contrato escrito intitulado "contrato de trabalho" é, portanto, completamente supérfluo para proteger os direitos trabalhistas do empregado para discutir.
Ou seja, devem ser considerados os requisitos do vínculo empregatício para o reconhecimento do vínculo empregatício, tanto nos casos em que não há formalização, quanto nos casos em que se simula relação diversa da mera prestação de serviços. A fiança deve ser reconhecida quando não houver contrato entre as partes ou mesmo quando houver contrato diverso do efetivamente devido, que preveja relação de não subordinação.
Atual legislação trabalhista contra o trabalho infantil
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) de forte expressão para a proteção dos direitos dos menores também contempla a questão do trabalho infantil, e traz outras medidas relacionadas à proteção da criança. Além disso, existem diversos programas, políticas e campanhas, como o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), que visam a retirada de menores de idade do trabalho e o apoio financeiro e cultural atividades a eles fora do horário escolar regular, de acordo com o portal da transparência. E conforme mencionado anteriormente (tópico 2.3), o direito fundamental ao trabalho é complementado pela dignidade da pessoa humana, pois é pelo trabalho que o indivíduo se mantém, ganha o mínimo para sua sobrevivência e consequente manutenção de sua dignidade e com isso é possível continuar com o exercício das atividades laborais.
Pelo que se pode constatar na história, a existência do trabalho infantil remonta aos primórdios da sociedade e como se constata hoje, está longe de ser definitivamente eliminado. Além disso, podemos constatar que as mais diversas formas de trabalho de erradicação não perseguem o trabalho infantil mais visível, que é o das celebridades, o que torna ainda mais difícil combatê-lo, pois é ocultado pela aceitação pública, quando os maus são consequências não verificadas para o ser humano em desenvolvimento, mesmo que este trabalho seja economicamente benéfico. Assim, na busca pela erradicação do trabalho infantil, devemos acrescentar aqueles que não têm recebido a devida atenção, mas que igualmente prejudicam crianças e jovens de forma mediata e irreversível.
Promulga a Convenção 138 e a Recomendação 146 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre a idade mínima para o emprego. O direito social fundamental ao trabalho: em busca da efetivação do direito social fundamental ao trabalho. O direito ao trabalho e a dignidade da pessoa humana - pela necessidade de consagrar o trabalho decente como direito fundamental.
Sujeito do direito do trabalho: história e teoria geral do direito do trabalho: relações individuais e coletivas de trabalho.
O TRABALHO INFANTIL COMO UMA AFRONTA A DIGNIDADE DA
Conceito de dignidade da pessoa humana
A criança conta com a proteção legal do direito da personalidade ou
Fatos que são rechaçados pelas pessoas em geral, causando apatia na sociedade, devido aos notórios prejuízos à saúde do menor e ao seu desenvolvimento, que merecem reprovação unânime do corpo social, até por serem visivelmente contrários às normas previstas no art. são a Constituição. Leis federais e infraconstitucionais conforme demonstrado neste trabalho. Agora, um comportamento comprovado de formação de caráter em que os pais ensinam que os filhos têm deveres, têm responsabilidades; aprendem os afazeres domésticos necessários para a vida adulta; obviamente dentro dos limites das circunstâncias da criança e do adolescente, para contribuir e nunca infringir. Em várias entrevistas concedidas à mídia, muitos deles já revelaram que faltam regularmente às aulas e que contam com algumas regalias, como bônus por faltas, além de disponibilidade de trabalho extra, entre outras coisas.
É louvável a conduta do legislador constituinte em buscar tal proteção ao corpo social, especialmente aos filhos, pois enumera na Carta Maior garantias fundamentais de proteção ao cidadão para que lhe seja conferido o mínimo necessário para a manutenção de sua dignidade na vida em sociedade . Crianças e adolescentes vítimas de trabalho infantil podem sofrer consequências negativas que podem ou não ser imediatamente percebidas, reversíveis ou não, mas definitivamente sempre graves e inaceitáveis, com grau de dano variável. O trabalho infantil que explora cruelmente crianças e adolescentes sem nenhuma previdência, mas apenas prejudica sua saúde e educação, precisa ganhar mais força em seus programas, conscientizando a população em geral para que um dia possam ter a proteção efetiva dos menores.
O princípio da dignidade da pessoa humana: Reflexão sobre o princípio da dignidade da pessoa humana à luz da Constituição Federal. Disponível em:
O TRABALHO INFANTIL DAS CELEBRIDADES
Da afronta aos direitos sociais
Para o doutrinador Pinto (2006, p. 140), a introdução desses direitos sociais destinados aos próprios sujeitos sociais, que, via de regra, são excluídos das políticas públicas, “foi um grande passo no reconhecimento de que tais sujeitos são destinatários de valores", avalia estes efetivamente protegidos e garantidos pelo texto constitucional. É expressamente garantido pela Constituição Federal, em seu artigo 6º, entre outros, o direito à educação, à saúde, ao tempo livre, à proteção dos filhos. Mesmo sendo uma atividade que gosto de fazer, são feitas cobranças e responsabilidades, mas também resultados.
Aos empregados é garantido o tempo livre, reconhecendo-se que necessitam de tempo sob as demandas decorrentes do trabalho, para descanso e recuperação da saúde (PINTO, 2006). Porém, não raro as atribuições escolares, que via de regra são da fase básica, devem ser deixadas de lado; o que é inadmissível, pois contraria as normas constitucionais, bem como os princípios vigentes, pois desta forma o interesse econômico privado se sobrepõe ao interesse público na educação dos menores. A Constituição Federal prioriza a educação a ponto de exigir que o adolescente em idade produtiva tenha garantia de permanência na escola, conforme determina o artigo 227, § 3º, inciso III.
A defesa da infância, por outro lado, é completamente inaplicável quando confrontada com uma criança que teve, mas não desfrutou da infância. Perde a fase porque está vivendo como adulto, sob responsabilidades e obrigações, pressões e acusações.
O IMPACTO DO TRABALHO INFANTIL NA VIDA DE CRIANÇAS E
CONSIDERAÇÕES FINAIS