O controle do câncer do colo do útero depende de ações voltadas à promoção da saúde, à prevenção de doenças e à qualidade de vida. Destacar, a partir da literatura, a importância da assistência do enfermeiro na prevenção do câncer do colo do útero. As unidades temáticas foram definidas de acordo com o objetivo, sendo agrupadas conforme sua familiaridade quanto à sistematização da literatura sobre Câncer de Colo uterino e Assistência de Enfermagem na Prevenção do Câncer de Colo uterino.
Em A Enfermeira na Prevenção do Cancro do Colo do Útero caracterizamos as formas que os enfermeiros utilizam para prevenir o cancro do colo do útero. Abrão (1995) relata que a formação do câncer cervical ocorre no início da fase de metaplasia escamosa. O câncer cervical é uma neoplasia maligna, localizada no epitélio do colo do útero, decorrente de alterações celulares que evoluem imperceptivelmente e se transformam em carcinoma cervical invasivo.
De acordo com a literatura estudada, o câncer do colo do útero leva muitos anos para se desenvolver e, além disso, ocorrem alterações celulares que podem causar o câncer. LSIL: (lesão intraepitelial escamosa de baixo grau) que são alterações celulares que apresentam baixo potencial de progressão para câncer cervical e correspondem a infecções por HPV e NIC I;. HSIL: (lesão intraepitelial escamosa de alto grau) que é a alteração celular precursora do câncer cervical e corresponde à NIC II e III e ao carcinoma invasivo;
Sinais e Sintomas
Em 2001, a reunião definiu que ASCUS se tornaria ASC-US indicando atipias escamosas de significado indeterminado; enfatizam que essas lesões são de origem reacionária e não neoplásica. Além disso, determinou-se que a adição de ASC-H expressa células com atipias de significado desconhecido, o que não exclui a possibilidade de lesões de alto grau. Além das descritas, outra mudança foi a substituição do termo neoplasia intraepitelial por lesão intraepitelial (BRASIL, 2005).
Além disso, com conhecimento dessas condições, o enfermeiro saberá orientar adequadamente a mulher com o resultado do seu exame e irá orientá-la a realizar outros exames ou tratamentos de acompanhamento. Segundo Smeltzer e Cruz (2002), o câncer cervical em estágio inicial raramente causa sintomas. O corrimento vaginal no câncer cervical avançado aumenta gradualmente e torna-se aguado e escuro; Devido à necrose tumoral e infecção, seu odor torna-se fétido.
Fatores de Risco
A ação do HPV
Dos fatores de risco para o desenvolvimento de lesões precursoras ou câncer cervical, os tipos oncogênicos de HPV são considerados os mais importantes. Pesquisas mostram que lesões precursoras são cinco vezes mais comuns em mulheres com DST porque essas doenças facilitam a infecção pelo HPV, aumentando o risco de desenvolver câncer cervical. Segundo informações do INCA (2011), existem mais de 200 subtipos de HPV, mas apenas os subtipos de alto risco estão correlacionados com NIC de alto grau e câncer de colo de útero.
A relação entre subtipos de HPV de alto risco, lesões precursoras e câncer cervical foi confirmada através de estudos que identificaram DNA de HPV de alto risco em 84 a 99,7%. Assim, devido à sua baixa taxa de regressão, as lesões pré-neoplásicas causadas por esses tipos de HPV evoluem para formas invasivas. Dessa forma, o DNA viral integra-se ao DNA celular, modificando seu comportamento e causando características atípicas.
Aquelas associadas a esses tipos apresentam baixa taxa de regressão e muitas vezes evoluem para formas invasivas. Segundo Halbe (2000), o HPV estimula a proliferação celular ao infectar células metaplásicas cervicais, desencadeia hiperplasia basocelular e pode iniciar sua oncogenicidade quando seu DNA se integra ao DNA celular. Assim, outros fatores de risco como HSV 2 e tabagismo passam a atuar como fatores de progressão para carcinoma invasivo.
Apenas um pequeno número de mulheres infectadas com subtipos de HPV pertencentes ao grupo de alto risco oncogénico desenvolverão, portanto, cancro do colo do útero, sendo estes casos estimados em menos de 10%, podendo atingir 3%. A evolução para um tipo mais grave de NIC ou câncer ocorre em 10 a 25% dos casos, num período de 2 a 5 anos, dependendo da presença de DNA viral e outros cofatores, enfatizando assim que a geração do câncer cervical é multifatorial . Como menciona Cavalcante apud Fernandes (2004), para que a infecção pelo HPV se transforme em câncer de colo de útero depende do tipo de vírus, da carga viral e da frequência das infecções, respectivamente, ressaltando que, ao entrar em contato com o vírus, o sistema imunológico do organismo pode eliminar o agente agressor.
Linhares (2006) descreve estatísticas preocupantes em sua pesquisa considerando que estimativas mundiais indicam que aproximadamente 20% dos indivíduos normais estão infectados pelo HPV e que aproximadamente 500 mil novos casos de câncer cervical ocorrem a cada ano, dos quais aproximadamente 70% ocorrem no mundo em desenvolvimento. Estas estatísticas indicam a progressão que este vírus afeta no número de cancro do colo do útero, o que exige um controlo rigoroso desta patologia e, sobretudo, torna necessário que a enfermagem o estude e integre nos programas de prevenção do cancro do colo do útero.
Diagnóstico do HPV
Tratamento das lesões precursoras e lesões pelo HPV
Portanto, qualquer tratamento ablativo como cautério elétrico, laser ou crioterapia, ou mesmo excisão, como remoção da zona de transformação ou conização com alça de diatermia ou bisturi frio, é aceitável diante de NIC I com colposcopia satisfatória. Quando a zona de transformação não é completamente visível, os tratamentos ablativos são inaceitáveis e é necessária a conização com remoção de toda a lesão. Em casos de adolescentes, gestantes ou mulheres com imunossupressão, mesmo diante de uma colposcopia insatisfatória, recomenda-se o acompanhamento com citologia e nova colposcopia (DERCHAIN, 2005).
Além disso, o tratamento pode ser realizado destruindo fisicamente a lesão por meio de cirurgia de alta frequência ou química, utilizando diversas soluções, sendo que a escolha do tipo de tratamento depende da localização, crescimento, gravidade e penetração da lesão, além das condições clínicas da paciente e da gravidez. Para tratar lesões de HPV, Cavalcante (2004) relata que pode-se utilizar ácido tricloroacético (ATA) 90% ou eletrocautério. Nesse caso, o enfermeiro não participa da realização desses procedimentos citados, mas deve ter conhecimento para encaminhar o paciente para esses exames, agilizando o diagnóstico, além de fornecer informações e apoio emocional ao paciente, que neste momento momento, você se sente inseguro com muitas dúvidas e medos.
A Enfermagem na Prevenção do Câncer de Colo Uterino
- Rastreamento
- O exame de Papanicolaou
- Teste de Schiller
- Consulta de Enfermagem
- Exame físico ginecológico
- O papel do homem na prevenção do câncer de colo uterino
- Vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV)
Estes dados mostram claramente que os enfermeiros desempenham um papel muito importante na prevenção do cancro do colo do útero, pois participam ativamente em todo o processo. Até mesmo a forma como o enfermeiro acolhe a paciente na secretaria de saúde pode fazer com que todo o processo de detecção precoce do câncer de colo do útero evolua favoravelmente ou não. Além disso, os enfermeiros devem estar conscientes de que o seu papel na prevenção do cancro do colo do útero não se limita à realização de exames de baciloscopia conjunta.
Vale ressaltar que para que qualquer programa de prevenção do câncer de colo do útero funcione é necessária uma estrutura de recursos humanos, físicos e financeiros para contar com profissionais capacitados, recursos para equipamentos laboratoriais, atendimento e educação para toda a população. (HALBE, 2000). As formas encontradas na literatura para o enfermeiro prevenir o câncer do colo do útero são as seguintes: rastreamento; consulta de enfermagem; inclusão dos homens em todos os contextos e vacinação contra o HPV. Também conhecido como “rastreio”, o rastreio é a principal estratégia utilizada para a detecção precoce do cancro do colo do útero, com base no exame de Papanicolau, em mulheres sem sinais e sintomas da doença.
O enfermeiro deve conhecer as ações que devem ser realizadas para promover a prevenção do câncer do colo do útero a partir de medidas de prevenção secundária. O rastreio abrange não só a detecção e realização do exame de Papanicolaou em mulheres com risco de cancro do colo do útero, mas também o acompanhamento das mulheres nas fases posteriores à sua realização. Para uma boa prevenção do câncer de colo de útero não basta apenas realizar o exame de Papanicolau, mas é importante que o enfermeiro saiba o resultado do exame e o que fazer.
Deve ser realizado somente após a limpeza do cólon e após a coleta do exame de Papanicolaou para que o Lugol não possa afetar as alterações deste exame. A consulta de enfermagem é uma importante ferramenta na prevenção do câncer de colo do útero e pode ser utilizada tanto na rede pública quanto na privada, sendo uma forma do enfermeiro conhecer o público-alvo, o nível socioeconômico da população, o nível de escolaridade, o conhecimento. da população em relação à prevenção, entre outros. Greenwood (2006) em sua pesquisa afirma que a situação de trabalho, a falta de transporte, as viagens e o simples esquecimento são fatores que influenciam as mulheres a buscarem o resultado do exame de Papanicolaou.
Portanto, segundo Smeltzer e Cruz (2002), o enfermeiro deve orientar sobre a implementação da prevenção primária, ou seja, o uso do preservativo masculino ou feminino como forma de prevenir doenças sexualmente transmissíveis e o HPV, que promovem a formação de precursores de Câncer. do colo do útero e orientar sobre a realização do exame Papanicolau (prevenção secundária) como forma fundamental de prevenção do câncer de colo do útero. O enfermeiro deverá adequar a SAE às medidas específicas de prevenção e controle do câncer do colo do útero. Para controlar de forma mais eficaz a transmissão do HPV e, consequentemente, prevenir o cancro do colo do útero, deve ser dada mais atenção a um factor que nos últimos tempos se tornou cada vez mais perceptível: os homens.
A relação entre lesões precursoras do câncer cervical e infecção pelo HPV já foi confirmada e comprovada.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
4 REFERÊNCIAS
Ely Chaves (Rev. Técnica), Aline Vecchi (Trad.), Antônio Francisco Dieb Paulo (Trad.), Maria de Fátima Azevedo (Trad.), Telma Lúcia de Azevedo Hennemann (Trad.). Prevenção do câncer cervical: um modelo teórico para análise do acesso e utilização do exame de Papanicolau.