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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Um estudo de caso sobre a Festa Literária de Duque de Caxias na Festa de Santo Antônio. Educação e cultura: um estudo de caso sobre a Festa Literária de Duque de Caxias na Festa de Santo Antônio.

Duque de Caxias e a Baixada Fluminense

A topografia da região era adequada ao cultivo da cana-de-açúcar, e os rios facilitavam o escoamento da produção e a comunicação com a cidade portuária do Rio de Janeiro. A ocupação da região que hoje abrange a Baixada Fluminense, especialmente a cidade de Duque de Caxias, expressa um rico processo de construção e representação histórica no estado do Rio de Janeiro.

Mapa 2: Mapa da Baixada Fluminense - Estado do Rio de Janeiro
Mapa 2: Mapa da Baixada Fluminense - Estado do Rio de Janeiro

A emancipação da cidade de Duque de Caxias

As áreas onde hoje está localizada a cidade de Duque de Caxias passaram de um estado de abandono e desregulamentação para ocupação de loteamento, criando este “novo oeste da cidade do Rio de Janeiro”. A ascensão da cidade de Duque de Caxias apresentou a imagem de Tenório Cavalcanti como personagem central até o final da década de 1970.

Sociedade, Memória e Duque de Caxias

A criação de seu jornal denominado "A Luta Democrática" também foi um meio que incentivou fortemente o crescimento de Tenório Cavalcanti na cidade de Duque de Caxias, com tiragem em torno de 500 mil exemplares. Foi reeleito em 2001 e deu início a uma mudança de governo em Duque de Caxias que continua até hoje.

Comemorando a Cidade

Esta região atualmente faz parte do bairro Taquara, localizado no 3º distrito da cidade de Duque de Caxias. Na entrada do museu os visitantes são recebidos com um busto de Duque de Caxias. O museu é mantido por uma parceria entre o Exército Brasileiro e a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Duque de Caxias.

Foi nesta rebelião que Luiz Alves de Lima e Silva ganhou destaque e recebeu o título de Barão de Caxias. A cidade de Duque de Caxias apresenta diversas representações de seu patrono que podem ser encontradas em outros espaços além do museu. A Avenida Brigadeiro Luiz Alves de Lima e Silva está localizada em um dos bairros mais importantes e nobres da cidade: o bairro 25 de Agosto, data de nascimento do Duque de Caxias.

No dia em que a foto foi tirada, a espada do Duque de Caxias havia sido roubada e a estátua apresentava alguns grafites.

A Festa de Santo Antônio e a cidade

Para compreender a festa de Santo Antônio na cidade de Duque de Caxias, é fundamental fazer um breve panorama sobre a liberdade de culto no Brasil, característica essencial desde a constituição de 1891, quando a religião católica deixou de ser a religião oficial. A Festa de Santo Antônio acontece na cidade de Duque de Caxias há mais de 50 anos e é repleta de lembranças. Podemos então dividir a construção das memórias da festa de Santo Antônio em Duque de Caxias em três abordagens.

O terreno onde se encontra a Sé Catedral de S. Antona, está localizada no centro do município em questão. Outro “lugar de memória” é a Festa de Santo Antônio que, assim como a Igreja, também sustenta memórias relacionadas à trajetória da cidade e memórias coletivas e individuais. No caso da festa de Santo Antônio na cidade de Duque de Caxias, entre outras coisas, acontecem missas, distribuição de pães, confissões, procissões, que fazem parte da programação religiosa que muda muito pouco de ano para ano. .

A festa de Santo Antônio em Duque de Caxias é uma apropriação da comunidade, que vai além das prescrições religiosas.

Meu Santo Antônio eu vou fazer uma promessa

Santo Antônio foi então considerado “o defensor da monarquia de Portugal” ao mesmo tempo em que utilizou uma de suas qualidades mais famosas, a capacidade de restaurar o que estava perdido, para ser chamado a intervir para restaurar o que comprometia o domínio estrangeiro.” (CRUZ; CALDEIRA, 1999, p. 69). Santo Antônio talvez seja o principal santo da Umbanda praticada atualmente no Rio de Janeiro, pois está associado aos exus (os “povos de rua”, que alguns associam aos demônios), intermediários entre os orixás e o mundo terreno. Segundo Joana Bahia (2015), a imagem de Santo Antônio também pode ser associada a Ogum, o que acontece na Bahia e também no Rio de Janeiro, distinção que, segundo a autora, pode acontecer entre Umbanda e Candomblé.

Na Umbanda, existe um sincretismo entre Ogum e Santo Antônio nas cidades dos estados do Rio de Janeiro e da Bahia, sendo Ogum considerado o chefe de Exu. Todo dia de Santo Antônio (13 de junho) havia feijoada em um dos famosos candomblés da Bahia, no terreiro do Senhor Procópio de Ogum, seguidor do santo. Na Umbandi Ex, ele atende Ogum, que é cultuado no dia de Santo Antônio e também no dia de São Jorge.

Segundo Menezes: “A literatura indica que essas práticas ‘mágicas’ surgiriam de memórias pagãs, pois no processo de sincretismo que deu origem às festividades católicas, as festas de Santo Antônio e dos demais santos de junho (São João, São Pedro ) ) estariam associados aos ritos de fertilidade do solstício de verão (solstício de inverno, no caso do Hemisfério Sul)” (MENEZES, 2004, p. 161, grifo nosso).

O Culto a Santo Antônio no Brasil

Quando a devoção a Santo Antônio foi trazida para o Brasil, assumiu significados diferentes daqueles que já faziam parte de seu culto em Portugal. A dedicação a Santo Antônio de Lisboa foi introduzida em Pernambuco em 1550, quando foi construída uma capela em louvor ao santo de Lisboa, que deu origem ao primeiro mosteiro carmelita do Brasil: o Convento de Santo Antônio do Carmo, em Olinda. Esta foi uma das diversas vezes em que Santo Antônio atuou como 'soldado', defendendo a colônia contra 'invasores estrangeiros' e, com soldo, patente e condecorações, sendo considerado o 'padroeiro celestial do exército brasileiro'.

A importância de Santo Antônio nas questões relacionadas à defesa do território foi tamanha que o fez alcançar altos cargos militares, sendo, segundo Lira (1956), até condecorado por D. Nesse sentido, "a imagem de 'Santo Antônio do Relento' ' localizada no Largo da Carioca, no Rio de Janeiro, que tem uma representação justamente nos termos de Joana Bahia (2015) conecta a imagem de Santo Antônio com a imagem de Ogum, o que acontece na Bahia e também no Rio de Janeiro, uma diferenciação isso, segundo o autor pode acontecer entre a Umbanda e o Candomblé.

A literatura aponta que essas práticas “mágicas” proviriam de memórias pagãs, pois no processo de sincretismo que deu origem às celebrações católicas, as festas de Santo Antônio e de outros santos juninos (São João, São Pedro) estariam associadas ao ritos de fertilidade do solstício de verão (solstício de inverno, no caso do hemisfério sul)” (MENEZES, 2004, p. 161, grifo nosso).

As Festas de Santos

As celebrações juninas realizadas em honra e devoção a Santo António, São Pedro e São João datam do período colonial e terão sido trazidas pelos portugueses. No caso das festas de santos, a música, a culinária e os rituais são sempre muito marcantes e atraem diversos tipos de público. Renata Menezes (2009) afirma que as pesquisas sobre festas populares, e especialmente sobre festas de santos, cresceram significativamente no Brasil desde a segunda metade da década de 1990.

Outros órgãos públicos, estaduais e municipais, seguem o exemplo, que oficializam e reconhecem diversas manifestações culturais, inclusive as “festas santas”. No caso do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial, as “festas santas” são objeto de censos e registros. Os arquivos de alguns “feriados santos” passaram a fazer parte dos livros cerimoniais17.

A festa da Penha, tal como outras festas de santos, tem provas da sua origem em Portugal.

A Construção do Padroeiro

A análise deste trabalho tem como foco a Festa de Santo Antônio na cidade de Duque de Caxias na Baixada Fluminense. Contudo, o “Guia do Museu de Lisboa – Santo Antônio” (2016), publicação mais recente, apresenta uma cronologia da vida do santo e explica que a data do seu nascimento foi alterada para 1191 após a exumação do seu corpo em 1981 (PEREIRA; GOMES , 2016). Quanto à imagem de Santo António como noivo, aparece muito pouco na sua hagiografia.

O milagre mais famoso de Santo Antônio é o “Milagre do Peixe” ou “Sermão do Peixe” e diz-se que ocorreu em Rimini, Itália. Entre os milagres realizados por Santo Antônio estão reavivamentos, curas de doenças e aparições após sua morte. Tomasino, que tinha cerca de 20 meses, morava com os pais em Pádua, bem ao lado da igreja de Santo Antônio.

Uma das imagens mais veneradas do santo é aquela em que Santo Antônio coloca o menino Jesus nos braços.

A idealização da Festa Literária

O professor Antônio afirma que a criação da biblioteca teve um importante papel cultural na cidade, que foi chamar a atenção para um bairro antes ignorado e desconhecido, o Cangulo. Portanto, além de mencionar esse protagonismo na Festa Literária, é importante mencionar também o protagonismo da Biblioteca Comunitária Solano Trindade na construção do Plano Municipal do Livro e da Leitura da cidade de Duque de Caxias, que foi iniciada . através do trabalho da Biblioteca Comunitária Solano Trindade, uma discussão que começou em 2011 e ainda parece ter terminado, disse. Como resultado de sua história, Antônio buscou, portanto, um mandato para fortalecer essa luta por meio da Biblioteca Solano Trindade.

Quando Alexandre Cardoso foi eleito prefeito em 2012, convidou o professor Antônio para assumir a direção da Biblioteca Leonel de Moura Brizola, localizada na Praça do Pacificador, no centro de Duque de Caxias. A partir daí, Antônio passa a levar para a biblioteca tudo o que construiu com a expertise de anos à frente da Biblioteca Comunitária Solano Trindade. Vale ressaltar que Antônio enfrentou muita oposição ao assumir a direção da biblioteca Leonel de Moura Brizola justamente por não ser do primeiro distrito.

É importante ressaltar que, segundo Antônio, não havia orçamento para a gestão da Biblioteca.

A construção da Festa Literária

Portanto, a primeira ideia que surgiu sobre o Festival de Literatura foi apresentar o potencial literário da cidade, que era o objetivo principal. Antônio disse que naquela época teve muito contato com a Binho Cultura, que organizava a FLIZO (Festa Literária da Zona Oeste), e esse exemplo serviu de espelho para a realização da primeira edição da Festa Literária de Duque de Caxias. Essas atividades ocorreram ao longo dos anos, não se tratava de uma atividade festiva literária que acontecia durante a própria Festa de Santo Antônio.

Houve toda uma preparação para compor a programação da Festa Literária na Festa de Santo Antônio. Segundo o professor Antônio, a Festa Literária só aconteceu porque fez parte do contexto da Festa de Santo Antônio. O ano da FLUP em Duque de Caxias foi encerrado com uma atividade no âmbito da Festa Literária.

A memória da Festa Literária ultrapassou o suporte material da gravação e foi preservada no ciberespaço pelo Facebook. O trabalho aqui apresentado é resultado de uma construção de pesquisa acadêmica onde procurei compreender as múltiplas relações existentes na Festa de Santo Antônio na cidade de Duque de Caxias e na Festa Literária que ocorreu dentro desta celebração. Antes de entrar em considerações sobre a Festa Literária especificamente, considero importante fazer alguns apontamentos sobre as festas de santos, especialmente a Festa de Santo Antônio realizada há mais de 50 anos em Duque de Caxias.

Figura 2 - Professor Antônio após uma atividade da programação da Festa Literária em 23 de junho de 2016
Figura 2 - Professor Antônio após uma atividade da programação da Festa Literária em 23 de junho de 2016

Imagem

Mapa 1: Divisão do Estado do Rio de Janeiro por regiões
Mapa 2: Mapa da Baixada Fluminense - Estado do Rio de Janeiro
Figura 2 - Professor Antônio após uma atividade da programação da Festa Literária em 23 de junho de 2016
Figura 3 - Logo criada pelo Cartunista Ziraldo para a Festa de Santo Antônio
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Referências

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EXPEDIENTE Diretor Gustavo Tepedino - Doutor em Direito Civil pela Università degli Studi di Camerino, Professor Titular de Direito Civil da Universidade do Estado do Rio de Janeiro,