Para maior compreensão e melhor interpretação das situações-problema, além da discussão sobre os efeitos das chuvas, foi ministrado um minicurso sobre educação funcional com visão crítica das questões ambientais. Diante deste cenário, uma possível solução passa pela educação para que haja mudança de comportamento e atitude. Portanto, a educação ambiental surge como uma forma de a população influenciada pela comunidade estudantil transmitir valores sociais e ambientais, para que essa relação sociedade/meio ambiente seja mais equilibrada e forme cidadãos conscientes e capazes de pensar em um planeta com o ambiente mais ecologicamente correto. ambiente. equilibrado e saudável.
Temos consciência de que o desenvolvimento dos alunos depende da sua aprendizagem, que está ligada às conexões interpessoais, por isso a linguagem e a metodologia que utilizam são de extrema importância para que possam adquirir os conhecimentos desejados. Brito e Almeida (2005) afirmam que para compreender melhor o conceito de função, os alunos precisam utilizar o conceito intuitivo de forma contextualizada e o conceito formal. Nesse sentido, o ensino da matemática deve ser utilizado de forma mais significativa para criar uma conexão para que esse indivíduo possa integrar esses pensamentos à ciência em geral.
Portanto, ao utilizar o meio ambiente como tema transversal preconizado pelos parâmetros curriculares nacionais, pretendemos contextualizar o ensino da matemática, contribuir para a compreensão dos conceitos matemáticos e a ampliação dos aspectos pessoais e sociais do aluno, para que a barreira entre o a matemática ensinada pode falhar na escola e a matemática necessária para resolver problemas cotidianos. Contextualizar o ambiente neste caso não pode ser apenas uma citação em um problema matemático que serviria apenas de fachada, devemos ter a capacidade de mobilizar os alunos para que se sintam parte do processo proposto. Na Conferência de Estocolmo de 1972, o objetivo da educação ambiental seria formar indivíduos que conhecessem e se preocupassem com o meio ambiente e seus problemas, e que pudessem apresentar conhecimentos, atitudes e motivação, para que pudessem participar individual ou coletivamente na solução problemas ambientais atuais e futuros.
O documento afirma ainda que a educação ambiental ‘não é neutra, mas sim ideológica’, colocando-a numa perspectiva holística, e afirma ainda que a interdisciplinaridade é fundamental para que a educação possa desempenhar o seu papel na construção de sociedades sustentáveis, promovendo o pensamento crítico e inovador entre a população . sujeitos/alunos, onde a diversidade cultural é respeitada e a integração entre culturas é promovida. Segundo Reigota (1998), para garantir maior contextualização, é necessário que a primeira ação na educação ambiental seja o conhecimento do que o meio ambiente representa para todos os envolvidos no processo, tomando sempre como norte a realidade dos alunos. A educação escolar é uma prática que tem a função de criar condições para que todos os alunos desenvolvam as suas capacidades e aprendam os conteúdos necessários à construção de ferramentas de compreensão da realidade e de participação em relações políticas e culturais diversas e cada vez mais amplas. Estas condições são fundamentais para o exercício da cidadania na construção de uma sociedade democrática e não excludente.
Ocupação irregular, formação geológica e construção em locais com risco de queda das encostas se unem como uma combinação perigosa para que esses incidentes continuem ocorrendo na região de Quitandinha e entorno. Essa atividade durou duas semanas, sendo uma semana para os alunos divididos em grupos realizarem pesquisas sobre os impactos das chuvas em Petrópolis e obterem textos e dados para que pudéssemos iniciar discussões sobre as questões ambientais envolvidas. Em seguida é feito um levantamento sobre o que seria necessário para aumentar a conscientização e mobilização para que haja uma melhoria neste aspecto e a importância da Educação Ambiental.
Na semana seguinte nos reunimos para iniciar a preparação e os problemas baseados no tema da criação, a chuva. A criação e resolução de situações-problema foi realizada pelos alunos, com a intervenção e cooperação do professor/investigador, este processo durou quatro semanas e foram desenvolvidas quatro situações-problema, que foram desenvolvidas com base em dados hipotéticos nas situações decididas pelo professor/pesquisador. e os alunos decidirem, com base nas falas dos alunos, qual modelo de função para construir a situação problema, ou seja, se seria um modelo de função afim ou um modelo de função quadrática que geraria o tema, pois seu gerador são as chuvas em Petrópolis. A partir desta fala, reunimos e tentamos modelar a situação citada através de dados hipotéticos, pensando em uma função relacionada para podermos rever os conceitos da função, e também foi proposta por alunos que são da área de TI, esse recurso de construção de gráfico do Word .
Nessa situação problema, foi feita uma sugestão pelo professor/pesquisador para que fosse feita uma comparação entre os percentuais de variação, e comparados em percentuais, calculados pelos alunos, para que houvesse mais informações, o que ajudaria no desenho as diferenças. conclusões, sobre a observação do aluno.
Índice Pluviométrico(mm)
A taxa de variação será utilizada para conhecer o comportamento das variações de precipitação nesse período. Portanto, podemos concluir que: De janeiro a fevereiro houve uma variação positiva, indicando que as chuvas aumentaram, neste caso 50 mm em um mês. De Fevereiro para Março houve uma variação positiva, indicando que a precipitação aumentou, neste caso 120 mm num mês, o que representa um aumento face ao período anterior de 120/50, ou seja, um aumento de 140 mm. % em relação a janeiro/fevereiro. Janeiro fevereiro Março Abril Maio Junho. De março para abril houve uma variação negativa, indicando que a precipitação diminuiu, neste caso -140 mm num mês. De abril a maio houve variação nula, indicando que a taxa de precipitação permaneceu constante, neste caso 0 mm em um mês. De Maio para Junho houve uma variação negativa, indicando que a precipitação está a diminuir, que neste caso foi de -120 mm num mês, o que significa uma diminuição face ao período Março/Abril, ou seja, uma diminuição de cerca de 16% relativamente ao período de Março/Abril. Março abril. 2-Durante um dos encontros, para trabalhar situações-problema, os alunos levantaram a questão dos níveis dos reservatórios de água no Sudeste, assunto que é notícia em todo o país. Então um aluno lembrou que alguns reservatórios de água em Petrópolis dependem da chuva, e surgiu a dúvida de como modelar a relação entre a intensidade da chuva em mm e o volume de água no reservatório, então o professor/pesquisador, sugeriu que houvesse uma seria criada uma situação hipotética, em menor escala.
Num determinado dia de verão, o reservatório continha 200 m3, sabendo que naquele dia foram medidos 200 mm de chuva, calcule a quantidade de água no reservatório, após essa chuva, bem como a sua profundidade. 3-O objetivo deste problema foi modelar um problema, utilizando a função quadrática, a partir da dúvida de alguns alunos, a respeito da utilização do pluviômetro, quando utilizado em determinado local para leituras diárias. Foi feita uma revisão dos conceitos da função quadrática, dada a importância deste conteúdo no ensino secundário.
Os alunos responderam muito bem a esta atividade e contribuíram muito para a elaboração e solução da situação problemática. O gráfico está sem dúvida próximo de uma parábola, pois nos meses de janeiro-julho os índices foram diminuindo até atingir o valor mínimo entre os meses de junho, julho e agosto, logo após o qual os índices começam a subir.b) o que é o mês ou meses em que os níveis de precipitação foram mínimos. O resultado foi bastante satisfatório, com resposta unânime dos alunos que gostaram muito da proposta e se sentiram muito confortáveis com o conteúdo abordado, e conseguiram perceber a proximidade da matemática com os problemas do seu dia a dia e sugeriram que momentos como esses fossem mais frequente durante o ensino básico.
O objetivo deste trabalho foi fazer do ensino de Matemática, por meio de uma abordagem de funções, uma ferramenta que possa ser utilizada pelos alunos como uma aliada para resolver problemas do seu dia a dia, concretizando assim a visão da 'n Matemática que não é utilizada ou não faz sentido, além de desenvolver uma visão ambiental crítica do seu ambiente. Para que isso acontecesse, utilizamos o tema ambiental das chuvas na região serrana, mais especificamente na cidade de Petrópolis, como tema gerador que deve ser contextualizado no ensino de Matemática para que os alunos possam desenvolver e resolver situações-problema, que por sua vez um ou de outra forma conectado à sua vida diária. Acreditamos que a proposta aqui utilizada foi satisfatória, por se tratar de uma turma de ensino técnico, diferentemente de outras turmas de ensino comum, o que contribuiu satisfatoriamente para o sucesso da pesquisa.
Dessa forma, vemos a possibilidade de, a partir de uma ideia simples, podermos realizar as mudanças sugeridas e desejadas no ensino da matemática. Concluindo, esperamos que este trabalho possa contribuir para o ensino da matemática e para uma visão ambiental crítica, baseada em ideias e experiências cotidianas, dando a alunos e professores uma oportunidade de melhorar a educação. Desenvolvimento e análise de metodologia de aprendizagem de funções quadráticas utilizando os softwares 'parábola' e 'oficina de funções'.