Caminhos para o Ensino de História Africana e Afro-Brasileira na Versão 1 do Componente Curricular de História da BNCC. Caminhos para o Ensino de História da África e dos Afro-Brasileiros na Versão 1 do Componente Curricular de História da BNCC.
BNCC: Necessidade ou Ofensiva Neoliberal?
A Educação e o surgimento de um Currículo Comum no Brasil
Um fato que também considero importante destacar é a preocupação do idealizador do Programa Escola Sem Partido, Miguel Nagib, sobre quem teria legitimidade para adotar o Currículo Nacional Comum. Disponível no portal da ANPED no seguinte endereço:
Quem está por trás da BNCC?
O que queremos que os nossos filhos aprendam em cada um dos anos que passam no ensino primário no nosso país?33. O que queremos que os nossos filhos aprendam em cada um dos anos que passam no ensino primário no nosso país?
Narrativas em torno da BNCC
Quais atores foram responsáveis pela construção do componente curricular de história da primeira versão da Base Nacional Comum Curricular. No entanto, esta consulta teve o prazo de submissão até 15 de dezembro de 2015. Diante das contínuas críticas ao curto prazo, o MEC decidiu prorrogar o prazo até 15 de março de 2016, conforme cronograma disponível no Portal da Base Curricular Comum Nacional39.
Componente Curricular História
Construção social do Componente Curricular História
A professora Marinelma Costa Meireles51 atua como professora de história no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFMA). Atualmente é Professora Associada III do Departamento de História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Especialistas do Componente Curricular História: Do Convite à
As entrevistas ocorreram durante o XI Encontro Nacional de Pesquisadores em Ensino de História (ENPEH), nas dependências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)63. Giovani José da Silva (2017) justifica o convite:. Eu disse que meu nome foi indicado por um membro do GT de Ensino de História da ANPUH, o professor Carlos Augusto Ferreira, que é baiano. E especialistas que ajudam outros a desenvolver um currículo de história para os primeiros anos.
Adaptado de entrevista concedida pelos redatores da 1ª versão do documento preliminar de História da BNCC. E por fim, levantou-se a questão sobre as críticas feitas em torno do ensino de História. O cumprimento do objetivo principal das Diretrizes, evidenciado pelo Plano Nacional de implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana (2013).
O Componente Curricular História na BNCC
Como se pode verificar a seguir no último ano do ensino fundamental: Ano 6 (Representações, sentidos e significados do tempo histórico); Para a análise desta tese, focaremos nos últimos anos (6º ao 9º anos) do ensino fundamental. Esta possibilidade se dá porque, apesar da apresentação de temas relacionados, na educação pré-escolar não há componente curricular de história, somado a este fato, nesta fase do ensino básico e nos primeiros anos em geral, não há ajuda de profissionais. na história e sim, com educadores.
Quanto ao ensino médio, a opção por não analisá-lo decorre da estrutura apresentada para cada etapa do ensino fundamental, o que nos faz compreender que o currículo de história do ensino médio merece atenção. A componente curricular de História dos últimos anos do ensino básico contém um total de 82 objetivos de aprendizagem. Estes objetivos estão divididos em diferentes eixos nestes últimos anos do ensino primário, como podemos verificar na tabela abaixo.
História e Cultura Africana e dos Afro-Brasileiros no Componente
Implementação da lei 10.639/2003 no Componente Curricular História
No gráfico 1 (p. 64) podemos perceber que há um equilíbrio entre a quantidade de objetivos de aprendizagem que tratam diretamente do tema e aqueles que não incluem temas africanos e afro-brasileiros. Voltando à análise quantitativa dos objetivos de aprendizagem que tratam de temas africanos e afro-brasileiros, nós os identificamos no eixo destinado a. No gráfico 2 apresentado acima, podemos observar claramente que a maioria dos objetivos de aprendizagem do Componente Curricular de História referente aos últimos anos do ensino fundamental que tratam de temas africanos e afro-brasileiros estão vinculados ao eixo “Categorias, Conceitos e Conceitos ".
Ao mesmo tempo, os objetivos de aprendizagem que tratam de questões raciais também tratam principalmente de temas relacionados com outros povos, como os europeus e os nativos americanos. Esse processo fica evidente quando observamos a quantidade de objetivos de aprendizagem presentes no eixo “Procedimentos de Pesquisa”. Por esse motivo, os objetivos de aprendizagem pertencentes a esse grupo podem ser considerados como OA, o que abre a possibilidade de aplicação da Lei 10.639/03.
Presença da temática africana e afro-brasileira na BNCC
Analisando primeiro os objetivos de aprendizagem onde o assunto é abordado diretamente, podemos observar uma relativa semelhança em relação ao tratamento. Observamos isso porque 9 desses objetivos de aprendizagem apresentam temas africanos e afro-brasileiros em uma posição subordinada e 10 objetivos de aprendizagem apresentam esses temas em uma posição de poder e em 3 casos há abertura para trabalhar tanto com dimensões positivas quanto negativas. . É importante destacar que nos sexto e nono anos do ensino fundamental os negros não aparecem como subalternos em nenhum objetivo de aprendizagem.
Essa perspectiva, que acaba por subordinar determinados grupos, também pode ser encontrada no objetivo de aprendizagem (CHHI7OA081)71. Este debate também se reflete no objetivo de aprendizagem acima (CHHI7FOA081) onde podemos identificar isso quando falamos da migração de europeus e. Este debate é revisitado de forma mais direta no oitavo ano, com o objetivo de aprendizagem (CHHI8FOA117) que visa “reconhecer os vínculos entre o processo de redistribuição da força de trabalho, a chegada dos imigrantes europeus e os interesses políticos das elites brasileiras . através do estudo de teorias pseudocientíficas de cunho racista” (BRASIL, 2015, p. 256).
Qual é a narrativa predominante no Componente Curricular História da
Essa crítica do ex-ministro da Educação serviu para respaldar diversas outras críticas ao currículo de história da BNCC. Depois de todas as consequências que surgiram em torno do currículo de história da BNCC, ficou evidente a insatisfação dos críticos com a ênfase dada à história. Dia da História da Anpuh-Rio: Discussão da BNCC, Parte 1. Globo.com, Rio de Janeiro – RJ.
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. CRONOGRAMA DE ENTREVISTAS/ Projeto: Base Curricular Nacional Comum e o Ensino de História: Foco no Ensino de História da África e dos Afro-Brasileiros. Desde que fiz uma análise, recentemente qualificada, deste documento da primeira versão do currículo de história da BNCC.
Repercussão à primeira versão do documento preliminar de
Críticas feitas por diferentes públicos
Para ela, o ministro liberou a responsabilidade pelo texto provisório da História de Si e do MEC e atribuiu a responsabilidade pelo documento exclusivamente aos seus autores. Segundo Renato Janine Ribeiro, sua ideia de currículo de história se caracterizaria por ensinar a história do Brasil e do mundo, mas sem uma perspectiva eurocêntrica. Em seguida, critica a falta de linearidade quanto a uma sequência histórica, ou seja, a BNCC tenta apresentar uma história do presente ao passado, diferente daquela tradicionalmente encontrada no currículo de história.
E critica que alguns conteúdos, de grande importância para o ministro, perdem lugar no currículo de história para conteúdos voltados à história e cultura de africanos e afro-brasileiros. Sobre a afirmação do ex-ministro sobre o seu desejo de um ensino crítico e livre de ideologias, Claudia Ricci lembra que o ensino de história está repleto de ideologias há muito tempo, citando o exemplo do Renascimento, que “geralmente é ensinado como uma ideologia”. Neste artigo, o advogado, que aparentemente não leu o documento e utiliza os argumentos do historiador Marco Antônio Villa em matéria publicada no Jornal O Globo, menciona a falta de alguns conteúdos bastante comuns no currículo de história (principalmente aqueles dirigido à Antiguidade e à história medieval e de carácter eurocêntrico).
Críticas feitas pelos profissionais da área de História
Sem dúvida há muitas críticas e sugestões a serem feitas, mas em diálogo com o documento e com os responsáveis pela proposta do componente curricular História da BNCC. Além de apontar e explicar a intenção de elaboração dos seguintes documentos “Relatório da Jornada Histórica da ANPUH-Rio” e da “Carta Crítica da ANPUH-Rio sobre a BNCC”. Como resultado, chamou nossa atenção a presença de uma nota que fazia uma análise mais consistente do documento preliminar da História.
Este memorando intitula-se “Nota do GT de História da África ANPUH-Brasil e da Associação Brasileira de Estudos Africanos (ABE-África) sobre a proposta de uma Base Curricular Comum Nacional (BNCC) para o Ensino de História” na qual ele fez uma. uma leitura crítica da proposta de Quadro Curricular Comum Nacional, que foi submetida a consulta pública. Algo interessante é o facto de o GT Emancipação e Pós-abolição ter uma posição diferente do GT História Africana em termos de proximidade dos temas. Este modelo tem uma base eurocêntrica e propõe o ensino de história baseado na divisão da história humana em essencialmente 4 eixos: história antiga, medieval, moderna e contemporânea.
Currículo de História e a necessidade de um currículo antirracista. 104
Racismo institucional, movimento negro e Educação
Foi nesse período da década de 1930 que o movimento negro brasileiro começou a se fortalecer e surgiram organizações como a Frente Negra Brasileira (FNB), que em 1931 era considerada uma das maiores entidades negras do século passado, tendo como objetivo seu principal . sendo incluir afro-brasileiros - brasileiros na forma. Com a ditadura militar de 1964, houve uma desaceleração da luta de diversos movimentos sociais no país, inclusive do movimento negro. Como aponta Petrônio Domingues, os militares acusaram os militantes do Movimento Negro de lutar por algo que não existia, o racismo.
Com a reorganização da luta do Movimento Negro e o processo de redemocratização no governo brasileiro, observamos, principalmente na década de 1980 e início de 1990, uma intensificação do debate em torno da memória que se tentava apagar da população negra. Martha Abreu, Hebe Mattos e Carolina Vianna Dantas ressaltam ainda que a Constituição de 1888 também garantiu a “proteção às manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, além de ampliar a ideia de direito às práticas culturais”, segundo. Martha Abreu, Hebe Mattos e Carolina Vianna Dantas ressaltam ainda que a Constituição de 1888 também “garantiu a proteção às manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, além de ampliar a ideia de direito às práticas culturais” nos termos dos artigos 215 e 216104.
Ensino de História e questão racial
Essa omissão afeta o ensino, podemos perceber isso na dificuldade encontrada quando o pedagogo tenta colocar em prática o ensino da história e cultura afro-brasileira. Primeiramente, devemos observar que o documento da primeira versão do Componente História apresentava características de um currículo democrático, ou seja, apresentava diferentes temas étnico-raciais de forma bem distribuída, de acordo com o que os redatores do anteprojeto plano. Documento histórico queria apresentar. Como podemos perceber acima, entendemos que os críticos que enfatizavam uma forte presença da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena foram mobilizados pelo racismo e também pela fragilidade que cerca o Ensino de História Africana, que apesar de ser obrigatório há 15 anos. anos. anos na Educação Básica ainda precisam ser adequadamente ensinados no Ensino Superior.
E, por fim, reitero que, apesar dos poucos avanços no ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana nestes 15 anos de lei, a luta pelo ensino antirracista na educação básica e no ensino superior não deve perder força, e o Componente Curricular de história presente na primeira versão da BNCC indica que outros caminhos são possíveis. Então tivemos que incentivar uma mudança nesse sentido para atender tudo o que a LDB falou, o PNE falou e a pesquisa, as experiências inovadoras no ensino de história. Houve algumas críticas que colocaram a história indígena e a história africana e afro-brasileira como destaque neste currículo de História.