• Nenhum resultado encontrado

Universidade do Estado do Rio de Janeiro

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "Universidade do Estado do Rio de Janeiro"

Copied!
67
0
0

Texto

A influência do tratamento periodontal não cirúrgico no perfil lipídico e nas células sanguíneas de pacientes com periodontite crônica generalizada / Marília da Silva Pereira Bittencourt. A influência do tratamento periodontal não cirúrgico no perfil lipídico e nas células sanguíneas de pacientes com periodontite crônica generalizada. Carlos Marcelo da Silva Figueredo, por acreditar na minha capacidade, pela oportunidade de aprendizado e pela amizade.

O objetivo deste estudo foi verificar se o tratamento periodontal não cirúrgico tem algum efeito sobre o perfil lipídico, elementos celulares do banco e da série vermelha, plaquetas e VHS de pacientes com periodontite crônica generalizada. Dezoito pacientes, com idade média de 50,6 anos (± 7,6), tiveram 10 ml de sangue periférico colhido antes e 30 dias após o tratamento periodontal, que foi utilizado para análise do perfil lipídico, elementos celulares do sangue branco e vermelho. série, contagem de plaquetas e VHS. A partir destes resultados, pode-se concluir que o tratamento periodontal teve efeito nos bastonetes e monócitos, o que é uma redução característica destas células, e no colesterol total e LDL, o que se expressa no aumento dos seus valores.

Apesar do reconhecimento de que tais doenças sistêmicas são capazes de aumentar o risco de periodontite, só recentemente começaram a aparecer evidências, ainda em fase de investigação, de que as infecções da cavidade oral, especialmente as doenças periodontais, são capazes de aumentar a incidência e a gravidade da doença. certas alterações e doenças sistêmicas, incluindo alterações cardiovasculares (MATTILA et al., 1989), acidentes cerebrovasculares (DeSTEFANO et al., 1993) e parto prematuro (OFFENBACHER et al., 1996). Mesmo com o crescente interesse quanto aos possíveis efeitos causados ​​pelas doenças periodontais na condição sistêmica humana, há poucos estudos avaliando se o tratamento desta patologia é capaz de influenciar os fatores hematológicos (KOWOLIC et al., 2001; WORCH; LISTGARTEN; KOROSTOTT, 2001; CHRISTAN et al., 2002; FOKKEMA et al., 2003; TAYLOR, 2006). Portanto, o objetivo deste estudo foi verificar se o tratamento periodontal não cirúrgico teve alguma influência no perfil lipídico, nos elementos celulares das séries brancas e vermelhas do sangue, nas plaquetas e na VHS de pacientes com periodontite crônica generalizada.

Periodontite e sua influência sobre as células sangüíneas

Os autores selecionaram 24 pacientes (7 homens e 17 mulheres com idade média de 62 anos) com AR e 6 indivíduos saudáveis ​​(Grupo I). Os autores observaram níveis mais elevados de TNFα em pacientes anêmicos, com correlação positiva com artrite reumatóide. Os autores observaram que pacientes periodontais, entre os quais havia maior número de fumantes e indivíduos de classe social baixa, apresentavam os maiores níveis de fibrinogênio e leucócitos.

Os autores também encontraram níveis mais elevados de proteína C reativa, haptoglobina e α1-antitripsina em pacientes fumantes. Os autores observaram que o índice de massa corporal foi semelhante para todos os indivíduos, assim como os níveis de colesterol plasmático dentro dos limites normais. Os autores observaram que, em comparação com os controles, os pacientes com periodontite apresentavam níveis mais baixos de hematócrito e hemoglobina, contagens de eritrócitos mais baixas e maior taxa de hemossedimentação (VHS).

Os autores observaram que após as extrações, as contagens totais de leucócitos e neutrófilos diminuíram ao longo do tempo, enquanto nenhuma alteração foi observada nas contagens de eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos.

Periodontite e sua influência sobre o perfil lipídico

Os autores analisaram os níveis de colesterol e triglicerídeos por meio de métodos enzimáticos e observaram que no grupo teste os níveis séricos de triglicerídeos apresentaram aumento que foi considerado estatisticamente insignificante (P>0,05). Os autores também observaram correlação negativa entre os níveis de triglicerídeos e HDL, tanto no grupo teste quanto no grupo controle (r=-0,5 e P<0,001; r=-0,4 e P<0,01, respectivamente). Os autores descobriram que a glicemia, a insulina e o cortisol não sofreram alterações significativas (P>0,05), enquanto o colesterol total, LDL e HDL foram significativamente mais baixos durante a infecção (P<0,001) e os triglicerídeos foram mais elevados durante a infecção. 0,001).

Os autores observaram correlação positiva entre a gravidade da doença periodontal e os níveis de colesterol total, triglicerídeos e LDL. Os autores descobriram que o colesterol total, a lipoproteína de baixa densidade (LDL) e os triglicerídeos estavam significativamente aumentados em pacientes periodontais em comparação com os controles (P<0,03; P<0,003; P<0,001, respectivamente). Os autores observaram que a presença de bolsas sob os olhos estava positivamente associada ao aumento dos níveis de colesterol total e colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade) em homens.

Através desses achados, os autores sugeriram que há um aumento na incidência de mortalidade cardiovascular entre pacientes com doença periodontal. Por meio do exame hematológico, os autores avaliaram os níveis de lipoproteína de alta densidade (HDL), colesterol total, haptoglobina, leucócitos, elastase (ativação de neutrófilos), proteína C reativa (PCR), IL-6, receptor 1 de TNFα (ativação de monócitos), α1-antitripsina e lipoproteína de baixa densidade oxidada (LDL). Os autores observaram que os níveis de colesterol foram semelhantes nos dois grupos estudados, enquanto os níveis de HDL foram menores (P=0,007) e o perfil lipídico (colesterol total/HDL) foi maior (P=0,03) no grupo de pacientes.

Os autores observam que os níveis de triglicerídeos são aumentados por múltiplas citocinas, incluindo fator de necrose tumoral (TNF), interleucina 1 (IL-1), interleucina 2 (IL-2) e interleucina 6 (IL-6). Os autores observaram que o tratamento periodontal resultou em redução da inflamação local, refletida pela diminuição da profundidade da bolsa de sondagem (PBS) e das taxas de sangramento, porém, os níveis lipídicos plasmáticos (colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos) não apresentaram alterações importantes. P>0,05). Através destes resultados, os autores concluíram que não houve relação entre a doença periodontal, independentemente da sua gravidade, e os níveis lipídicos plasmáticos em pacientes com periodontite crônica generalizada. 2005), com o objetivo de avaliar a relação entre periodontite e dislipidemia, comparou os níveis lipídicos plasmáticos de pacientes com periodontite com os de pacientes periodontalmente saudáveis.

Os autores observaram melhora significativa em todos os parâmetros clínicos periodontais nas avaliações semestrais e semestrais em ambos os grupos. Os autores constataram que a concentração de colesterol total, triglicerídeos, HDL e LDL não diferiu significativamente entre indivíduos, tanto homens quanto mulheres, saudáveis, com doença periodontal ou. Os autores verificaram que pacientes com periodontite grave apresentaram aumento na contagem de leucócitos (p=0,0001), atribuído ao aumento de neutrófilos e linfócitos, dislipidemia associada a HDL baixo (p 0,0001) e LDL alto (p 0,0001), aumento de glicose níveis (p=0,01) e tendência a aumento de colesterol total (p=0,5) e triglicerídeos (p=0,4), em comparação aos controles.

Os autores observaram diminuição significativa dos níveis de LDL e colesterol total no grupo teste, enquanto diminuição desses parâmetros também foi observada no grupo controle, porém, sem significância estatística.

Seleção de Pacientes

Parâmetros Clínicos

Também foram registrados e classificados, segundo Hamp et al. 1975), todos os locais com envolvimento de furca. Tais medidas foram realizadas em seis pontos (mésio-vestibular, vestibular, disto-vestibular, mésio-lingual/palatal, lingual/palatal e disto-lingual/palatal) de todos os dentes presentes.

Dados Relativos à Coleta de Sangue

Tratamento Periodontal

Reavaliações Clínicas

Análises Laboratoriais

Série vermelha, série branca e plaquetas

Velocidade de Hemossedimentação (VHS)

Lipidograma (Perfil Lipídico)

Análises Estatísticas

Resultados Clínicos

Resultados Hematológicos

Da mesma forma, níveis normais de leucócitos também são encontrados em pacientes periodontais e controles saudáveis, apesar da tendência dessas células aumentarem nos primeiros (FREDRIKSSON et al., 1999). Uma diminuição no número dessas células após o tratamento também foi observada por Christan et al. 2005) descobriu que o número de plaquetas ou trombócitos aumenta como resultado de um processo infeccioso ou inflamatório, mas esta alteração em associação com a doença periodontal tem sido pouco estudado. Um aumento nos valores médios da velocidade de hemossedimentação (VHS) dos glóbulos vermelhos já foi observado em pacientes com periodontite (HUTTER, et al., 2001), embora se reconheça que este teste tem utilidade limitada como ferramenta de diagnóstico para o envolvimento sistêmico da periodontite.

Essa relação entre doença periodontal e anemia vem sendo investigada há algum tempo sem apresentar resultados satisfatórios (WAKAI et al., 1999; WORCH et al., 2001). Já existem pesquisas mostrando a ausência de correlação significativa entre diferentes índices de CPITN e níveis de hemoglobina, sugerindo que a anemia não deve ser identificada como uma consequência sistêmica da doença periodontal (WAKAI et al., 1999), da mesma forma que o tratamento bem sucedido A periodontite agressiva, na qual a anemia foi associada ao aumento do índice de anosocitose (RDW), não demonstrou causar alterações significativas nesta condição (WORCH et al., 2001). Por outro lado, níveis mais baixos de hemoglobina e hematócrito e menos eritrócitos foram encontrados em pacientes com periodontite moderada a grave, em comparação com controles saudáveis ​​(HUTTER et al., 2001).

Acredita-se que a periodontite apresente uma patogênese comparável à da artrite reumatoide, que é responsável pela diminuição da eritropoiese através da circulação de citocinas pró-inflamatórias resultantes de um processo inflamatório crônico local (HUTTER et al., 2001). Alguns autores (GALLIN et al., 1969) também relatam aumento de triglicerídeos apenas em infecções causadas por microrganismos Gram e diminuição na concentração de colesterol total apenas em pacientes com infecções causadas por patógenos Gram+. Outros (LOPES-VIRELLA et al., 1993) observaram diminuição dos níveis de LDL exclusivamente em pacientes com infecções graves, e ainda há quem relacione as alterações lipídicas à gravidade da infecção (SAMMALKORPI et al., 1988).

Há também quem não relate alterações nos triglicerídeos ou no colesterol (KERTULLA et al., 1984). Contrariando os resultados acima mencionados, D´aiuto et al. 2007) observaram que após o tratamento periodontal houve diminuição dos níveis de colesterol e LDL, enquanto os demais fatores (HDL, VLDL e triglicerídeos) não apresentaram alterações significativas. 2005), por sua vez, não encontraram diferença entre colesterol, LDL, HDL e triglicerídeos em pacientes com periodontite submetidos ao tratamento com sucesso. 2006) também não encontraram alteração significativa na concentração de colesterol total após a resolução da periodontite por extrações múltiplas. A análise dos valores lipídicos de estudos puramente comparativos entre pacientes com e sem periodontite também não encontrou diferença em relação à concentração de colesterol total (LOOS et al., 2000; BUHLIN et al., 2003; MACHADO; QUIRINO; NASCIMENTO, 2005), LDL, HDL (MACHADO; QUIRINO; NASCIMENTO, 2005; MOEINTAGHVI et al., 2005) e triglicerídeos (MACHADO; QUIRINO; NASCIMENTO, 2005).

Resultados surpreendentes foram os de Moeinaghvi et al. 2005) que observaram níveis mais elevados de colesterol total e triglicerídeos entre controles saudáveis. Estudos mostram que as citocinas são importantes mediadores dessas alterações e que qualquer condição capaz de aumentar seus níveis séricos pode causar dislipidemia (LOPES-VIRELLA, et al., 1993; IACOPINO; CUTLER, 2000; KHOVIDHUNKIT et al., 2004). O TNFα também estimula a lipólise do tecido adiposo (LOPES-VIRELLA et al., 1993) e, da mesma forma que a IL-1, também estimula a redução de triglicerídeos e da depuração de LDL por reduzir a atividade da enzima lipoproteica lipase. (IACOPINO; CUTLER, 2000).

A IL-1β também é atribuída à inibição da síntese e redução da secreção de colesterol, enquanto a IL-6 aumenta a secreção de colesterol, mas diminui sua secreção (KHOVIDHUNKIT et al., 2004).

Tabela 1 -  Comparação dos valores médios (  desvio padrão) para Índice de Placa (IP), Índice  Gengival  (IG),  Sangramento  na  Sondagem  (SS),  porcentagem  de  sítios  com  Profundidade  de  Bolsa  à  Sondagem  (PBS)  entre  1  e  3mm,  4  e  5mm,  e
Tabela 1 - Comparação dos valores médios ( desvio padrão) para Índice de Placa (IP), Índice Gengival (IG), Sangramento na Sondagem (SS), porcentagem de sítios com Profundidade de Bolsa à Sondagem (PBS) entre 1 e 3mm, 4 e 5mm, e

Imagem

Tabela 1 -  Comparação dos valores médios (  desvio padrão) para Índice de Placa (IP), Índice  Gengival  (IG),  Sangramento  na  Sondagem  (SS),  porcentagem  de  sítios  com  Profundidade  de  Bolsa  à  Sondagem  (PBS)  entre  1  e  3mm,  4  e  5mm,  e
Tabela 2 -  Comparação dos valores médios (  desvio padrão) para os dados hematológicos  iniciais e pós-tratamento (30 dias) (n=18)

Referências

Documentos relacionados

Governo do Estado do Rio de Janeiro Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia Universidade do Estado do Rio de Janeiro Faculdade de Comunicação Social Programa de Pós-Graduação