E em 1992, o PNACS passou a se chamar Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), sendo uma das primeiras estratégias para iniciar a mudança do modelo de atenção à saúde, com o objetivo de reorganizar os serviços de saúde e o acesso da população a eles (SILVA; DALMASO, 2002a) ). Analisar o perfil profissional e descrever a formação profissional dos Agentes Comunitários de Saúde do município de Duque de Caxias.
Relação entre Trabalho e Educação
A institucionalização da educação profissional no Brasil centrou-se na pedagogia técnica com base pragmática e foi organizada dentro de uma forte hierarquia de funções técnicas, em comum acordo com o modelo taylorista-fordista de acumulação. Frigotto (2006) ao afirmar que na década de 1990 não houve reforma educacional ou mudança durante a gestão do governo Lula na educação/formação profissional, com uma concepção utilitarista de ensino que prevalece até hoje, demonstra que as expectativas da educação nunca foram existia. reconstrução da educação profissional.
Formação para o trabalho em saúde (nível médio)
Em 2003, foi criada a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde (SGTES), tendo o Ministério da Saúde como líder responsável pela formulação de políticas que regem a formação, distribuição e gestão dos trabalhadores da saúde. A SGTES está dividida em dois departamentos: o Departamento de Gestão e Regulação do Trabalho em Saúde (DEGERTS), responsável pelo planejamento, gestão e políticas regulatórias do trabalho em saúde em nível nacional; e o Departamento de Gestão da Educação em Saúde (DEGES), responsável pelas políticas educacionais, pelo desenvolvimento profissional e pela educação continuada dos trabalhadores dos diversos níveis de ensino e pela formação de profissionais de outras áreas da saúde, dos movimentos sociais e da população (MOROSINI, 2010).
A Saúde da Família e o Agente Comunitário de Saúde
A partir de 1994, o Programa Saúde da Família (PSF) foi implantado gradativamente, incluindo os ACS na equipe (BORNSTEIN, 2007). Os ACS integram equipes de Saúde da Família sem conhecimento prévio em saúde.
O papel do enfermeiro e do ACS
Para promover a profissionalização de trabalhadores sem a qualificação necessária e que já atuam no serviço, foram criados centros de formação de recursos de pessoal de saúde e escolas técnicas de saúde do SUS, vinculados às secretarias estaduais de saúde. Agente do curso técnico, as escolas técnicas do SUS funcionavam de forma descentralizada, semelhante à estratégia utilizada pelo Projeto Grande Escala para formar profissionais de enfermagem.
Caracterização do estudo
Cenário da pesquisa
O município de Duque de Caxias-RJ
Duque de Caxias apresenta seus contrastes na economia e nas condições de vida da população: 31% dos domicílios não possuem abastecimento de água potável, e apenas 56,4%. O bairro Duque de Caxias possui o melhor atendimento, onde 94,4% das pessoas estão conectadas à rede. Tabela 2 - Distribuição da rede de abastecimento de água entre os bairros do município de Duque de Caxias.
O sistema de saúde local
Segundo Boiça (2008), em termos de abastecimento de água, 80% da população é servida pela rede, que não é homogénea em todo o território. No bairro Campos Elíseos, 20,1% utilizam poço artesiano, enquanto no bairro Imbariê esse número dobra, com 46,9%; em Xerém aumenta para 39,6%.
Procedimentos de coleta de dados
Primeiro momento
Para os oito ACS, as entrevistas abordaram questões sobre o início de seu trabalho, sua prática, sua eventual formação (se houve formação, foram feitas perguntas sobre sua adequação) e sua compreensão sobre a formação profissional. O material obtido nas entrevistas foi utilizado na pesquisa em dois momentos distintos: a) nos resultados apresentados na trajetória histórica de implementação do trabalho do ACS; b) nos resultados e discussão dos dados quantitativos. As entrevistas com técnicos do GGD e ACS ocorreram no período de junho de 2012 a julho de 2013.
Segundo momento
Nesta sessão foram encontradas informações sobre idade, sexo, residência, estado civil, número de pessoas pelas quais alguém é responsável financeiramente, religião, participação. Foram analisadas informações sobre a presença ou não de treinamentos ou cursos pré-serviço e se foram oferecidos pós-prático. Nesta parte da pesquisa também foram coletadas informações sobre os instrumentos que utilizam para se comunicarem sobre assuntos relacionados ao seu trabalho e sobre possíveis participações em reuniões de equipe.
Sujeitos da pesquisa
Legenda: Legenda: Agente Comunitário de Saúde (ACS); Estratégia dos Agentes Comunitários de Saúde (EACS); Estratégia Saúde da Família (ESF). Concepções que integram a formação e o processo de trabalho dos agentes comunitários de saúde: uma revisão de literatura. Vulnerabilidade e sofrimento no trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde no Programa Saúde da Família.
Educação e saúde: formação de agentes comunitários de saúde no município de Duque de Caxias-RJ. Lê livros e manuais de saúde - frequentemente ( ) raramente ( ) nunca ( ) Pergunta ao enfermeiro supervisor - frequentemente ( ) raramente ( ) nunca ( ) Conversa com outros ACS - frequentemente ( ) raramente ( ) nunca ( ) Pesquisa na Internet - frequentemente ( ) ) raramente ( ) nunca. A população considerada são os agentes comunitários de saúde (ACS) do estado do Rio de Janeiro, categoria de trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), divididos em regiões e municípios.
Dimensionamento da amostra
Organização e tratamento dos dados
Na análise quantitativa, a organização dos dados foi realizada por meio do Statistical Package for the Social Sciences (SPSS, 2004), versão 13.0. Parte das entrevistas poderia ser utilizada na construção de um histórico da implementação do trabalho do ACS e complementada com os resultados e discussão dos dados quantitativos. O texto foi organizado em categorias, com convergência de tópicos, com descrição e interpretação, encontrando conexões entre as informações desses depoimentos e as tabelas que apareceram durante a análise quantitativa descritiva dos questionários, o que permite sua melhor interpretação e categorização em categorias . eixos temáticos da pesquisa.
Procedimentos éticos
Práticas de saúde de enfermeiros e agentes comunitários de saúde durante visitas domiciliares na Estratégia Saúde da Família.
Trajetória histórica da implantação do trabalho do ACS em Duque de
O início
As primeiras Unidades de Saúde da Família foram implantadas em locais onde não havia instituição de saúde no município. Vejamos o relato de um ACS que vivenciou a implantação da primeira Unidade de Saúde da Família. Agentes Comunitários de Saúde contratados sem processo seletivo, sem carteira assinada e sem salário há nove meses.
Processo de seleção
Disseram apenas que eu tinha que trabalhar na área da saúde, etc., que ganharia um salário, etc. Como também não ganhei nada, preferi ir lá e ver como era. Ok, sobre tuberculose, mas é muito simples: a gente nem precisava de ensino médio, esse tipo de coisa. Infelizmente, para algumas pessoas eles não conseguiram nem responder (A4).
A expansão
Então naquela época tínhamos 28 equipes EACS de Saúde da Família, 28 no total entre ACS e Saúde da Família e conseguimos ampliar para 51 equipes até o final do programa, no primeiro PROESF que foi em 2005, ok, então o programa é é feito em etapas. O Ministério da Saúde, com o objetivo de fortalecer e consolidar a Estratégia Saúde da Família nos municípios com mais de 100 mil habitantes, com o apoio do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), promove o PROESF, com ações diretas em 187 municípios brasileiros e em 27 Unidades da Federação, com o objetivo de proporcionar ampliação, para a população dos grandes municípios brasileiros, no acesso aos serviços básicos de saúde, por meio da ampliação da Estratégia Saúde da Família. Fonte: elaboração própria com base nos anos de implantação de cada unidade de saúde da família do município de Duque de Caxias (ANEXO C).
Vínculo
Formação
A formação dos instrutores envolvidos ocorreu por meio do ETIS, da Secretaria de Estado de Saúde/RJ e de componentes da Rede de Escolas Técnicas do SUS, com carga horária de 40 horas semanais. Os formadores deveriam ser profissionais com alto nível de formação, com experiência de trabalho com ACS e deveriam receber formação pedagógica específica para realizar essa qualificação, com carga horária mínima de 40 horas” (MOROSINI, 2010, p. 108-109) . Esta primeira fase de formação pode ser realizada por todos os ACS envolvidos no SUS, independentemente do seu nível de escolaridade (BORNSTEIN, 2007).
Resultados e discussão dos dados quantitativos e qualitativos
Perfil sociodemográfico
Em relação ao número de crianças e idosos sob sua responsabilidade, verificamos o predomínio na presença de crianças ou crianças sob responsabilidade do ACS, como podemos verificar na tabela 3. Verifica-se na tabela 3 que 82,4 por cento . ter filhos ou outras crianças sob sua responsabilidade, no valor entre 1 e 2 sujeitos (66,7%); destes, 78,4% moram com os participantes e a maioria não tem idosos sob seus cuidados (92,2%). Quanto ao fato de ter religião e/ou participar de associação representativa do profissional, foram encontrados os dados apresentados na Tabela 4.
Perfil e condições de trabalho
Quando questionados se a comunidade os procurava nos finais de semana por questões de trabalho, os dados obtidos são apresentados na Tabela 9. A Tabela 11 mostra que a maioria dos participantes acredita que a ocupação causa estresse, conforme descrito em seu estudo com os ACS de Santa Maria./ RS , que o fato de não poderem se afastar do trabalho, mesmo durante as férias, e de terem que compensar visitas após ausência, constitui sobrecarga de trabalho, gerando estresse e insatisfação. De acordo com o número de famílias e pessoas acompanhadas pelos ACS, os resultados obtidos são apresentados nas Tabelas 12 e 13.
Formação profissional
A sobrecarga e as diversas responsabilidades do enfermeiro transformam a formação em serviço e o processo de qualificação dos ACS em uma formação acelerada, sem levar em conta o princípio da integralidade e a concepção ampliada de saúde, focada em uma concepção reduzida do processo saúde-doença e das necessidades envolvidas nele (MOROSINI, 2010). Não fui formada como agente comunitária, não tive essa oportunidade porque estava grávida. Bornstein e Stotz (2008), ao analisarem as responsabilidades básicas dos ACS previstas na Portaria GM/MS nº. Foi introduzida a Lei nº 1.886, de 18 de dezembro de 1997, que a descreve como atividades relacionadas a programas desenvolvidos pelas unidades de saúde, de caráter biomédico e individual.
O interesse pela profissão
Tal como na Tabela 24, os baixos salários e a falta de reconhecimento continuaram a ser identificados como a principal desmotivação relacionada com o exercício profissional dos ACS que participaram no estudo. A primeira sobre desvalorização/falta de reconhecimento/remuneração, a segunda sobre condições de trabalho, a terceira sobre qualificação profissional e a última sobre respostas que não foram contempladas nas categorias anteriores. Esses dados podem estar relacionados à insatisfação com o trabalho precário, baixos salários e falta de reconhecimento apresentados na Tabela 23 (f.99), que discute as desvantagens do trabalho dos ACS. 2012) relatam um profundo desconforto por parte dos ACS com a falta de reconhecimento do valor deste trabalho, tanto pelos gestores de saúde quanto pela sociedade em geral, e o seu conforto é o reconhecimento e a satisfação da população atendida.
Mudança de modelo
Porém, de acordo com os dados coletados por meio de questionários e entrevistas, não foi possível visualizar esse conceito ampliado dentro da prática dos VGOs no Município estudado. A participação dos ACS nas reuniões de equipe também foi abordada neste estudo pela sua importância na prática desse profissional; A Tabela 32 apresenta as respostas. Lopes, Durão e Carvalho (2011), nas entrevistas que realizaram para desenhar o seu estudo, associam a baixa rotatividade à oportunidade de crescimento profissional por parte dos ACS.
O enfermeiro e sua vinculação como ACS
Tese (Doutorado em Saúde Pública) – Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2007. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) – Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2001.