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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Em 2005 começamos a trabalhar em um serviço público de saúde para atendimento de usuários de álcool e outras drogas. A segunda parte da tese é dedicada à agenda de saúde pública para o tratamento de usuários de álcool e outras drogas, suas diretrizes e efeitos.

Introdução

Ao mesmo tempo, o uso de drogas não é uma forma de prazer que exclui a estrutura do sujeito. Porém, por ser “esquizofrênico” não pode ser acolhido em um serviço para usuários de drogas.

Acolhimento

De que estranheza se trata?

Em nossa experiência, nunca conseguimos confirmar que um sujeito neurótico tenha se tornado psicótico devido ao uso de drogas. Por outro lado, há relatos onde o uso de drogas promove essa perturbação do gozo do outro.

A inquietante estranheza

  • O que são Os outros em Lacan?
  • Fantasia
  • O duplo
  • Uma situação estranha
  • Compulsão à repetição

Lacan nos diz que esta cena tem o efeito de uma “observação clínica”. Ele considera uma referência falar de períodos em que “irrompe a desorganização subjetiva”. O delírio da observação serve aqui como paradigma do mostrar, onde o sujeito é objeto da vigilância do Outro.

A angústia no CAPSad

Outra situação “estranha”

Apesar de ter muita dificuldade para falar, a certa altura ele diz: “Matei uma mulher de três anos”. Uma de suas tentativas de parar de chorar foi dar banho na menina, “ela parou de chorar”.

Agenda da psicose

Um dia, ao chegarmos no CAPSad, percebemos uma perturbação entre alguns colegas. Apesar de ter feito uso de drogas, motivo pelo qual foi encaminhado ao CAPSad, esse não era o caso no momento do crime.

Considerações Finais

E também, para que essas instituições, que chamamos de ortopédicas, não aproveitem esses buracos para se multiplicarem. Apoiamos a hipótese, verificada em nossa prática clínica, de que a psicanálise pode contribuir muito para a atenção psicossocial.

Estrutura e fenômeno

No texto dedicado ao caso Schreber, Freud apresenta sua posição diante das discussões terminológicas da psiquiatria de sua época. Falta a razão, o que implica que se possa encontrar um denominador comum, nomeadamente a participação no bom senso, no discurso.

A angústia na clínica com as toxicomanias

Discurso que implica que o gozo, que seria tomado como total, só pode ser obtido através do que resta desse gozo, ou seja, o objeto a. O Outro, como lugar dos significantes, é necessariamente o lugar onde se inscreve a lei (A ), a lei que ordena a cadeia significante e, portanto, o desejo do sujeito, que é o desejo do Outro.

Psicose e toxicomania: um caso

Marco Aurélio diz que queria ser “bandido”, mas os traficantes achavam que ele não prestava, achavam que ele era “louco”. O caso Marco Aurélio aponta que, ao ser excluído do simbólico, o Nome-do-Pai retorna do real através da presentificação do objeto, neste caso, como voz.

Que tratamento possível ao gozo nas toxicomanias?

Ao não ter acesso ao falo que resultaria dessa operação, o psicótico não tem acesso ao prazer fálico. Também nas psicoses podemos pensar no desejo, embora não no edipiano, como a possibilidade de interromper o prazer das drogas na toxicodependência.

Considerações finais

Um desejo que não se refere ao falo, nem ao Édipo, mas que pode sustentar uma fantasia que permite ao sujeito proteger-se do prazer do Outro. Esse escudo protetor contra o gozo do Outro, ao qual o sujeito está sujeito, possibilita a redução do uso de substâncias que tinham a mesma função.

Introdução

RSI aborda “a sintomatologia borromeana de Lacan”; Ao fazê-lo, ele se pergunta se operar a partir da estrutura da linguagem ou das categorias de imaginário, simbólico e real – como fez Lacan a partir de 1973 – implicaria uma mudança de paradigma. Entre os exemplos utilizados por Soler (2018b) escolhemos as frases interrompidas da psicose de Schreber que “em 1973 são a mais simples ilustração de uma ruptura no emaranhado entre o imaginário, o simbólico e o real, o que aparentemente nos obriga a pensar nos nós borromeus [. .] como condição para a cadeia de sentido” (p. 49).

Freud com Lacan

Eles permitiram a Lacan formular uma teorização do simbólico e do inconsciente, estruturados como linguagem (LACAN, porque eles “nada mais são do que um tecido de instâncias cujo desenvolvimento está escrito nas fórmulas de conexão e substituição [...] que fornecemos a o significante em sua função de transmissão” (LACAN, p. 526). O real difere [..] pela sua separação do campo do princípio do prazer, pela sua dessexualização, pelo fato de sua economia permitir então algo novo que é precisamente impossível" (LACAN p. 159).

O eu: a homossexualidade e a megalomania nas psicoses

Os delírios de grandeza na paranóia não requerem delírios de grandeza, mas referem-se ao fato de que todos os delírios estão dentro do eu do sujeito.” Na mania, a ilusão de grandeza assume uma forma diferente porque não se baseia na relação a-a; não existe 'outro'.

A paranoia, o imaginário

A personalidade

Para apoiar sua tese de que a paranóia é um desenvolvimento da personalidade e não apenas herdada de “tendências de personalidade” (LACAN p. 47), Lacan recorre à promoção de teorias psiquiátricas sobre a paranóia. A emergência da paranóia em Kraepelin “nos leva ao cerne das funções da personalidade: conflitos vitais, efeitos íntimos desses conflitos, reações sociais” (LACAN p. 49).

A autopunição: recalque e retenção

A retenção do S1 na paranoia

O “esquema de constituição do sintoma” (QUINET, 2002a, p. 15) ou a escolha da neurose, relida por Quinet, corresponde ao encadeamento de dois significantes: o significante do prazer e o significante da lei, ou Nome-do- Pai. Esse significante do Desejo Mãe, Quinet (2002a, p. 16), nos diz: é aquele em que “o paranóico se fixa, um significante mestre.

Caso clínico

Uribe, o não Gallo

Ele seria diagnosticado com esquizofrenia para ser considerado incompetente e não ter permissão para devolver o que lhe foi roubado. Certa vez, ele disse que entraram em sua casa para pegar “documentos” – folhas nas quais ele havia escrito todas as provas de sua inocência para entregar ao analista – e ele os entregou.

Esquizofrênico não, maconheiro sim

O principal argumento para a articulação teórica de Lacan neste momento é Schreber, a metáfora delirante “a mulher de Deus” que era a possibilidade de estabilização de sua psicose. Não conseguimos identificar uma metáfora delirante que permitisse a estabilização no caso de Uribe, como a “Mulher de Deus” para Schreber.

Documentos, documentação e corpo humano: um nó

Desamarrar cada um desses verbos de seu nó, diz-nos Lacan, revela “o que é esse efeito de sentido como o que chamo de objeto a” (idem). O exemplo que Lacan nos dá de quebrar um dos elos da cadeia e liberar todos os outros é justamente a psicose, as frases quebradas de Schreber, em que a exigência de uma frase não é cumprida, porque falta o elo.

Considerações finais

Organizando sua documentação (que não tinha), dando-lhe uma identidade, quis votar. No dia em que entregou ao analista seu último documento de “defesa”, ele se disse “livre”.

Introdução

As Comunidades Terapêuticas (CTs) estão no horizonte como uma nova modalidade de tratamento subsidiada pelo governo. Tomaremos o estado do Rio de Janeiro, onde administramos nossa clínica, como ponto de partida para uma leitura da agenda política que atualmente promove uma tensão entre dois tipos de tratamentos: tratamentos baseados na atenção psicossocial e, portanto, na redução de danos. e o modelo de abstinência, hoje representado principalmente pelas TCs.

Para onde vai o capital?

Rodrigo Simas, Assessor Técnico da Inspetoria de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, observa que embora o Ministério da Saúde afirme que deveria haver trinta e dois CAPSad (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas) na cidade do Rio de Janeiro, ela diz com apenas sete. Então por que o mesmo poder público volta agora a auxiliar as entidades religiosas, e não os trabalhadores de saúde mental, na árdua tarefa diária que cabe aos equipamentos montados desde a regulamentação de 2002 que instituiu o CAPSad ( MS, 2017a ).

A “terapia” e a “cracolândia”

Diz-se que sua origem está relacionada à história de um paciente de Karl Gustav Jung, que era protestante. Em 1931, isso teria a ver com um membro da família bancária norte-americana, Dupont.

Rio de Janeiro, em que pé está o ‘problema drogas’?

O governo do Rio de Janeiro renomeou as comunidades como Centros Regionais de Atendimento a Usuários de Álcool e Outras Drogas (CARE-AD). As irregularidades nas comunidades terapêuticas não são específicas do estado do Rio de Janeiro, como mostra o relatório do CFP citado acima.

Por que a segregação?

Estas observações podem parecer banais, mas pretendem mostrar que é a dimensão ética que chega ao prazer (LACAN, p. 12). Não é de estranhar que tenhamos assistido ao ressurgimento de políticas proibicionistas: a ortopedia do prazer deve ser incentivada para que seja possível produzir e consumir de acordo com as expectativas, ou, para os rebeldes, aqueles que querem desagregar. de desfrutar o Outro.

Considerações finais

Esse impedimento de que os discursos devem ser completamente homogeneizadores em relação à modalidade de gozo desaparece no discurso do capitalista, não há barreira que impeça a reintrodução dos objetos de gozo, não há descanso. A agência do Discurso do Mestre é realizada por S1 – significante mestre, e o sujeito se encontra no lugar da verdade que sustenta esse discurso.

Anexos

Perguntamos: como podemos reduzir o prazer das drogas num discurso de segregação, em que domina a pulsão de morte. Qual é o tratamento possível para esse tipo de consumo de drogas à luz dos novos rumos das políticas públicas?

Resumo

Introdução

Uma observação já feita por Fracasso, ao descrever o modelo psicossocial das CT, cuja "perspectiva psicossocial [...] difere da lógica da Atenção Psicossocial da RAPS, pois inclui a concepção de integralidade e outros princípios do SUS que implicam, o que não é abordado aqui” (FRACASSO, 2017). O objetivo do artigo é verificar, em termos de políticas públicas – e mais especificamente, de políticas de saúde – esse duplo movimento que ocorre desde 2011, por um lado, o paradigma psicossocial e, portanto, a política de redução de danos. como diretriz para a área de álcool e drogas; por outro lado, o papel cada vez mais visível dos CTs.

Metodologia

O que se descobriu neste estudo é que os termos utilizados como ferramenta de busca geralmente se cruzam nas buscas realizadas na Internet. Por exemplo: o site “Aberta: portal EAD – assuntos, contextos e drogas” da Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad/MJ), onde encontramos um módulo sobre a história e regulamentação das TCs (FRACASSO, 2017). e tratamento moral. Além de artigos científicos e sites, revisamos: 1) textos legislativos na área de álcool e drogas; 2) Notas técnicas e relatórios produzidos por entidades como institutos de pesquisa e órgãos reguladores profissionais, e 3) livros e capítulos de livros cujos autores sejam referências no tema proposto.

Análise do material encontrado

Identificamos algumas palavras-chave para nos aproximarmos do que estava sendo produzido em termos de artigos acadêmicos sobre o tema. A palavra-chave 'CT' é geralmente associada à palavra-chave 'usuário de drogas' ou outro termo que alude ao uso de drogas.

Resultados

Uma questão sobre a escalada de incentivos: um breve histórico

Na realidade, alguns textos em defesa da atual modalidade de TC são de autoria de mestres e doutores que desenvolvem eles próprios trabalhos diretamente relacionados aos TC. A primeira regulamentação técnica dos TCs foi feita pela ANVISA (2017a), em 2001, o que manifesta o esforço para garantir uma melhor qualidade desses serviços através da sua fiscalização.

A denominação Comunidade Terapêutica (CT) e os investimentos públicos no

Ali aparecem os CTs do século XXI e, em sua maioria, foram criados por comunidades religiosas, mais comumente evangélicos neopentecostais. Diferentemente dos hospitais privados das colônias, que foram subsidiados na segunda metade do século XX, os QTs que se consolidaram na segunda década do século XXI são, em sua maioria, instituições de cunho religioso.

Seis comunidades pioneiras

Mas nos textos que aparecem em sites de comunidades, mesmo aqueles citados por Fracasso (2017) como pioneiros no Brasil, há problemas de linguagem, de escrita e, em alguns, presença de cookies com diversos anúncios sujos. No Brasil, a instituição é identificada como Teen Challenge Brasil – Casa de Recuperação Álcool e Drogas, associada ao Teen Challenge Internacional, com sede nos Estados Unidos.

Discussão

No prefácio, o Relatório de Fiscalização Nacional das Comunidades Terapêuticas - 2017 introduz a seguinte questão: “Que formas de exclusão, sofrimento e tratamento cruel, desumano e degradante têm sido produzidas em nome da proteção e do cuidado?” (CFP, 2018, p. 9). Assim, “o financiamento indiscriminado deste tipo de instituições acaba por resultar na atribuição de recursos públicos a locais onde os direitos são violados” (CFP, 2018, p. 150).

Considerações finais

Disponível em: . Disponível em: Acesso em: 19 de setembro.

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Tabela 1: fontes pesquisadas

Referências

Documentos relacionados

(M.I. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 1996. Dissertação de Mestrado, Rio de Janeiro: Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro,1982. Saúde